Vereador tenta negar fim do Cidade Limpa para eleição

 

Pelo Twitter, o vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP) passou a quinta tentando convencer seus seguidores de que a imprensa “errou ou agiu de má-fé” ao informar que a Câmara Municipal de São Paulo havia aprovado projeto que permite a propaganda eleitoral em muros e fachadas de prédios. Para o tucano, a revogação da lei 14.806/08, de autoria de Domingos Dissei (DEM), não é suficiente para autorizar o que está sendo chamado de “pichação eleitoral”.

Regina Monteiro, da Emurb, que desenhou a lei Cidade Limpa, discorda de Pesaro. E está extremamente incomodada com a decisão da Câmara Municipal. Ela me explicou que ao consultar a legislação em vigor, no ano passado, sobre o que seria permitido em campanha eleitoral ficou claro que seria necessário lei mais restritiva no município, o que levou os vereadores a apoiarem o projeto de Dissei. Resultado: tivemos das campanhas mais limpas que a cidade já assistiu (pelo menos do ponto de vista da publicidade externa). O que, aliás, teria beneficiado os vereadores que concorreram a reeleição.

Um dos autores do projeto de lei que abre espaço para a propaganda eleitoral nos muros da capital é o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), que ano passado pintou muro e colocou placas a revelia da lei, na região da Paraisópolis, conforme mostrou este blog. Assinam a lei ao lado dele os petebistas Farah e Celso Jatene.

Sem a proteção, a sujeira voltará sob a justificativa de que os candidatos a deputado estadual e federal com base em São Paulo seriam prejudicados na concorrência com os do interior, pois lá eles podem pintar muro. Ou seja, os políticos continuam achando que construir sua imagem na comunidade ainda depende desta sujeira na época da eleição. Trabalhassem mais, não precisariam disso.

Muro com pichação política e fretado com restrição

 

Uma quarta-feira de tirar o fôlego na Câmara Municipal de São Paulo que se encerrou apenas às dez da noite com a aprovação do projeto de lei que mantém restrições a circulação de ônibus fretados na capital. Durante o dia, porém, temas polêmicos também geraram debate em plenário e nas galerias. Um deles abre exceção à Lei Cidade Limpa para a propaganda eleitoral nos muros da cidade; e outro aumenta o teto salarial do funcionalismo.

Houve, também troca de acusações entre os vereadores Ítalo Cardoso do PT e Floriano Pesaro do PSDB. O plenário estava lotado de manifestantes da Guarda Civil Metropolitana, que pedem gratificação equivalente a paga pela Prefeitura aos policiais militares. A discussão começou quando tucanos e petistas passaram a debater que o governo atendeu mais reivindicações da categoria. Durante o bate-boca, a bancada do PT, que tinha aceitado votar a favor da lei que trata do teto salarial na Prefeitura de São Paulo, ameaçou deixar o plenário. A sessão foi suspensa duas vezes. Ao final, Ítalo Cardoso e Floriano Pesaro pediram desculpas um ao outro. Ninguém se desculpou para o pessoal da GCM.

A repórter Cristina Coghi esteve na Câmara Municipal de São Paulo:

Ouça reportagem sobre projeto que autoriza pichação política em muros da cidade

Ouça a reportagem sobre projeto de lei que restringe os fretados em São Paulo

Informe-se sobre a posição do seu vereador a propósito destes projetos e publique esta informação em blogs, envie para milton@cbn.com.br, ou apenas conte para o amigo mais próximo. O importante é fiscalizar a ação do parlamentar. Conheça a campanha Adote um Vereador.

Saiba como seu vereador se comporta na Câmara

 

No início do mês, o jornal Diário de São Paulo fez levantamento sobre o desempenho dos vereadores da capital paulista no primeiro semestre do ano. É possível saber quais os principais projetos apresentados e votados, além dos gastos nos gabinetes. Todo este material está à sua disposição no site do jornal e você pode acessar clicando aqui. Aproveite as informações para avaliar melhor como seu representa se comporta no parlamento e não deixe de contar para ele, por e-mail ou telefone, o que achou do trabalho desenvolvido na primeira metade do ano.

Sugiro, também, que os dados sejam postados nos blogs que fazem parte da campanha Adote um Vereador.

Adote um Vereador ganha ‘padrinho’ em São Paulo

 

Gustavo Arruda, ouvinte-internauta, escolheu entre os 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, o tucano  Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB) e vai fiscalizar o trabalho do parlamentar. Na estreia do blog publicou três perguntas sobre a restrição dos ônibus fretados na capital que foram enviadas por e-mail ao vereador, mas que até esta quarta-feira não haviam sido respondidas.

Abrir diálogo com o vereador e o gabinete dele é sempre importante para que se possa ter uma ideia mais clara sobre o comportamento do parlamentar, mas não é definitivo.

Ou seja, mesmo que as respostas não cheguem, temos diferentes caminhos para monitorar o vereador a medida que o trabalho na Câmara tem cobertura da imprensa, tem acompanhamento de entidades como Voto Consciente, Movimento Nossa São Paulo e Instituto Ágora (todos com link entre meus favoritos). Além disso, podemos fazer buscas na internet para identificar citações feitas em blogs e sites de política.

Veja o que acontece com Sérgio Mendes que adotou a vereadora Marta Costa (DEM). Desde fevereiro aguarda uma explicação para o fato dela ter investido na própria campanha eleitoral mais do que declarou ter de bens ao TRE-SP. A vereadora não falou para ele nem se dignou a responder aos pedidos da produção do CBN SP. Isto, porém, não impede que seja cobrada e tenha suas ações fiscalizadas.

Mais sorte tem Cláudio Vieira, que apesar de já ter sido ameaçado de processo por um vereador paulistano, segue atento ao que acontece no parlamento. Adotou Marco Aurélio Cunha (DEM) e ainda esta semana obteve resposta dele para algumas questões importantes da cidade. Leia o resultado da conversa por e-mail entre ele e o vereador.

Vereadores querem liberar fretado na Faria Lima

 

Três reportagens publicas ontem e hoje na Folha de São Paulo dizem muito sobre a restrição de fretados imposta pela prefeitura da capital:

“As medidas implantadas pela prefeitura para amenizar o impacto da circulação de fretados no trânsito da capital não obtiveram o resultado esperado nas regiões onde há pontos de embarque e desembarque de usuários. A reportagem visitou 24 dos 26 bolsões criados e constatou que só três deles têm acostamento para que os veículos não atrapalhem o tráfego”
(17/08/2009)

“A restrição à circulação de ônibus fretados em parte do centro expandido de São Paulo é rejeitada pela maioria dos moradores da cidade. De acordo com pesquisa do instituto Datafolha feita na semana passada, 52% dos paulistanos são contra a medida da gestão Gilberto Kassab (DEM). Outros 27% disseram ser a favor da restrição, 13% se declararam indiferentes e 9% não souberam responder”. (18/08/2009)

“A Câmara vai flexibilizar as restrições aos ônibus fretados impostas pela gestão Gilberto Kassab (DEM). Uma das propostas que devem ser incluídas no acordo para aprovação do projeto na Casa é a liberação do tráfego desses veículos na av. Brigadeiro Faria Lima. A proposta foi encampada pelo PSDB e pelos partidos de oposição -PT e PC do B- que, juntos, chegam a 26 votos. São necessários 28 para aprovar as mudanças.” (18/08/2009)

Você sabe como o seu vereador vai votar e se apresentou alguma proposta em relação a lei que restringe os fretados em regiões de São Paulo ?

Os vereadores de São Paulo e os ônibus fretados

 

Bolsão de Fretados na Cidade Jardim

Saber o que pensa o seu vereador é importante principalmente em relação aos grandes temas da cidade. Ou, aos mais polêmicos. Henrique Boney foi à internet e levantou a opinião dos parlamentares sobre a restrição aos ônibus fretados na capital, tema de projeto de lei aprovado em primeira votação. Ele comparou a opinião dos parlamentares publicada no site Rede Brasil Atual com o voto dos vereadores.

Projetos para serem transformados em lei, além de passarem por comissões temáticas (constituição, finanças, etc), precisam ser aprovados em dois turnos no plenário. É comum os vereadores apoiarem o projeto na primeira votação com o compromisso de que emendas (sugestões) serão apresentadas e discutidas antes da segunda votação.

Chamo atenção ainda para o trabalho do Boney (fonte do post sobre as ciclovias na capital) que usa as mesmas ferramentas que temos em mãos para levantar informação dos vereadores: a internet. Explorar este recurso em favor do cidadão é um dos pontos que norteiam o trabalho do Adote um Vereador.

Acompanhe a pesquisa de Henrique Boney sobre o que pensam alguns dos 55 vereadores da cidade de São Paulo sobre a restrição dos ônibus fretados. Se algum dos vereadores não citados neste levantamento tiver interesse em publicar sua informação, por favor use o espaço reservado aos comentários pois daremos publicidade, em seguida. Se alguma das informações publicadas não estiver de acordo com o que pensam, não se acanhem, também.

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Cinco perguntas para o seu vereador, em São Paulo

 

O “padrinho” Cláudio Vieira que adotou o vereador Marco Aurélio Cunha, em primeiro mandato, esteve no gabinete do parlamentar e deixou cinco perguntas para serem respondidas por e-mail. Mesmo que você não participe diretamente da campanha Adote um Vereador, são boas sugestões para saber como seu representante (?) se comporta na Câmara Municipal de São Paulo.

Os temas propostos estão relacionados a capital paulista, lógico, mas se você mora em outra cidade inspira-se no trabalho de Vieira e cobre do seu parlamentar. Visitar o blog dele pode ser uma boa iniciativa, também.

As perguntas foram as seguintes:

1- O que o senhor pensa à respeito dos fretados?

2- O que o senhor pensa à respeito dos mototáxis?

3- O que o senhor tem a dizer sobre a Lei Antifumo no estado de São Paulo?

4- O senhor é contra ou à favor do recesso no meio do ano na Câmara Municipal?

5- O que o senhor acha desse acompanhamento que o Adote um Vereador faz do senhor na Câmara?

Encontro do Adote um Vereador

Adote um Vereador

Sábado com sol, apropriado para um passeio na cidade, e um grupo de paulistanos decide se encontrar no Centro Cultural São Paulo, transformado em espécie de quartel general da campanha Adote um Vereador. É lá pelo menos que alguns dos participantes se reúnem uma vez por mês para trocar informação sobre o acompanhamento que fazem dos vereadores na Capital paulista. Boa parte da turma de padrinhos prefere conversar pelo no fórum digital ou toca seu trabalho em “voo solo”.

Aproveito o post do Mário CEZAR Nogales que adotou o vereador Aurélio Miguel (PR) para registrar o que foi discutido por lá. Assim que tiver outros comentários sobre o assunto, publicarei, também:

O Que Fizemos

Além do papo informal, é claro, afinal é um encontro para troca de ideias, estamos caminhando este grupo do adote para algo mais formal e com mais ênfase na melhoria da cidade e da cultura política, pois, afinal de contas, somos todos poliíicos de uma forma ou de outra.

Pontos Claros

Alguns tópicos nos chamaram a atenção e aqui os elencarei:

1 – Seriedade dos participantes do Adote Um Vereador
Como estamos querendo um grupo coeso, eficiente e eficaz, que não fique somente na janela observando como interlocutores, estamos na formação de um grupo sério, oficial e com regras para que mantenhamos a credibilidade do grupo, isto quer dizer que os participantes deverão ser ativos e estar engajados com a melhoria da cidade e dos politicos que à representam

2 – Uma visita formal à Camara.
Nesta visita, de surpresa, que faremos à câmara em conjunto, nos encontraremos lá e convidaremos nossos afilhados a participarem de um encontro deste grupo do Adote um Vereador para discutirmos com eles os rumos da cidade.

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Participe do Encontro do Adote um Vereador

 

Neste sábado, integrantes da campanha Adote um Vereador, em São Paulo, se encontrarão para discutir assuntos relacionados ao movimento que se iniciou neste ano e tem como objetivo fiscalizar e divulgar o trabalho dos parlamentares das câmaras municipais. É um bate-papo informal para que troquem experiência sobre as ações que realizam no controle do legislativo. Boa oportunidade para mobilizar aqueles que ainda tem dúvida sobre a importância da participação do cidadão na política.

A reunião será neste sábado, às duas da tarde, no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000 (fone: 3397-4002). Os participantes se encontram sempre ao lado da cantina, próximo das mesas de xadrez.

Veja o que seu vereador fez em São Paulo

 

No começo dos trabalhos da Câmara Municipal, o Diário de São Paulo publica levantamento sobre a qualidade do serviço prestado pelos vereadores da capital paulista no primeiro semestre do ano. A reportagem do jornalista Sérgio Roxo mostra uma série de dados sobre o desempenho do parlamentar, conforme destacou em comentário neste Blog, o colaborador Marcos Paulo Dias. Como o Diário mantém um site no qual apenas registra parte das informações publicadas na versão impressa, aproveito para sugerir que seja criado um link na página que dê acesso a todos estes dados, importantes para que o cidadão possa avaliar a ação do seu representante.

O que você lê abaixo é apenas a reprodução da versão online que se restringe a divulgar o que o jornal entende ser um desperdício de tempo: “Nome de rua e criação de datas são 28% dos projetos na Câmara”. O eleitor com os dados completos pode fazer avaliação mais profunda sobre o trabalho na Câmara Municipal, pois mesmo que ainda se perca tempo com projetos de lei de baixo ou nenhum impacto no desenvolvimento da cidade, não se pode negar que algumas leis aprovadas pelos vereadores, no primeiro semestre, são fundamentais. Exemplo já citado em post desta segunda é a que trata da política pública para combater as mudanças climáticas, projeto enviado pelo Executivo.


“Sete dos 25 projetos de lei de autoria de vereadores paulistanos aprovados em segunda votação no plenário da Câmara Municipal, no primeiro semestre, tratam da denominação de rua e equipamento público ou da criação de datas comemorativas e de conscientização.

O percentual chega a 28% do total, o que não é bem visto por especialistas. “O plenário deveria ser o espaço para o debate das grandes questões”, diz o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo”

Se o Diário não colocar à disposição na internet, caberá a cada um dos participantes do Adote um Vereador reproduzir os dados no seu blog ou lá no wikisite da campanha.