Novos e gostosos

Ailin Aleixo arrisca nas novidades e se dá muito bem. Estas são as sugestões que ela trouxe ao “Época SP na CBN”, deste terça-feira

Curry – cozinha indiana

Formada em hotelaria, Manuela Narvania se especializou em comida indiana depois que se casou com um empresário de lá. Abriu um bufê, ficou famosa no boca-a-boca e, finalmente, abriu seu próprio restaurante em meado de junho. A escolha do ponto não foi muito acertada, uma rua escondida no Morumbi, com numeração atrapalhada que engana até o Google Maps. Mas vale a pena procurar. O salão é pequeno e decorado com simplicidade, mas a cozinha de Manuela ganha até dos indianos autênticos da cidade. O cardápio contempla diversas regiões da Índia, dos assados no forno tandoor aos pratos vegetarianos. Comece com uma cestinha de pão nan fresquinho e siga beliscando as samosas, pasteizinhos com recheio de carne ou de legumes – os dois são picantes, mas sem exagero. O murg shahi korma, frango com molho cremoso e castanhas de caju, estava simplesmente maravilhoso, assim como jhinga coconut, camarão ensopado ao molho de coco, de textura impecável. Ambos combinaram muito bem com o kesari pullao, arroz vermelhinho de especiarias. O capítulo das sobremesas é curto, mas interessante. Além de arroz doce, o khir, tem sempre presente gulab jamun, bolinho de leite em calda de pétalas de rosas, muito bem feito sinal. A surpresa, porém, é o halwa, um incrível doce cremoso de cenoura temperada com cardamomo. Ainda não acabou: para fechar com chave de ouro, não deixe de pedir uma xícara de chá indiano com especiarias.

R. Barão de Melgaço, 636 – Morumbi – São Paulo – SP
3567-2777

Casalinga- cozinha italiana

De tanto ver os clientes comendo de pé na calçada, a família Franciuli, que administra a centenária Padaria 14 de Julho, decidiu abrir uma cantina no imóvel ao lado, que funciona somente de sexta a domingo. Vale ir até lá pelas receitas italianas, as mesmas vendidas nos panelões da padaria, tudo muito simples, com gostinho de comida caseira. As entradas são oferecidas num bufê a quilo. As massas são artesanais: o orecchiete pode vir na companhia de um suculento polpetone. Tem também perna de cabrito com brócolis e batatas, em porção generosa que dá para três, e um imperdível pernil, assado no vinho durante catorze horas. Pena que os donos não tenham caprichado na ambientação da cantina. O salão de 50 lugares, com decoração fria e mal-ajambrada, não reproduz a atmosfera antigona e acolhedora da padaria. O serviço também deixa muito a desejar.

R. 14 de Julho, 76 – Bela Vista – São Paulo – SP
3105-3215

Le Bou- cozinha variada

O restaurante, que só abria para o almoço, passou por um banho de loja e agora funciona também no jantar.Cuida da cozinha o talentoso chef Zé Bella Cruz, que vem da equipe de Sergio Arno. Há duas opções no cardápio: os pratos delicados, que vem a ser as entradas, e os pratos de resistência, osprincipais. Na primeira lista figuram omeletes recheadas com salada, quiches, rosbife com legumes grelhados e tartar de salmão, entre outros. Na segunda, entram uma série de massas e risotos, além de receitas moderninhas, como peito de pato com molho de uva e purê de mandioquinha, medalhão com cestinha filo recheada de creme de pupunha e o ótimo peixe do dia, com molho de gengibre e shoyu, acompanhado de crepe gratinado de cogumelos.

R. bandeira Paulista, 387, Itaim-Bibi – São Paulo – SP
3078-6704

Moradores são desalojados, em Paraisópolis

Há três dias, a prefeitura está demolindo algumas casas para a construção de uma escola técnica estadual, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo. De acordo com o coordenador da Escola do Povo, Gilson Rodrigues, algumas famílias não aceitam a indenização de R$ 5 mil oferecida pelo poder público para deixar as casas.

“Os moradores não aceitam sair, pois os atendimentos habitacionais não atendem a necessidade. Aquele que não sair fica sem nada. Nestes três dias passados as remoções tem sido itensificadas e sobre pressão policial”, escreveu ao blog.

Segundo ele, na imagem publicada os funcionários da prefeitura está demolindo a casa que fica em cima ao mesmo tempo que uma família segue morando na parte de baixo: “o refeito esteve aqui ontem e os moradores cobraram uma solução sem resposta”.

Prefeitura fala em acordo e nega força policial
(Publicado às 13:53)

Assessor de comunicação da prefeitura de São Paulo, o jornalista Leão Serva, esclarece, por e-mail que não há o uso de força policial para a retirada de famílias na área em que será construída escola técnica do Estado, em Paraisópolis. Diz que as últimas que se mantinha na área estão saindo voluntariamente:

“A nota sobre a demolição de casas em Paraisópolis está enganada por uma fonte parcial, que não contou aos leitores do blog a história inteira.

A área onde estão essas casas, junto ao CEU de Paraisópolis, foi desapropriada pela Prefeitura para a construção de uma Escola Técnica (ETC), em convênio com o Governo do Estado.

As 76 famílias que ali moravam foram cadastradas no projeto de urbanização de Paraisópolis, em 2004 e 2005. Todas têm direito a unidades habitacionais na própria área e recebem aluguel no período em que aguardam a entrega de suas casas, em construção.

Em fins de 2007 e início de 2008, várias pessoas começaram a invadir o local, totalizando 174 invasões.

Para esses não é possível oferecer unidades habitacionais, posto que ocuparam a área após o início das obras de urbanização de Paraisópolis, apesar de uma intensa campanha de informação sobre a destinação da área para uma escola técnica, inclusive com placas informativas. A invasão contraria o interesse da comunidade da região e não tem o apoio de suas entidades.

As últimas famílias que resistiam na área estão saindo voluntariamente, com a reintegração de posse dada à Prefeitura pela Justiça, que reconheceu o interesse público na construção da ETEC. Hoje são apenas 12 famílias e nenhuma delas sai pela presença de “forte” pressão policial (nem polícia há na área). A Guarda Civil Metropolitana fica no local para garantir que a área não seja invadida”

Grato

Leão Serva”

Jovens falam de política e eleição

Três trabalhos e um objetivo: entender o comportamento dos jovens em relação a política, no Brasil. No primeiro, a resposta veio através de enquete desenvolvida pelo Portal do CIEE com 6.822 estudantes, entre os dias 11 e 21 de julho de 2008. Nos outros dois, repórteres do Portal Voz saíram às ruas para saber o que a juventude pensa sobre a eleição e os políticos brasileiros.

Veja e leia o resultado destes trabalhos e participe desta discussão deixando a sua opinião.

Você acha que o jovem pode mudar a política no Brasil ?

Sim, cobrando mais dos candidatos em que vota – 72%
Não, porque o jovem hoje não é mais idealista – 12%
Sim, candidatando-se a cargos públicos – 10%
Não, porque na política só tem corruptos – 6%

Quem é seu vereador ?

Voz é uma associação de profissionais independentes da área de comunicação e jornalismo, que se propõe a promover o debate de temas relevantes para o desenvolvimento do Brasil, incentivando a participação da sociedade brasileira nesse debate.

Campanha Ficha Limpa ganha uma assinatura por minuto



Recado escrito por Chico Whitaker sobre a coleta de assinatura em favor da lei de iniciativa popular que impede a presença de candidatos ficha suja nas próximas eleições:

“A banquinha de coleta de assinaturas da Campanha Ficha Limpa, ontem na Paulista, teve uma receptividade impressionante: em duas horas, 138 assinaturas: mais de uma por minuto!

Já quando retirei o banner na empresa que o confeccionou (“se você quer / que só pessoas com ficha limpa / possam se candidatar nas eleições / assine aqui / Projeto de lei de iniciativa popular / Movimento de combate à corrupção eleitoral”), um cidadão que o leu perguntou imediatamente: “como faço para ajudar nessa campanha?”.

Na Paulista, as pessoas liam o banner de longe e vinham direto para a mesinha dizendo: “é prá já!”. Chegou até a formar filas, com a mesa suportando só dois por vez…

Estatistica: em cada folha de doze, só um ou dois tinham o título de eleitor no bolso.

Resultado: mais trabalho, porque anotamos o telefone para chamar depois (até para outros estados…).

E houve gente que levou várias folhas (“para bater de porta em porta no meu condomínio”).

Ou seja, se mais gente for para a rua (bastam duas horas, mas muitos fazendo isso) chegamos fácil ao milhão.

Me sinto obrigado a montar de novo a banquinha. Quem quiser ajudar será bem-vindo (na Paulista, em frente à Gazeta). Mas venha com um casaco, que o vento é danado. E uma mesinha a mais, se a tiver a mão.

Abraços do Chico Whitaker”

Foto-ouvinte: Trânsito, eu (des)respeito

Foto-ouvinte: Trânsito, eu (des)respeito

O adesivo no vidro traseiro estampa a ironia da cena registrada pelo ouvinte-internauta Antonio Chastinet, sexta passada, às dez para as quatro da tarde, na rua Cásper Líbero, centro de São Paulo. O carro que pertence a prefeitura de São Caetano do Sul está parado em fila dupla em claro desrespeito às leis de trânsito.

Colher de chá da Info Exame

Desde fim de julho, o Twitter está integrado ao CBN São Paulo e se transformou em mais um canal de interação com os ouvintes-internautas (cada vez mais ouvintes, cada vez mais internautas). Nossa conversa digital chamou atenção do pessoal da Info Exame que fez reportagem publicada na última edição, já nas bancas.

Caso você esteja interessado em participar também desta rede entre no Twitter, conheça esta ferramenta e depois inclua-me: http://twitter.com/miltonjung.

Obrigado pela força !

Bilhete único para a região metropolitana de São Paulo

A pesquisa Origem/Destino feita pelo Metrô de São Paulo mostra, pela primeira vez, que o número de passageiros do transporte coletivo superou o de pessoas que usam o transporte individual. Para a professora de planejamento urbano da Universidade Presbiteriana do Mackenzie Silvana Zione a introdução do bilhete único é um dos motivos que leva a esta mudança de hábito. Ela lembra, inclusive, que na campanha eleitoral nas cidades da Grande São Paulo a integração do transporte público é um dos principais temas de debate.

Zione teme, porém, que ao não haver melhorias na qualidade do serviço prestado, este movimento em direção ao trem, metrô e ônibus diminua nos próximos anos. Ela cita, por exemplo, a deterioração dos corredores de ônibus na capital paulista.