Conte Sua História de SP: Ivaldo José de Anchieta

 

CB007_Ivaldo Vieira Ivaldo Roberto Vieira nasceu nos anos de 1950, há mais de 230 quilômetros da capital paulista, em São Carlos, mas carrega o orgulho de saber como poucos a história da fundação de São Paulo, em 1954. Por aqui, estudou a vida do padre José de Anchieta e, hoje, tem a responsabilidade de interpretá-lo em apresentações para turistas que vem conhecer a cidade.

Em depoimento ao Museu da Pessoa, durante festa de comemoração de aniversário de São Paulo, promovida pelo CBN SP, no Pátio do Colégio, Ivaldo contou como durante a noite, enquanto dormia em seu quarto, surgiram versos em homenagem a Anchieta:

Ouça o depoimento de Ivaldo Roberto Vieira sonorizado por Cláudio Antonio

Você participa do Conte Sua História de São Paulo gravando seu depoimento na sede do Museu da Pessoa. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Conte Sua História de SP: Carnaval, não; dança de salão

 

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Foi no salão de festas da Igreja Nossa Senhora da Lapa, na zona oeste de São Paulo, que a paulistana Elisa Vicenza Imperatrice descobriu o quanto a música e a dança podem ser determinantes na nossa vida – “revigorante”, como ela própria descreve no depoimento gravado pelo Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo. Antes de se apaixonar pelas valsas vienenses, Elisa também se divertia nos bailes de Carnaval, mas não passava de uma brincadeira de menina:

Ouça o depoimento de Elisa Vincenza Imperatrice com sonorização do Cláudio Antonio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Agende um depoimento na sede do Museu da Pessoa pelo telefone 011 2144-7150 ou pelo site www.museudapessoa.net.

Conte Sua História: A bicicleta que fez amigos

 

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Com um bicicleta, o menino Floriano Pesaro deixava as casas elegantes do bairro dos Jardins para pedalar entre os amigos que viviam na Vila Madalena. E foi assim que construiu amizades em sua infância, conforme depoimento que gravou com a equipe do Museu da Pessoa durante programa especial do CBN SP em homenagem aos 456 anos de São Paulo. Pesaro é vereador na capital paulista pelo PSDB e foi secretário municipal da Assistência Social durante a gestão de José Serra/Gilberto Kassab:

Ouça o texto gravado por Floriano Pesaro e sonorizado por Cláudio Antônio

Você pode participar do Conte Sua História de São Paulo gravando seu depoimento na sede do Museu da Pessoa. Agende uma entrevista pelo telefone 011 2144-7150 ou acesse o site do Museu. O programa Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Conte Sua Historia de SP: O Bixiga de Alencar Burti

 

Alencar Burti

Nascido na Liberdade e crescido em um dos mais tradicionais bairros da cidade, o presidente da Associação Comercial de São Paulo Alencar Burti reconhece a importância de sua avó e dos amigos na sua formação. No depoimento que gravou no estúdio montado pelo Museu da Pessoa, no Pátio do Colégio, durante o CBN SP em comemoração aos 456 anos de São Paulo, ele voltou aos tempos de menino que acompanhava as dicussões esportivas dentro um clube de futebol fundado na parte mais baixa da casa de vovó Rosália, no bairro do Bixiga:

Ouça o depoimento de Alencar Burti com sonorização de Cláudio Antônio

Grave seu depoimento e participe do Conte Sua História de São Paulo. Para agendar sua entrevistan, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

Ruth Rocha no Conte Sua História de São Paulo

 

CBN SPAs chácaras de flores da Vila Mariana e o cheiro dos jasmins estão nas lembranças da escritora Ruth Rocha gravadas no acervo do Museu da Pessoa que irão abrir a série especial em homenagem aos 456 anos da cidade do programa Conte Sua História de São Paulo, nesta segunda-feira, no CBN SP. Paulistana, ela descreve um bairro muito diferente deste que conhecemos atualmente. Havia pinguelas, chácaras e ruas que foram definidas por Ruth Rocha como “território das crianças”.

O Conte Sua História de São Paulo apresentará, diariamente, um capítulo da nossa cidade relatada por seus protagonistas. O material faz parte dos arquivos do Museu da Pessoa que, desde a semana passada, está aberto para gravar depoimentos de ouvintes-internautas que, além de passarem a integrar o acervo da instituição, irão ao ar durante o ano de 2010, no Conte Sua História.

Para agendar a entrevista, ligue para o número 011 2144-7150, ou entre no site do Museu da Pessoa.

Além do Conte Sua História, a rádio CBN produziu mais dois programas em homenagem à cidade: “Redescobrindo o Centro Velho” com Heródoto Barbeiro e “Viver Melhor em São Paulo” com Michelle Trombelli. E no dia 25 de janeiro, segunda, o CBN SP será apresentado ao vivo, no Pátio do Colégio.

Conte Sua História de SP: A geladeira do seu Cândido

 

Por Miriam  Srosenfeld
Ouvinte-internauta

Ouça “A geladeira do seu Cândido” com sonorização do Cláudio Antônio

Estava fragilizada naquela terceira semana de novembro de 2009. Teve o apagão, um tratamento de canal, falta de água no condomínio e sem geladeira. Meu marido comprara uma nova. Mandei a velha embora e a nova não chegou. A moça da loja disse que estava em falta no estoque. Iria demorar.

Dois dias já sem geladeira e muito calor. Assim que saí de casa recebi o panfleto de três religiosos: “Por que se pode confiar na Biblía”.  Li até o fim e me inspirei. Lembrei do trabalho de alunos sobre um rapaz que montara sua casa com objetos do lixo. Com fé, logo pensei: quero encontrar uma geladeira no lixo
Comprei umas lâmpadas e ao sair da loja de material de construção me preparei para atravessar a Praça 14 Bis a caminho de casa. 

 – “Vamo, vamo dona! Pode ir.  Ó, o farol tá aberto!”

Ouvi o conselho. Atravessei meia praça e olhei para trás pra agradecer a atenção.

O tal conselheiro, o dono da voz, era um carroceiro. Tinha um objeto muito grande em sua carroça. Um grandíssimo paralelepípedo branco, meio pintadinho de onça. Seria miragem?!  Meu pedido teria sido atendido?

– O que o Senhor tem aí ?

– Uma geladeira, respondeu.
– O que vai fazer com ela?
– Vender. Ela funciona. Fui buscar lá em cima, no número 2.000  da 9 de Julho.  A dona disse que tá boa.
– Quanto vale?
– Cinquenta, disse ele.
– Vende pra mim? Eu pago em dinheiro.

O homem acariciou a barba escura com alguns fios brancos que contrastavam em sua fisionomia. Então, perguntou:

– Onde fica?
– Moro na Rua Silvia. O senhor consegue levar?
– Lá em cima! Eu “num güento”.
– Eu ajudo o senhor. Fico atrás da carroça para poder empurrar. Vamos!?, insisti.

Parecia estar concordando. Deu uma paradinha e disse:

– Tem um moço que me pediu pra comprar. Vou levar pra ele. É logo ali.
– Tá bem. Cadê o moço? …. Vamos lá. Eu empurro.

Repliquei, tentando persuadi-lo a encarar as ladeiras com a carga. Pois não é que lá fomos nós ?

Atravessamos a 14 Bis, subimos a Rua Rocha e depois a Itapeva. Ladeira acima. Ele na frente, puxando; eu atrás, empurrando. Ele, exibindo alguns músculos e sua fragilidade ao mesmo tempo. Eu, com minha juba clara solta e o par de calças pantalonas, as mais coloridas que tenho. Ocupávamos uma pista dos carros, mesmo assim ninguém buzinou. Algumas paradinhas foram necessárias no trajeto. A carroça estava muito pesada.

Durante o percurso descobri que o nome dele é Cândido. Percebi que nunca tinha prestado atenção nessa pessoa que convive com a gente aqui no Bixiga; na importância do seu trabalho. Carroceiros são importantes. Levam aquilo que rejeitamos e, freqüentemente, eles encontram utilidade para tal. Aliviam o problema dos entulhos na cidade.

A geladeira funcionou muito bem. Resolveu meu problema. Quanto ao seu Cândido, continua por aqui. Encontrei-o na semana passada e percebi que já não se lembrava de mim. Tive que refrescar sua memória.
Quando lembrou, me contou de outras geladeiras que recolheu depois daquela. Disse que uma delas veio com um frango congelado, imerso numa imensa pedra de gelo. Parece que fez um banquete com o frango e vendeu a geladeira para o ferro velho.

Meio esquecido, otimista, simpático, bem humorado e trabalhador. Assim é Seu Cândido, um carroceiro do pedaço. Se precisar dele, fale com o jornaleiro da Praça 14 Bis. Ele dá o recado ao nosso personagem.

Acompanhe e participe da nova fase do Conte Sua História de São Paulo. Grave suas lembranças da cidade no Museu da Pessoa. Para agendar seu depoimento ligue para 2144-7150 ou entre no site http://www.museudapessoa.net. E anote na sua agenda, a partir desta segunda-feira até o dia 25 de janeiro, você ouve o Conte Sua História de São Paulo em homenagem aos 456 anos, da nossa cidade, que vai ao ar logo após às 10 e meia da manhã.

Ouvintes começam a gravar depoimentos para a CBN

 

CBN SP
Em menos de uma semana, dez ouvintes-internautas já marcaram a data e hora para gravar sua participação na nova fase do Conte Sua História de São Paulo. Os depoimentos serão registrados em áudio e vídeo na sede do Museu da Pessoa, instituição especializada em resgatar e armazenar a memória do cidadão brasileiro.

Em lugar dos textos enviados por e-mail e interpretados por mim aos sábados, nesta etapa o Conte Sua História de São Paulo publicará as experiências dos moradores na capital paulista contadas por eles próprios. Além disso, o material passará a fazer parte do acervo do Museu da Pessoa, com possibilidade de acesso pela internet.

Na semana em homenagem aos 456 anos de São Paulo, que começa nessa segunda-feira (18.01), você terá oportunidade de ouvir alguns depoimentos que integram a memória digital do Museu. Foram selecionadas histórias de infância, lembranças de família, casos curiosos e inusitados que nos oferecerão um olhar sobre a diversidade da capital.

Para agendar sua entrevista, você deve ligar para 011 2144-7150, ou entrar no site do Museu da Pessoa.

Leia mais sobre o Conte Sua História de São Paulo especial e a programação da CBN no aniversário da cidade.

Conte Sua História de São Paulo: Carta dos Fernandes

 

No Conte Sua Historia de São Paulo, o texto escrito em carta por Rogélio Fernandez enviado de Fortaleza, onde mora atualmente, para a sobrinha Luciana Fernandez, ouvinte-internauta do CBN SP:

Ouça o texto “Carta dos Fernandes” sonorizado por Cláudio Antônio

Os Fernandes moravam a cem metros do Rio Pinheiros – falo do natural, de margens serpeantes de águas claras, muito peixe e ingazeiros nas duas margens.

A casa era de alvenaria, com uma cozinha de zinco e um enorme fogão de lenha que a molecada, nos dias de chuva, se empoleirava para se esquentar do frio e comer bolinhos de chuva que a dona Letícia se cansava de fazer e não vencia a voracidade de cinco meninos e duas meninas. Era situada na Rua Visconde de Taunay, nº 39, no bairro de Santo Amaro.

O patriarca Rogério foi pai de doze rebentos, três dos quais morreram nos primeiros anos de vida e de dos quais pouco se falaram, até porque, a cada dois anos nascia de parto normal, com a ajuda da avó paterna, sete robustos pimpolhos. Dita casa não tinha forma geométrica definida, seria algo como octaedra ou poliédrica. Fato é que, à medida que a família aumentava, e isso ocorria de maneira geométrica, construía-se mais um cômodo. O narrador pertence a esta ninhada e é exatamente o quinto, de cima para baixo e de baixo para cima.

O terreno era enorme (se não me engano tinha 20 de frente por 45 metros de fundo), que meu avô materno Tizziano-Giovani, nascido em Legnano, Norte da Itália, cultivava com muito carinho frutas e hortaliças.

A vizinhança era parca mas a natureza era pródiga ao redor. Além da chácara dos Matarazzo, com ruas de jabuticabeiras, ruas de caquis, quadras de uvas, quadras de abacaxis que faziam fundo com nosso terreno, havia por todos os lados que se olhasse mata com goiabeiras, gabirobeiras, araçazeiros. A molecada se fartava de comer fruta da natureza ou as cultivadas que, quando não dadas, eram velozmente surrupiadas por debaixo da cerca de arame farpado.

Os vizinhos, contava-se nos dedos de uma mão: seu Henrique, caseiro da chácara dos Matarazzo; em frente dele, seu Fernando, dono da vacaria, também num terreno enorme do milionário número de um São Paulo que, àquela época que vendia leite em litros; mais abaixo, próximo ao rio, o Giardello, oriundo da Calábria, conhecido com tripeiro, que, além de vender tripas que matadouro dava de graça, promovia barulhentas tarantelas com sua sanfona de oito baixos; depois do rio, seu Roque balseiro, que atravessava as pessoas de barco ou, quando os raros veículos que naquele tempo por ali navegavam, fazia-o com a balsa, manejando os cabos de aço que atravessavam o rio; mais abaixo do rio ainda, na chácara de flores dos Dierberger, morava seu Arthur Schenor, marido de dona Nena, que freqüentávamos todos os finais de semana para andar de carroça e comer centenas de morangos que lá se cultivava às pampas.

Nem tudo era bonança, porém. Nossa casa era de telha vã e nas muitas noites de chuva a garotada tinha que cobrir o rosto com a colcha para não ficar respingada. De qualquer sorte, aquele pedaço da Vila de Santo Amaro, naquele tempo, era um paraíso: lagoas de chuva, lagoas perenes (como a do fundão), várzeas enormes e matas para se catar lenha que abastecia o fogão.

Mesmo com as dificuldades próprias de família pobre, do essencial nada nos faltava. Meu pai comprava tudo de saco de 60 quilos: farinha de trigo para fazer pão em casa, batatinha, feijão, arroz, açúcar, manta de carne seca e até bacalhau inteiro que se pendurava na porta do armazém. Afinal era tempo de segunda guerra mundial e todos os gêneros alimentícios eram racionados. Além disso, minha mãe criava galinha, pato, cabra e vaca de leite para reforçar a merenda dos muitos marmanjos, parentes e aderentes, que aportavam diariamente em casa para comer.

Fortaleza, 09 de Abril de 2008.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. E agora está em nova fase (leia o post)

Participe do novo Conte Sua História de São Paulo

 

CBN SPO Conte Sua História de São Paulo da CBN entra em nova fase com a parceria fechada com o Museu da Pessoa, instituição que incentiva o registro de histórias pessoais. No ar desde 2004, o programa reproduz textos enviados pelos ouvintes-internautas, sábados, logo após às 10 e meia da manhã. Nesta etapa, porém, você mesmo poderá contar suas memórias na CBN.

No Museu da Pessoa, profissionais especializados farão uma entrevista com você, gravada em áudio e vídeo, que passará a fazer parte do acervo da instituição. Trechos desta entrevista com momentos marcantes, cenas inusitadas e fatos curiosos serão editados e reproduzidos no Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 456 da capital paulista, que vai ao ar entre os dias 18 e 25 de janeiro, às 10 e 40 da manhã, dentro do CBN SP.

Para agendar os depoimentos, você deve ligar para 011 2144-7150, ou entrar no site do Museu da Pessoa.

Ouça a entrevista com Karen Worcman, do Museu da Pessoa

O Conte Sua História de São Paulo fará parte da série de programas produzidos pela CBN em comemoração ao aniversário da cidade. A partir do dia 18, irão ao ar, também, “Redescobrindo o Centro Velho” com Heródoto Barbeiro e “Viver Melhor em São Paulo” com Michelle Trombelli. E no dia 25 de janeiro, segunda, o CBN SP será apresentado ao vivo, no Pátio do Colégio.

Conte Sua História de São Paulo: A égua chamada Nega

 

Francisco Ita Santiago
Ouvinte-internauta

Ouça o texto ‘Uma égua chamada Nega’ sonorizado por Cláudio Antônio

Nascido em 1933, no Parque São Jorge, Tatuapé, ali na Rua Santo Elias, comecei a trabalhar muito jovem, aos 11 anos, numa loja de móveis. Mas não era exploração de trabalho infantil e, sim, por necessidade. E, também, por vontade pois eu gostava muito do trabalho. Minha função era tomar conta da charrete puxada pela “Nega”, uma égua muito mansa e bonita, enquanto o meu patrão, Seo Henrique, comerciante de origem turca, ia fazer cobranças nas casas dos fregueses.

Certa manhã de verão de 1944, Seo Henrique entrou na casa de uma freguesa, na rua Santa Terezinha, travessa da avenida Celso Garcia e próxima à ferrovia. Fiquei lá um tempão esperando sem ter o que fazer. Na minha inocência de criança, eu só não entendia o motivo da demora do patrão. Mais tarde fui entender…

Já era quase uma hora de espera e nada. Como fazia muito calor e o sol estava forte, resolvi descer da charrete e encostar na parede, onde havia uma sombrinha. Nesse momento, o trem passou e apitou, assustando a égua que saiu em disparada pela avenida Celso Garcia, o que me deixou sem saber o que fazer.

Quando o patrão saiu e não viu a charrete ficou muito zangado me dando uma tremenda bronca. Contudo, não havia muito com que se preocupar, pois Nega sabia bem o caminho da cocheira que ficava a um quilômetro dali, na rua São Felipe. Tive de ir correndo buscá-la e, de fato, lá estava ela, tranquila bebendo água na sombrinha.

Numa outra ocasião, precisávamos atravessar um córrego para chegar a uma casa, porém a égua não queria passar de jeito nenhum. Falei para o Seo Henrique que era melhor ele ir andando, mas como insistia em fazê-la atravessar, ela deu um pinote, derrubando-nos na margem do córrego e sujando todas as nossas roupas, inclusive o terno do patrão que ficou uma “arara” com o pobre animal.

Era uma época difícil, pois o mundo estava em guerra, que só acabaria no ano seguinte, mas para mim que era criança, estava tudo bem. Todo fim de tarde eu levava Nega para a cocheira, ou melhor, ela me levava. Passava buzinando pelo caminho e o pessoal acenava para mim, já que todos me conheciam.

Hoje em dia, continuo caminhando, agora acompanhado pela minha esposa Josefina, pelos mesmos caminhos daquela época, pois ainda moro no mesmo bairro, conheço muita gente e todos continuam acenando quando passo, alguns ainda daquela época.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você participa enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br