O batismo na Era da Informática

Trim trim trim….
_ CBN.
_ Quem fala.
_ Paulo.
_ Você é o paulo.rodolfo.
_ Sim, sou o paulo.rodolfo.
_ Queria falar na pauta da editoria de cultura.
_ Mande sua sugestão para o e-mail da pauta. É pautacbn@cbn.com.br.
_ Não posso mandar para você direto. Você é paulo.rodolfo com f ou ph no rodolfo.
_ Sou apenas paulo.rodolfo, rodolfo com f. Você acaba de me transformar num e-mail.

Colaboração: Paulo Rodolfo, jornalista da CBN

A concepção na Era da Informática

-Pai, como é que eu nasci? –
Muito bem, tínhamos de ter essa conversa um dia !!!
O que aconteceu foi o seguinte:
Eu e sua mãe nos conhecemos e nos encontramos num Chat desses da Net, que existem para se conversar.
O papai marcou um interface com a mamãe num Cybercafé e acabamos plugados no banheiro dele.
A seguir, a mamãe fez uns Downloads no Joy Stick do papai e quando estava tudo pronto para a transferência de arquivo, descobrimos que não havia qualquer tipo de Firewall conosco.
Como era tarde demais para dar o ESC, papai acabou fazendo o Upload de qualquer jeito com a mamãe e, nove meses depois, o Vírus apareceu.

Colaboração do ouvinte-internauta João Ribeiro

Meio ambiente: Um verde para chamar de meu

maritacas1
Na casa de Dalgas Fisher, os pássaros fazem a festa. Clique na imagem e veja outras fotos

A desigualdade social que atinge a cidade de São Paulo pode ser medida pela quantidade de área verde reservada a cada um dos paulistanos. A ambundância verificada em alguns pontos contrasta com regiões que não oferecem sequer um metro quadrado de verde.

Na terceira reportagem da série sobre meio ambiente, apresentada no CBN SP, a repórter Luciana Marinho, mostra que além de políticas de governo para melhorar a qualidade de vida na cidade, os moradores também têm papel importante.

Saiba, por exemplo, que árvore plantar para que os pássaros voltem ao seu bairro:

Câmeras em ação: De chácara a gramados

Por Carlos Magno Gibrail

O técnico Leão pôde comprovar a emboscada seguida de agressão que foi vítima. Câmeras de segurança instaladas no local gravaram tudo. O Santos Futebol Clube tendo disponibilizado as imagens interferiu na privacidade de algum cidadão? Do “Leão de Chácara” que o emboscou e lhe deu pancada? Dos facínoras “santistas” que empunhando uma arma medieval quase o assassinam? Ou da vítima, que poderia preferir o anonimato?O Leão, técnico, o do gramado, personalidade forte, será que era favorável às câmeras? Nos clubes, nos esportes, nas ruas, nas lojas, nas residências?

Em Bruxelas, no domingo, Massa ganhou 10 pontos graças a elas. No US Open tenistas as usaram para evitar erros que poderiam inverter resultados de partidas de milhões de dólares .

Da Alemanha, através do celular, o proprietário de casa no litoral paulista identificou ladrões que tentavam roubá-la. Acionou a polícia paulista que os prendeu todos.

“Babás” são filmadas espancando bebês e “empregadas” socando idosos.

Calcula-se que existam 4,2 milhões de câmeras no Reino Unido, uma para cada 15 habitantes.

“Londres, onde 150.000 câmeras vigiam as ruas – um cidadão comum que ande por elas a caminho do trabalho é filmado 300 vezes por dia”, diz a Revista VEJA.

Até “puxão de orelhas” as câmeras transmitem aos londrinos não tão educados. Ao mesmo tempo em que não evitam críticas ao número cada vez maior de monitoração.
“Somente um em cada cinco crimes é resolvido por conta da vigilância”, afirmou Dee Doocey, porta-voz do partido Liberal Democrata, na Assembléia de Londres, responsável pelo policiamento nos 32 distritos de Londres e o centro da cidade.

As cidades brasileiras há anos vêm implantando câmeras nas ruas. Manaus, Fortaleza, Teresina, Natal, Recife, Maceió, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Belo Horizonte, Brasília, Petrópolis, Rio de Janeiro, Suzano, Praia Grande, Curitiba, Londrina, Joinville, Porto Alegre, etc.

Gilberto Kassab fala em inaugurar um “Observatório Municipal de Violência e Segurança”, em São Paulo. Já instalou 3.500 câmeras em vias e escolas. Está agora preparando a compra de outras 8.500, que vigiarão freqüentadores de parques e cemitérios.

Geraldo Alckmin, promete instalar 18 mil câmeras de vídeo na cidade de São Paulo para combater a ação de criminosos. Alckmin diz que criará uma “Sala de Situação”, com um “sistema integrado de câmeras gerenciado pelo software de risco, usado pela cidade de Londres.”.

Marta Suplicy quando foi prefeita criou uma pasta específica para a segurança municipal, que acabou extinta em 2005 pela gestão Serra e Kassab. Assim como Marta, Alckmin quer recriar a secretaria que seu colega de partido extinguiu.

O uso do aparelho é defendido por especialistas em segurança pública, mas há ressalvas. Diretora do Ilanud (Instituto Latino Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente), Paula Miraglia vê as câmeras como instrumento preventivo. “Mas é preciso clareza sobre as leis que cercam a gravação e o uso das imagens. E a população tem que saber que está sendo filmada”, diz Miraglia.

Alvin Toffler, em 2003 já dizia a VEJA: A tendência, é que o uso de câmeras aumente de forma exponencial no futuro. “As empresas vão observar o que fazemos no supermercado, nas lojas, checando absolutamente tudo: nosso comportamento nos corredores, em frente às prateleiras. Criaremos uma sociedade cada vez mais investigativa”.

Paco Underhill já nesta época desenvolve toda uma teoria de varejo baseada em observação através de câmeras. Do best seller “Why we buy” ao “Call of the mall” as reações e desejos dos consumidores são registrados e analisados de forma apurada.

No livro “O Fim da Privacidade”, o cientista político canadense Reg Whitaker diz que as pessoas estão abrindo mão de sua privacidade voluntariamente, em troca de serviços melhores e mais segurança.

Pela utilidade do produto que fornece, é inevitável a crescente demanda que virá. Por isso mesmo, há que se regular o fornecimento e uso das câmeras e suas imagens públicas.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e enquanto escrevia este artigo acompanhava, pelo computador, o movimento da casa dele. Toda quarta-feira está aqui no blog e durante a semana conversa com você na área reservada aos comentários.

Presidente da Câmara desrespeita lei eleitoral, em São Paulo

Presidente da Câmara faz campanha irregular
Clique na foto acima e veja outras irregularidades do candidato

Banners pendurados em árvores e postes, e muros pintados sem autorização, são métodos proibidos pelo Tribunal Regional Eleitoral e utilizados à exaustão pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues, candidato à reeleição pelo PR. O material pode ser visto nas ruas da Favela de Paraisópolis e no bairro do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, onde mantém seu reduto eleitoral.

O uso da lâmpada, que é marca de sua campanha – conforme pode ser constatado em visita ao site do vereador -, pintada em muros é uma tentativa de burlar a lei eleitoral que impede esta prática, nesta eleição. Pois não há nenhum indicação do nome, número ou partido do candidato.

Em pelo menos um dos locais flagrados com a pintura há, também, faixa do presidente da Câmara. Para tornar a situação ainda mais complicada, segundo informações levantadas por este blog, o proprietário do imóvel na rua José Marioto Ferreira, esquina com a Ernest Renan, em Paraisópolis, não autorizou a colocação do material de campanha no local.

Incontestável é a irregularidade do uso de banners pendurados em postes e árvores da região sul, tipo de propaganda que relembra os tempos mais sujos (por favor, não me entendam mal, me refiro apenas a poluição visual) das campanhas eleitorais na cidade de São Paulo.

Antônio Carlos Rodrigues, não bastasse desrespeitar a cidade e o cidadão, ataca a Lei Cidade Limpa, principal símbolo da gestão do prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pela coligação integrada pelo PR, partido do vereador.

Agora o outro lado

“Sobre a informação divulgada em seu blog a respeito de banners pendurados em postes e árvores, além de lâmpadas pintadas em muros nas ruas de Paraisópolis e no bairro do Campo Limpo esclareço:

A propaganda que está sendo veiculada é a de minha campanha anterior (2004).
Quem tiver interesse pode verificar o material da atual campanha em meu site de candidato (www.antoniocarlosrodrigues22678.can.br).

Vereador Antonio Carlos Rodrigues”

A resposta do vereador não o exíme da responsabilidade de retirar das ruas de São Paulo o material de campanha, segundo ele, antigo. Nem explica a pintura nova dos muros e o banner já com o visual novo que está em uma das casas fotografadas e publicadas no blog.

Foto-ouvinte: Drice-thru da droga, na Roberto Marinho

O fato já havia sido denunciado por veículos de comunicação e comentado pela polícia, em mais de uma oportunidade. No entanto, o que o ouvinte-internauta Marcos Ignácio constatou na semana passada é que a venda e o consumo de drogas na avenida Roberto Marinho seguem em frente.

Durante o dia, o pessoal do crack não se acanha em consumi-lo no canteiro central, conforme mostra a foto acima. À noite, o sistema drive-thru é o mais utilizado com o usuário fazendo a compra no próprio carro.

TRE-SP só atende Internet Explorer

Firefox e Safari não foram apresentados, ainda, aos programadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Se você quiser denunciar um candidato a prefeito ou vereador por irregularidades cometidas durante a campanha, só poderá fazê-lo se usar o navegador da Microsoft. Quem me alertou foi o ouvinte-internauta Tiago Cheregati que pretendia registrar reclamação contra um candidato que está infestando a zona norte de São Paulo com cavaletes. Candidato, aliás, bastante conhecido da justiça. Hoje, testei o sistema através de meu computador, no qual navego em um Firefox 3.0.1, e também não obtive sucesso.

Em tempo: Cheregati insistiu e conseguiu registrar a queixa, mas teve de recorrer a um computador com Internet Explorer.

Pizzas com coberturas criativas

A variedade do mais popular prato de São Paulo não tem fim. Sempre aparece alguém para oferecer novos sabores à pizza como destaca Ailin Aleixo, do “Época SP na CBN”:

O Mellão (Hamilton Mello Júnior) da I Vitelloni é imbatível quando o assunto é pizza criativa. Reza a “lenda” que ele inventou a pizza de tomate seco com mussarela de búfala e rúcula, que caiu no gosto do povo e hoje é quase que obrigatório nos cardápios das pizzarias. Novidades é o que não faltam no cardápio dele. Tem pizza de minipolpetta com molho de tomate, de endívia com queijo brie e azeite trufado e até massa feita com cerveja ele inventou. A massa de cerveja tem um gostinho mais amargo e ganha uma consistência crocante depois de assada.

Virou moda cobrir a massa de pizza com combinações consagradas de outras culinárias. Por exemplo, o molho carbonara virou cobertura de pizza na Bráz (combinação de pancetta, pimenta-do-reino, ovos e espremidos e queijos grana padano e pecorino). Assim como a ponto chique (do famoso sanduíche – queijo fundido com lagarto e pepino em conserva) sobre a massa da Oficina de Pizzas. Tem também a pizza de confit de pato com alho no vinho e pimenta verde, uma inspiração francesa que virou cobertura na pizzaria Floriano.

No capítulo das frutas: pizza de manga com folhas, alho-poró e castanha (da Leona); de figo com vinagre balsâmico, presunto cru e ricota defumada) (Floriano) e a de maçã verde, com queijo brie, rúcula e peito de peru (Brascatta)

Anote os endereços:

I Vitelloni- R. Conde Silvio Álvares Penteado, 31, Pinheiros, 3819-0735

Braz- R. Vupabuçu, 271, Pinheiros, 3037-7975

Oficina de Pizzas- R. Purpurina, 517 , Vila Madalena, 3816-3749

Leona- R. Constantino de Sousa, 582, Campo Belo, 5096-3000

Floriano- R. Joaquim Floriano, 466 – Itaim-Bibi, 3079-3500

Brascatta- R. Passo da Pátria, 1.685, Lapa, 3835-5159

Assembléia paulista não conta se demitiu parentes

Os deputados estaduais paulistas tropeçam nos atos sempre que o assunto é nepotismo. Primeiro se negaram a debater o tema, apesar de haver três projetos de lei que proibia a contratação de parentes pelos parlamentares. Foram obrigados afastá-los devido a decisão do Supremo Tribunal Federal. O prazo para que apresentassem os nomes de funcionário a serem dispensados se encerrou semana passada. A repórter Cristina Coghi esteve por lá, nessa segunda-feira, e conversou com o presidente da casa, deputado Vaz de Lima, do PSDB, que foi claro ao dizer que não está interessado em investigar o comportamento dos colegas. Recebeu uma lista de 70 pessoas a serem dispensadas, mas não quis saber se eram parentes ou não. Portanto, é possível que algum deputado, teimoso, tenha decidido esconder a sogra no armário e o cidadão continuará pagando o salário dela.