Alckmin, do PSDB, entre cafezinhos e estatísticas

 

Cafezinho, número, debate, estatística, cazefinho de novo, mais debate, mais dados, e um cafezinho, por favor ! Assim tem sido o cotidiano do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, apontado como favorito na disputa pelo Governo de Estado de São Paulo.

Na noite passada, estava em um debate. O quarto de seis que se realizarão até o fim do primeiro turno. “Com seis participantes fica cansativo”, confidenciou. Hoje cedo, saiu de casa para a rádio CBN e pouco antes de entrar na emissora, atravessou a rua para mais um cafezinho. É sempre oportunidade para ganhar o apoio de um eleitor que esteja no caminho.

Interrompeu o trajeto para cumprimentar o jornalista Heródoto Barbeiro que deixava a rádio naquele momento. “Fui aluno dele” contou aos mais próximos. E seguiu para o cafezinho. Abraços, foto, um sorriso contido.

Apesar de aparecer com chances de ganhar a eleição no primeiro turno, Alckmin não perde um minuto de sua agenda. Sabe que qualquer descuido é suficiente para ter de encarar mais uma etapa nesta corrida, o que significaria mais cafezinho, número, debate, estatística …

Chega no estúdio acompanhado de alguns assessores, fotógrafos e um cinegrafista da TV Globo que grava imagens para reportagem do dia. A propósito: Alckmin faz parte dos candidatos de gravata, e usa uma azul. Será retirada assim que voltar às ruas.

Antes disso, porém, mantém a pose de candidato na televisão (é no rádio e na internet nossa entrevista, mas é como se fosse na TV). Senta com a coluna ereta, não encosta na cadeira, usa as mãos de maneira sincronizada com a fala e mantém um hábito de políticos antigos: fala olhando para a lente da câmera, se esquecendo que ao lado dele tem um jornalista a fazer pergunta.

Da primeira a última pergunta tenta disparar dados, estatísticas e propostas de governo, mesmo que a questão tenha outro sentido. Se não é forçado a interromper a resposta, dá a impressão de que falaria sem errar os 30 minutos que tem à disposição. Este hábito torna a entrevista quase um embate. Posso perguntar, por favor ?

Falou muito de educação, metrô e segurança, sempre apoiado em uma quantidade enorme de dados, alguns dos quais difíceis de serem confirmados. Comentou sobre o Efeito Lula na eleição estadual e de denúncias durante seu governo quando foi acusado de estar beneficiando deputados da base aliada com verba de publicidade da Nossa Caixa.

 

Apesar de gostar tanto de números e dados (e cafezinho), Alckmin abre mão de usá-los quando o tema é transparência na campanha. Diz que não vai divulgar o nome dos financiadores antes da eleição, pois cumpre a lei rigorosamente. Se cadastrar no site do Ficha Limpa nem pensar: “daqui a pouco vem uma ONG e vai querer que a gente atualize as contas diariamente”, reclamou. Sugeriu que transformem a obrigação em lei. Deve ter esquecido que ONG na cria lei, deputados (inclusive os da base alida) é que têm este poder.

Seja como for, a entrevista termina e lá vai o candidato para mais um cafezinho, números, debate, estatística, cazefinho de novo … Ele torce para que dia 3 de outubro esta maratona acabe, seus oito concorrentes esperam que não.

Perguntômetro

Líder nas pesquisas e no número de mensagens, também. Entre perguntas, críticas e sugestões foram 78 as que contei em minha caixa de correio.

16 comentários sobre “Alckmin, do PSDB, entre cafezinhos e estatísticas

  1. Prezado Milton Yung,

    Depois das denúncias de corrupção é um erro levantar a bandeira da ética e da moralidade. A impressão que fica é de uma quadrilha desorganizada e atrapalhada: – “Estão verdes, dizia a raposa, sobre as uvas que não podia alcançar…”. O Brasil é o país da corrupção e dos indignados. É indignado que não acaba mais! Desconfiemos dos indignados; são pessoas habitualmente mais preocupadas consigo mesma, uma vez que o indignado, ao dizê-lo, afirma que é digno e o outro, uma porcaria. Indignados existem em todo lugar, na educação, na política, no empresariado, na sociedade, na imprensa narcisista. Nesse sentido, a queda de um partido que se comportou o tempo todo como um termômetro moral, uma bússola moral, foi atacado exatamente nesse ponto e se transformou em biruta ao sabor das negociatas, coloca o País frente a duas possibilidades: quando o ex-ministro da Justiça Tarso Genro assumiu interinamente a presidência do partido e seu primeiro discurso é sobre a faxina moral, é evidente que a sociedade espera que os corruptos, enganadores, manipuladores, que são muitos, sejam apenados conforme a lei; no entanto, ideologizar isso e novamente propor à Nação um projeto de pureza moral, é novamente criar ilusão. É do tipo “não aprendi nada”, que diz à população: vocês tinham razão de esperar muito do PT porque nós somos a reserva moral da Nação. Houve um “probleminha” entre nós, mas continuamos sendo a reserva moral da Nação. Essa “cegueira pessoal” pode ser solução imediata para o partido, mas a médio e longo prazo não funciona. Não descarta a possibilidade de o grupo de petista que assumiu a condução do partido nos últimos anos tenha chegado ao poder já com más intenções (mas exclui dessa turma o presidente da República), não sendo apenas resultado da corrupção do poder. O poder corrompe os fracos. O remendo do poder é a corrupção. O povo brasileiro foi enganado. O Brasil encontra-se frente a um desafio maior do que fazer uma faxina moral como propunha Tarso Genro e de novo um gaúcho se apresentava como bastião da moralidade. Antes era um ex-guerrilheiro e até mesmo o presidente da República, que construiu recentemente uma frase questionável lógica. Lula havia dito, e sempre repete, que é filho de analfabetos, sofreu muito na infância, percorreu uma trajetória socialmente baixa até alcançar a Presidência da República, “logo” não há no Brasil pessoa mais ética do que ele. Esse “logo” não liga nada a nada, a frase de Lula foi de “uma infelicidade absoluta”. Não adianta o PT se refazer. É preciso encontrar a “síndrome” causadora de atos de corrupção e de outras mazelas individualizadas, que não adianta tratar isoladamente. Não é tarefa para uma só pessoa, mas para a sociedade e especialmente a comunidade científica. Estamos perdendo uma imensa chance de colaborar com o Brasil e com o mundo. Em meio a um caudal de tiradas líricas em prosa e verso, saudada como a panaceia universal para todos os males de que o País padece, surge uma infinidade de denúncias de corrupção e escândalos de toda a espécie.
    A Nação corre riscos enormes. O primeiro é o de perder-se em meio a uma verdadeira floresta de desafios de todos os tipos. O outro risco, não menor, consiste em cada um de nós agarrarmos teimosamente a uma árvore, arbusto ou a uma pequena touceira de sua predileção, depois de concluir desalentado que é impossível abarcar toda esta floresta de escândalos.
    É escândalo que não acaba mais! O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um legado a ser defendido. A ética está em pane, mas seria ignorância, arrogância, falta de cultura e refinamento, considerar que foram 8 (oito) anos sem aspectos positivos no governo. Mas pelo menos as virtudes da sua gestão deveriam ter sido defendidas. Luis Inácio Lula da Silva é sem dúvida nenhuma o melhor presidente da República, no período republicano e foi graças ao legado de Fernando Henrique Cardoso. Não se pode esperar que um presidente da República, da estirpe e competência de Fernando Henrique Cardoso, vá para os livros, numa nota de rodapé.
    O que de uma vaca não se pergunta sobre a própria ação; ela é garantida biologicamente. Uma vaca é sempre uma vaca. Mas o homem nunca é o mesmo homem.

    Abraços,

    Nelson Valente

  2. Bom Dia Milton e os Colegas Blogueiros,

    Milton, embora respeitar a opinião de todas as pessoas, eu gosatataria de perguntar ao colega do comentario 1, qual o legada deixando pela FHC, que até hoje, não vi ninguem se interesar pela sua bibliografia, nunca vi ninguem se interessar por nada que ele fez ou deixou de fazer. Se ele esta falnado do plano real, não foi o fhc que fez e sim o Sr. Rubens Ricupero, que foi pego nos bastidores deizendo que se não fesse ele, tudo iria por agua abaixo. Que dizer o que o FHC fez? Com certeza, a unica coisa que ele fez foi: afundar o pais em divida. No perido do seu governo, quem mandava no pais, era o FMI, era esse grupo que ditavam, as regras economicas e fiscal no Brasil. No perido do governo FHC, bastava um mosquito defecar em qualquer cidade dos USA, que era motivo para sofremos com a exobitante tx de juro. Se o colega esta esquecido, vou lembra-lo. Quando FHC terminou o seu mandanto, o pais, estava devendo até as cuecas ao FMI, o juro estva em 25% ao mes, não tinhamos empregos e a reserva do pais era de 35 bi de dolares. Então faço a pergunta: o que legado ele deixou para o pais mesmo? Se ele esta falndo em etica, onde comessou o mensalão? será que ele esqueceu que foi em Minas com o psdb? E no estado de SP, como que ele ver a educação, saude e segurança? Será que esta boa para ele? Então, qual o legado do FHC? Veja bem, não estou defendendo nenhuma corrupição, nem falta de etica. Eu tenho a mais clara e nitida certeza, que temos que acabar com todas essa camarilha que existe na politica. E que todos esses politicos mau carater seja punidos juntos com os seus aseclas. Porem eu tenho certeza, que o FHC juntamente com o seu partido, não tem moral nenhuma para pousar de eticos. Basta olhar os governos deles no RS, SP e Algoas.
    Não sou pertencente a nenhum partido mas, não posso deixar de dizer, que hoje o pais esta evidente melhor do que na era FHC. O pais não deve ao FMI, muito pelo contrario, somos credores, não temos mais dividas externa devido a nossa reserva que é de 265 bi de dolares, temos empregos, os pobres estão conseguindo comer, os pais conquistou respeito internacional e hoje, é destaque no mundo. Nada disso, tinha na era FHC, no seu período de governo, viviamos de pires na mão batendo na porta do FMI pedindo emprestimo. Faço uma pergunta ao colega: qunatas vezes o pais tomou emprestima ao FMI no governo atual? Então Milton, só se formos antas de entregar o pais ao psdb novamente.
    A não ser, se quisermos cair no anonimato novamente. Alias, digo ao colega, que SP, é o estado mais rico da federação, tem uma divida impagavel com a união. Vive de pires na mão, batendo na porta do BID.

    Abr e bom fim de semana, sem pé na jaca.

    JS.

  3. Olá Milton,

    gostaria de poder perguntar pessoalmente para o candidato Geraldo, se ele faria uma prova que não valesse nada para ele? Pois em São Paulo os alunos da rede estadual fazem uma prova (SARESP), que não vale para eles (e eles sabem disso) e esta prova serve para avaliar os professores, INCLUSIVE O CANDIDATO NO MEIO DA ENTREVISTA MENTIU AO FALAR QUE É O MEC QUE AVALIA O ALUNO NO ESTADO DE SÃO PAULO, POIS É, MAS O SARESP, SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE SÃO PAULO, NÃO É O MEC QUE APLICA. Sendo assim, vivemos num sistema em que o governo paulista finge que cuida da educação e o povo “finge” que é instruído.

    Abraços a todos os cbnistas…

  4. Esse discurso convincente do PSDB está passado demais!
    Por mais que tenhamos avançado, como o próprio candidato repete em seus discursos, há muito mais o que se fazer, porque o ritmo está aceleradíssimo!
    Não dá pra entender, como ainda há inúmeras pessoas que votam no PSDB, nessa política não-inovadora, conservadora, se há tantas reclamações???
    Vamos ter coragem de inovar, de nos reinventar, afinal, o mundo hoje é outro e São Paulo precisa de um líder inovador, não conservador!

  5. Eu acompanhei esta entrevista no dia, achei engraçado, pra não dizer outra coisa, a forma que o candidato tenta nos fazer acreditar que ele fez um enorme investimento em transporte sobre trilhos, no caso metrô. Só que ele não diz que se fossemos contar quanto tempo seu partido esta no poder, esse é o mínimo, mas o mínimo mesmo que se espera depois de tanto tempo, investimento que acontece tardiamente. Na entrevista ele cita as novas linhas, que são as mais modernas, o certo, e que me parece ser lógico é que não tenham problemas. Agora ele não falou das linhas Azul e principalmente a linha 3 vermelha, linha esta que mais transporta usuários e que tem mais problemas, que são sempre ‘‘falha no equipamento de via’’. Por anos esses problemas vêm acontecendo e piorando, sem que nada tenha sido feito para solucioná-los. O candidato foge das respostas de uma maneira muito profissional, e ele realmente é, não se ganha eleições falando toda verdade tem que omitir algumas coisas.

  6. Prezado José Sinval,

    PAC da mentira, deixará 60 obras no papel para 2011
    As obras incluídas no primeiro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007 pelo presidente Lula, tinham data certa para ser concluídas: 31 de dezembro deste ano. Mas o cronograma continuará no papel para, pelo menos, 60 empreendimentos, que serão herdados pelo próximo governo. Alguns projetos já estão em andamento. Outros terão de sair do zero, como as obras de melhorias em aeroportos.
    Os dados fazem parte de um levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo com base nos balanços do PAC. Para identificar as obras com vencimento este ano, comparou-se o último relatório dos projetos nacionais com os primeiros divulgados pelo governo federal. Na lista, há projetos de todos os tipos, desde rodovias, ferrovias, portos e aeroportos a obras de urbanização nas favelas e de saneamento básico.
    Motivos não faltam para explicar o atraso. Se no passado o problema era a falta de dinheiro para tocar os projetos, no PAC o principal entrave foi a falta de planejamento e a dificuldade de gestão. Com dinheiro em mãos, o governo federal se deparou com o pior dos mundos: a falta de projetos básicos de engenharia para levar as obras adiante, afirma o presidente do Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia (Sinanenco), José Roberto Bernasconi.
    Ele lembra que o setor de transporte foi um dos que mais sofreram com o problema. Para gastar o dinheiro, os empreendimentos começaram a ser levantados com base em projetos precários e acabaram parados por questões ambientais ou jurídicas. De acordo com especialistas, esse tipo de problema atingiu quase todas as áreas da infraestrutura. O resultado é que boa parte das obras não cumpriu o cronograma original.
    No setor rodoviário, há pelo menos quatro projetos que vão virar o ano sem ser concluídos. Um deles é a pavimentação da BR-163, entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA), que será um importante corredor de exportação para escoar a safra de grãos do Centro-Oeste rumo aos portos do Norte. Embora esteja toda em obra, sua conclusão apenas deverá ocorrer no fim do ano que vem. O cronograma, no entanto, dependerá da solução de uma série de pendências para obter licenças ambientais, já que a rodovia corta a Floresta Amazônica.Senhor José Sinval, minha sugestão: Conteste as informações, cuja fonte : jornal O Estado de S. Paulo.

    Senhor José Sinval,

    a atuação das professoras (es), em geral com pouco preparo e salários rídiculos. Não residirá aí a falta de motivação das próprias crianças e uma boa base para se considerar o proclamado fracasso escolar?
    O apoio sincopado do MEC. Não são todas as escolas que recebem meranda, nem todas elas são aquinhoadas com livros didáticos ( estes, quando chegam, em geral é muito tempo depois de iniciadas as aulas). Se reduzirmos a repetência a proporções modestas, haverá vagas para todos – e não se precisará mais pensar nesses “ monstros de concretos” que fazem a alegria das empreiteiras.

    Sobre o Fernando Henrique Cardoso, é parte de um contexto de meu artigo publicado em vários jornais pelo país. O presidente Lula é o melhor presidente no período republicano e, graças ao legado deixado pelo FHC. Faça perguntas a respeito dos escândalos praticados por elementos ligados ao presidente e seus amigos Petistas. Mas , por favor, não espalhe, senão acabam acreditando que o PT se comportou o tempo todo como um termômetro moral.

  7. Prezado Milton Yung,

    Propaganda do PT esconde a verdade

    Quem já assistiu as mensagens de propaganda eleitoral que o PT vem divulgando pôde constatar que nem tudo o que ali está dito, é verdade. Quarta-feira, dia 19, acompanhava o noticiário noturno das emissoras e topei com uma dessas propagandas que anunciavam as realizações do atual governo, nas áreas de educação, saúde e segurança. Coincidentemente, logo em seguida foram apresentadas reportagens feitas pela mesma emissora, mostrando o estado de indigência das escolas do Nordeste, em péssimo estado de conservação e professores sem o mínimo de material para poder ministrar as aulas. Carteiras quebradas e goteiras completavam o quadro desolador. Passando para a matéria seguinte a reportagem da emissora mostrou o estado dos hospitais. Mais pareciam hospital de campanha, com dezenas de doentes sobre macas lotando os corredores, por falta de espaço, por falta de médicos, atendimento e medicamentos. Desesperados, alguns encontravam a morte ali mesmo à vista de todo mundo. E por fim, depois da propaganda do governo exaltar a qualidade da segurança no país, a mesma emissora entrou com uma reportagem sobre um atentado a bala contra o Presidente do TER sergipano. Suma ousadia e falta de segurança que coloca em risco as próprias autoridades governamentais.

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    Povo enganado
    Com o domínio que exerce sobre os meios de comunicação, as inverdades apresentadas aos telespectadores, como realizações do governo, em parte não batem com a realidade. Há muita enganação. Ferrovias continuam como dantes, com investimentos ínfimos. As rodovias, tirando as do estado de São Paulo, o resto é lixo. Os portos não têm condições de atender às necessidades de exportação. Os aeroportos, nem mesmo com todos esses contratempos que o povo tem enfrentado, receberam providências concretas para reduzir as tremendas deficiências apresentadas pelo setor. A estrutura é arcaica e não atende ao crescente aumento do tráfego aéreo. Com tantos problemas ligados à infra-estrutura do país, vem a candidata do governo, na maior cara de pau, dizer que estamos aparelhados e muita coisa teria sido feita nesse sentido. Agora só falta provar!

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    Vou dar um exemplo
    A candidata Dilma e seu projeto de governo estão presos a ásperas condições sociais, e a seus sonhos de pouca relação com a realidade da educação brasileira. O Brasil tem o terceiro pior índice de desigualdade no mundo e, apesar do aumento dos gastos sociais nos últimos dez anos, apresenta uma baixa mobilidade social e qualidade educacional entre gerações. Os dados estão no primeiro relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre a América Latina e Caribe. Educação no Brasil é pior do que o de Paraguai, Equador e Bolívia! Enfim, a pior do mundo em todos os níveis e modalidades de ensino. Ao analisar o cumprimento das quatro principais metas estabelecidas pela UNESCO, constata-se que o Brasil não tem um bom desempenho no que se refere à alfabetização, ao acesso ao ensino fundamental e à igualdade de gênero. Tem um baixo desempenho quando se analisa o percentual de alunos que conseguem passar do 5º ano do ensino fundamental, cujos objetivos são: ler, escrever e contar. O relatório aponta que o Brasil apresenta alta repetência e baixos índices de conclusão da educação básica. Na região da América Latina e Caribe, a taxa de repetência média para todas as séries do ensino fundamental é de 4,4%. Mas no Brasil, o índice é de 18,7% – o maior de todos os países da região (extraído do artigo “Educação no Brasil”, de Nelson Valente – professor universitário, jornalista e escritor).

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    Indicações políticas crescem 40% no governo Lula
    O número de servidores públicos contratados sem concurso subiu de 4.189, em dezembro de 2002, para 5.891, em novembro de 2009 – um aumento de 40,63%, durante o governo Lula. Contados os concursados, o total de servidores que ocupam cargos de confiança no governo federal chega a 21.358, herança que terá de ser administrada pelo futuro presidente. A remuneração varia de R$2.115,72 a R$11.179,36 por mês. Os gastos com os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) cresceram de R$555,6 milhões para R$1,26 bilhão, em oito anos. De acordo com o governo federal, as nomeações políticas são minoria e há um esforço para a profissionalização da máquina administrativa. Os dados são do Ministério do Planejamento.

    Abraços,

    Nelson Valente

  8. Prezado professor José Sinval,

    talvez seja melhor começar por dizer o que não é o planejamento educacional. Não é uma panaceia miraculosa para os sistemas de ensino que sofrem de males diversos; não é uma fórmula que se possa aplicar a todas as situações, sem levar em conta as suas particularidades. Não é, também, uma conspiração para suprir as liberdades e prerrogativas dos professores, administradores e estudantes, nem um meio de permitir a um pequeno grupo de tecnocratas usurpar o poder de uma sociedade para escolher e decidir a respeito dos objetivos, das orientações e das prioridades para a educação. Não é, tampouco, um exercício gratuito em que se negligenciem, ao mesmo tempo, as características fundamentais da educação e o seu fim último: o homem e uma vida humana plenamente realizada.
    O planejamento educacional é, antes de tudo, aplicar à própria educação aquilo que os verdadeiros educadores se esforçam por inculcar a seus alunos: uma abordagem racional e científica dos problemas. Tal abordagem supõe a determinação dos objetivos e dos recursos disponíveis, a análise das consequências que advirão das diversas atuações possíveis, a escolha entre essas possibilidades, a determinação de metas específicas a atingir em prazos bem definidos e, finalmente, o desenvolvimento dos meios mais eficazes para implantar a política escolhida. Assim concebido, o planejamento educacional significa bem mais que a elaboração de um projeto: é um processo contínuo, que engloba uma série de operações interdependentes.
    Definição mais precisa dos objetivos da educação. Um sistema de ensino, cujos objetivos são imprecisos, é como um barco que navega sem destino: não podendo fixar sua rota, acaba geralmente por se locomover em círculos. Refletindo o conceito que a sociedade faz do próprio futuro, os objetivos educacionais de um país devem, evidentemente, ser fixados pelo conjunto desta sociedade e pelos dirigentes que ela escolheu. Devem exprimir fielmente os valores fundamentais da sociedade – valores morais, culturais e estéticos – e considerar os diversos papéis que o indivíduo pode ser chamado a desempenhar enquanto cidadão, trabalhador ou membro de uma família. Os responsáveis pelo planejamento educacional podem ser úteis, insistindo sobre o fato de que estes objetivos devem ser suficientemente precisos a fim de permitirem a determinação de medidas apropriadas. Podem também insistir com proveito para que os diversos objetivos formem um todo coerente e obedeçam a uma ordem de prioridade, já que é impossível atender a todos rápida e simultaneamente. Devem, finalmente, assegurar-se de que a definição dos objetivos e a fixação de uma ordem de prioridade sejam consideradas tarefas permanentes e se tornem objeto de revisões periódicas.

    Professor José Sinval,

    as ideias de planejamento são discutidas amplamente em nossos dias. Numa resenha bibliográfica em torno do assunto, encontramos algumas posições diferentes entre os autores. No entanto, em dois aspectos há acordo unânime, isto é, consideram planejamento a previsão metódica de uma ação a ser desencadeada e a racionalização dos meios para atingir os fins.
    Planejamento, na sua acepção mais ampla, sempre abrange uma gama de ideias. Por si só não constitui a fórmula mágica que soluciona ou muda a problemática a ser resolvida. Exige uma busca cada vez maior de estudos científicos que favoreçam o estabelecimento de diretrizes realistas. Nunca devemos pensar num planejamento pronto, imutável e definitivo. Devemos antes acreditar que ele representa uma primeira aproximação de medidas adequadas a uma determinada realidade, tornando-se, através de sucessivos replanejamentos, cada vez mais apropriado para enfrentar a problemática desta realidade. Estas medidas favorecem a passagem gradativa de uma situação existente para uma situação desejada.
    Nessa perspectiva, vemos que planejamento é:
    um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões tendo em vista agir, posteriormente, para atingir determinados objetivos ; e
    uma tomada de decisões dentre possíveis alternativas, visando atingir os resultados previstos de forma mais eficiente e econômica .
    O planejamento requer que se pense no futuro. É composto de várias etapas interdependentes, as quais, através de seu conjunto, possibilitam à pessoa ou grupo de pessoas atingir os objetivos.
    É a base para a ação sistemática. É utilizado na área econômica, social, política, cultural e educacional, permitindo o maior progresso possível, dentro da margem de operação definida pelos condicionamentos do meio.

    Professor Sinval,

    o professor, durante o período (ano ou semestre) letivo, pode organizar três tipos de planos de ensino. Por ordem de abrangência, vai:
    delinear, globalmente, toda a ação a ser empreendida (PLANO DE CURSO);
    disciplinar partes da ação pretendida no plano global (PLANO DE UNIDADE); e
    especificar as realizações diárias para a concretização dos planos anteriores (PLANO DE AULA).
    Pelo significativo apoio que o planejamento empresta à atividade do professor e alunos, é considerado etapa obrigatória de todo o trabalho docente.
    O planejamento tende a prevenir as vacilações do professor, oferecendo maior segurança na consecução dos objetivos previstos, bem como na verificação da qualidade e quantidade do ensino que está sendo orientado pelo mestre e pela escola.
    Na esfera educacional, existem vários níveis de planejamento:
    o planejamento educacional, mais amplo e abrangente, determina as diretrizes da política nacional de educação, prevendo a estruturação e o funcionamento da totalidade do sistema educacional;
    o planejamento curricular é definido de acordo com o planejamento educacional e determina a linha de ação proposta pelas escolas. É da competência dos estabelecimentos de ensino; e
    o planejamento da instrução ou do ensino é o que parte das decisões dos planejamentos anteriores, tendo em mira a efetivação do processo de ensino-aprendizagem. É da competência do professor.

    Professor JS,

    Os três níveis de planejamento são hierarquizados. O planejamento educacional define a política educacional, nos níveis federal, estadual e municipal, que norteia todos os demais planejamentos. O planejamento curricular, elaborado de acordo com o planejamento educacional, define a linha de ação de cada escola. O planejamento da instrução é elaborado em consonância com os anteriores e visa a definir a situação de ensino-aprendizagem.
    O planejamento da instrução (ou do ensino) é igualmente um processo que envolve, pelo menos, três fases:
    1ª – elaboração do planejamento;
    2ª – execução do planejamento na situação de ensino-aprendizagem; e
    3ª – avaliação do planejamento.
    A elaboração de qualquer tipo de planejamento envolve quatro ações básicas e indispensáveis:
    1ª – formulação dos objetivos a serem alcançados;
    2ª – seleção dos conteúdos instrucionais a serem apresentados para estudo;
    3ª – seleção das estratégias instrucionais a serem utilizadas; e
    4ª – seleção dos procedimentos de avaliação de aprendizagem e da eficiência do
    próprio planejamento.
    A execução do planejamento consiste na aplicação das estratégias instrucionais, dos procedimentos, meios e eventos instrucionais na situação de ensino-aprendizagem.
    A avaliação do planejamento, por sua vez, consiste, em última análise, na observação de se os objetivos propostos foram atingidos. O não-atingimento dos objetivos implica reelaboração do planejamento, o que consiste invariavelmente, em nova formulação de objetivos e nova seleção de estratégias instrucionais.

    Professor José Sinval,

    finalizando:

    Para que vou ensinar? OBJETIVOS INSTRUCIONAIS
    O que vou ensinar? CONTEÚDOS INSTRUCIONAIS
    Como vou ensinar: ESTRATÉGIAS (procedimentos, meios e eventos instrucionais).
    Como vou saber se os alunos aprenderam? AVALIAÇÃO

    Que são objetivos?
    Os objetivos representam a expectativa de comportamento que se espera os alunos demonstrem ao final do processo de instrução. São eles frutos da reflexão sobre a realidade humana do educando quanto às suas necessidades, realidade e possibilidades, bem como das exigências socioculturais da sociedade em que vive.
    Os objetivos existem em todos os níveis de planejamento, a partir dos objetivos da educação determinados pela política educacional e, cada vez mais especificados, irão se fazer presentes no planejamento curricular e no planejamento do ensino ou da instrução (planos de curso, de unidades e de aulas).
    No que diz respeito ao planejamento da instrução, os objetivos devem ser determinados rigorosamente em termos de comportamentos observáveis, de modo que seu atingimento seja passível de avaliação, permitindo ao professor verificar, na maneira de agir do aluno, a ocorrência ou não dos comportamentos esperados.
    O termo comportamento, aqui empregado, refere-se a comportamento intelectivo e emocional ou a reações psicomotoras. Assim, constituem mudanças de comportamento:
    aumento em conhecimento;
    aprofundamento de compreensão;
    melhora numa habilidade psicomotora;
    mudança de atitude; e
    aprofundamento de apreciação.

    O senhor é professor? Presumo ! Minha pergunta ao ilustre professor: onde há fumaça ,há…..? Levando em consideração: os limites de sua linguagem denotam os limites de seu mundo.

    Nelson Valente

  9. Prezado Milton Yung,

    para sua avaliação. O senhor José Sinval, escreveu em seu blog, sob a alegação de ser professor, mas veja: pensa e escreve mal, a linguagem tropeça e cai, com intrujices e deformações verdadeiramente circence. A desinformação também é um tipo de informação que o senhor José Sinval não detém.

    Veja parte do texto do senhor Sinval:

    – Se ele esta falndo em etica, onde comessou o mensalão? COMEÇOU ????!!!
    Não é um erro que eu deva cair em cima, acredito que seja uma tentativa de querer aprender. Presumo !

    Milton,

    nada a declarar!

    Abraços,

    Nelson Valente

  10. Boa Noite Milton,

    Sobre os comentarios acima que cita a minha pessoa e faz até uma certa demagogia, se realmente esse tipo de conhecimento que essa pessoa diz ter, derrepente, ele tem a panaceia para resolver o lixo que as pessoas que ele defende fez na educação de SP e a segregação que o famoso sociologos dos ricos deixou o pais.

    Abr Milton,

    J.

  11. Prezado Milton Yung,

    li e reli o comentário do Professor Sinval e não concordo, segundo o referido professor, assim escreveu: “Milton, embora respeitar a opinião de todas as pessoas, eu gosatataria de perguntar ao colega do comentario 1, qual o legada deixando pela FHC, que até hoje, não vi ninguem se interesar pela sua bibliografia, nunca vi ninguem se interessar por nada que ele fez ou deixou de fazer. Se ele esta falnado do plano real, não foi o fhc que fez e sim o Sr. Rubens Ricupero, que foi pego nos bastidores deizendo que se não fesse ele, tudo iria por agua abaixo. ”
    Jamais faltei com respeito com ninguém, porque sempre orientei-me pela consciência. A desinformação também é um tipo de informação que o Professor Sinval não détem. Rubens Ricupero? FHC? Itamar Franco? Fernando Collor? Acredito que tenha sido Fernando Collor de Melo.

    Professor Sinval,

    a educação brasileira tem uma série de nós. Os administradores chamam isso de entropia. Mas, a nosso ver, nenhum suplanta o fenônemo da repetência, com os seus desdobramentos.
    Vivemos um tempo em que se falava muito de evasão e repetência. Hoje, sabe-se que a evasão, na escola brasileira, não passa de 3%, o que desmente a tese de que as nossas crianças não gostam de suas escolas.
    O que existe de fato, é uma enorme repetência, além de uma escandalosa distorção idade/série. Os dois fatores são intercomplementares, o que acaba por justificar a incrível estatística de que 86% das crianças estudam fora das séries respectivas, com um atraso apreciável.
    Para completar os oito anos de ensino fundamental, é comum levar de 11 a 12 anos, gerando uma sobrecarga no sistema que é bastante onerosa.
    A repetência apresenta justificativas que se somam. Em primeiro lugar, a preocupação dos sistemas de ensino de valorizar a aprovação, como se nessa idade isso fosse importante. O que interessa, sobretudo na faixa etária dos 7 aos 10 anos de idade, é a presença da criança na escola, adquirindo hábitos de convivência, respeito aos mestres e adesão às tarefas da relação ensino-aprendizagem,
    Em segundo lugar, mas que pode ser o primeiro, a atuação das professoras, em geral com pouco preparo e salários rídiculos. Não residirá aí a falta de motivação das próprias crianças e uma boa base para se considerar o proclamado fracasso escolar?
    Em terceiro lugar, o apoio sincopado do MEC. Não são todas as escolas que recebem meranda, nem todas elas são aquinhoadas com livros didáticos ( estes, quando chegam, em geral é muito tempo depois de iniciadas as aulas). Se reduzirmos a repetência a proporções modestas, haverá vagas para todos – e não se precisará mais pensar nesses “ monstros de concretos” que fazem a alegria das empreiteiras.

  12. Prezado Milton Yung,

    Há uma relação inequívoca entre pobre e falta de educação, podendo com isso gerar o fenômeno da violência. Os exemplos existem em nossos bolsões de atraso, infelizmente ainda bastante numerosos no Brasil.
    A educação brasileira é um grande mosaico, formado por uma grande e dinâmica diversificação. Temos sistemas avançados, principalmente no Sul do país, convivendo com esquemas atrasados, sobretudo no Norte e Nordeste.
    A educação brasileira precisa ser urgentemente repensada, no bojo de uma grande reforma social. Mas enquanto as questões mais simples não forem devidamente resolvidas pela “burocracia governamental” parece que continuamos na firme disposição de enfrentar os grandes problemas educacionais através do discurso bonito, inflamado, sem consistência. É por isso que a educação brasileira continua a ser um triste pesadelo em todo o território nacional. Educação de péssima qualidade em todos os níveis.
    O ensino superior é tratado como uma imensa salada de frutas, ficando pouco claro de que maneira se fará a defesa da qualidade do ensino. Com boas frases ou intenções de natureza lírica não se chegará a bom termo, no esforço de renovação de nossa educação.
    Uns afirmam que o Brasil, apesar de tudo, está progredindo. E eu direi que não é o país que está progredindo, mas alguns cavalheiros que estão prosperando à custa do Brasil.
    A mentira política tem uma trajetória tão longa quanto a história das civilizações e suas intrincadas relações. Tais interações implicam sempre a presença do elemento psicológico na arquitetura do Estado e, portanto, caracterizam a inseparabilidade, nessa organização social, dos fenômenos subjetivos que integram sua composição. A mentira vista assim não é simplesmente uma carta no jogo político usada bem ou mal pelo governante ao sabor das razões de Estado, mas uma função tanto do psiquismo humano quanto da política.
    Os próprios governantes brasileiros reconhecem que, em virtude da incidência de muitos crimes, os governos são obrigados a dedicar grandes somas às polícia e ao sistema judiciário. Melhor fariam, é claro, se pudessem colocar esses recursos para melhorar o atendimento educacional, oferecendo uma solução de raiz, que falta ao Brasil.
    Nos dias de hoje, há uma descrença generalizada. Os escândalos no Congresso, as falcatruas no governo, a falta de lisura em alguns membros do Governo, tudo isso faz crer que a ética está em pane, promovendo a prevalência da tristemente famosa “Lei de Gerson” (a vida é dos espertos). E se o Governo não cumpre adequadamente as suas funções, o jeito é substitui-lo, por intermédio de eleições democráticas, como as que estão programadas para o mês de outubro deste ano.
    Enquanto as rãs coaxam, assiste-se à discussão pública em segurança em torno da implantação de penitenciárias de segurança máxima, em vários pontos do país. Enquanto se pensa na segurança máxima, a preocupação com a educação é mínima, reduzida a questões burocráticas.
    Enquanto isso, não há uma solução à vista para a crise de menores carentes, que são 3 milhões em São Paulo. Pior ainda é a situação dos menores abandonados, cerca de 230 mil.
    O que se pode esperar desses meninos de rua? O assistencialismo oficial protege meia dúzia deles, mas o número é impressionante e a falta de perspectivas é total. Não há escolas suficientes, não há empregos em nível intermediário, não há valores familiares a cultuar, só resta a marginalidade, com todo o seu séquito de problemas a serem enfrentados pela nossa assustada sociedade.

    Um jornal de São Paulo deu-se o luxo de fotografar, durante dias seguidos, a operação de alguns desses meninos num movimentado trecho dos Jardins. Eles se constituem em bando, onde sempre aparece um maior para orientar os roubos ou furtos, vitimando distraídos motoristas em plena Avenida Brasil.
    Conversei com uma autoridade policial e a explicação veio com muita objetividade: não adianta prender, pois eles são “de menor”, e logo serão soltos para reiniciar a sua faina. Detalhe apavorante: têm a média de 10 anos e, nas conversas, revelam um precoce e triste desprezo pela vida humana.
    Os assaltos são sucessivos, não se tem garantia de nada, mata-se por qualquer bobagem. A droga comanda as ações desses celerados. Vivemos num país com enormes desigualdades sociais, com altos índices de desemprego e não se espere que não tenhamos um preço a pagar por isso.
    Não pode haver indiferença do Estado, enquanto cresce essa lamentável criminalidade. Se o cidadão fica responsável pela sua própria defesa, fazendo justiça por conta própria, com a privatização do poder de polícia, corremos o risco de uma guerra civil. Não é isso que se deseja – e certamente a solução passa por uma educação de boa qualidade estendida a todos.
    Uma das realidades mais tristes do nosso país é a verificação de que se trata mesmo de uma nação de muitos contrastes. Cidades desenvolvidas e com um nível de vida apreciável convivem com outras, totalmente desassistidas, onde a pobreza, a ignorância, a violência e a miséria fazem parte de seu cotidiano.
    Gostaria de voltar à prioridade de recursos para a atenuação dos graves problemas sociais que enfrentamos. Ninguém pode condenar a idéia de se ter penitenciárias com o rigor desejado, nesse eufemismo da “segurança máxima” – a fim de que não se tenha de chorar a impiedosa ação dos marginais, hoje os verdadeiros donos das ruas e favelas das nossas grandes metrópoles.
    Estão fazendo vestibular para se tornar os grandes assaltantes de amanhã. Sob as vistas complacentes das autoridades e até mesmo de muita gente fina da nossa melhor sociedade, que acha tudo isso natural numa democracia.
    Um aspecto que é preciso enfatizar: a grande maioria dos delinquentes infantojuvenis provém de lares desfeitos ou que jamais se constituíram como tal. Quando se luta para que a educação seja dada no lar e na escola, como tantas leis determinaram, o que se vê na prática é a ruptura desse princípio – e os resultados são rigorosamente catastróficos.
    Gostaria de voltar à prioridade de recursos para a atenuação dos graves problemas sociais que enfrentamos.
    Ninguém pode condenar a ideia de se ter penitenciárias com o rigor desejado, nesse eufemismo da “segurança máxima”. O que pleiteiam os educadores e os homens de bom senso é a solução de base, ou seja, escola para todos – educação máxima – a fim de que não se tenha de chorar a impiedosa ação dos marginais, hoje os verdadeiros donos das ruas e favelas das nossas grandes metrópoles.
    Se é verdade que o homem só se torna homem pela educação, todos devemos estar empenhados na sua melhoria. É preciso privilegiar a leitura em todos os níveis, fazendo nascer uma política do livro.
    O clima político educacional no Brasil é tão ruim, que não há bola de cristal que não esteja embaçada.
    Está na hora de mudar isso. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.

    Abraços,

    Nelson Valente

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