Por dentro da moda: acessório masculino

 

Por Dora Estevam

Tão antenados como as mulheres, os homens não deixam nada a dever em termos de moda e tendência e, principalmente, quando se trata de moda de rua.

O street style masculino tem mostrado que eles não estão mais preocupados com o formalismo na hora de preencher uma vaga ou fechar contrato de trabalho.

Cool é o que se pode dizer dos homens de hoje. A preocupação em colocar uma bolsa grande, um guarda-chuva, um adereço na alça da mala, um tênis colorido, uma camisa social com detalhe no peito, tudo isso e muito mais são detalhes antes reservados às mulheres. Eles aprenderam e estão arrasando nas ruas de todo o mundo.

Seja dia ou noite a ordem é descontração e conforto. O colorido também se encaixa nesta nova temporada, tendência fortíssima para o inverno e já usada por eles.

Sem dúvida, a indústria da moda está mais voltada para este público que descobriu um novo estilo de se vestir.

Então, reinvente o seu estilo nesta temporada, e depois me conte qual o seu look favorito. Alguns dos visuais que eu amo estão nas fotos deste post. Ou aproveite a apresentação que preparei para você, a seguir:

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Cidadania conquista rotatória em cruzamento perigoso

 



Por Marcos Paulo Dias
Ouvinte-internauta e colaborador

Lembra-se da rotatória improvisada de pneus velhos (leia aqui) ? Uma ação que partiu de moradores devido ao alto índice de acidentes no cruzamento das ruas Dr. José Ferreira Crespo e José de Aguiar, no Jardim São Vicente – São Miguel Paulista, zona leste.  Pois é, no mesmo dia que você levou ao ar (07/10/2010), o trabalho artesanal  dos moradores e comerciantes atraiu a atenção do Poder Público. O pessoal  da CET e subprefeitura tratou de dar uma passadinha no local  para  conferir. Depois de 10 dias, a rotatória oficial  foi construída.

Hoje estive lá e encontrei  Marcelo Macedo e Marcos Rogério,  comerciantes , dupla que fez parte da construção da rotatória  de pneus. Eles lembram dos acidentes que ocorriam no cruzamento e das  diversas vezes que construíram junto com os moradores rotátorias de pneus velhos – parte doados, parte comprados: “com a construção da rotatória acabaram-se os acidentes”. Um mural foi montando no comércio deles com  reportagens  que foram publicadas nos veículos de comunicação.

Dona Antônia do Grajaú, a dona do reciclado

 


Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP e colaborador

A ex-gari Antônia Maria Felippe, “Dona Antônia do Grajaú “, mora no Jardim Lucélia, zona sul, nunca participou de encontros e fóruns internacionais sobre o Planeta Terra. Dona Antônia gosta do que faz e acredita no seu empreendimento. Ela sonha em ser empresária da natureza, fabrica em sua casa bolsas cadeiras e pufes de garrafas Pet:

 Gari faz trabalho com reciclado
 
– “Hoje só não ganha dinheiro quem não quer.”
 
– “Vendo um pufe e uma cadeira por 30 reais cada um, a bolsa  é 30 reais.”
 
– “Para fazer uma cadeira uso 60 garrafas Pet, um pufe  sete, e uma bolsa 20 garrafas.”
 
– “Vou escrever uma carta para  a Dolly voltar a  fabricar garrafa Pet  cor vinho.”
 
– “Qualquer dia vou levar as minhas coisas lá na Fiesp.”
 
– “Eu ainda vou dar de presente uma bolsa de garrafa Pet para a presidenta Dilma. Vai dar um ibope danado ela chegar para uma reunião com gente importante no exterior carregando uma bolsa de garrafa Pet.”
 
 
– “Se a Prefeitura quisesse resolveria  parte do problema dos moradores de rua com a reciclagem. Na Praça da Sé ficam uns homens ‘tudo fortão’ sem fazer nada um dia inteiro, à noite vão para o albergue, comem , bebem , dormem e no outro dia estão na rua outra vez .”
 
 
 – “Por que  a Prefeitura não  abre  uma fábrica de cadeiras de gafarrafas Pet e bota esse pessoal pra trabalhar, ganhar dinheiro? E a própria Prefeitura poderia comprar as cadeiras e pufes para escolas e creches.”
 
– “Já pensou o Prefeito Kassab sentado numa cadeira de garrafa Pet!?.. A cadeira parece um troninho.”
 
 A dona Antônia não para por aí. Está empenhada em abrir até o fim do ano uma loja de produtos  reciclados na garagem da casa dela no Jardim Lucélia.

Cavalos à serviço da cidade

 

Cavalo trabalhando

O bode Mané do Heródoto não dá conta do recado. Ainda ontem disse que a lista de espera para cortar a grama de São Paulo é de três meses tal a falta de ação da prefeitura e das subprefeituras no período de chuvas de verão. A foto feita pelo ouvinte-internauta Beto Custódio mostra que já tem gente apelando para a cavalaria da cidade. Estes dois estavam à serviço na avenida Nordestina, em Guaianases. Ele conta que alguns metros à frente o mato tomava conta da calçada, sinalizando que os cavalos terão muito o que fazer (ou comer) nos próximos dias.

Kit para o apagão da Eletropaulo

 

Kit sobrevivência

A dificuldade da AES Eletropaulo de prestar serviço de qualidade em um momento de emergência na cidade, não tirou por completo o bom-humor do cidadão. O ouvinte-internauta Rafael Castellar Neves sugeriu incluir no kit de sobrevivência do paulistano um rádio e um lampião – foi assim que ele se virou para enfrentar os dois dias de escuridão na casa em que vive.

Uma atitude mais digna da Agência Nacional de Energia Elétrica cobrando providências da Eletropaulo, a punição da concessionária incapaz de atender a demanda neste período de chuva forte e investimentos no sistema energético de São Paulo pelo Governo do Estado também ajudariam.

A calçada do descaso

 

A avenida Estrela da Noite tem nome bonito, visual nem tanto. Quem passa por lá todos os dias sabe que a situação, ao menos em uma das calçadas, é vergonhosa. Os alunos que chegam a escola se deparam com uma cena de desrespeito, descaso e falta de cidadania. Sensibilizado, o jornalista e ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias decidiu pegar uma câmera de vídeo e “passear” pelo local que fica ao lado da linha Safira da CPTM, no bairro do Itam Paulista, zona leste da capital paulista.

O passeio pela calçada lotada de entulho chama atenção pois durou 3 minutos e meio e em todo o percurso pedaços de madeira, ferro, tecido, papel e uma dezena de materiais expõe a falta de respeito com o ambiente urbano. Marcos descreve as cenas e conta um pouco do que acontece todos os dias por ali.

Veja a cena até o fim e não deixe de publicar aqui a sua opinião sobre esta situação

Foto-ouvinte: Que horas são ?

 

 

Relógio de Rua

Os relógios e termômetros de rua seguem causando supresa ao paulistano. Alguns parecem assustados com o calor e registram temperaturas absurdamente altas, outros se “calam” como o que aparece na foto de Luis Fernando Gallo, na Avenida Paulista. Talvez ainda não tenha conseguido se adaptar ao fim do horário de verão. Quem encontrar um desses relógios funcionando corretamente ganha um doce.

Agora o outro lado

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Carros levam a melhor, prefeitura faz muro em praça

 

Leio que na CET estudam a criação de pistas coloridas para chamar atenção do motorista de que naquele espaço a prioridade é do pedestre. Uma adaptação a sistema implantado há muitos anos em cidades européias e batizado “Traffic Calming”. O mais próximo que temos por aqui é na rua Avanhandava, onde elevações na pista servem como aviso de que na via a velocidade tem de ser baixa e a atenção redobrada.

Entre o que estudam e o que fazem a diferença é enorme.

Muro na Vinicius de Morais

Veja esta obra que se iniciou em janeiro: um muro de baixa estatura sobre a calçada da praça Vinícius de Morais, na avenida Giovanni Gronchi, vizinha do Palácio dos Bandeirantes – onde fica o Governo paulista. A justificativa da Subprefeitura do Butantã para a construção é o risco que os veículos acarretam às centenas de pessoas que passeiam naquela área de lazer.

Estão construindo um guardrail de concreto que em lugar de defender as pessoas sinalizará aos motoristas a liberdade para acelerar.

Em vez de impedir que os carros andem em velocidade imprópria, decidiram isolar os pedestres e criar uma excrescência do ponto de vista urbanístico. O muro, mesmo com a prometida cobertura vegetal, polui visualmente o local e estraga uma das mais belas praças que se tem na cidade que foi recuperada há cerca de oito anos graças a investimento da iniciativa privada.

Se a intenção é dar segurança às pessoas que reduzam a velocidade máxima e coloquem lombadas eletrônicas para os carros.

O autor da foto acima é o ouvinte-internauta José Rodolfo e em sua mensagem ao CBN SP usou expressões como “absurdo”, “insanidade” e “estupidez”. Sou obrigado a concordar com ele.

A defesa da construção do muro na praça é pautada pela mesma ideia que leva a criação de corredores de ônibus sem ponto de ultrapassagem para não atrapalhar os carros; a investimento de bilhões de reais em novas pistas para automóvel; e ao incentivo fiscal para a indústria automobilística sem nenhuma política para a retirada da frota antiga.

A reportagem sobre as pistas coloridas está no Estadão (leia aqui)

MP pede explicação à Subprefeitura
(publicado às 14:52)

O promotor de Justiça da área de habitação e urbanismo da Capital Maurício Antonio Ribeiro Lopes quer explicações da Subprefeitura do Butantã sobre a obra na praça Vinícius de Morais. Após ouvir a notícia no CBN SP intimou o subprefeito da região a comparecer na promotoria dia dois de março, às quatro da tarde.

O promotor Maurício Lopes está à frente de inquérito civil que trata da conservação das praças públicas na cidade e informa que recebe denúncias sobre a situação dessas áreas pelos e-mails marl@mp.sp.gov.br e pjhurb@mp.sp.gov.br ou pelo telefone 3119-9119.

De vida e a Deus

 

Por Maria Lucia Solla


Cantando, sofrendo, chorando, amando detestando.
Enfrentando.
Escrevendo letras, calando palavras, sonhando, esperando, satisfazendo, frustrando. Vou levando.
Isso é vida! diria a mamãe.

mas isso é vida mãe
pra quem não a vive adormecida temerosa
pra quem mesmo com alma em polvorosa e carne dolorida
reconhece nela beleza grandeza
e lhe dedica gratidão no amor e na dor

em constante desequilíbrio
me pondo em pé na nave
destemida
sou louca tagarela destrambelhada
mas ponho pra fora a dualidade escancarada
e sou equilibrada e contida

Tem vezes que passo mal, de um jeito ou de outro, e meu único medo não é o de morrer, mas de deixar de viver.

mais recebo do que ofereço
mas rio mais do que me entristeço

só eu sei de mim
novelo sem fim

minha dor é só minha
por mais que os amigos queiram
que eu a divida em pedaços e lhes dê um tanto
no entanto nem tentando

posso despertar no outro
a dor de me ver doendo
mas jamais um vai poder sentir do outro
da dor nem do amor
o sabor

E curtindo ou sofrendo, me agarro à vida, que é forma visível e palpável de Deus, que decide se mereço ou não mereço; e eu, loucamente, continuo sendo a mais religiosa sem religião que conheço.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung