Adote um Vereador em nova fase, em Jundiaí

 

Por Henrique Carlos Parra Parra Filho
ONG Voto Consciente Jundiaí

Sábado de tarde realizamos o Segundo Encontro de Adotadores de Jundiaí, no Café Donuts. O evento foi aberto, tendo sido divulgado no blog da Ong Voto Consciente e no do adotador Nikolas.

QUEM ESTAVA PRESENTE? Os adotadores Eduardo Peres, Felipe Furlan, Felipe Romano, Juliana Maria e Nikolas! Além dos cinco, André Lux justificou a ausência. Alberto, Henrique e Patricia participaram pelo Voto Consciente.

Conversamos bastante sobre os principais problemas e desafios desse trabalho. Dificuldade em manter os blogues atualizados, poucas visitas e comentários e outros foram apontados.

De tudo isso, FICOU DECIDIDO QUE:

1. Os adotadores tentarão atualizar mais os blogues e comentarão mais no de outros adotadores.
2. Farão mudanças nos blogues para torná-los mais acessíveis e organizados (Criação de marcadores; barra de busca; espaç para receber sugestões por email; links para jornais, site da Câmara etc; seguir outros blogues; resumir posts)
3. Cada adotador divulgará mais seus blogues quando fizer alguma modificação (Mandar emails para contatos; avisar jornalistas)
4. Haverá mudanças na dinâmica de postagem: 1.Os adotadores postarão menos perguntas de cada vez, fragmentando questionários para fazer posts menores is fáceis de ler. 2.Haverá mais cobranças para os vereadores que não respondem (primeiro mandando uma nova tentatva e depois fazendo posts sobre a demora)
5. Apresentamos o Cidade Democrática e todos gostaram da ferramenta, prometendo se cadastrarem e usarem as discussões para fazerem questionamentos aos vereadores e divulgarem seus blogues.

De tudo isso, ficou a certeza de que o “Adote um Vereador” ganhará novo gás!

Acompanhe os blogues dos adotadores (em Juandiaí)

www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com
www.twitter.com/votojundiai

Encontro do Adote um Vereador

Uma conversa de amigos na mesa do bar. Sem cerveja, mas com cafezinho. Sem futebol (ou quase), mas com muita política. Todo segundo sábado do mês, entre duas ou três da tarde, alguns dos participantes da versão paulistana do Adote um Vereador se reúnem para falar do que fazem ou não conseguem fazer na tarefa de acompanhar seus “afilhados” na Câmara Municipal de São Paulo. Neste sábado, não foi diferente.

Sérgio Mendes ainda espera pelo dia em que a vereadora Marta Costa do DEM aceitará responder a um e-mail pelo menos. Pede explicações, tenta tirar dúvidas ou quer saber como ela votou em plenário, mas o silêncio persiste. Não chega a ser novidade, com a CBN o comportamento da vereadora é o mesmo. Logo que teve as contas da campanha eleitoral divulgadas soube-se que gastou do bolso dela mais do que havia declarado ter de patrimônio. Até hoje não explicou como isso é possível.

Cláudio Vieira não tem este problema. Foi atendido e respondido por Marco Aurélio Cunha, também do DEM. Nem sempre ouviu o que gostaria, mesmo porque quer muito, pede muito, reclama muito. Usa como poucos o direito de reivindicar. E conquistas já foram alcançadas. Está consciente que este trabalho não para na Câmara e, por isso, tem acionado a subprefeitura, conselho de segurança e ONGs.

Mário César Gonzales controla o vereador Aurélio Miguel do PR. Mas controla muito mais do que isso. Já tem deputados estaduais e senadores na mira. Assim que soube pelo CBN SP, semana passada, aderiu ao Cidade Democrática e apresentou a proposta de criação de lei que obrigue todo cidadão a plantar uma árvore em frente a sua propriedade. Descobriu que a cidade tem a lei 14.023/2005 que obriga a Eletropaulo a enterrar a fiação e substituir cada poste retirado por uma árvore.

Michelle Abílio apesar de acompanhar Dalto Silvano do PSDB está incomodada com a falta de tempo para atualizar as informações no blog. Este é um problema que boa parte dos participantes do Adote um Vereador enfrenta. Mesmo de olho no parlamentar que escolheram, manter o blog nem sempre é fácil.

Desde o lançamento do Adote, sou adepto da ideia de que o blog seria a melhor ferramenta para controlarmos o trabalho dos vereadores, pois se transforma em espécie de documento das ações e não-ações do parlamentar que pode ser consultado por qualquer eleitor, principalmente no momento de escolher seu representante na próxima eleição.

A conversa durou pouco mais de uma hora, rodeada por gente estudando, navegando na internet, falando das coisas da vida e aproveitando o espaço democrático que a cidade de São Paulo oferece no centro cultural.

Papo revigorante e a certeza de que é preciso mobilizar muita mais gente e ficar cada vez mais atento no que se faz na Câmara de Vereadores. De São Paulo e de todas as demais cidades.

É proibido, vereador !

 

Local proibido, vereador !

Um carro com propaganda do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR), estacionou em local proibido próximo do CEU do Campo Limpo, onde sábado (22.08), se realizou a discussão do Plano Diretor Estratégico, na região. A foto é do Cláudio Vieira, companheiro do Adote um Vereador. O parlamentar esteve na reunião, mas não há como afirmar que ele tenha usado o veículo. Seja como for, da próxima vez, vereador, alerte seu funcionário, amigo ou seguidor a respeitar as leis de trânsito. Essa, sim, é uma “boa idéia”.

Senado proíbe propaganda eleitoral em muros

 

De um mal devemos estar livres na eleição do ano que vem. A pintura dos muros e paredes externas está proibida de acordo com o texto aprovado nas comissões de Constituição e Justiça e de Ciência e Tecnologia, do Senado. Porém, faixas e cartazes com até quatro metros quadrados poderão “sujar” as cidades desde que colocados em bens particulares.

A medida – pequena diante dos temas que estão em destaque na imprensa – interessa diretamente à capital paulista, pois garante, em parte, a conquista da última eleição, quando a lei Cidade Limpa prevaleceu.

Para o ano que vem, os vereadores paulistanos, com aval do prefeito Gilberto Kassab, se precipitaram e derrubaram barreira que havia em lei municipal para a publicidade nos muros e fachadas. Alegaram que sofreriam concorrência desleal os candidatos a deputado estadual ou federal com base na capital, já que esta propaganda estaria liberadas nas demais cidades do Estado. Registre-se: parte dos vereadores pretende disputar a eleição, em 2010.

O risco de a cidade se transformar em uma imundice ainda existe pois outras formas de publicidade externa devem ser permitidas como o uso cavaletes, bonecos e cartazes, entre as seis da manhã e às oito da noite.

As medidas que fazem parte do projeto que muda regras para a eleição do ano que vem devem ser votadas em caráter de urgência pelos Senadores. Rosean Kennedy, em Crônica do Planalto, repete há dois dias de que a pressa dos parlamentares é porque novas formas de financiamento de campanha foram criadas (internet e telefone, por exemplo). Em contrapartida, o controle dessas contas permanece frágil e o cidadão desprotegido dos abusos.

Ovo, água e moeda arremessados contra vereadores

 

Do site Taboão em Foco, do ativo Allan dos Reis, que aderiu a campanha Adote um Vereador e virou padrinho de todos os parlamentares da cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo:


A Câmara Municipal de Taboão da Serra se transformou em campo de batalha nesta terça-feira, dia 01 de Setembro, depois que o prefeito Dr. Evilásio Farias encaminhou para votação, em regime de urgência, um projeto de lei complementar, que vai transformar a licitação do transporte alternativo de pessoa física para pessoa jurídica. A categoria teme que grandes empresas, inclusive de outros municípios, entrem e ganhem a licitação.

Leia a reportagem completa aqui

Estudantes adotaram dois vereadores de São Paulo

 

Os alunos da Escola Estadual Martim Francisco adotaram dois vereadores da capital paulista, dentro de projeto pedagógico que tem a intenção de incentivar a participação da sociedade no legislativo. O grupo de alunos, capitaneado pelo professor Eugênio Carvalho, esteve na Câmara, semana passada, e ouviu os vereadores Roberto Tripolli (PV) e Eliseu Gabriel (PSB), escolhidos para serem monitorados nesta etapa do trabalho.

Para chegar até aqui, eles pesquisaram os problemas que a cidade enfrenta em sete áreas: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Criança e Adolescente, Transporte, Habitação e Direitos Humanos. Divididos por temas, selecionaram asinformações mais relevantes e se prepararam para questionar os parlamentares. De acordo com o professor Eugênio, em breve outros vereadores serão incluídos na lista dos estudantes da rede pública e será divulgado um boletim informativo para que a população tenha acesso ao comportamento dos parlamentares.

A Martim Francisco é escola que teve sua sede na Vila Nova Conceição ameaçada de ser derrubada, em 1997, mas que se manteve em pé devido a mobilização da sociedade, em especial moradores da região e comunidade escolar. 

Leia mais sobre o projeto acessando aqui

Conheça e participe do Adote um vereador 

PSDB briga com PSDB por pichação eleitoral

 

O que o PSDB diz no Diretório Municipal não vota no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. É o que se constata na discussão provocada após o pedido de dirigentes do partido na capital para que o prefeito Gilberto kassab (DEM) vete a lei aprovada no parlamento que permitirá a pichação eleitoral, ano que vem. Os vereadores que semana passada votaram a favor da ideia que autorizará o uso de muros e fachadas para a campanha eleitoral dizem que os dirigentes não entenderam nada. Aliás, alguns inclusive disseram que os jornalistas também não entenderam.

O que o cidadão entende sobre o assunto ? Eu, de que ano que vem a sujeira eleitoral (falo do ponto de vista do material de campanha) estará de volta à capital em desrespeito a Lei Cidade Limpa. O prefeito Gilberto Kassab que teve na lei sua maior bandeira eleitoral pode mudar isto com o veto.

Ouça a reportagem de Cristina Coghi sobre a polêmica no PSDB

Fotógrafo flagra vereador votando pelo colega

 

No flagra

Sequência do flagra

Foi o repórter fotográfico Celso Lima, do jornal ABC Repórter, que flagrou o vereador Marcelo Lima (PPS) votando em lugar do colega Estevão Camolesi (PTdoB) durante discussão sobre projeto de lei que trata do uso de prédio público por uma entidade social. No momento da votação havia apenas nove parlamentares em plenário, mas foram registrados 10 votos. O milagre da multiplicação teria ocorrido a pedido de Camolesi que, por telefone, orientou Marcelo Lima a votar no lugar dele. Na foto principal, Lima aparece com a mão dentro da gaveta do espaço reservado para cada um dos vereadores, onde estão os botões usados para registrar o voto.

Na primeira foto, a reprodução da capa do jornal ABC Repórter com o flagrante. Em seguida, a sequência de imagens, publicada também pelo jornal, na qual o vereador aparece ao telefone no instante em que olha para o painel eletrônico; depois ele se estica até a gaveta e retorna ao seu lugar. Vinte minutos após o “vereador fanstasma” aparece e toma seu lugar.

Vereador ‘fantasma’ flagrado na Câmara de São Bernardo

 

Voto fantasma e parlamentar pianista, são expressões que voltaram ao noticiário político em São Bernardo, desde que o vererador Marcelo Lima (PPS) foi flagrado por fotos votando pelo vereador Estevão Camolesi (PTdoB), que não estava no plenário. Em 1998, fato semelhante ocorreu com os deputados federais José Borba (PTB-PR) e Valdomiro Meger (PFL-PR), na Câmara dos Deputados, com o primeiro tendo sido gravado apertado os botões de votação eletrônica no plenário em lugar do colega.

De acordo com o jornal eletrônico Repórter Diário, em reportagem de Leandro Amaral, Lima decidiu esperar o andar das investigações em vez de admitir o crime, apesar das evidências. Com isso, o vereador segue conselho da bancada que o apóia e deixa de lado recomendação da área jurídica da Câmara Municipal de São Bernardo. Com o gesto, ele livraria, também, o vereador fantasma Camolesi de punição – pelo menos por enquanto. Na avaliação interna da bancada de sustentação, ser um réu confesso complicaria ainda mais o andamento da apuração, diz o jornal.

Marcelo Lima teria ligado para Camolesi na hora da votação, no intuito de avisá-lo da deliberação. Como resposta, Camolesi teria solicitado ao companheiro que votasse por ele. Os dois integram a base de apoio da administração de Luis Marinho (PT)

Lei no Senado pode impedir pichação eleitoral

 

Está no Senado para serem votadas mudanças na lei que trata da campanha eleitoral. No texto original, há proposta que pode impedir a “pichação” nos muros pelos candidatos, autorizada na capital paulista a partir de decisão da Câmara Municipal, apesar da existência da Lei Cidade Limpa.

No artigo 37, parágrafo 5º, o texto a ser aprovado pelos senadores (quando eles voltarem a discutir temas de interesse do País) diz o seguinte:

§ 5º Nas árvores e nos jardins localizados
em áreas públicas, bem como em muros, cercas e
tapumes divisórios, não é permitida a colocação de
propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que
não lhes cause dano.

O projeto de lei que passou pela Câmara dos Deputados é o mesmo que trata da campanha eleitoral na internet. Para quem pretende entender um pouco mais do assunto, sugiro que acompanhe as mudanças .