Igor Grabois, do PCB, fecha série de entrevistas

 

CBN SP painelDesde 1922 quando foi fundado, esta é a primeira vez que o PCB lançou candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Igor Grabois, mesmo não pontuando e na maioria das vezes não tendo seu nome lembrado nas pesquisas eleitorais, aproveita os poucos espaços que tem nos meios de comunicação para defender a principal plataforma de governo dos comunistas, o Poder Popular.

Hoje, Grabois estará no CBN SP para fechar a série com os candidatos ao Governo do Estado, que se iniciou há duas semanas. Ele é professor universitário e economista formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A entrevista será das 10 e meia às 11 da manhã, com transmissão simultânea no rádio e na internet. E você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Para saber como foram as entrevistas com os demais candidatos, acesse os links a seguir:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

De estação

 


Por Maria Lucia Solla

O Vento vem agitado, gritando, assobiando um ritmo inquietante. Sem tentar interpretá-lo, percebo seu som e sua intensidade com meu corpo inteiro, o dia todo. Vento descabela, desarruma, desalinha, desarranja, destelha, desmantela, desatina, descalça. E a gente, faz o quê? Escancara-se e deixa que ele vire tudo de cabeça para baixo, fazendo arte, criancice, ou se fecha, se tranca, se esconde na saia da mesmice.

Independentemente da opção humana, o Vento chega trazendo a Primavera, como sempre fez. Cumprindo a missão sem fazer caso do papel, da escrivaninha desgarrado, no chão; sem se dar conta do desalinho que ficou para trás. Na mesa, na vida, no coração.

E ela vem entrando. Anunciada por ele, vai chegando linda, colorida, vestida de domingo. Primavera é Yin, feminina. Primavera traz novos e adormecidos amores, e põe em ebulição os humores.

No Tempo dela. É tempo de acordar a semente adormecida, e é tempo de plantar, de rasgar a terra e a fecundar, de novo e de novo. Ao menos, sempre que ela chegar. Ela é madeira, é a lenha do Verão. É nele que ela se inflama. No fogo dele. Na sua chama. É tempo bom para começos e recomeços; para se agarrar a mais uma chance de amar. É tempo de se cuidar, na hora de se alimentar. Acabado o Inverno, a lareira não precisa mais de tanta lenha; não há muito para esquentar. E, antes que eu me esqueça, especial atenção ao fígado, é muito bom oferecer. É tempo de limpar e não de empanturrar a víscera que gerencia nossas emoções viscerais. É tempo de acreditar em você, de olhos fechados e coração esbugalhado.

Seja muito bem-vinda, Primavera!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

A cor que favorece seu dia

 

Por Dora Estevam

Pretinho básico from Milton Jung on Vimeo.

 
Nestas viradas de tempo tem dia que fica difícil escolher a roupa para sair de casa, principalmente para quem trabalha fora e tem que estar bem apresentada. E, definitivamente, não dá para repetir a roupa de ontem. Por mais que o “não ligo pra isso” prevaleça, o bom senso fala mais alto. E nesta entre safra também tem aqueles dias em que pela manhã faz frio, a tarde esquenta muito e a noite esfria de novo. Enfim, já estamos mais que acostumadas com isso, afinal estamos no último fim de semana do inverno.

Para não acontecer aqueles erros que só quem já cometeu sabe como é, tipo sair de casa com uma roupa e ficar o dia inteiro se sentindo mal, se olhando, tentando se achar; ou dar uma escapada na hora do almoço para comprar um sapato ou uma blusa nova, a ideia é sempre se lembrar do que é básico e que com certeza não vai te deixar na mão.
 
Que tal para começar a semana falarmos do pretinho arrojado. Com ele você já sabe que não tem erro. A produção estará garantida.
 
Agora, se você tem dificuldade em preparar look até mesmo com o preto, dê uma olhada nas fotos que separei e estão no início do texto. São imagens clicadas por fotógrafos de Londres, Paris, Nova York.

O interessante é que elas foram clicadas nas ruas, são imagens de pessoas que circulam pelas calçadas em dias normais e que estão entrando ou saindo de seus escritórios, não são fotos de desfiles.
 
Portanto, a ideia é despertar a sua criatividade e usar as suas roupas de uma maneira diferente das que você já usa. Sim, pois tem gente que entra na loja, compra um conjunto e para sempre será usado daquele jeito. A pessoa acaba perdendo a oportunidade de criar novos visuais com as mesmas peças.
 
E outra coisa, quando se fala em pretinho básico vem logo aquela imagem do vestido tubinho das passarelas. Aqui não é isso, aqui estou falando sobre moda de rua, a verdadeira versão de quem realmente faz o mercado da moda girar. E quando a gente para pra ver os truques, as ideias, as diferentes maneiras de compor um lenço, um cinto, uma camisa, é realmente incrível. A sensação visual é muito boa. 
 
O básico para um pode ser o preto, para outro o bege, o verde, o marrom, o azul, não importa a cor, o interessante é você saber que ter sempre a cor preferida por perto pode facilitar a vida em algumas horas do seu dia. E ainda te deixar de bom humor.

Hoje a cor escolhida foi o preto, depois falaremos do azul jeans, dos brancos, dos amarelos … Da cor que você preferir.

Fotos: Altamirany; stokholm, style.com,streetfsn.com;

Dora Estevam é jornalista e escreve de moda e estilo no Blog do Mílton Jung

Revelando São Paulo é programa no fim de semana

 

Colaborador do Blog e ouvinte-internauta, Luis F. Gallo tem sugestão para todos que ficaremos na capital. Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional, com o tema “do Rio ao Oceano”, fica até domingo, dia 19 de setembro, no parque da Vila Guilherme/Trote, zona norte da capital paulista. Aproveite as imagens que ele fez para compartilhar conosco e tenha um bom fim de semana.

STJ decide: Leblon vai operar em Mauá

 

Decisão de Ministro do Superior Tribunal de Justiça acaba com domínio das empreas de Baltazar de SouZa e leva em conta a necessidade de mudanças no sistema de transporte.

Ônibus da Leblon, Maua

Por Adamo Bazani

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, manteve, nesta quarta-feira, a decisão do seu antecessor, ministro Celso Asfor, que permite a empresa Leblon Transporte operar  18 linhas de ônibus (o lote 2) na cidade de Mauá, região metropolitana. A decisão foi do colegiado do tribunal e ainda cabe recurso.

A empresa venceu a licitação aberta em 2008, mas as viações que perderam o certame, TransMauá e Estrela de Mauá, entraram na Justiça. Em Brasília, o mais recente instrumento jurídico usado pelas empresas de Baltazar José de Souza, que já detém o lote 1 , pela Viação Cidade de Mauá, foi um agravo de instrumento. As alegações dos advogados da TransMauá e Estrela de Mauá, de que a licitação não estaria de acordo com parâmetros legais e de concorrência, foram rejeitadas pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça. A postura de Ari Pargendler vai ao encontro do posicionamento do presidente anterior.

A reportagem teve acesso exclusivo à decisão de julho deste ano que foi mantida nesta quarta-feira. Nela, o ministro considerou que as empresas que contestam a licitação utilizaram “premissas manifestantes e falsos argumentos”. O Judiciário reconhece que a situação dos transportes coletivos é crítica e que são necessárias mudanças, conforme o texto:

…em apreço ao interesse público e com base no fato do próprio contrato de concessão com a empresa vencedora do certame ter sido assinado e publicado é indubitavelmente importante para o município de Mauá sob pena de ver os interesses de seus munícipes e o erário lesados, que o processo licitatório em análise não seja obstado, muito menos lesado”

A decisão do ministro Asfor, mantida nesta semana pelo ministro Pargendler, ainda reconhece a situação dos transportes de Mauá.

..tamanha precariedade do sistema de transporte municipal já havia sido instaurado medida pra apurar as irregularidades na prestação do serviço

A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

Procuramos o Grupo Leblon. Os responsáveis pela empresa só devem se pronunciar com a publicação no Diário Oficial, mas consideram a decisão uma vitória e reconhecimento pela qualidade de serviços apresentada na licitação.

A Empresa Viação Januária, que opera as 18 linhas da cidade, pertencente ao mesmo grupo de Baltazar José de Souza, confirmou que vai procurar as possibilidades jurídicas que ainda restam De acordo com a Januária, os ônibus da empresa operam normalmente.

A questão da bilhetagem eletrônica é o principal empecilho para os ônibus da Leblon saírem da garagem. A Leblon, no entanto, está em processo adiantado quanto a elaboração do sistema que seja compatível para toda a cidade. Nesta semana voltamos à garagem da empresa para confirmar a realização deste trabalhos.

De acordo com a Prefeitura de Mauá, a empresaa inda está no prazo legal para a intalação dos equipamentos.

Na garagem da Leblon, há cerca de 80 ônibus 0 km. No próximo mês devem chegar mais veículos novos, acessíveis, articulados de grande capacidade, modelo Volvo B 12 M, carroceria Marcopolo Viale.

Adamo Bazani, jornalista da CBN e busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung.

Feldmann é verde mas quer falar de todas as cores

 

“Me acusam de ser monotemático, mas só me perguntam sobre meio ambiente”. A frase é do candidato do PV Fábio Feldmann que acabara de deixar o estúdio do CBN São Paulo para gravar depoimento à TV Globo. Disse com um sorriso no rosto e sem elevar a voz (ele nunca levanta a voz), mas soou como uma crítica à imprensa.

No estúdio de internet da CBN, em 30 minutos de conversa, Feldmann falou muito sobre temas ambientais, mas também teve de apresentar propostas para as áreas de educação, saúde e economia. Respondeu várias perguntas, ainda, sobre transporte – afinal, foi ideia dele o rodízio de carros. Restrição que atingia toda a região metropolitana e tirava de circulação os automóveis durante o dia inteiro para combater a poluição do ar. E lá voltamos nós a temática verde.

Vasculhei as sugestões dos ouvintes-internautas,: qualidade da água, preservação das matas, queimadas no campo, transporte mais limpo … meio ambiente de novo.

Afinal, o que se pode esperar de um candidato que representa o Partido Verde ?

O que deve incomodar Feldmann é que apesar de haver mais consciência do cidadão em relação ao tema – a discussão está em todas as partes, na academia, nos meios de comunicação e no mundo corporativo – isto não se transforma em voto.

Em São Paulo, nenhum dos principais candidatos do PV consegue decolar nas pesquisas. Marina, presidente, Feldmann, governador, Ricardo Young, senador, aparecem com baixa preferência entre os eleitores. Resultado, também, da pequena exposição na campanha de rádio e TV. Registre-se que Feldmann acredita que o partido sairá maior deste pleito, ao menos em relação ao número de deputados.

Nem mesmo a baixa arrecadação parece lhe tirar a confiança. A candidatura dele conseguiu pouco mais de R$ 1 milhão, dinheiro que está publicado e registrado no site da campanha. Sendo um dos dois candidatos ao Governo de São Paulo que se cadastraram no site Ficha Limpa e assumiram o compromisso de atualizar as contas e divulgar o nome dos doadores antes das eleições, tive a curiosidade de saber se algum empresário havia pedido sigilo a ele: nenhum, respondeu.

Fiquei surpreso, afinal todos os candidatos ‘grandes’ com quem conversei alegam que o dinheiro costuma ser repassado apenas com a garantia de que o nome do doador não será divulgado antes da eleição.

Surpresa não tive quando ao ver o candidato deixando os corredores da rádio CBN lembrei de olhar a gravata dele. Adivinha qual era a cor ?

Perguntômetro

Antes e durante a entrevista, Feldmann recebeu 22 perguntas, comentários e sugestões. Todos os e-mails foram repassados à assessoria do candidato

“Bicicleta pode criar cidadão mais consciente”,diz Ciclo BR

 

Desde ontem recebo enorme quantidade de mensagens via e-mail, blog ou Twitter a propósito da participação no Desafio Intermodal 2010. A maioria me incentivando a seguir no pedal. Prometo que vou insistir. Mas quero dividir com você o comentário publicado neste Blog pelo André Pasqualini, do Instituto CicloBR para que possamos entender melhor o espírito do Desafio Intermodal 2010. Ao André e equipe que organizaram mais este evento, meus parabéns. Ainda quero registrar a importância de se ter ao lado um guia com a experiência, paciência e desejo de ensinar como foi meu caso que em todo o trajeto teve a orientação do Mig. Que possamos compartilhar novas pedaladas.

Vamos ao texto do André:

O Desafio Intermodal não é uma competição, embora muitas pessoas e, às vezes, até alguns participantes encarem dessa forma.

Realizamos o Desafio há cinco anos. Desde o começo a ideia é comparar os modais ano a ano e o trajeto é o mesmo até para facilitar essa comparação. Mas por mais que a organização se esforce, infelizmente, parte da mídia encara o Desafio como uma corrida maluca.

O Desafio serve para inúmeras coisas. Primeiro mostrar às pessoas que o carro não é a única opção para deslocamento nessa cidade, até a ciclista Cycle Chic, que pedala com roupas casuais e num ritmo tranquilo para não transpirar muito, chegou antes do carro. Até skate e patins chegaram antes do carro.

Infelizmente, a modalidade transporte público, apesar de uma melhora, está longe de ser cativante. Infelizmente, a maioria da população quer mesmo é diminuir seu tempo de deslocamento e não está muito preocupada se sua opção faz mal a cidade. Infelizmente, ainda teremos muitos carros nas ruas, pois quem optou por transporte público ficou refém do trânsito causado por carros, sendo que a maioria deles tinha uma pessoa dentro.

Finalizando, o Desafio Intermodal serve para mostrar a sociedade que, além de haver outras alternativas ao carro, tem que, de forma urgente, cobrar para que essa injustiça com o transporte público pare de ocorrer. Mesmo se para isso ela tiver que sacrificar o espaço que hoje é dado para quem está de carro.

Os dados estão aí, agora cabe a população fazer sua parte.

E Milton, lindo seu relato, muito mais que uma corrida, um dos objetivos do Desafio é mostrar que as cidades possam ser mais humanas desde que os meios de locomoção que aproximam as pessoas da cidade sejam valorizados.

Sei que a bicicleta não vai resolver todos os problemas de deslocamento em São Paulo, mas ela pode servir para criar cidadãos mais conscientes, reforçando esse elo de amor com a cidade que é tão diferente vista de fora dos carros. Sim, nossa cidade é linda e precisa urgentemente de nós.

Abraços e muito obrigado pelo apoio, em meu nome e com certeza, em nome de todos do Instituto CicloBR.

Para mais informações sobre o Desafio Intermodal 2010 visite o site do Instituto CicloBR

Bicicleta ganha de W.O do helicóptero

 

portal_de_caragua_dia_mundial_sem_carrosUma hora e 5 minutos de pedalada, 30 minutos de mais diversão, e cheguei a sede da prefeitura de São Paulo convencido de que a bicicleta é um meio de transporte para mim também. Que é uma alternativa para o cidadão, nunca tive dúvida, haja vista o número de pessoas que se deslocam na cidade seja por vontade seja por necessidade. Pesquisa divulgada pelo Nossa São Paulo, ontem, mostra que para 227 mil paulistanos a bicicleta é o caminho para deixar o carro em casa – ou não tê-lo.

Já o Heródoto Barbeiro deve ter ido dormir com a certeza de que o helicóptero não é uma opção das mais seguras. Pagou o mico de ficar no chão, devido ao tempo fechado na cidade no fim da tarde desta quinta-feira quando se realizou o Desafio Intermodal, dentro das comemorações da Semana da Mobilidade.

É isso mesmo: o helicóptero perdeu por W.O no seu confronto direto com a bicicleta. Sei lá se por medo de estragar o cabelo na garoa ou por falta de visibilidade mesmo, meu experiente colega nada pode fazer com seu brevê que leva a assinatura de Santos Dumont. Não bastasse ter entregue os pontos antes mesmo de encarar a disputa, ainda enfrentou congestionamento para deixar o Campo de Marte, pela Marginal Tietê, na zona norte.

O Desafio Intermodal não é uma competição de velocidade ou performace. O que se busca é mostrar à cidade as diferentes possibilidades que temos para nos locomover. E, principalmente, que podemos reduzir o tempo desperdiçado no trânsito. Mesmo estudo da Nossa São Paulo, citado no primeiro parágrafo, informa que o tempo médio para se deslocar entre as atividades diárias do paulistano é maior do que 2h40.

Acostumado a usar a bicicleta como instrumento de lazer, encarei o desafio pessoal de utilizá-la como meio de transporte. O percurso que se iniciou no número 1000 da Berrini, zona sul, foi de aproximadamente 13 quilômetros e tinha como ponto final a prefeitura, ao lado do Viaduto do Chá, no centro.

Acompanhado pelo experiente ciclista Mig, que me passou todas as instruções necessárias, e pelo colega de rádio Leonardo Stamillo, seguimos por ruas secundárias dos bairros do Brooklin, Moema, Ibirapuera, Paraíso, Liberdade e centro. Como iniciante a ideia era fugir do trânsito pesado.

Mesmo assim houve momentos em que tive de pedalar entre ônibus e carros; e forçar o pedal para encarar subidas como a da Abílio Soares, logo após ter apreciado a paisagem noturna do Parque do Ibirapuera. Parei para gravar imagens e depoimentos para o Stamillo que tentava me seguir com uma câmera de vídeo. E conversar com outros ciclistas que participavam do evento.

Fiz questão de parar sobre a 23 de Maio e apreciar o trânsito congestionado lá embaixo. Quase uma vingança de quem várias vezes esteve preso no asfalto. Será o Heródoto aquele Kombi atravancando a avenida ?

Na Vergueiro e Liberdade, uma transgressão. Transformamos a motofaixa em ciclofaixa com a aceitação dos poucos motociclistas que passavam por ali, após às sete e meia da noite. E nesta experiência, a constatação de que a cidade precisa abrir corredores para bicicletas, também. Não é por acaso que 25% dos entrevistados na pesquisa do Nossa São Paulo dizem que usariam a bicicleta como meio de transporte se houvesse a construção de ciclofaixas.

Andar de bicicleta me ofereceu a oportunidade de ver São Paulo de uma maneira diferente, mais próxima e com mais calma, quase como se eu tivesse a chance de tocar a cidade inalcançavel para quem está dentro do carro.

O risco no trânsito existe para todos nós e quanto mais frágeis somos nesta “cadeia alimentar” mais nos transformamos em alvo. Minha sorte de iniciante, porém, impediu que tomasse sustos no caminho. A responsabilidade de meu guia, também. Aprendi que não se deve ter medo no tráfego pesado, mas respeito – de todas as partes.

Quando cheguei na prefeitura, todos os participantes já estavam por lá. Haviam feito caminhos mais curtos, mais rápidos e sem paradas prolongadas.

Logo alguém me provocou: vai vender o carro ?

Ainda não, mas ele vai ficar muito mais tempo guardado na garagem, com certeza.

Quanto ao Heródoto Barbeiro, vou ligar o Jornal da CBN bem cedinho para ouvir as justificativas deste aviador frustrado. E deixo o convite para que no ano que vem, ou a qualquer momento em edição extraordinária, ele encare comigo uma pedalada pela cidade.

Feldmann, do PV, na entrevista com o CBN SP

 

CBN SP painelForam quatro debates na televisão até aqui. Várias entrevistas ou sabatinas. Mesmo assim, Fábio Feldmann do PV, ex-deputado-federal e ex-secretário de Estado, vê seu nome aparecer ao lado de candidatos pouco expressivos nas pesquisas eleitorais. Não supera a marca de 1%. Hoje, terá mais 30 minutos para tentar convencer o eleitor de suas ideias identificadas com os temas ambientais.

Feldmann fechará a segunda semana de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo, promovidas pela rádio CBN. Terá de falar sobre temas que vão além do meio ambiente, pois os assuntos foram propostos por especialistas e ouvintes-internautas.

A entrevista começa às 10 e meia da manhã com transmissão simultânea na internet. e você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens encaminhadas ao candidato serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Acompanhe o calendário dos candidatos e as entrevistas já realizadas:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)