Skaf fala em tirar aeroportos do Governo Federal

 

Em cima da hora, mas na hora. E com duas recomendações e muitos cuidados. Assim chegou Paulo Skaf (PSB), primeiro entrevistado da série com os candidatos ao Governo de São Paulo, ao estúdio de internet na CBN, nessa manhã.

Faltavam 15 minutos para começar a entrevista, por telefone a assessoria dele informou que ainda estavam na avenida Angélica. Não é longe, mas o trânsito atrapalha. E este seria um dos assuntos a serem tratados mais tarde quando defendeu uma espécie de “CET estadual” para cuidar do trânsito na região metropolitana.

Foi da assessoria o primeiro pedido, assim que todos chegaram na rádio: ele é presidente licenciado da Fiesp e não ex-presidente. Bom saber, assim fica certo que tem cargo garantido após a eleição.

Foi do próprio candidato o segundo: “Me chame de Skaf, é como está na propaganda”. Aliás, o resultado da campanha eleitoral abriu nossa conversa, já que por enquanto o nome dele não vai além dos 2% nas preferências de voto, segundo as pesquisas. Isto não parece lhe tirar o entusiasmo. Acredita que a hora da mudança é agora.

Antes de ir ao ar chamou atenção para o fio do microfone que aparecia de mais ao lado da lapela, fez questão de perguntar quais câmeras poderia olhar para conversar com o eleitor e ajeitou várias vezes o terno bem alinhado – hábito que trouxe dos tempos de Fiesp.

Começa a entrevista e o candidato Paulo Skaf, como preferi chamá-lo, dá sinais de que está bem treinado. Pontua sua fala com as mãos, alterna o olhar para a câmera e para o apresentador, segue a risca as mensagens-chave da campanha: educação em tempo integral, tirar projetos do papel, oferecer mais segurança, saúde melhor, transparência nos atos de governo etecetera e tal. Arriscou até mesmo a defesa da estadualização dos aeroportos: “Se não estiverem funcionando vou intervir”.

Deixa a desejar, porém, quando precisa explicar melhor cada um desses pontos. Prefere voltar as frases formatadas e reforçar a ideia do Governo com mão forte no qual com autoridade tudo consegue. Mas estas coisas é melhor você mesmo avaliar assistindo à entrevista que está disponível na página da CBN no You Tube.

A propósito, repetiu o comportamento da maioria dos candidatos ao justificar que não vai se cadastrar no site do Ficha Limpa por que não tem como atualizar as contas da campanha semanalmente e seria cruel com os doadores “se eu publicar o nome de um doador nesta semana, os outros candidatos vão lá no dia seguinte pedir dinheiro”.

Perguntômetro do CBN SP

Antes e durante a entrevista, ouvintes-internautas enviaram 39 comentários e perguntas ao CBN São Paulo, dos quais 22 feitos para Paulo Skaf, os demais foram dirigidos a todos os candidatos ao Governo. Logo após a entrevista, as perguntas foram encaminhadas à campanha de Skaf para que ele tenha oportunidade de responder a todos os questionamentos. O mesmo será feito com os demais candidatos no decorrer da série que vai até o dia 20 de setembro

A Sete de Setembro dos ônibus vermelhos

 

Empresa de ônibus de São Paulo ostentou até o final dos anos de 1970 como nome uma das datas cívicas símbolos do País.

Por Adamo Bazani

4968367457_a1db850f39_mFoi no sete de setembro de 1822 que Dom Pedro II, às margens do Rio Ypiranga em São Paulo, bradou: “Independência ou Morte” (é o que dizem). A partir desta data, depois de vários movimentos políticos, o Brasil teve uma administração autônoma de Portugal. A data é um dos símbolos brasileiros adotada em diversos negócios, logradouros, clubes, enfim.

Como os transportes participam e influenciam em diversos aspectos da sociedade, desde os econômicos e urbanos até os sociais e comportamentais, a “marca” 7 de setembro fez parte da história de muitas empresas de ônibus. Uma das mais marcantes na Capital Paulista foi a Viação Sete de Setembro Ltda, que entre o início dos anos de 1960 e 1979 serviu a zona Sul da Capital Paulista.

Tão polêmica quanto a independência do Brasil, que para muitos historiadores, se deu de uma maneira unilateral, e até mesmo passiva, foi a atuação da Viação Sete de Setembro e são várias as histórias que envolvem a empresa.

Para começar, os seus serviços nem sempre considerados de boa referência e a operação de veículos velhos. Os historiadores Paulo Sérgio Vidal e Carlos Coelho, especializados em transportes nos contam como era a realidade da empresa:

“Eu conheci a Viação 7 de Setembro em 1976, os carros tinham uma aparência bem desgastada, no português claro eram uns pau-velhos. Tempos depois vi na TV uma manifestação contra os péssimos estados de conservação dos carros desta empresa e o excesso de lotação que andavam.” – afirma Carlos Coelho

“Realmente a 7 de Setembro só tinha pau velho e era uma verdadeira alça de caixão de defunto. Um largava , outro pegava e às vezes ninguém queria” – relembra Paulo Sérgio Vidal.

Vidal conta que a empresa surgiu na primeira metade dos anos de 1960, fundada por um empreendedor conhecido como João Vermelho. Mas com o tempo, diversas pessoas entravam e saíam da sociedade da empresa. A historiadora Maria Vanessa Norberto da Cruz fez um levantamento no Diário Oficial do Estado de quantos sócios entraram e saíram da empresa.

Na edição de 23 de julho de 1963, é publicada a saída de Hamilton Dias e a permanência de Nilda Siervo Ferreira e Moysés dos Santos Ferreira. O Capital da empresa era de 1 milhão de cruzeiro
Já na edição de 16 de julho de 1969 consta que saíram Euclides de Carvalho e Nestor Carvalho se retiravam ficando na empresa Joaquim de Almeida Saraiva e Manuel Augusto Ferreira (ambos portugueses), entrando Mário Jorge Pires da Foncesa.

Em 03 de julho de 1973, o Diário Oficial publica algo que melhoraria a situação da empresa : a entrada de famílias que já tinham grandes negócios na área dos transportes do ABC Paulista – Danilo Adelelmo Setti (com metade das ações) e Rubens Fogli com Antônio Said, que detinham juntos a outra metade. A partir daí começou haver uma renovação na frota.

Um detalhe curioso lembrado por Paulo Vidal é que os ônibus da empresa eram de cor predominantemente vermelha. Os Militares, que impunham a Ditadura no Brasil, obrigaram, em meados dos anos de 1960, os donos da empresa a pintarem sob as letras BR, da palavra SETEMBRO, uma faixa verde e outra amarela para que os ônibus vermelhos não transparecessem nenhuma conotação comunista. “Coisa da Ditadura” – diz.

A empresa também teve uma linha intermunicipal ligando Itapecerica da Serra a Santo Amaro, que segundo o Diário Oficial de 12 de fevereiro de 1966, foi transferida para a Viação Rio Bonito.

Mesmo com os problemas, a empresa inegavelmente ajudou no desenvolvimento de Santo Amaro, Grajaú e região, que a partir dos anos 60 tiveram a população aumentada.

Na reformulação do sistema em 1978, a empresa deixara de existir.

A imagem é ilustrativa de um dos modelos que operou na viação, já que não encontramos uma imagem da 7 de setembro.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung – às vezes em dose dupla, como neste feriado.

A Independência do Brasil e o ônibus no País

 

Revista de 1962, coloca o primeiro auto ônibus nacional e o primeiro trólebus brasileiro numa mostra de evolução dos transportes coletivos

Por Adamo Bazani

Cópia de Revista Quatro Rodas - 07 1962Apesar das grandes dificuldades e problemas que envolvem o setor de transportes no Brasil, uma coisa é inegável: a produção e os serviços de ônibus no Brasil evoluíram muito. Os primeiros ônibus brasileiros eram puxados por animais. Isso mesmo. Não eram os ônibus como são conhecidos agora, mas já eram veículos de transportes coletivos, chamados de OMNIBUS, termo que significa Paratodos e que resume bem o papel destes veículos que não são apenas automóveis, mas agentes sociais, de integração econômica e, com boa imagem ou não, fazem parte do cotidiano de milhões e milhões de pessoas há mais de um século.

E a história dos ônibus no Brasil tem tudo a ver com a Independência do País, proclamada por D. Pedro I, em 7 de setembro de 1822. É que com a vinda da família real portuguesa ao Brasil, que trouxe consigo 25 navios mercantes, fugindo em 1808 das ameaças de invasão francesa, milhares de pessoas que trabalhavam para os portugueses desembarcaram no Brasil.

Com a cultura e modo de vida mais urbano, a vinda dessas pessoas significou uma transformação na paisagem dos povoamentos e cidades. Novas atividades econômicas para manter o padrão de vida da realeza e atender os funcionários surgiam no Brasil e as necessidades de deslocamentos de cargas e mercadorias também. Mesmo com o retorno de parte da família real para Portugal, uma máquina estatal e econômica que compreendia serviços, comércio e manufaturas já estava instalada.

Com a Independência, essa nova realidade urbana brasileira se torna mais forte.

Tanto os súditos de D. Pedro como os plebeus e primeiros comerciais e industriais (para os padrões da época) viviam em áreas que aumentavam de tamanho com atividades econômicas mais intensas.

Transportar era preciso, principalmente no Rio de Janeiro, onde toda essa novidade social e econômica aflorava.

E foi justamente no Rio de Janeiro que se tem o primeiro registro oficial do serviço de ônibus no Brasil. Em 1837, Jean Lecoq importou de Paris um Omnibus, que veio com esta nomenclatura. As dimensões do veículo impressionavam: uma estrutura de madeira grande, com 4 rodas de borracha com dois andares. Tudo puxado pro 4 cavalos. O serviço agradou tanto que em 14 de setembro de 1837 D. Pedro I criou um decreto real autorizando o funcionamento de Omnibus.

Nasce então, a primeira empresa de ônibus do Brasil “Companhia de Ônibus”, criada por Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Paulo Barbosa da Silva, José Ribeiro da Silva, Manoel Odorico Mendes e Carlos Augusto Taunay, este último, agente e negociador da empresa.

A primeira viagem aconteceu em julho de 1838. Os primeiros serviços ligaram a região central da cidade do Rio de Janeiro a Botafogo, Engenho Novo e São Cristóvão. Mais tarde os ônibus entraram em declínio por causa do surgimento dos transportes por trilhos: bonde e trens.

Em 1908, na ocasião dos festejos dos 100 anos da vinda da família real portuguesa,  o empresário Octávio da Rocha Miranda aproveita a demanda maior de pessoas que precisavam de deslocamento no Rio de Janeiro e importa um ônibus a gasolina de mecânica Daimler  e carroceria francesa. Foi o primeiro ônibus com motor no Brasil.

As cidades crescem e os bondes não dão conta do número de passageiros. Nos anos de 1920, iniciam-se os maiores negócios com ônibus. Em 1924, a Grassi faz a primeira carroceria brasileira produzida em linha: chamada de Mamãe Me Leva. Os ônibus elétricos começam a ser produzidos no Brasil em 1958, também pela Grassi.

Uma reportagem da Revista Quatro Rodas, de 1962, consegue um feito, não mais possível hoje, colocando lado a lado o primeiro trólebus nacional ao lado do primeiro ônibus (veja acima).

Uma imagem a ser eternizada.

Adamo Bazani é jornalista da rádio CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Falta transparência em São Paulo, diz Abramo

 

“São Paulo é o estado mais opaco do Brasil”. A afirmação é de Claudio Weber Abramo, da ONG Transparência Brasil, convidado pelo CBN SP para sugerir políticas na área de gestão pública. Ele disse que os planos de meta desenvolvidos pelas administrações estaduais são mantidos em segredo no Estado quando estas são informações que deveriam ser de domínio do cidadão. “Inclusive com os diagnósticos sobre o que ocorreu a partir dos planos definidos pelo governo”.

Abramo chama atenção, ainda, para o fato de que é preciso dar publicidade aos programas voluntários de governo. A distribuição desta verba nos convênios com os municípios deve ter critérios muito claros para evitar que o dinheiro público seja usado com interesses políticos.

Para a implantação desta gestão transparente, Abramo sugere que seja usado dinheiro previsto no orçamento do Estado para a área de comunicação. “Gasta-se fortuna com propaganda estúpida, fazendo propaganda do governador”, reclamou.

Ouça a entrevista completa de Claudio W. Abramo, ao CBN SP

Investir na educação ambiental, sugere Greenpeace

 

Poluição no rio São Paulo deveria bancar uma revolução no ensino sobre as técnicas ambientais, desenvolvendo conhecimento e inteligência para combater problemas que tem prejudicado a qualidade de vida do cidadão. A sugestão é do diretor de campanhas do Greenpeace Sérgio Leitão, convidado pelo CBN São Paulo para propor políticas públicas e compromissos a serem assumidos pelos candidatos ao Governo do Estado.

Leitão entende que para haver avanços nas propostas ambientais é preciso que o próximo governador relacione este tema a economia, emprego e saúde. Ele lembrou que São Paulo registra uma quantidade enorme de mortes provocadas devido a poluição do ar, que está ligada às queimadas no interior e ao incentivo para o uso do automóvel nos centros urbanos. “O Governo tem poderes para tirar de circulação carros que estejam poluindo acima do permitido por lei”, exemplificou.

Ouça a entrevista de Sérgio Leitão, do Greenpeace

Os candidatos ao Governo de São Paulo serão entrevistados pelo CBN São Paulo, a partir de quarta-feira, e os temas ambientais estarão na pauta sugerida pelos ouvintes-internautas.

A praça da Sé está enferma, mas tem esperança

 

Barbeiro da Sé


Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A Praça da Sé está enferma; dominada por problemas humanos e ambientais. Na boca do Metrô,com tipos iguais de fome, homens usados e ousados, de chinelos de dedo,anunciam grandes negócios:compram ouro.  Na porta da Catedral,   mais uma aglomeração de homens , até de  cabelos brancos, que de pé – a coxixar o tempo todo – vendem pertences  conseguidos à custa do suor alheio.  

Da  entrada para o túnel do trem,uma paisagem árida, sofrível.  Sofrível também para os que passam e apelam  à cegueira -, não por omissão, desdém , mas por um sentimento de dor,constrangimento. Não querem levar para casa as imagens tristes do fracasso humano. Muitos daqueles que na praça divedem comida com pombos e outros bichos , nunca tiveram uma casa ,se tiveram,não tiveram lar,não sabem o que significa família,e, “a família é o berço de tudo”, sempre diz o frei Almir Ribeiro Guimarães. Na formação  desta base,o poder do Estado falha ,em muitos casos é omisso(…tráfico de drogas nas escolas). 

A Praça da Sé está enferma. Os cidadãos doentes  que lá estão, perderam a noção do tempo e  respondem pouco ou quase nada pelos seus atos,diferente dos que se fazem no alomerado da vadiagem.  A maioria está vitimada pelo álcool e o crack.O crack, ele chegou no Marco Zero de São Paulo, agora é o dono do coração da Cidade.
 
Está é a Praça da Sé !.. Que um dia foi abraçada por multidões sonhadoras, a Praça da Sé dominada por vozes marcantes e acontecimentos históricos.  Mas não existe só tristeza na Praça da Sé. É possível avistar a solidariedade: um homem muito simples ,cortando o cabelo, cuidando da vaidade de um morador de rua. O oposto da arrogância de alguns homens públicos.
 

De um país do presente; quiçá do futuro

 

Por Maria Lucia Solla

O Brasil está perto de ser o país do presente; e se nós brasileiros aproveitarmos e fizermos bem-feito, tudo que fizermos, sem sombra de dúvida será o país do futuro também. E será um belo país de um belo futuro. Logo.

Quando dermos atenção ao passado e olharmos para o que foi com o mesmo interesse com que olhamos para o que poderá vir a ser.

Quando lermos um bom livro no lugar de nos ligarmos a notícias sangrentas, que nos hipnotizam, que se alimentam de nossa coragem e de nossa esperança.
Quando frequentarmos cursos, ou simplesmente conversarmos com quem sabe mais.

Quando não acreditarmos em tudo o que ouvimos, e acreditarmos mais em nós.

Quando arregaçarmos as mangas e deixarmos de lado a ladainha do ai ai ai, ui ui ui de criança mimada.

Quando entendermos de uma vez por todas que é preciso defender a Natureza como quem defende a própria vida; porque ela é a própria vida.

Quando formos mais corajosos, disciplinados e empreendedores, em vez de esperarmos que a felicidade seja distribuída, em gotas na língua, por governos paternalistas.

Quando deixarmos de repetir o mantra crime-morte-arma-bandido-injustiça, e dermos um pouco mais de nós, ao outro.

Quando não nos distinguirmos mais pela cor da pele, nem pela cor do dinheiro.

Quando voltarmos a criar.

Quando tecermos menos comentários sobre os defeitos dos outros, e tecermos mais mantas para afastar de todos, o frio.

Quando dermos ao respeito, o lugar de honra.

Quando soltarmos as rédeas do outro e assumirmos as nossas.

Quando entendermos que o país é composto de você e de mim, e que não somos meros espectadores do que acontece em volta

Quando ouvirmos mais Beatles, fizermos mais poesia e nos queixarmos menos.

Quando cada brasileiro, de coração aberto e consciência desperta, adotar como meta Ordem e Progresso, teremos finalmente alcançado a Terra Prometida.

Chegaremos à posição de líderes de um movimento global, não de compatriotas, não de países amigos, mas de seres humanos que habitamos a mesma terra e navegamos o mesmo mar.

Exerceremos a liderança. Não a liderança surrada e manchada que subjuga, humilha e se serve da ignorância e da subserviência do povo, mas aquela que substitui a ignorância pelo conhecimento; o torpor pela consciência.

Nesse momento teremos ultrapassado um importante portal, e transformaremos para sempre a realidade que conhecemos.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de comunicação e expressão e, aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Moda para curtir no fim de semana

 

Por Dora Estevam

Estamos no começo de um fim de semana mais que prolongado. Com esta ponte na segunda-feira quem pode vai ficar sem trabalhar pelo menos quatro dias. Excelente oportunidade para aproveitar as coisas que em dias normais de atividade seriam impossíveis de realizar.

capaBem, como o assunto aqui é “moda & estilo” selecionei algumas sugestões sobre o tema para passar o tempo e, ainda, se atualizar. Isso é claro para quem gosta e se diverte com moda – na sua mais amplitude filosofia.

O mais recente lançamento e o mais esperado também é o livro: “Moda: uma filosofia de Lars Svendsen”, editora Zahar. O fio condutor é o princípio fundamental da moda, a busca pelo novo. O autor reúne referências que vão da música pop e da arte contemporânea a pensadores como Kant, Barthes, Benjamin e Giddens. O ponto de referência é o vestuário no qual o autor faz um apanhado histórico e analisa a relação da moda com o corpo, a linguagem, arte e consumo. Um resumo do que a filosofia e a sociologia têm a dizer sobre o assunto.

Lars Svendesen esteve no Brasil, em São Paulo, em 2009, e proferiu palestra no seminário Pense Moda, no qual discutiu o tratamento dado à moda pela imprensa. Tem mais, o livro custa apenas R$ 29,00 e, com certeza, vai ajudar muitos estudantes da área. Não é sempre que temos a moda estudada por filósofos.

tesouraA outra sugestão é a mostra Ofício de Alfaiate: a bancada de Roldão de Souza Filho, no Museu Paulista da USP . A mostra apresenta uma das mais recentes doações recebidas pelo museu, a bancada de alfaiate que pertenceu a Roldão de Souza Filho.

Roldão começou no ofício em 1947, tinha 16 anos apenas. Como aprendiz de alfaiate tomou gosto e nunca mais parou de costurar. Trabalhador autônomo, morador do bairro de Perdizes, formou uma grande cartela de clientes até 2005, quando morreu. Ele costurava roupas masculinas como ninguém. Coletes, paletós, camisas, tudo sob medida.

Tudo o que traduz a história de Roldão foi doado, desde as roupas até os objetos de trabalho: máquinas de costura, réguas, tesouras, os moldes de papel de seus clientes, os ferros de passar e as colchas de retalhos com amostras de tecidos utilizados por ele nas confecções – importante contribuição para a documentação e preservação dos meios de trabalho deste ofício que quase não existe mais.

Dá uma passada lá, é no Parque da Independência, bairro do Ipiranga. e fica à sua disposição até sete de novembro.

modarecicladaCaso você queira gastar um pouco com roupas, a dica é conhecer o Projeto Moda Reciclada 2010, no Shopping Morumbi. Os organizadores montaram uma banca para receber doações de roupas usadas. Estas peças foram selecionadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch, que, juntamente com as costureiras da ONG Florescer, fizeram uma releitura, transformaram as peças que, agora, estão à venda no ateliê Pop Up Store, na Oscar Freire, 512.

Não se preocupe com o preço, os looks, saias, camisas, vestidos e muito mais variam de R$ 48,00 a R$ 249,00. Toda a renda vai para a ONG Florescer. As vendas começaram esta semana e seguem até o 19 de setemebro. Sem dúvida você vai fazer uma ótima compra e ainda dar uma força pra quem precisa.

Aproveite também para ler algumas revistas, visitar blogs, ouvir algumas músicas, aquelas prediletas, ou ir ao cinema com os queridos.

Se você tiver alguma sugestão para o feriadão e quiser compartilhar escreva para nos contar.

Bom feriado!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Melhor gestão para atender melhor, sugere Dr. Boulos

 

Em qualquer parte do mundo, a demanda no sistema público de saúde costuma ser maior do que a oferta. Porém, com investimento na gestão é possível levar ao cidadão atendimento mais qualificado. A opinião é do diretor da Faculdade de Medicina da USP, doutor Marcos Boulos, convidado do CBN São Paulo, para sugerir temas a serem discutidos com os candidatos ao Governo do Estado, a partir da semana que vem.

Uma das formas deste atendimento ser mais racional e eficiente, sugere Dr. Boulos, é conectar as informações sobre os pacientes que estão à disposição dos centros de saúde e hospitais. “Há casos em que uma tomografia computadorizada é pedida duas, três vezes para o mesmo paciente por falta de informação, aumentando o custo do atendimento”, explicou.

Marcos Boulos disse, ainda, que melhor comunicação no sistema de saúde também permite que os pacientes em situação mais crítica possam ter atendimento prioritário em exames, por exemplo.

Apesar de entender que a presença de grupos privados na administração de hospitais públicos, através da criação de Organizações Sociais, pode melhorar a atenção ao paciente, se diz preocupado com o fato deste sistema funcionar apenas em algumas unidades o que acaba privilegiando apenas parte da população. “Foi um escape para a falta de financiamento da saúde pública”, comentou.


Ouça a entrevista com o diretor da Faculdade de Medicina da USP Marcos Boulos, ao CBN SP

O CBN São Paulo contrói uma pauta colaborativa com especialistas e ouvintes-internautas para entrevistar os nove candidatos ao Governo do Estado, a partir do dia 8 de setembro, quarta-feira, das 10 e meia às 11 da manhã, com transmissão simultânea pela internet. A participação pode ser feita pelo e-mail milton@cbn.com.br ou publicando sua pergunta aqui no Blog.

Prefeitura tira R$ 60 mi de corredor e paga empresários

 

Medida, publicada no Diário Oficial do Município, é para cobrir gastos das empresas de ônibus. Especialistas indicam que transporte público não é prioridade

Ônibus atrasado, passageiro no ponto

Por Adamo Bazani/CBN

A Prefeitura de São Paulo anunciou nas edições do Diário Oficial da sexta-feira, dia 27 de agosto de 2010, e da terça-feira, dia 1º de setembro, que retirou R$ 60 milhões das verbas previstas para este ano em investimentos para modernizar e ampliar os corredores de ônibus de São Paulo.

O dinheiro será usado para subsidiar os empresários de ônibus, que se queixam que só com o que arrecadam nas catracas não conseguem manter o sistema. A cidade de São Paulo é uma das poucas no Brasil que ainda subsidia os donos das viações.

Com isso, várias obras previstas para aumentar e melhorar as vias que dão prioridade ao transporte coletivo de passageiros ficarão prejudicadas. A Prefeitura mantém os investimentos em aumento e alargamentos de ruas e avenidas com tráfego misto, que são ocupadas em sua maioria pelos carros de passeio.

Há três anos, em 2007, o prefeito Gilberto Kassab, DEM, anunciou a breve cosntrução de pelo menos cinco corredores:
 
Corifeu de Azevedo Marques/Jaguaré
Faria Lima
Berrini
Brás Leme
Sumaré.
 
Nenhum destes corredores de ônibus saiu papel. Nessas regiões, os ônibus que transportam em média 70 passageiros nos horários de pico, ainda precisam disputar espaço com carros, cuja grande maioria é ocupada pelo motorista mesmo.

O transporte público se torna assim cada vez mais lento na cidade de São Paulo, em alguns lugares alcançando a “impressionante” média de 8 km/h.

Para se ter ideia, a última obra que beneficiou a livre circulação dos ônibus na cidade de São Paulo foi estadual, a extensão do Corredor Metropolitano ABD, entre Diadema e Morumbi que, apesar de ter sido planejado em meados dos anos de 1980 só para receber trólebus do ABC Paulista, hoje abriga mais que uma dezena de ônibus municipais gerenciados pela SPTrans.

A Secretaria Municipal de Transportes afirmou em comunicado à imprensa que a verba transferida são se obras que não demandam recursos agora e que é necessário ainda o pagamento de subsídio aos empresários de ônibus para equilibrar financeiramente o sistema de transportes coletivos.
Quando as obras começarem, segundo a pasta, esse dinheiro será ressarcido, porém a Secretaria não explicitou de qual forma.

O órgão prometeu que até 2012 deve implantar 66 quilômetros de corredores e que investe R$ 162 milhões na modernização dos corredores existentes.

Uma das prioridades declaradas pela pasta atualmente é o monotrilho.

O sistema foi aprovado em diversas cidades do mundo pela capacidade de transportes. Mas devido aos seus custos maiores e mais intervenção nas características da região para sua instalação, como desapropriações, é alvo de diversas críticas por parte de estudiosos dos setores de transportes e trânsito.

O professor, engenheiro e especialista em trânsito, Sérgio Ejzenberg, disse ao Jornal Metro, que a prefeitura comete graves erros ao abandonar os corredores de ônibus em prol dos monotrilhos.

“São mais baratos e por poderem abrigar várias linhas transportam mais passageiros do que o monotrilho”

Para o especialista, os corredores de São Paulo precisam de melhorias, mas eles atraem pessoas para o transporte público, que deveria ser priorizado. Sérgio Ejzenberg ainda diz que os corredores são flexíveis a obras de modernização de vias e até de instalação de estações do metrô, facilitando as integrações. Obras mais complexas como monotrilho e VLT não permitem essa flexibilidade.

Os R$ 60 milhões retirados dos planos de corredores para subsidiar os empresários seriam suficientes para a conclusão da ligação Corifeu/Faria Lima, que teria 14,4 km de extensão e 40 paradas por sentido percorrido.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN e busólogo.