Foto-ouvinte: Buraco da Geórgia “come” roda

 

Buraco da Geórgia

Este buraco na rua Geórgia engoliu a roda e levou junto o eixo dianteiro de um carro, informa a jornalista e ouvinte-internauta Paula Calloni. A motorista, amiga dela, bateu a cabeça e fez um corte nas costas. Paula foi até lá e conversou com moradores e funcionários de prédios vizinhos ao local e ouviu de um deles: “A prefeitura tá esperando o prédio cair dentro do buraco, pra resolver”. Ela saiu de lá questionando o que o cidadão pode fazer em um caso como este, pois algumas seguradoras se negam a ressarcir os prejuízos causados por “acidentes ambientais˜.

Minha sugestão: acione a prefeitura pelo Juizado Especial, antigo “Pequenas Causas”.

Ouça a sugestão de um especialista: Ciro Vidal, da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito Viário da OAB-SP.

Canto da Cátia: Dá-lhe entulho !

 

Entulho no Orlando Murgel

Ponto viciado, as laterais do viaduto Engenheiro Orlando Murgel estão sempre tomadas pelo entulho despejado de maneira irresponsável. A Cátia Toffoletto conhece bem este roteiro, pois por mais de uma oportunidade passou por ali e registrou este absurdo. A proximidade do período das chuvas tende a aumentar a preocupação da vizinhança do Campos Elísios, centro da capital.

no Campos Elísios, centro de São Paulo

Canto da Cátia: Enchente no Bom Retiro, sem saída

 

Enchente no Bom Retiro

O verão ainda não começou, mas as enchentes, sim. O bairro do Bom Retiro acordou com algumas ruas alagadas, nesta quarta-feira, conforme registrou a Cátia Toffoletto em reportagem no CBN SP. Nenhuma novidade, apesar de os moradores do prédio darem a impressão de que estão surpresos com a situação que encontraram na hora de deixar os apartamentos. Parecem procurar uma resposta para a encrenca que enfrentam há muitos anos. E a respota está logo ali, bem na esquina, na placa de sinalização de trânsito.

Ouça aqui a reportagem da Cátia Toffoletto que foi ao ar no CBN SP

“Motorista não reconhece o outro como ser humano”, diz Roberto DaMatta

 

Acidente na Inajar de Souza

O comportamento dos motoristas brasileiros é agressivo e desrespeitoso porque somos uma sociedade que não aceita a igualdade de direitos e todos se consideram especiais. Enquanto isso, o trânsito é uma área pública onde não se pode oferecer privilégios, não é possível fazer rua pra rico e pra pobre, sinal diferenciado pra carro oficial ou comum. E isto causa mal-estar no Brasil.


Ouça a entrevista de Roberto DaMatta, ao CBN São Paulo

A análise é de um dos mais importantes antropólogos do País Roberto DaMatta que, em entrevista ao CBN São Paulo, disse que os motoristas “nem reconhecem o outro como ser humano, a menos que se envolvam em um acidente”. Do olhar dele, resultado de pesquisa realizada em Vitória, no Espírito Santo, também não escapa o pedestre: “é brasileiro, pertence ao mesmo estilo de vida do motorista e também faz a gambiarra dele”.

Para DaMatta, a grande questão é como mudar este traço cultural do País, que aparece com clareza no trânsito pois o abuso produz mortes e se transforma nesta epidemia de acidentes que estamos vivendo. “Precisamos atacar a raiz do problema, pois no fundo somos uma sociedade com resíduos aristocráticos muito fortes”.

Lembra que o brasileiro vive um paradoxo, pois “gosta de chefetes, Duques, de gente importante, o número 1 da música e do rádio, e ao mesmo tempo é uma sociedade democrática”.

Ele defende a repressão policial, com multa e carteira cassada, mas lembra que a transformação se dará apenas quando houver um pacto social capaz de criar a consciência de que a lei está aí para melhorar a nossa qualidade de vida. “Só pode educar bem se tocar no coração e na cabeça do cidadão”, ensina.

O livro “Fé Em Deus e Pé na Tábua” é resultado de pesquisa desenvolvida por DaMatta, João Gualberto Moreira Vasconcellos e Ricardo Pandolfi, encomendada pelo governo do Estado do Espírito Santo.

Cães são abandonados na Ilha do Bororé

 

Ilha do Bororé São Paulo

O abandono de animais é outra face do descaso com a Ilha do Bororé, extremo sul de São Paulo, cenário de uma série de reportagens do CBN SP e aqui no Blog. Cães, especialmente, são deixados do outro lado da margem por donos irresponsáveis e desalmados. Com isso a população animal aumenta em uma área que já tem pouco para as pessoas e muitos desses bichos acabam sofrendo e morrendo.

Esta situação foi descrita pelo veterinário Wilson Grassi que foi ao Bororé e na conversa com moradores de lá e funcionários da balsa que faz o transporte de carros e pedestres pela Represa Billings. No blog que assina conta a seguinte história:

Alguns “filhos de Deus” atravessam a balsa com o cachorro na coleira, e os soltam do outro lado da represa para que os animais não consigam retornar. Seguimos mais um pouco pela estrada de terra que corta a ilha e chegamos na segunda balsa, que vai para o outro lado, em São Bernardo. Encontramos a mesma situação, mas desta vez os relatos incluem que além do abandono ser quase diário, inúmeros cães embarcam sozinhos na balsa, e atravessam a represa várias vezes por dia.

Durante a visita, monitorada por uma moradora do Bororé, identificada apenas como Inês, protetora dos animais, encontrou um Rotweiller em estado terminal que chegou a ser levado para tratamento, mas 15 dias depois morreu, infelizmente.

Quanto à situação do abandono na região da balsa, vamos tentar levar alguns mutirões de castração para lá, pedir a instalação de câmeras e sugerir a punição dos “filhos de Deus” que forem identificados


Leia o texto completo no blog de Wilson Grassi
.

De asas e raízes

 


Por Maria Lucia Solla



Ouça De asas e raízes na voz da autora

Tradição! clamavam os judeus na Rússia de antes da revolução de 1917. Se você não viu, veja O Violinista no Telhado, com Topol no papel principal. É de comprar e assistir sempre que precisar, como remédio. É amor pela vida, na veia! É arte; remédio para a alma.

Arte pressupõe manutenção de tradição e superação de barreiras.

arte é tradição
e libertação
sem contradição

Tradição! clama o aborígene de todos os cantos da Terra, de todas as cores, de todas as línguas e filosofias. De uma só origem. Implora pela natureza. Implora pela vida

tradição é planta rara
de terra virgem
que alimenta suporta
e cura
levando embora a inverdade
que permeia a transitoriedade

raízes asas
asas raízes
querer voar quando não há céu
querer o chão quando chão não há
galhos raízes
folhas de mil matizes

Temos necessidade de um traçado do desenho, mesmo que seja para nem prestar atenção nele ou para apagar e desenhar outro. Outros! Precisamos de um modelo, um padrão almejado e possível de alcançar, que não exija perfeição nem sorte além da conta.

Contando um conto e aumentando um ponto, estica daqui, puxa dali, moldamos a tradição. Nós a submetemos ao bisturi, de acordo com a moda, para que mantivesse, século após século, cara de modernidade. E a deformamos, a afastamos de sua essência e demos a ela um espelho. Ela mirou a própria imagem e, tendo aprendido a vaidade humana, acreditou no que viu e se submeteu.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Vá passear com seu bichinho de estimação

 

Por Dora Estevam


 
Pode estar frio ou quente, não importa a estação, se tem um por perto elas não pensam duas vezes, armam a produção com um detalhe infalível: o bicho.
 
Eles estão por toda parte, ou melhor, em todos os acessórios: bolsas e sapatos são suas vítimas preferidas. As estampas felinas saltam aos olhos das mulheres nas vitrines de todo o mundo.
 
As vítimas, digo, as usuárias (eu também), não se contentam com pouco, querem sempre complementar com um bichinho. Discreto! Pode ser. Exagerado! Por que não?
 
As onças são as mais procuradas, a mistura das cores: preto e caramelo agradam muito. Depois a zebra, preta e branca. O instinto selvagem fala mais alto. Se é tendência ou não, as mulheres estão sempre atentas aos novos modelos.
 
Tem algumas mais discreta, tem mais extravagantes. Olhem estas fotos da editora da Vogue, Anna Dello Russo. Ela misturou onça com acessórios enormes e dourados, cabelo trançado, franjas e unhas negras. Tudo num só corpo.

O exótico se torna natural. Pode tudo na hora de buscar uma estampa para vestir. Do tropical ao luxo, você escolhe a fera de acordo com o cenário. Madame ou gata felina, a ordem é se arriscar.
 
Para as mais ariscas, sugiro produções leves: shorts, biquínis, vestidos tudo pode ser misturado com peças de cores neutras.
 
Às mais clássicas: terninhos lisos com sandálias em bicho ou bolsas estampadas. Quer mais uma dica ? Amarre um lenço para dar mais charme ao acessório.
 
Selvagem chic ou gatinha tropical, deixe o seu instinto cuidar das suas escolhas.


 
Pegue seu bichinho de estimação e bom passeio pra você!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: Entulho no Bom Prato

 



Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A porta do restaurante popular Bom Prato, na rua Hércules Florence,30 – Parque D. Pedro II, no centro de Sao Paulo, transformou-se em ponto viciado de entulho. No local é possível encontrar até vaso sanitário e penico, prova maior da degradação do centro velho de São Paulo.

Será, a demolição do Edifício São Vito, a solução do problema ?

Agora o outro lado

A prefeitura recolheu o material que estava na calçada depositado de maneira ilegal.

Sul e Sudeste elegeram Dilma, também

 

O preconceito e a má-informação têm induzido pessoas ao erro e colaborado para ampliar as diferenças que existem no Brasil. Refiro-me a origem dos votos que elegeram Dilma Roussef em detrimento de José Serra. Em mensagens curtas pelo Twitter e textos ilustrados que me chegam por e-mail a todo momento – e por isso resolvi falar sobre o assunto neste blog -, eleitores do norte e nordeste são “acusados” de serem os responsáveis pela vitória petista em uma tentativa de diminuir o resultado relacionando-o ao voto de pobres e analfabetos.

Antes de irmos aos números, ressalte-se que das coisas mais belas que tem na democracia é o fato de o voto do Barão valer o mesmo que o do peão – seja ou não alfabetizado. É dos poucos momentos em que o cidadão vale a mesma coisa diante da lei, raro em um país que costuma julgar conforme a posse.

Importante lembrar, também, que o voto que vem de Oiapoque (AM), Jaicó (PI) ou Caiçara (PB) são de eleitores brasileiros assim como os depositados (teclados) na urna em São Paulo e Rio de Janeiro. Representam o mesmo país. Assim, se Dilma tivesse sido eleita apenas pelo apoio do Norte e Nordeste, já teria sua vitória legitimada. Mas nem isso é verdade.

Somados os votos da região Sul e Sudeste, Dilma chegou a 29,7 milhões, enquanto Serra fez 29,4 milhões. Estaria eleita assim mesmo.

A vitória dela em Minas (16 p.p) e Rio de Janeiro (20 p.p) foi acachapante . O tucano se deu muito bem no Paraná (10 p.p) e Santa Catarina (14 p.p) e foi pouca coisa melhor no Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Lembre-se, também, de que Paraná e Santa Catarina somam pouco mais de 9,3 milhões de votos, enquanto apenas o Rio tem em torno de 8 milhões. E Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo, com cerca de 14 milhões.

Puxando o traço: a avaliação de que o Nordeste, os pobres e os analfabetos elegeram Dilma, não bastasse ser de um preconceito irritante revela ignorância.