As cidades: problema ou solução

 

Artigo do venezuelano Moisés Naím, publicado no jornal Folha de São Paulo, na sexta-feira, 26/08, fala das maiores cidades latino-americanas que perdem a oportunidade de se transformar em motor de desenvolvimento. A foto é do Marcos Paulo Dias e faz parte do álbum digital do Blog do Mílton Jung:

Favela horizontal

Dentro de alguns meses vai nascer um bebê histórico. Será o 7.000.000.000º habitante do planeta. E provavelmente nascerá em uma cidade, já que hoje mais de metade da população mundial vive em cidades, algo que também é novo.

Em 2008 o número de habitantes urbanos superou a população rural pela primeira vez.

Esse processo de urbanização vem sendo muito rápido. De acordo com a ONU, a população urbana passou de 13% do total mundial em 1900 (220 milhões de pessoas) para 29% (732 milhões) em 1950, saltando em seguida para 49% (3,2 bilhões) em 2005. Até 2030, estima-se que alcance 60% (4,9 bilhões).

A América Latina é campeã do mundo nesse quesito: com 80% de sua população vivendo em cidades, é a região mais urbanizada do planeta. Esta realidade tem implicações econômicas e políticas enormes. O Instituto Global McKinsey (MGI) acaba de publicar um excelente estudo sobre esse tema. Sua conclusão principal é que as maiores cidades da América Latina poderiam ser um potente motor de desenvolvimento e prosperidade.

Poderiam. Mas não o são, e seu desempenho econômico e social está abaixo do de seus países e de outras cidades do mundo. As cifras do relatório do MGI são impressionantes. Na América Latina há 198 cidades com mais de 200 mil habitantes, em que vivem 260 milhões de pessoas e nas quais se geram 60% de toda a atividade econômica da região, o que equivale ao PIB de Índia e Polônia juntos. Estima-se que em 2025 essas 198 urbes vão gerar um PIB igual ao da Espanha hoje.

Como sabemos, contudo, as grandes cidades latino-americanas estão repletas de problemas: tráfico, criminalidade, deficits, corrupção e o eterno atraso da oferta de serviços públicos, em relação às necessidades de transportes, água, saúde, eletricidade, habitação, etc.

Esses problemas crônicos explicam por que o índice de crescimento econômico das dez cidades maiores vem sendo menor que o de seus países. De acordo com o MGI, desde 1970 os índices de crescimento econômico de São Paulo e Rio de Janeiro vêm caindo, estando hoje inferiores ao crescimento do Brasil.

A Cidade do México também vem apresentando desempenho pior que o das 45 cidades mais populosas do país. Das dez maiores cidades da América Latina, apenas Lima e Monterrey vêm tendo desempenho melhor que seu país.

Em vista da velocidade com que se movem as variáveis associadas à urbanização, é urgente agir para que as grandes cidades não se transformem em uma carga pesada que afunde seus países.

Os desafios são muitos, e o MGI agrupa as soluções em quatro grandes categorias: elevar o desempenho econômico das grandes cidades, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, utilizar recursos naturais de maneira sustentável e melhorar suas finanças e a maneira como são governadas.
É fácil sorrir cinicamente e pensar que nada disso será possível. Quem sabe. Mas, se não tentarmos, a catástrofe urbana da América Latina poderá anular a possibilidade de os latino-americanos terem um futuro melhor que seu passado.

Moradores da Sé

 

Moradores da Sé

Por Devanir Amâncio

Depois da Catedral da Sé e Páteo do Colégio, os moradores de rua doentes que ficam deitados na praça são os mais fotografados – com certa compaixão – por turistas estrangeiros. Para cobrar providências das autoridades para esta questão social de saúde pública, ongs e organizações estudantis realizam na Praça da Sé , no dia 30 de setembro, às 10 horas, o “Grito Pela Vida, Hospital do Crack Já!”

A segurança dos juízes

 

Por Altair de Lemos Junior
Desembargador

 
 
Foi instituída a Comissão de Segurança de Magistrados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Para quem não sabe, o CNJ determinou aos Tribunais de todo o país a criação de tais comissões. Por óbvio, em razão do assassinato de uma juíza no Estado do Rio de Janeiro, o tema tomou maiores proporções.

É claro que o juiz não é mais importante nem melhor do que ninguém e que todos têm direito à segurança, não apenas os magistrados.

Porém, é preciso ter presente que, no exercício da jurisdição, quem está ali não é apenas o cidadão – mas sim, o Estado. O juiz personifica a figura do Estado ao interpretar e aplicar as leis a fim de garantir a paz social, seja na esfera criminal ao impor as penalidades cabíveis àqueles que não mantêm conduta compatível com a vida em sociedade, seja na esfera cível ao intervir nas relações interpessoais a fim de resolver os conflitos do cotidiano.

Será que é possível imaginarmos hoje uma sociedade sem leis? A resposta óbvia é não, pois isto implicaria no caos e possivelmente numa sociedade dominada pela força, pela violência, na qual os mais fortes por certo imporiam suas vontades. E quando falo em “mais fortes” não volto ao tempo das cavernas ou dos gladiadores, imaginando significar mera força física. Podemos sim falar em força econômica, em armas, em condutas violentas.

Pois aí está o ponto em questão!

Um juiz sem autonomia, face à insegurança – sua ou de sua família – terá condições de bem exercer sua função jurisdicional para garantir a estabilidade social? Por certo que não e poder-se-ia até mesmo presumir que o juiz sem segurança equivale à ausência de juiz e, via de consequência, ausência do Estado a cumprir seu papel regulador.

Por tudo isso, é que devemos, face ao trágico acontecimento envolvendo a magistrada carioca, pensar efetivamente que é importante para a sociedade a preservação da integridade física e psicológica dos magistrados no efetivo exercício da atividade jurisdicional, não apenas mas especialmente daqueles que possuem competência para o julgamento de processos criminais haja vista que, em muitos dos casos, os réus pertencem a quadrilhas extremamente bem organizadas e perigosamente bem armadas.

Concluindo, ausência de segurança para os juízes é, em suma, ausência da indispensável segurança jurídica do Estado.
 
 

De Se

 

Por Maria Lucia Solla

Se

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Se na nossa seara cumplicidade campeasse, e traição rareasse.

Se a dor tivesse um botão para que a gente a controlasse, e a lágrima rolasse solta sempre que a gente dela precisasse.

Se a comunicação fosse sempre certeira, e a gente se percebesse.

Se fosse possível dizer tudo aquilo que se sente, olho no olho, e se a carne fosse forte, a mente inteligente e o coração a acompanhassem.

Se a distância não separasse, a proximidade não desgastasse, e um no outro a gente acreditasse.

Se a espera não afligisse, a frustração não paralisasse, e da esperança a gente pudesse ver a face.

Se irmãos se apoiassem, e amadas e amados fossem cúmplices e não culpados.

Se remédio curasse, a doença afastasse, e a gente, forte, a vida tocasse.

E se a gente usasse o se a nosso favor e deixasse de lado a resistência ao que não dá para mudar, e estivesse sempre disposto a transformar em si, sempre e só em si, o que é possível melhorar e vivesse a vida assim, dia a dia, hora a hora, perdendo às vezes o rumo por ter os olhos na lua sem ver um passo adiante, mas não perdendo a disposição de levar a viagem avante.

E a gente levasse a vida não como tarefa a ser cumprida, mas como grande aventura emocionante e divertida, com bandeirada na chegada e pegadinha na partida?

Apenas se.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Modelos de fotógrafos

 

Por Dora Estevam

 
A fotografia exerce um fascínio nas pessoas e não escolhe classe e poder aquisitivo, qualquer um tem uma máquina em casa. O interessante é que na hora de bater ou clicar a foto muitos fazem pose (eu faço) e desejam que aquele momento “mágico” seja revelado com imagens e ângulos especiais.
 
Os fotógrafos mais cobiçados são os de moda. Muitos, maravilhosos, fazem tanto sucesso que viram celebridade tanto quanto as modelos. O italiano Giampaolo Sgura é um deles. E para conhecer o trabalho do rapaz, separei um curta no qual ele conta detalhes da vida profissional e pessoal:

E se interessar, visite o blog de Giampaolo Sgura para ver trabalhos incríveis dele.

Outro fotógrafo homenageadíssimo é Mario Testino. Ele é tão badalado que foi o fotógrafo oficial do casamento da modelo Kate Moss, este ano. Aliás, ele e ela são super amigos e, a toda hora, é possível ver fotos dos dois juntos nas colunas sociais do mundo inteiro. Não posso esquecer que o moço ai, também, era o predileto da Princesa de Gales, Diana.

E pra não perder o estilo dos meus posts de sábado, no qual sempre uso fotos de Street Style para ilustrar as novidades e produções de rua, acho justo falar dos colegas que são, na verdade, os paparazzi. Estas fotos são tiradas nas ruas, nas portas de grandes eventos de moda, geralmente. O trabalho deu tão certo que cresceram com eles, os blogs de moda fast, mania internacional.


 
Na blogosfera destaque para Tommy Ton, do Jak & Jil, e Scott Schuman, do The Sartorialist.
 
E você, tem fotografado muito?
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

SOS Morumbi: Tem de trocar muro por investimento social

 

Em sentido semelhante a texto que escrevi para o Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo (reproduzido neste blog, também), mas com relato de alguém que vive dentro da Paraisópolis, publico, hoje, artigo de Gilson Rodrigues, presidente União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, no qual pede a imediata retomada da Virada Social na comunidade. Leia, pense e comente:

Diante da convocação de manifestação contra a violência para o próximo dia 28 de agosto pelo movimento SOS Morumbi, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis gostaria de contribuir com este debate.

Em 2011 comemoramos mais de 60 anos de existência da comunidade de Paraisópolis. O Estado, no entanto, só se fez presente aqui nos últimos anos, e ainda de forma insuficiente. A canalização de córregos, abertura e asfaltamento de ruas, a posse legal das casas que já morávamos há décadas, a regularização dos serviços de água e luz, só começaram a partir das obras de urbanização.

Temos cerca de 70% de nossa população com menos de 30 anos. No entanto não contamos com teatros, cinemas, espaços de lazer e esporte. A única escola técnica para atender uma comunidade de 100 mil habitantes, tem apenas 2 em cada 10 matriculados morando aqui, temos cerca de 5.000 crianças fora de creche e ainda a escola com a pior avaliação da cidade de São Paulo.

Apesar do imenso trabalho realizado pelo projeto Escola do Povo, que alfabetizou mais de 3 mil jovens e adultos, Paraisópolis ainda conta com 12 mil analfabetos, uma das maiores taxas do Brasil. O desemprego atinge uma grande parte desta juventude, e 90% dos empregados tem uma média salarial de 1 a 2 salários mínimos.

Durante a realização da Operação Saturação da Polícia Militar em 2009, a comunidade de Paraisópolis, governo estadual e a prefeitura se uniram para transformar esta realidade e organizar a chamada “Virada Social”, que definiu 126 ações do Estado na comunidade, destas apenas 22 foram concluídas. Ações importantes como a construção de mais um CEU, mais uma ETEC, Clube-Escola, Centro de Educação Ambiental, CREAS, Parque Paraisópolis, CIC, Casa de Cultura entre outros, nunca saíram do papel.

No entanto, a “Virada Social” foi interrompida, e 83% das ações aprovadas e prometidas não foram executadas.

Nossos trabalhadores, estudantes e mulheres sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi. A solução para isso, no entanto não passa por aumentar o muro que divide o Morumbi de Paraisópolis, mas pela continuação imediata das ações da Virada Social e dos investimentos em educação, saúde, esporte e moradia. Afinal o que mais diferencia os jovens que moram em Paraisópolis daqueles que moram no Morumbi é a ausência de oportunidades iguais.

Ações pontuais, ditas “emergenciais” sozinhas não resolverão os imensos desafios que temos que vencer. Levando em consideração que todas as vezes que conquistamos algo foi unidos, e Paraisópolis e Morumbi estão diretamente ligados, contamos com o apoio e participação dos moradores do Morumbi para exigir que o Governo entre de fato nessa luta e retome imediatamente a Virada Social.

Problemas sociais se resolvem com políticas sociais e mais presença do poder público.

Morumbi quer segurança e Paraisópolis, respeito

 

Contraste Morumbi/Paraisópolis

Tem Casas Bahia, tem Correios e tem Banco do Brasil. O que não falta é loja de construção. Não é difícil encontrar farmácia por ali. Tem CEP em algumas ruas e a luz elétrica (oficial) chegou faz pouco tempo. A Maria mora lá. O Zé, também. Os meninos e meninas deles estudam bem pertinho. Não é no CEU, mas um CEU foi entregue em 2008. São 13 escolas, para meu espanto. Tá certo que duas delas estão entre as piores da cidade. Campo de futebol, quadra de esporte e jogador de rugby fazem parte do seu patrimônio. E uma das primeiras rádios comunitárias da capital está no ar desde o ano passado.

Na zona sul de São Paulo e na borda do Morumbi, Paraisópolis, que ganhou o status de comunidade mas não perdeu o estigma de favela, só não tem posto da polícia. Lá dentro, a PM costuma aparecer correndo atrás de algum suspeito. E correndo sai de lá para não se machucar. Nos últimos anos, por duas vezes, ocupou espaços, a última foi em 2009, após rebelião de algumas pessoas provocada pela morte de um conhecido em troca de tiros com policiais. Mas a Operação Saturação tem data de validade e assim que os policiais e suas viaturas luminosas deixam o lugar, a população fica a deus-dará.

Neste domingo, moradores do Morumbi e todos os demais bairros que receberam este nome por adoção se encontrarão na Praça Vinícius de Moraes, bem pertinho do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. Às 10 e meia, com hino nacional, pompa e circunstância se darão as mãos e depois passarão abaixo-assinado pedindo que a PM coloque uma base comunitária fixa, funcionando 24 horas, dentro da Paraisópolis. Querem, também, elevação no número de policiais civil e militar, adaptando-o ao crescimento da população.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo

Ministério das Cidades perdeu razão de ser

 

O Ministério das Cidades não sai do noticiário, desde que Mário Negromonte foi acusado de oferecer R$ 30 mil a políticos do seu partido para que estes retirassem assinatura de apoio a abertura da CPI da Corrupção. Além disso, há suspeitas de liberação de pagamentos irregulares para empreiteiras que doaram mais de R$ 15 milhões ao PP, partido que comanda a pasta, nas eleições de 2010. Em um caso e noutro os dados ainda não são consistentes, mas expõem uma mudança clara de prioridades dentro da pasta responsável pelo Orçamento de R$ 6,21 bilhões.

Ao surgir no início do Governo Lula, tendo o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra como ministro, a expectativa era de que, pela primeira vez, os municípios brasileiros teriam dedicação especial do Governo Federal. Justo, dado o fato de que mais de 80% da população vive, hoje, no ambiente urbano. Na época, formou-se uma equipe com alguns nomes de trabalho reconhecido internacionalmente, como o da urbanista Raquel Rolnik.

Um ano e meio depois, o Ministério foi oferecido para o PP, partido do então presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti. O nome indicado foi o de Márcio Fortes de Almeida que permaneceu até o fim do segundo mandato de Lula e apenas não seguiu com Dilma Roussef por pressão de uma das alas do PP que defendia a nomeação de Mário Negromonte.

O Ministério das Cidades não passou para as mãos do PP de graça. A pasta se transformou em carro-chefe do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e responsável pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Um filão e tanto, político e financeiro.

Criado para o desenvolvimento urbano, hoje o Ministério é um mero tocador de obras sem planejamento. Um desperdício de ideia, oportunidade e dinheiro. Muito dinheiro.

SOS Morumbi: “Policiamento não é suficiente”, diz Conseg

 

O Governo de São Paulo se antecipou a manifestação de moradores do Morumbi por mais segurança na região e anunciou a instalação de uma base da Polícia Militar ao lado da rua Doutor Francisco Thomaz de Carvalho, o Ladeirão, onde ocorrem assaltos com frequência. Além disso, o secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto disse que o policiamento será reforçado para coibir os roubos a residências. Na noite passada e neste madrugada era possível ver uma quantidade significativa de viaturas da PM paradas em pontos estratégicos da avenida Giocanni Gronchi. E para não haver dúvida de que estavam lá, todas com o giroflex ligado.

As ações, porém, não são suficientes para reduzir os índices de criminalidade na região, disse o diretor do Conseg Portal do Morumbi, Agnaldo Oliveira, em entrevista ao Jornal da CBN. Para ele, não bastam medidas pontuais, é necessário a criação de uma política planejada e permanente de segurança pública. “De acordo com o Censo 2010, o crescimento populacional da Vila Andrade foi de 73%, na última década, nem a infra-estrutura nem o efetivo policial aumentaram neste ritmo”, justificou assim os motivos que levarão os moradores a participar do SOS Morumbi, na Praça Vinícius de Moraes, no domingo, dia 28, a partir das 10 e meia da manhã.

Para o Conseg Portal do Morumbi, não adianta construir uma base policial no Ladeirão, é preciso instalá-la dentro da Comunidade de Paraisópolis “para gerar segurança inclusive para as pessoas que moram lá dentro que são reféns da criminalidade”, disse Agnaldo Oliveira.

Ouça a entrevista com o diretor do Conseg Portal do Morumbi, Agnaldo Oliveira, ao Jornal da CBN

Vai à Paulista, vá de bike, mas confira este vídeo antes

 

Vistoria nos Bicicletários da avenida Paulista from João Lacerda on Vimeo.

O videorepórter João Lacerda convidou Aline Cavalcante (@pedaline) para pedalar em busca dos atrativos culturais da Avenida Paulista. A intenção era descobrir como a bicicleta é tratada em todos estes lugares bacanas que fazem parte do roteiro de turistas estrangeiros, brasileiros e paulistanos. Algumas surpresas interessantes e outras frustrantes fizeram parte deste passeio que vale a pena acompanhar. Depois confira aqui a nota que a dupla deu para o Masp, Casa das Rosas, Conjunto Nacional, entre outros pontos bem conhecidos da gente.

Com Aline Cavalcante (@pedaline)