Juventude 1 (5) x (4) 1 Grêmio
Gaúcho – Alfredo Jaconi (Caxias do Sul)

Dia 1º de maio, 19h30, Arena, Porto Alegre.
Está lá, marcado na minha agenda com destaque e em azul. Esta é a decisão que nos interessa. Este é o jogo da temporada. Santa Fé, o inimigo a ser abatido. Um time argentino, com certeza. Uma decisão sul-americana, sem dúvida. Nada que fizemos (ou deixamos de fazer) até aqui é mais importante do que este compromisso em pleno feriado do Dia do Trabalho. Uma decisão de 180 minutos ou um pouco mais que tem de ser resolvida nos primeiros 90, se não quisermos estender nosso sofrimento. Apesar de que tudo que fizermos nesta primeira hora e meia de futebol, por melhor que seja, terá de ser ratificado na hora e meia seguinte, diante da torcida adversária. Por isso, reunir nossa força e história neste desafio inicial é fundamental para nosso destino em busca da marca maior, o Tri da Libertadores. Temos de nos desvencilhar de todos os entraves que surgem nesta caminhada. Craques lesionados, guerreiros debilitados e lutadores em recuperação têm de se unir, contar com o apoio incondicional da torcida. As trapalhadas técnicas, os erros gerenciais, as carências estratégicas e percalços como a decisão de pênaltis na noite deste sábado têm de ser deixados para trás.
Temos de ser fortes e capazes de superarmos nossas deficiências e para tanto contamos com nossa história de imortalidade. E se você me provocar pelo mau resultado de hoje, perdeu seu tempo. Tudo que aconteceu em Caxias do Sul é ensinamento, é motivo de reflexão, é a penitência que temos de pagar pela grande conquista que sonhamos.
É isso que penso, é nisso que creio (principalmente depois de uma garrafa do malbec argentino Lindaflor La Violeta 2008 – mesmo porquê só bebendo para aceitar um chute como o do André Santos e a falta de criatividade para chutar a gol)







