Canto da Cátia: Paulista trava

O aglomerado na avenida Paulista não tem nada a ver com o lançamento do novo livro do Heródoto Barbeiro. São os metalúrgicos em campanha salarial que decidiram desfilar pelo “centro financeiro do País” – com o perdão do lugar-comum. A Cátia Toffoletto acompanhou a ação dos trabalhadores e registrou a imagem acima do telefone celular dela.

Quanto ao Heródoto, promete parar a Paulista às cinco e meia da tarde. Ao lado de Bruna Cantele, ele lança “O Livro dos Políticos”, pela Ediouro, na Livraria Cultura.

Hora de conhecer novos bares de São Paulo

Com a proximidade do fim de semana, Ailin Aleixo, no “Época SP na CBN”, sugere novidades no roteiro gastronômico da cidade:

Bar do Santa

Quem esperava inovações no restaurante Santa Gula, a grande mudança de estilo veio no novo Bar do Santa. Amplo e com jeitão moderno – porém simples – o bar foi montado em um galpão sem o clima romântico do vizinho. A casa engatinha e ainda ganha clientela com boas e bem executadas opções no cardápio. O croquete mole do arbel, crocante por fora e com recheio molinho de queijo vem seis unidades e, se você estiver em quatro pessoas, melhor pedir duas porções (é bom demais). Nas opções de escondidinhos foram criadas algumas variações como, por exemplo, o dos Índios Mapuche: feito de frango e milho, com gosto levemente adocicado. Delicioso. No bar, a novidade é o chope Baden Baden Bock e Cristal, de Campos do Jordão, além do Primus e Nova Schin. A caipirinha fruto proibido – maçã, morango, cravo da índia e canela – tem um gosto exótico. Se você é fã de canela, não deixe de pedir.

R. Fidalga, 330 – Vila Madalena – São Paulo – SP
3812-7815

Bar do Nico

Em um iluminado casarão, com uma fonte logo na entrada, há oito anos o bar exala bom gosto em todos os quesitos. Dentro dele, grandes armários de madeira, um balcão suntuoso e portas e janelas ornamentadas. Dividido em varanda e dois salões, garçons cordiais desfilam por seus espaços. Os canapés feitos ali mesmo, à vista da clientela, são premiados. D.Pedro I traz lingüiça defumada moída e mostarda. Já o José Bonifácio oferece pasta de gorgonzola e presunto copa. Dentre as oito opções, é possível escolher duas para montar o prato. O tradicional bolinho de bacalhau é vendido por unidade ou em porções com 12. Bem recheado e com massa leve, a pedida é um acerto. Para bebericar, chope Brahma com colarinho e temperatura ideais. Já a caipirinha pode vir na positiva combinação de kiwi, morango, uva e maracujá. Casais com mais de quarenta dividem espaço com grupos formados só por mulheres e turmas animadas. Às quartas e aos sábados, a feijoada comanda a hora do almoço.

R. Moreira e Costa, 583 – Ipiranga – São Paulo – SP
2273-4811

Girassol

O antigo Arnesto Discos passou por uma repaginada geral e reabriu com nome e equipe novos. Continua o quintalzão coberto, com mesas espalhadas nos dois níveis do salão e um bar ao fundo. As pizzas, leves e saborosas, dividem os holofotes com uma original carta de caipirinhas. A da casa, ótima pedida, leva limão siciliano, maracujá e menta. O bar, aliás, é a grande obsessão do novo dono, que trabalhou como barman no Spot nos anos 90. O cardápio traz pequenos achados, como a beringela ao forno com rodelas de tomates frescos e parmesão gratinado. A partir deste mês, a casa deve abrir também para o almoço com outras opções de pratos.

R. Aspicuelta, 251 – Vila Madalena – São Paulo – SP
3819-9009

Acidente em Congonhas: Estacionamento proibido

Um pequeno avião derrapou no momento da decolagem no Aeroporto de Congonha e foi parar no muro que separa a pista da movimentada Avenida Washington Luis. O bimotor era da companhia Ultrafarma Saúde e tinha abordo o piloto, o co-piloto e um passageiro. Apesar do susto, os transtornos se resumiram a atrasos em alguns vôos e ao congestionamento provocado pelos motoristas curiosos que passavam pelo local. Não é sempre que a gente vê um avião posando (sem “u”) na beira da pista.

Esta imagem que você vê acima foi enviada pela ouvinte-internauta Paula Calloni. Clique na foto e visite o álbum do Blog do Milton Jung no Flickr.

Bullying, ciberbullying, covardia e agressão

Convidado por este blog a comentar o texto extraído do Blog do Zé Marmita e reproduzido abaixo, o escritor e educador Gabriel Chalita, que lançou recentemente o livro “PEDAGOGIA DA AMIZADE: BULLYING – O SOFRIMENTO DAS VITIMAS E DOS AGRESSORES” (Editora Gente) , falou desta violência que atinge crianças dentro da escola ou na roda de amigos:

Cidadania sim – covardia não!

A história da morte desse menino de Silva Jardim traz à tona um problema freqüente nas escolas públicas e privadas do Brasil e de quase todos os países estudados por organismos internacionais. O nome disso é Bullying ou covardia ou agressão. Os “valentões” justificam tratar-se de brincadeira. Estúpida brincadeira que humilha, apequena e até mata. O Ciberbullying também é uma prática que destrói o ser humano. Há alunos que agridem outros para filmar e colocar na rede ou que montam um vídeo para destruir a imagem do outro.

O estudo do bullying começou com o alto índice de homicídios e suicídios em escolas americanas e européias. Alunos que, por se sentirem agredidos, preferiam o silêncio da dor à tentativa de ajuda e, quando menos se esperava, davam cabo à vida de outros e à própria vida. Columbine é apenas um exemplo dessa tragédia.

No Brasil, há estudos que mostram que praticamente metade das crianças e adolescentes é vítima dessa covardia. O caminho para o combate é o trabalho de prevenção que deve ser feito envolvendo escola e família. Os pais precisam estar atentos à mudança de comportamento dos filhos e, mais do que isso, precisam dar abertura para que os filhos tenham a coragem de pedir socorro. O diálogo ajuda a evitar o pior.

Família e escola educando juntas – essa é a grande alternativa para nossas crianças e jovens. A escola tem que ser um espaço de paz. De luz, não de guerra e de penumbra. A dor do preconceito é prejudicial para um povo que quer ser considerado evoluído. Não há cidadão de primeira ou segunda categoria. Independentemente de raça, etnia, classe social, religião, etc; todos e cada um merecem respeito. Isso é dignidade da pessoa humana – pólo central de nossa Constituição cidadã.

Gabriel Chalita

Preconceito na escola, seu filho pode ser uma vítima

Foi no Rio que um menino morreu após ser agredido por colegas de sala porque cortou o cabelo. Mas foi lendo o texto de um garoto no Blog do Zé Marmita, que fala de coisas da cidade em especial da periferia, que me motivei a escrever esta nota. A violência e o preconceito de crianças contra crianças, dentro da escola, são de estrema gravidade.

No comentário do blogueiro mirim, identificado como Zé Jr, de maneira singela e dramática, ele exprime o sentimento de quem é vítima desse comportamento que muitas vezes os pais não são capazes de identificar. Lá no Rio, o garoto depois de receber tapas na cabeça que provocaram hematomas e o levaram a morte não falou nada à família por vergonha.

Leia um trecho do depoimento:

“ Na minha escola ficam fazendo parecido com um menino que tem uns “problemas”. Fazem isso até ele explodir e depois riem dele. Acontece parecido com outros meninos que tem cabelo grande, são mais gordos ou por causa do nome. Eles pegam as coisas que as pessoas tem mais de diferente e ficam cutucando a ferida.

Eu acho que se estivessem no lugar da gente eles iriam se sentir uma formiguinha. E aí eles iam ver o que a gente sente. Isso é um completo desrespeito. E quanto mais rápido você falar com algum responsável ou professor mais rápido isso vai passar”

A Praça é, de novo, da Bandeira

Bandeira de volta à praça
Clique na foto e veja outras imagens do álbum do Blog do Milton Jung no Flickr

Está de volta a bandeira do Brasil. Dois dias depois de ser retirada do mastro por causa de um rasgão provocado pelo vento, a prefeitura de São Paulo trocando-a a cada três meses. Teve de antecipar o prazo devido ao rasgão que surgiu na sexta-feira passada.

As imagens são do ouvinte-internauta e colaborador deste blog Marcos Paulo Dias.

Saúde: Faltam vagas !

Em pelo menos três bairros paulistanos não há um só leito hospitalar para os moradores. Caso o cidadão vá até o pronto-socorro e os médicos constatarem que o caso exige internação, ele terá de “viajar” até outras regiões da capital.

Ouça a terceira reportagem da série sobre saúde produzida pela repórter Simone Queiroz:

A releitura dos clássicos da nonna

Pense em restaurante italiano e logo virá a imagem das cantinas tradicionais. Ailin Aleixo, do “Época SP na CBN”, está aqui para provar que tudo pode mudar, se transformar, principalmente se estiver no Itaim:

Vino!

É cantina sim, e das chiques. Nada de camisas de futebol penduradas no teto ou toalhas xadrez. A entrada é pela loja de vinhos, com tintos, brancos e espumantes ao alcance das mãos. O cardápio segue na contramão das casas do Bixiga e leva a assinatura de Rodrigo Martins, também sócio do vizinho Pomodori. Os preços são menos salgados que os praticados na casa-mãe e as porções não têm o padrão cantineiro, de tamanho gigante para dividir com a família. Mas a fartura reina num rodízio de massas servido no almoço. Inclui salada, frango à passarinho, polenta frita, nhoque à bolonhesa, espaguete, risoto… São sete pratos para comer à vontade. No jantar, o cardápio traz receitas com jeitão caseiro, como a polenta com ovo caipira e caldo de carne. De fabricação própria, há massas como o ravióli de robalo ao molho de manjericão. Não tem carta de vinhos: o cliente escolhe a bebida direto na prateleira da loja – e paga o preço da importadora.

R. Professor Tamandaré de Toledo, 51 – Itaim-Bibi – São Paulo – SP
3078-6442

Sallvattore

O estilo mediterrâneo da decoração, as mesas de madeira e o grande forno no meio do salão (da onde saem gostosos paninis e pizzas) dão ao Sallvattore um tom descontraído, que em nada afeta seu ar classudo– apenas o torna mais aconchegante. Se seu paladar for afim com sabores fortes, prove a linguicinha cipollata flambadas na grappa e a polenta mole com gorgonzola. Entre a vasta gama de pratos principais– que incluem fartas porções de carnes, aves, massas, risotos, pizzas e paninis– o tagliatele aos quatro cogumelos ao creme estava equilibrado e saboroso. O linguado grelhado com molho de uvas e amêndoas com risoto ao prosecco estava suculento e não pesou a mão na doçura. A carta de vinhos, bem elaborada e com ótimas dicas, não deixa ninguém perdido nem de bolso vazio.

R. Salvador Cardoso, 131 – Itaim Bibi – São Paulo – SP
3078-8686

Due Cuochi Cucina

A carreira do Due Cuochi foi meteórica. Em apenas três anos, a cozinha do chef Paulo Barros faturou prêmios e passou a figurar entre os melhores restaurantes italianos de São Paulo – e olha que não são poucos. O que mais encanta no lugar é a simplicidade aliada à boa cozinha. O ambiente é pequenino, despojado e sem afetações, o que torna a experiência ainda mais agradável. Para o almoço executivo, há sempre três opções de pratos simples – o ravioli de queijo de cabra e ricota de búfala, servido às segundas, desmancha na boca – e uma boa seleção de vinhos em jarretas com ótimo custo/benefício. No jantar, crescem as opções e também a sofisticação das receitas, como a codorna recheada de legumes e cogumelos ao molho de tamarindo com risoto de parmesão

R. Manuel Guedes, 93 – Itaim Bibi – São Paulo – SP
3078-8092

SP Capital: Transe no trânsito

Por Carlos Magno Gibrail

SP arrecada 25 bilhões de reais, perde 33,1 bi com engarrafamento e 1,4 bi com acidentes e, ainda assim, produz 331 bilhões de reais por ano.

O automóvel, o ônibus, a moto, e a bicicleta querem espaço e vias exclusivas; os moradores não querem trânsito pesado; os comerciantes querem estacionamento permitido para automóveis e paradas de ônibus na loja do vizinho; e os pedestres exigem respeito nas ruas e calçadas.

A indústria automobilística cada vez mais afluente e influente coloca 800 veículos novos por dia na cidade de seis milhões de carros e 11 milhões de habitantes.

A indústria imobiliária empreende como nunca mais casas, apartamentos e condomínios. Além de patrocinar 12% da campanha do PSDB e 8% do PT na última eleição municipal.

As construtoras se antecipam e propõem aos candidatos um Plano Viário para abocanhar 15,6 bilhões de reais, construindo 54 viadutos, 44 avenidas e 18 pontes. Dinheiro suficiente para levar de 60 para mais de 140 km de metrô.

De acordo com Liane Nunes Born, o carro chega a ocupar 90% dos espaços e corresponde a 19% dos deslocamentos. O ônibus ocupa, em média, 25% do espaço urbano e corresponde a 71% dos deslocamentos.

Executivo e Legislativo, poderes municipais, premidos pelas forças das construtoras que os financiam nas campanhas, pela necessidade do voto de eleitores que os elegerão nesta cidade, trampolim para o sucesso da carreira política, como devem agir para que possamos equacionar o transe atual do trânsito?

Renato Balbim, na abordagem sistêmica de sua tese de doutorado vai à origem: “A idéia de circulação surge, em 1628, em referência ao movimento do sangue no corpo. Lavoisier no século 18 foi quem falou pela primeira vez em sistema de circulação”. É o mesmo dos dois corpos que não se sobrepõem.

Há falta de pesquisa sobre a mobilidade, continua Balbim: “Se sabe muito pouco sobre o que faz as pessoas irem de um lugar ao outro. A única que existe é a pesquisa de origem e destino.” E explica: “Deve-se ter claro que a noção de mobilidade supera a idéia de deslocamento, pois traz para a análise suas causas e conseqüências, ou seja, a mobilidade não se resume a uma ação”.

Dentre os vários tipos de mobilidade, chama atenção o da profissão, pois o sonho da casa própria, tão característico dos brasileiros, aliado a maior mobilidade nos empregos, origina uma maior distância nos deslocamentos casa-trabalho na medida em que as pessoas mudam de emprego.

Marcos Cintra, o calculista dos 33,1 bi de perda, aposta na circulação: “Na capital paulista, são 1.509 km2, por onde circulam quase seis milhões de veículos, ou seja, cerca de 4.000 veículos por km2. Em Manhattan, com área de 87,5 km2, circula 1,9 milhão de veículos, ou 22 mil carros por km2. Essa comparação mostra que a revascularização do trânsito em São Paulo, fazendo-o fluir por um número maior de vias, deveria ser a diretriz a ser seguida em curto prazo”.

Benjamin Steinbruch: “Em São Paulo, a solução definitiva só virá com o investimento pesado em transporte coletivo. Também é necessário tratar com serenidade o problema dos automóveis. Não adianta odiá-los. É melhor fazê-los circular. Há também medidas de gestão que podem facilitar o trânsito, como a desobstrução de rotas paralelas hoje fechadas por conveniência de moradores, a mudança de sinalização, a adoção de mão dupla e a facilitação de conversões com sinal fechado”.

Para Cândido Malta o jeito é cobrar pedágio urbano, investir no metrô, levar microônibus para as ruas a fim de suprir deficiências da malha subterrânea e usar carro particular só no fim de semana.

Jaime Waisman: “Não construir para o automóvel, investir na qualidade do transporte público.”.

Raquel Rolnik: “Não aos investimentos viários, o trânsito já entrou em colapso. Atenção para a mobilidade”.

Gregório Jung, 11 anos: “Não quero que acabem com os rios Tietê e Pinheiros”.

Quem decidirá isto é você. Vote.

De minha parte fico do lado do meio ambiente, mesmo porque já tem muita força com o automóvel e pouca com os trilhos e os moradores.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve neste blog às quartas sobre temas do cotidiano. Durante o resto da semana, bate papo com todos que publicarem sua opinião aqui embaixo. Há muito tempo tem diminuído as distâncias a bordo do seu computador portátil.

Jovens debatem eleição à Câmara, em São Paulo

Cinco vereadores com menos de 40 anos estarão discutindo com jovens a eleição para a Câmara Municipal de São Paulo, durante à noite de hoje, na sede da Bovespa. O único “coroa” no evento será este jornalista que mediará o debate promovido pela Ação Jovem do Mercado Financeiro e de Capitais.

Estarão por lá Jorge Perez, 30 anos (DEM), Ronaldo Koloszuk, 31 (PPS), Juliana Cardoso, 29 (PT), e Mari Almeida, 26 (PSOL), pela primeira vez candidatos a vereadores, e Netinho, 36 (PSDB), parlamentar mais jovem da Câmara, eleito pela primeira vez em 2004.

Cada um deles aponta um tema diferente do outro como meta no parlamento, mas no debate de logo mais – começa às sete da noite – o que vai pautar a nossa conversa é o interesse da turma da que participa da Ação Jovem que tem a intenção de aproximar os mais novos com o mercado financeiro e de capitais.

O evento é aberto ao público e ocorrerá no Auditório I Abelardo, da Bovespa(Rua XV de Novembro, 275 – 1º andar). Os interessados devem se inscrever pelo e-mail ajmc@ajmc.com.br ou pelos telefones (11) 3188- 7250 ou (11) 3188-7252.