Alckmin, do PSDB, entre cafezinhos e estatísticas

 

Cafezinho, número, debate, estatística, cazefinho de novo, mais debate, mais dados, e um cafezinho, por favor ! Assim tem sido o cotidiano do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, apontado como favorito na disputa pelo Governo de Estado de São Paulo.

Na noite passada, estava em um debate. O quarto de seis que se realizarão até o fim do primeiro turno. “Com seis participantes fica cansativo”, confidenciou. Hoje cedo, saiu de casa para a rádio CBN e pouco antes de entrar na emissora, atravessou a rua para mais um cafezinho. É sempre oportunidade para ganhar o apoio de um eleitor que esteja no caminho.

Interrompeu o trajeto para cumprimentar o jornalista Heródoto Barbeiro que deixava a rádio naquele momento. “Fui aluno dele” contou aos mais próximos. E seguiu para o cafezinho. Abraços, foto, um sorriso contido.

Apesar de aparecer com chances de ganhar a eleição no primeiro turno, Alckmin não perde um minuto de sua agenda. Sabe que qualquer descuido é suficiente para ter de encarar mais uma etapa nesta corrida, o que significaria mais cafezinho, número, debate, estatística …

Chega no estúdio acompanhado de alguns assessores, fotógrafos e um cinegrafista da TV Globo que grava imagens para reportagem do dia. A propósito: Alckmin faz parte dos candidatos de gravata, e usa uma azul. Será retirada assim que voltar às ruas.

Antes disso, porém, mantém a pose de candidato na televisão (é no rádio e na internet nossa entrevista, mas é como se fosse na TV). Senta com a coluna ereta, não encosta na cadeira, usa as mãos de maneira sincronizada com a fala e mantém um hábito de políticos antigos: fala olhando para a lente da câmera, se esquecendo que ao lado dele tem um jornalista a fazer pergunta.

Da primeira a última pergunta tenta disparar dados, estatísticas e propostas de governo, mesmo que a questão tenha outro sentido. Se não é forçado a interromper a resposta, dá a impressão de que falaria sem errar os 30 minutos que tem à disposição. Este hábito torna a entrevista quase um embate. Posso perguntar, por favor ?

Falou muito de educação, metrô e segurança, sempre apoiado em uma quantidade enorme de dados, alguns dos quais difíceis de serem confirmados. Comentou sobre o Efeito Lula na eleição estadual e de denúncias durante seu governo quando foi acusado de estar beneficiando deputados da base aliada com verba de publicidade da Nossa Caixa.

 

Apesar de gostar tanto de números e dados (e cafezinho), Alckmin abre mão de usá-los quando o tema é transparência na campanha. Diz que não vai divulgar o nome dos financiadores antes da eleição, pois cumpre a lei rigorosamente. Se cadastrar no site do Ficha Limpa nem pensar: “daqui a pouco vem uma ONG e vai querer que a gente atualize as contas diariamente”, reclamou. Sugeriu que transformem a obrigação em lei. Deve ter esquecido que ONG na cria lei, deputados (inclusive os da base alida) é que têm este poder.

Seja como for, a entrevista termina e lá vai o candidato para mais um cafezinho, números, debate, estatística, cazefinho de novo … Ele torce para que dia 3 de outubro esta maratona acabe, seus oito concorrentes esperam que não.

Perguntômetro

Líder nas pesquisas e no número de mensagens, também. Entre perguntas, críticas e sugestões foram 78 as que contei em minha caixa de correio.

Desafio: Heródoto de helicóptero e eu no pedal

 

portal_de_caragua_dia_mundial_sem_carrosA bicicleta não é meio de transporte no meu cotidiano. É lazer. Pedalo em volta de casa, ruas tranquilas ou praças mais próximas. Ando, paro, bebo água, retomo o passeio, paro para bater papo e retorno relativamente satisfeito – um pouco cansado na maioria das vezes.

Encarar o trânsito de São Paulo, hoje, no horário de pico em percurso de mais de 12 quilômetros, entre a Berrini, zona sul, e a sede da prefeitura, no centro, será, sem dúvida, enorme desafio pessoal.

Será que sou capaz ?

A proposta do Desafio Intermodal é esta mesma. Testar formas diferentes de se locomover no ambiente urbano. Mostrar às pessoas – a nós mesmos – que existem alternativas para o carro. Temos à disposição uma variedade de modais de transporte que podem fazer parte do nosso dia-a-dia.

Por isso, a partir das cinco da tarde, cicloativistas e incentivadores da bicicleta estarão reunidos na praça General Gentil Falcão, próximo do número 1.000 da avenida Luis Carlos Berrini, de onde partirão uma hora depois em direção ao centro. De trem, de metrô, de ônibus, de moto, de bicicleta, a pé, correndo e, claro, de bicicleta. Cada um a seu modo fará o mesmo percurso.

O helicóptero, pelo segundo ano, estará presente, cedido pela rádio CBN. Em 2009, eu estava a bordo, neste ano o lugar será ocupado por nosso colega Heródoto Barbeiro. Experiente – como poucos no planeta Terra -, já tendo pilotado avião e pequenos helicópteros, pretende “honrar” o nome da aviação e chegar em primeiro lugar. Ano passado, ficamos em quarto, atrás de duas bicicleta e uma moto. (para saber sobre o evento do ano passado, clique aqui)

O interessante é que neste Desafio não está em jogo quem é mais rápido. Mas quem é mais rápido, mais econômico e menos poluente. Nesta tenho certeza de que vencerei do Heródoto pois minha bicicleta tem impacto zero no meio ambiente.

Vou pedalar na categoria “ciclista iniciante” e depois que vi o meu roteiro de viagem coloquei em dúvida minha condição física para completar o percurso, principalmente por causa de algumas subidas que terei no caminho. Em compensação terei a oportunidade cruzar o Parque do Ibirapuera pedalando.

Confira aqui o percurso que vou realizar de bicicleta, nesta quinta-feira.

Heródoto e eu teremos o acompanhamento do Leandro Motta e do Leonardo Stamillo, respectivamente, que gravarão em vídeo nosso desafio para depois compartilharmos com você a experiência.

Nos acompanhe, hoje, na CBN ou pelas ruas de São Paulo.

Serviço

Programação do Desafio
17h00 – Início da Concentração Na Praça Gal Gentil Falcão e atendimento a imprensa.



17h50 – Alinhamento dos participantes e explicação das regras do desafio



18h00 – Pelo viva-voz do telefone celular, representante da organização, que estará diante da prefeitura, dá a largada. Cada uma das pessoas se dirige ao seu modal e faz o trajeto que considerar mais conveniente.



18h30 – Previsão de chegada dos primeiros participantes em frente à Prefeitura de São Paulo



20h00 – Previsão de chegada do último participante

Alckmin é o entrevistado do CBN SP, na rádio e na internet

 

CBN SP painelFavorito nas pesquisas eleitorais, antes mesmo de se iniciar a campanha, Geraldo Alckmin do PSDB tem a oportunidade de vencer a eleição no primeiro turno, apesar da redução da diferença entre ele e Aloizio Mercadante do PT. É o que mostram pesquisas dos principais institutos, casos do Ibope e Datafolha. O ex-governador será o entrevistado desta quinta-feira, no CBN SP, com transmissão simultânea na internet.

Alckmin responderá perguntas feitas com base em entrevistas realizadas com especialistas em seis áreas – educação, saúde, transporte, meio ambiente, segurança e gestão pública e transparência -, além de sugestões envidas por ouvintes-internautas nas últimas duas semanas. O público poderá participar também, durante a entrevista, enviando e-mail para milton@cbn.com.br. Todas as perguntas serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria do candidato.

A série com os Governadores, que se iniciou semana passada, vai ao ar das 10 e meia às 11 da manhã.

Acompanhe o calendário dos candidatos decidido por sorteio:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Candidata do PCO perde entrevista na CBN

 

Estúdio CBN na Internet

As duas cadeiras do estúdio de internet da CBN ficaram vazias hoje pela manhã, entre 10 e meia e 11 horas. No corredor havia uma equipe da TV Globo escalada para acompanhar o entrevistado na série com os candidatos ao Governo de São Paulo. Só faltou mesmo, o candidato. No caso, a candidata.

Um dos partidos que mais criticam os meios de comunicação e o sistema eleitoral por não darem espaços iguais na discussão política desperdiçou, hoje, 30 minutos de entrevista na rádio CBN com repercussão na TV Globo. Por desorganização, Anaí Caproni do PCO não compareceu à emissora conforme estava acertado com a assessoria dela.

Não houve uma explicação oficial sobre a ausência. Apenas por telefone, um dos assessores do partido disse, inicialmente, que ela chegaria atrasada a entrevista porque estava participando de outro compromisso. Quando faltavam 10 minutos para o horário marcado voltou a ligar e disse não saber onde estava Anaí Caproni e, portanto, cancelava a participação dela.

A rádio CBN abriu espaço para que todos os nove candidatos ao Governo de São Paulo pudessem, através de entrevista, expor suas ideias e projetos políticos. O tempo e a estrutura oferecida a eles foi igual, independentemente da representação partidária no parlamento. E a entrevista é transmitida na rádio e na internet, simultaneamente.

No início da série, semana passada, o candidato Celso Russomano do PP foi outro que perdeu parte do seu tempo, pois chegou atrasado 15 minutos na entrevista, segundo ele por causa do trânsito que havia entre Santo Amaro e o centro da cidade. Durante a série com os candidatos ao Senado, Moacyr Franco do PSC também perdeu a hora, enquanto Orestes Quércia do PMDB e Romeu Tuma do PTB alegaram problemas de saúde.

Geraldo Alckmin do PSDB está confirmado para amanhã.

Poluição complica vida de 97% dos paulistanos

 

Pesquisa do Ibope, encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo, mostra que 97% dos paulistanos dizem que ele ou um parente tiveram qualidade de vida afetada devido a poluição. O levantamento será apresentado amanhã e avaliará diversos aspectos sobre o deslocamento na capital paulista, como o tempo que se desperdiça no trânsito, os tipos de transportes mais usados, além da influência da má qualidade do ar na vida do cidadão.

Em virtude do impacto que a poluição provoca no cotidiano do paulistano, o Nossa São Paulo lançará também abaixo-assinado pedindo que a Cetesb passe a medir a qualidade do ar com os padrões determinados pela Organização Mundial de Saúde. Hoje, segundo explicou ao CBN SP, Maurício Broinizi, os índices usados pela Cetesb chegam a ser 3 vezes maior do que os internacionais.

Exemplo: enquanto a OMS não admite mais de 50 microgramas de poeira por metro cúbico no ar, a Cetesb permite até 150.

Ouça a entrevista com Maurício Broinizi as CBN São Paulo

A adesão ao abaixo-assinado pode ser feita pela internet (acesse aqui) e o documento deve ser entregue no Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro.

Anaí Caproni, do PCO, está de volta ao CBN SP

 

CBN SP painelAnaí Caproni e o PCO estão de volta às eleições. Seja como candidata à prefeitura seja ao governo, ela sempre se apresenta nas campanhas. O número de votos é irrisório. Na última disputa, em 2008, fez 0,03% dos votos quando concorreu ao cargo de prefeita. O que interessa, porém, é o espaço que o partido conquista para defender as propostas socialistas que unem o partido

Hoje terá mais uma oportunidade e por 30 minutos, na série de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo promovida pela CBN, com transmissão simultânea pela internet. Das 10 e meia às 11 da manhã, você também pode participar fazendo perguntas pelo e-mail milton@cbn.com.br.

Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.

Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Mercadante, do PT, acusa ‘pedagocídio’ (o quê?)

 

“Pode gravata vermelha ?” – perguntou uma assessora por telefone, um dia antes.

A pergunta endereçada à produtora Fabiana Boa Sorte, do CBN São Paulo, sinalizava o cuidado do candidato Aloizio Mercadante, do PT, com sua imagem. Todas as assessorias haviam sido informadas que o vermelho predomina no estúdio de internet da CBN, e foi sugerido que evitassem roupas com esta cor. Mas, vá lá, gravata vermelha, pode.

Preciosismo da assessoria, pois na hora da entrevista o candidato aparece sem gravata. O mesmo já havia acontecido com Celso Russomano, do PP. Melhor que Alckmin, do PSDB, não saiba. Como já falamos neste espaço, ontem, foi ele quem viu na semelhança das gravatas dos dois principais adversários um sinal da conspiração petista-malufista.

Gravatas à parte, ou guardadas na mala, Mercadante chegou meia hora antes da entrevista começar. Veio de carro do Alto de Pinheiros até o centro. E saiu cedo para não ser traído pelo congestionamento. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”.

No estúdio chegou com três assessores, fotógrafo, equipes de gravação e perseguido de perto pela TV Globo – parece ser a única televisão a cobrir o cotidiano da disputa estadual (eu disse, parece). Antes de começar a falar ao vivo, brincou com os santistas do estúdio, enquanto eu era assediado por um dos gremistas que o acompanha, o vereador Arselino Tatto, do PT.

No ar, tráfico de influência, sigilo fiscal, aloprados e ausência no Senado foram os temas que abriram a conversa, para depois entrarmos em propostas de governo. As respostas curtas na primeira parte da entrevista demonstravam incômodo com os temas; as longas explanações na segunda, revelavam um candidato mais à vontade a ponto de ter de interrompê-lo para que pudéssemos atender parte da demanda de perguntas enviadas pelos ouvintes-internauta.

Na área de educação, que mais me interessa no momento, disse que não é contra a progressão continuada, mas, sim, a aprovação automática. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”. Infelizmente, pretende jogar o bebê junto com a água da bacia. Chegou a arriscar um neologismo: pedagocídio – suicídio pedagógico. Que nenhuma criancinha aprenda estas coisas na sala de aula.

Também não vai se cadastrar no site do Ficha Limpa. Pelo menos, desta vez, não pôs a culpa no PSDB, mas nos empresários que doam às campanhas e não querem ser pressionados pelos demais concorrentes.

Meia hora de entrevista vai embora rapidamente, não dá tempo para mais nada. Mercadante espera ter oportunidade de continuar falando no segundo turno. Não depende só dele.

Da rua das Palmeiras, na capital, seguirá para Suzano, região metropolitana.

“Vai como candidato ?”

“De helicóptero” – respondeu

“Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”- deve ter pensado.

Perguntômetro

Antes e durante a entrevistas, foram enviados 65 comentários e perguntas ao candidato Aloizio Mercadante. Até aqui, é o líder no perguntômetro do CBN São Paulo.

Mercadante, do PT, será entrevistado no rádio e internet

 

CBN SP painelA leve melhora nas pesquisas eleitorais ainda não foram suficientes para garantir o candidato Aloízio Mercadante (PT) no segundo turno das eleições para o Governo do Estado de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB) ainda em larga vantagem sobre ele e os demais concorrentes, conforme os dois últimos levantamentos feitos pelo Ibope e Datafolha. Aproximar-se da imagem do presidente Lula é uma das estratégias do petista para melhorar seu desempenho.

Nesta terça-feira, Mercadante estará no CBN São Paulo onde falará deste cenário político e das propostas que tem apresentado durante a campanha eleitoral. A entrevista será transmitida pelo rádio e internet, simultaneamente, das 10 e meia às 11 da manhã.

Nas duas semanas que antecederam a série com os candidatos ao Governo, o CBN São Paulo conversou com especialistas e técnicos sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública, além disso abriu o e-mail para receber perguntas e sugestões de ouvintes-internautas. A entrevista com Mercadante, assim como as demais, será feita com base nas informações levantadas.

Você pode participar da entrevista, também, com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.

Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Etanol com apoio do Governo, sugere agência dos EUA

 

O álcool foi considerado combustível superior pela EPA e pode reduzir drasticamente o impacto ambiental quando usado no sistema de ônibus

Scania movido a etanol

Por Adamo Bazani

Imagine, repentinamente 15 mil carros desaparecem das ruas ? Numa cidade como São Paulo, poluída e congestionada, seria um alívio e tanto. Em relação ao trânsito ajudaria muito apesar de não ser a solução definitiva do problema.

Faça mais um exercício de imaginação e desapareça com várias frotas de 15 mil carros, pouco a pouco. Seria, sem dúvida, um sonho, mas não impossível ao menos do ponto de vista ambiental. E este resultado seria alcançado com políticas públicas e incentivos para a produção em escala de ônibus movidos a etanol.

De acordo com dados recentes do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa), integrante do projeto internacional The BEST (BioEtanol for Sustainbale Transport), que atua no desenvolvimento do uso do combustível, se 1.000 ônibus urbanos a diesel fossem substituídos por ônibus a etanol seriam seriam retiradas 96 mil toneladas de CO2 da atmosfera, por ano. Isso é o equivalente a encostar 15 mil carros de passeio.

Só esse ganho já justificaria qualquer tipo de investimento nos ônibus a etanol, segundo o Cenbio. Mas as vantagens também são econômicas e sociais.

De acordo com a Única, a Associação dos Produtores de Cana de Açúcar no Brasil, 300 milhões de cana de açúcar novos podem gerar 70 mil postos de trabalho.

Voltando a questão ambiental, um ônibus urbano a etanol emite até 89% menos gases que provocam o efeito estufa em relação a um ônibus diesel comum. Além de ter menor material particulado na composição do combustível, a cana de açúcar também apresenta outra vantagem. Seu cultivo é um dos que mais captam carbono do ar.

No caso específico do Brasil, proporcionalmente as áreas de plantação são pequenas em relação às regiões disponíveis para a exploração. Assim, o aumento do cultivo de cana de açúcar não seria uma ameaça às reservas naturais. Muito mais ameaça é continuar a rotina de emissão de gases poluentes pelos veículos automotores, os maiores responsáveis pela má qualidade do ar.

Já discutimos o assunto neste espaço, mas sem estes dados recentes e a notícia a seguir.

Em agosto de 2010, a agência americana EPA considerou o álcool como combustível superior, ou seja, merece apoio governamental. E esse apoio já vem do mercado e das políticas públicas sendo expressados em números. Os Estados Unidos consomem 560 bilhões de litros de álcool combustível contra 40 bilhões de litros no Brasil. Em produção, áreas de cultivo e tecnologia, o Brasil não fica para trás dos Estados Unidos e Europa.

No quesito política pública e apoio governamental, o País é um fiasco.

Desde a última vez que abordamos o tema etanol para ônibus, já se passou quase um ano, e nada, nada, de uma quantidade significativa de ônibus nas ruas.

Enquanto isso, havíamos noticiado que Estocolmo, na Suécia, tinha 600 ônibus a etanol, com 80% do álcool consumido produzidos no Brasil. Essa frota agora beira 800 veículos, crescimento de 200 unidades, enquanto que neste ano, o maior produtor de etanol do mundo – leia-se Brasil – ganhou a “incrível” quantidade de dois ônibus novos. Em 2030, Estocolmo, a sede projeto The Best, deve ter todos os urbanos a álcool.

O site do projeto destacou a visita de Lula a Estocolmo, em 2007, e ressaltou que o presidente brincou com o fato de os ônibus a etanol de lá serem movidos por combustível brasileiro.

Brincar?

Os fabricantes de ônibus a etanol no Brasil dizem que o problema é sério e ônibus deste tipo só não é mais barato por falta de produção em escala, como relatou José Henrique Senna, da Scania

“Na medida em que haja escala, podemos produzir aqui. Tecnologia nós temos.  Por isso, é preciso articular mais densamente as iniciativas governamentais para o suporte financeiro desse projeto, para que exista estímulo a demanda por esses ônibus”

Nossos pulmões também não estão de brincadeira.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Mancha do PSTU quer polícia única e comunitária

 

Sem glamour de candidato nem apoio de filiados ou acompanhado por uma equipe de televisão, mas com o discurso do partido na ponta da língua. Assim, Luis Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, se apresentou na quarta entrevista da série com os candidatos ao Governo de São Paulo, no estúdio de internet da CBN, nesta manhã.

Mancha faz parte dos candidatos sem-gravata, apelido que ganharam os representantes de partidos nanicos e de esquerda que disputam o pleito este ano após a indumentária masculina ter sido citada no primeiro debate eleitoral promovido pela TV Bandeirantes. Alckmin (PSDB) “acusou” Mercadante (PT) e Russomano (PP) de usarem gravatas iguais; e Paulo Bufalo (PSOL), único representante dos socialistas, aproveitou para mostrar que era tão diferente dos demais que nem gravata vestia.

O candidato do PSTU usa camisa de gola aberta, manga levemente arregaçada e calça jeans. O sapato não lembro bem, mesmo porque estava mais interessado em ouvir as propostas dele do que me ater as vestimentas.

A propósito disto, não é apenas a falta de gravata que o aproxima dos demais candidatos de esquerda, nesta campanha. Defende a bandeira socialista, redução na jornada de trabalho sem redução de salário, aumento do mínimo para os trabalhadores, reestatização e fim das privatizações, entre outros pontos.

Planos de governo vieram à tona, também, provocados por perguntas de ouvintes-internautas e assim Mancha falou sobre segurança, defendendo a criação de uma polícia unificada e comunitária; sobre educação disse ser a favor do fim da progressão continuada e a diminuição do número de alunos por sala de aula; e sobre transporte pediu o fim dos pedágios. As propostas dele você acompanha assistindo à entrevista no vídeo acima.

Antes de ir embora, perguntei sobre o cadastramento dele no site do Ficha Limpa. Assim como todos os demais candidatos ao Governo de São Paulo ainda não se cadastrou, mas disse que talvez o faça. Neste caso, tanto faz usar ou não gravata, todos se parecem.

Perguntômetro

Durante a entrevista, 9 perguntas e comentários foram enviados ao candidato do PSTU, Mancha, e todas foram encaminhadas a ele para que possa responder aos ouvintes-internautas.