Ambiente Urbano: Vergonha do rio



Por Osvaldo Stella


Imagem feita pelo Osvaldo em seu passeio de bicicleta

A semana começou com a “lista de sugestões” da empreiteiras para os candidatos a prefeitura de São paulo, depois foi o ministro de colete sendo atropelado pelo diesel com baixo teor de enxofre que só vai chegar em 2012. Porém foi no final de semana que, durante um passeio de bicicleta, fez-se a pauta.

O passeio foi entre as cidade de Santana do Parnaiba e Pirapora do Bom Jesus. Cidades históricas fundadas no século 16 pelos Bandeirantes. Ambas cidades ficam as margens do rio Tiete, e justamente por isso foram fundadas pelos Bandeirantes que desciam o rio em busca de riqueza. O que deveria ser um polo turístico próximo a capital hoje é um exemplo de até onde a inépcia do poder público prejudica a nossa sociedade.

O Rio de águas negras e imundas corta ambas as cidades e entre elas, distantes 40km, sucedem belas paisagens em um local onde, não fosse a água imunda, milhares de pessoas poderiam encontrar lazer. Mais que a água suja, o descaso com o saneamento público, principalmente da prefeitura de guarulhos, prejudica pessoas que estão na fronteira da região metropolitana de São Paulo. Milhões de reais poderiam ser incorporados na economia local não fossem fétidas as águas do Rio.

Este é só mais um exemplo de como a ineficiência do poder público tem causado prejuízo para nossa sociedade. Em determinadas épocas do ano a espuma fétida sobe do rio e invade a cidade. Um morador da região se disse envergonhado com a situação principalmente por não poder fazer nada pois a sujeira não era dele.

Ouça aqui a converda com Osvaldo Stella que foi ao ar no CBN SP:

Osvaldo Stella está toda segunda no Ambiente Urbano, que vai ao ar logo após às 11 da manhã no CBN SP.

Meio ambiente: Lixão vai para o aterro


Luciana esteve no aterro de Caieiras para onde vai nosso lixo

O uso dos aterros sanitários tem sido o maior investimento das políticas públicas quando o assunto é descarte de resíduos sólidos. No entanto, a solução dada ao lixo produzido em São Paulo deveria passar por outros caminhos, conforme mostra a repórter Luciana Marinho, na primeira reportagem da série que vai ao ar durante toda esta semana:

Condomínio Legal: Vai rolar a festa !



Por Márcio Rachkorsky

Não raramente, festas em condomínios acabam em confusão, multas, desavenças e ações judiciais.

O uso das áreas comuns do edifício (churrasqueira e salão de festas), deve ser feito nos estritos termos do regulamento interno e da convenção de condomínio. Certamente há que se atentar ao bom senso, pois “o direito de um termina onde começa o do outro”, principalmente para quem vive em condomínio.

Redobrada atenção merecem os eventos realizados ao ar livre, junto à churrasqueira, devendo o responsável proibir que seus convidados circulem noutras áreas do condomínio.

Algumas simples regrinhas, a seguir elencadas, são essenciais para uma festa tranqüila:

– ler previamente o regulamento interno e a convenção de condomínio.
– programar a festa em horário compatível com as regras do condomínio.
– ficar sempre atento ao volume do som.
– coibir o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e evitar excessos.
– conversar com os convidados, explicando-lhes rapidamente que o condomínio possui regras.
– conversar previamente com os funcionários do condomínio, dando-lhes ciência do evento.

Boa festa a todos !

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do “Condomínio Legal”, na CBN. Toda segunda-feira escreve um artigo exclusivo aqui no blog, e abre espaço para conversar com você. Deixe sua opinião ou sugestão.

Foto-ouvinte: Uma caçamba de irregularidade

A proibição de estacionar em ruas dos Jardins deveria valer para as caçambas, também. Não foi o que a ouvinte-internauta Camila Cafardo registrou nesta imagem feita no lado direito da Rua Ministro Rocha Azevedo, entre as Alamedas Franca e Itu. Ela lembra que segundo nova determinação da CET ali é proibido estacionar das 7 às 22 de segunda à sábado: “Haja paciência !”, concluiu assim a mensagem enviada ao blog.

De cinema

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Lá se vão sete anos que tenho passado quieta, reflexiva, e encastelada. Mas o que vejo lá longe? Aqueles vultos acenando lenços brancos, seriam os últimos meses do meu último ciclo de sete anos, se despedindo? Suspeito que sim; afinal, é tempo de mudar. A lua está crescendo, a primavera chegando e o sol começando a se mostrar sem muito pudor. Numa tarde gostosa, ao pôr-do-sol, lembrei de ter comparado a vida a uma trama de romance, num texto que escrevi em maio de 2006. Vou repeti-lo aqui, não por falta de assunto, mas pela importância do olhar para trás para avaliar a própria vida.

Aqui vai o texto:

Tenho andado muito quieta e pensativa. Fase de reavaliação de vida; sabe? De vez em quando é bom; é saudável. Na quietude, cheguei a uma imagem que tem me ajudado muito e que gostaria de compartilhar com você. Imagine que sua vida é um filme, e você, o protagonista de sua própria história. As pessoas que contracenam com você são apenas representações de si mesmas porque o verdadeiro eu de cada um só pode estar num único lugar, no seu próprio filme, protagonizando e produzindo o espetáculo. Quando não estão com você, continuam a atuar em seus filmes, contracenando noutros, e assim, infinitamente. Cada um tem seu próprio enredo, e interage e faz papéis pequenos ou de grande importância, em filmes alheios.

Não podemos perder de vista o fato de sermos coadjuvantes no filme dos outros, porque só podemos protagonizar nosso próprio filme. Quando alguém é agressivo com você, está apenas interagindo com mero representante seu e não com o verdadeiro eu. A cena se passa no filme desse alguém enquanto no seu próprio filme você pode se relacionar com as pessoas, da maneira que escolher – agredindo e se defendendo, entrando de cabeça no script deles ou escolhendo o seu papel e sendo fiel ao seu personagem e respeitando o personagem do outro.

Cheguei à conclusão de que prefiro escolher o papel do mocinho, do valente, do divertido, do artista, do idealista, do herói, do feliz, do realizado e satisfeito. Abro mão do papel de bandido, mal-humorado, ignorante, desesperançado, infeliz e insatisfeito. Percebo cada dia melhor minha responsabilidade pelas escolhas que faço e compreendo que o ensaio é o único caminho para uma excelente representação. Portanto, primeiro preciso decidir que papel quero representar no filme da minha vida e depois preciso ensaiar com dedicação e disciplina. Não me satisfaz um personagem medíocre; uma atuação de segunda linha.

Fomos treinados a reclamar de tudo que acontece contra nossa vontade e a reclamar daquilo que não acontece, apesar do nosso desejo. Precisamos cuidar mais da qualidade do nosso filme. Atenção especial para os cenários, para aparência pessoal e, principalmente, para a continuidade e a coerência do personagem. Belo desafio, não é?

Pois bem, vinte e sete meses se passaram e estou saindo da toca, satisfeita com o andamento do meu filme. E o seu; como vai? É sempre bom lembrar que o filme de ninguém deve ser mais importante nem mais apaixonante do que o seu. Divirta-se. Faça o melhor filme que puder.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça este texto na voz da autora

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Todo o domingo escreve aqui no blog a espera de dividir com você conhecimento e emoção.

Avalanche Tricolor: O presente da prima

Chaveiro do Grêmio

São mais de 1.000 chaveiros a integrar a coleção do ouvinte-internauta Lucas. E dentre estes, é possível encontrar um do Grêmio, produzido na década de 70 quando Everaldo, lateral da seleção brasileira, ainda era nossa única estrela reluzente. De lá até hoje, muitas outras passaram a fazer parte de nossa constelação tricolor. Mas este é assunto para outra “Avalanche”.

O chaveiro que aparece em destaque na mesa do colecionador foi um presente de um prima gaúcha. Ele garante em sua mensagem que, embora seja santista, guarda o “tricolor” em homenagem ao Grêmio, clube pelo qual tem muito respeito. Não há por que desconfiar desta afirmação, mesmo que ele ressalte o fato de a prima que lhe deu o mimo “ser a mais bela da rua” em um Estado onde estão as mais belas mulheres do mundo – palavras do próprio, guardadas em arquivo que armazenei na minha caixa de correio para caso alguém me acuse de estar forçando a barra ou usando de opinião pessoal.

Aos que estranham a publicação desta “Avalanche” sem nenhum comentário em relação ao jogo contra o Fluminense, uma explicação: estou em Buenos Aires, na Argentina, desde quinta-feira à noite (assim espero) e, portanto, não tenho certeza do meu acesso a internet logo após a partida do Grêmio. Por isso, escrevo e publico o texto antes do confronto que, seja qual for o resultado, terminará com o Grêmio líder do Campeonato Brasileiro.

São as vantagens de se torcer para o Grêmio: tem-se a tranquilidade de que o placar não vai interferir na classificação. E a certeza de que a prima gaúcha é bonita e gremista.

Banco de alimentos prejudicado com rodízio de caminhões

A restrição para circulação de caminhões na capital paulista prejudica a distribuição de produtos recolhidos pela ONG Banco de Alimentos. Um dos veículos usados está fora das especificações impostas pela prefeitura e, portanto, não poderá mais ser usado nas operações que a entidade desenvolve.

Um caminhão com capacidade para transportar 4 toneladas de alimentos está impedido de circular em algumas áreas da cidade. O veículo foi doado, há alguns anos, pela GM para a organização não-governamental que agora terá de se desfazer do veículo.

A ONG Banco de Alimentos distribui produtos para cerca de 21 mil e 900 pessoas, por dia.

CET também não respeita a lei

Carro da CET comete infração

Que os carros de corpo consular não gostam de cumprir a lei, a gente já sabe. Haja vista, os flagrantes de ouvintes-internautas registrados aqui no blog na semana passada. Carro da CET, porém, não tem desculpas. Veja o caso desta viatura fotografada pelo ouvinte-internauta Marcus Quinello: “Quem é que vai multar ?” – pergunta em mensagem enviada ao CBN SP na qual pede para publicar aqui no blog

Comitiva de Kassab desrespeita lei de trânsito

No último mês, a prefeitura de São Paulo tem anunciado uma série de restrições para estacionamento em vias públicas com o objetivo de ajudar o trânsito a fluir melhor. Os bairros dos Jardins e Pinheiros foram os primeiros a serem atingidos pelas medidas. No entanto, a lei imposta aos motoristas de São Paulo não serve para os integrantes da comitiva do candidato-prefeito Gilberto Kassab (DEM) como mostra a imagem feita pelo ouvinte-internauta Álvaro Mello: “sua trupe estacionou os carros em lugar proibido na rua Bela Vista complicando o trânsito”, escreveu. Segundo ele, durante o comício que Kassab fez na zona Sul, apesar da presença de carros da prefeitura, não apareceu nenhum fiscal da CET para multar os veículos estacionados irregularmente.