Grêmio 5 x 0 Ypiranga
Gaúcho – Olímpico Monumental

A partida mal havia se iniciado e o primeiro chute da artilharia gremista foi disparado contra o gol adversário. De uma distância média, com força e direção desviada pelo adversário, a bola foi para fora. O cronometro não completara a segunda volta quando o placar foi aberto. O escanteio bem medido e treinado se transformou no primeiro gol de cabeça.
Mais uma jogada veloz, troca de passe certeira, movimentação alucinante de seus jogadores e o dois a zero foi confirmado com um chute forte no alto e sem chance para o goleiro.
Antes mesmo de o primeiro tempo se encerrar, novo gol. Era mais uma bola jogada com precisão dentro da área, mais uma chegada forte da equipe para consagrar a classificação à próxima etapa do Campeonato Gaúcho.
E se havia dúvidas na disposição do time. Assim que começou o segundo tempo fez o quarto gol – o terceiro de cabeça.
Na tarde deste domingo, o Grêmio entrou no Olímpico Monumental disposto a dar uma lição àqueles que ainda não entenderam a seriedade com que o futebol tem de ser jogado.
Desmerecer o adversário, nunca será uma opção, e impor sua superioridade é preciso. E isto se faz jogando bom futebol.
Poderia citar André Lima, Douglas, Borges e Leandro na descrição dos gols marcados, mas não seria justo com o restante do time, pois é importante ressaltar a maneira como a equipe toda tem se comportado.
Repetiria o erro dos comentaristas de “melhores momentos” que exploram o lugar-comum na análise do futebol. Aqueles que passarão os dias a dizer: a jogada aérea é o forte do Grêmio. Têm razão, é forte mesmo. Mas esta só se concretiza porque com a bola no chão o talento fala mais alto. E este tem sido gritante.








