De Grécia

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça Da Grécia na voz e sonorizado pela autora

Da galeria de Érato_79 no Flickr

O jornal Zero Hora trazido de Porto Alegre pelo meu fiho Luiz Fernando estampa na capa: “Brasil socorre Grécia com US$ 286 milhões”.

Não sei o que significa essa quantia para você; para mim é dinheiro que não acaba mais, e me faz curiosa. Quero saber que tipo de socorro é esse e leio a matéria.

Pelo que entendi, o FMI – Fundo Monetário Internacional correu a cestinha por alguns países que já foram socorridos antes, e que portanto não podem nem fingir que estão rezando, olhos semicerrados em fervorosa prece, nem que não viram a cestinha passar.

Ainda pelo que pude entender, se todo mundo não participar dessa vaquinha, a vaca vai pro brejo, no mundo todo.

Queria ser uma mosquinha para ver o que acontece nesses bastidores. Ou melhor, não queria não. Já vi gente morrer de overdose muito menor e menos letal.

Mas voltando ao socorro, o negócio foi quebrar o porquinho e meter a mão no bolso.

Agora, se você ingenuamente credita no que eu acreditava, pode mudar o canal, pode desviar a atenção porque mesmo esse socorro compulsório vem com vantagem embutida no pacote. Os países que emprestam na verdade estão investindo. Tipo agiota ou gerson: sempre leva vantagem.

Ainda confessando minha ignorância do tema, vejo o FMI como um Banco Big Brother planetário, que pega cá dá lá, e vice-versa, e leva o seu.

Esses milhões, que no caso são duzentos e oitenta e seis, saíram da nossa reserva internacional. Vou parar por aqui porque não conseguiria nem explicar para um neto meu o que é reserva internacional. Seria um fiasco. Não sou boa para números. Finanças, então…

Aprendi ainda, lendo a matéria, que eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos US$ 249 bilhões na reserva internacional e o Brasil vai investir, quero dizer socorrer a Grécia com parcos US$ 286 milhões.

Se você se pergunta o que é que deu em mim para me meter a falar do que eu não entendo – e nem quero entender – eu explico: Não foi a transação financeira que me chamou a atenção.

O caso é que eu amo a Grécia.

Tenho uma ligação incrível com a terra, a cozinha, a música, o idioma, a gente. Pedras, vulcão, mares azuis como o céu de primavera, carneiros assados, batatas ao forno, tudo regado abundantemente com azeite da absoluta melhor qualidade e com limão siciliano. Terra das buzúquias e do mussaká. Da dança, de tragédia e de alegria. Alegria que nasce dali: da tragédia. Quando a tragédia atinge seu ponto máximo é que a gente encontra o chão – o fundo do poço – e consegue dar impulso para de novo respirar.

Com os gregos não é diferente: de tanto treinar, século após século, após século, esse mecanismo se automatizou.

na Grécia a arte faz parte do dia a dia
há tragédia na dança
e dança na tragédia
ali tudo é criação
comida música beleza história e dança
em qualquer situação

Numa casa grega com certeza, se come em volta do fogão, do lado, na frente ou atrás dele, dependendo da arquitetura da cozinha. Muda a cozinha, muda o endereço, e a festa em volta da mesa e do fogão é a mesma.

Enfim, o que vai acontecer com a Grécia?

Não sei. Só sei que muitos gregos que conheci trabalham para o governo. São funcionários públicos; ele ou ela, ou ele e ela e toda a família. O governo paga regiamente e oferece inúmeras vantagens como a de servir a pátria em Nova Iorque ou São Paulo, ganhando em euros mais moradia garantida e viagens de férias para a mãe pátria, duas vezes ao ano.

Syntagma

Eu poderia falar ainda da tristeza de voltar a Atenas e ver o centro, a praça Syntagma modernizada.

O berço do mundo virou cama-box!

E agora vou ouvir um pouco de música grega e sonhar que tudo vai bem, obrigada.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

A moda na política

 

Por Dora Estevam

Candidatos

Agora é assim: a roupa da Dilma, a roupa do Serra, a roupa da Marina. Os três maiores candidatos à presidência do Brasil estão em destaque, e o país comenta a vestimenta. Uma por que usa roupa larga demais, a outra que deveria se vestir mais formalmente e o outro que não tem gosto pela gravata.

Já falamos aqui nesta coluna da liberdade de se vestir, do respeito ao tipo físico, do respeito ao gosto pessoal de cada um. Por que os políticos deveriam se vestir “melhor” do que já se vestem ou mudar seu estilo ?

Veja Michele Obama, a primeira dama dos EUA se destacou pelo diferencial, até o estilista de jóias que ela usa ficou famoso, e ninguém o conhecia, ou nem tanto.

Há algum tempo o presidente Lula disse que a ministra Dilma deveria se vestir com roupas mais , formais. Desculpe-me, presidente ! O senhor está dando corda para ela se enforcar. Em minha opinião, Dilma tem de se vestir do mesmo jeito que sempre se vestiu. A mudança de visual acontece gradativamente na vida das pessoas, não é porque ela é candidata que vai mudar o estilo. A vestimenta está ligada a personalidade. Se você muda algo repentinamente ninguém vai entender nada. E a própria pessoa não vai se sentir à vontade.

Além do que todos os três já são bem velhinhos para determinar mudança de personalidade.

A candidata Marina Silva é um outro exemplo. A mulher tem lá o estilo dela toda natural, com toque clássico antigo, naquelas pantalonas com um ar natural realçado nos colares feitos na Amazônia, ou seja, vai mudar pra quê? Ela me parece se sentir confortável nas peças.

E o Serra? Há quanto tempo ele está na política e há quanto tempo ele se veste desta maneira sem afetar ninguém. Não tem que exagerar em gravata colorida para agradar as pessoas. Escolher gravata não é uma tarefa fácil para nenhum homem. E além do mais o que há de mal em uma camisa azul e uma calça bege? É só dar uma voltinha pelos shoppings de SP que você vai encontrar centenas deles.

Em entrevista esta semana, um estilista comentou sobre os ombros do Serra. Disse que são pequenos e parece que se der um vento ele vai cair. Para com isso, só falta agora querer que o homem faça musculação ou lute boxe.

Ele sempre teve este tipo físico e não há registro de tombo por ai.

Essa mania de querer mudar já era, não dá certo. Ninguém está elegendo princesa, muito menos rainha, nem tão pouco um príncipe. Estamos escolhendo um presidente para governar um País. Deixa fluir, não mexe não.

Quer saber, essa coisa de querer mudar o jeito da pessoa é bem cafona. Estão querendo transformar uma ex-guerrilheira e uma ex-seringueira em Costanza Pascolato; e o um eterno político em Reinaldo Gianecchini. Esquece. Elas (e ele) merecem se produzir, ficarem deslumbrantes, mas na maneira deles.

Agora, o que pode ser feito – e o que sempre acontece nestas ocasiões – é na hora da posse e nas relações futuras, contratar um estilista que entenda a personalidade da pessoa e apresente propostas coerentes com o estilo dela para escolher os tecidos, cores, dar um acabamento melhor na roupa, mas não mudar a personalidade. Isso, definitivamente, está fora da moda.

E o povo quer solução, não ilusão.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Blogs são fórum de pequenas e importantes causas

 

O uso dos blogs para defender o cidadão, proteger praças, reivindicar melhorias para ruas e preservar áreas históricas é cada vez mais frequente. Pequenas, mas importantes causas são expostas na blogosfera aproveitando a facilidade para publicação destes temas e transformando este espaço em fóruns de discussão com capacidade de mobilizar comunidades.

Todo dia, recebo ao menos uma sugestão de leitura de blog por parte de ouvintes-internautas. De maneira inteligente e criativa, às vezes simples e sincera, estes cidadãos esperam com isso dar maior dimensão a suas ideias.

Falei do tema na quinta-feira, no CBN São Paulo, e decidi publicar aqui alguns exemplos de trabalhos que estão sendo realizados por blogueiros em favor da cidadania.

Na campanha promovida pelo programa em “adote um vereador”, você diversas vezes indicou como fazer como fazer esta “adoção”, e fundamentou a importância da atitude a ser tomada. Suas palavras me levaram sim a adoção, mas não de um vereador e sim do bairro em que resido, o Jardim Álamo, localizado no município de Guarulhos, que se encontra totalmente abandonado, não desfrutando de segurança pública e serviços essenciais.

Assim escreveu Júlio César, do Blog Jardim Alamo que já foi procurado por vereadores da região desde que uma nota sobre o trabalho dele foi publicado em jornal local.

Com fotos organizadas em seu álbum no Flickr e o Blog Obervatório Meu lugar: São Paulo, Robson Leandro da Silva tem a intenção de destacar a necessidade de se preservar ícones da história paulista. Em uma de suas iniciativas tratou do painel que você vê abaixo, criado por Clóvis Graciano, considerado dos melhores pintores do Brasil. Este trabalho está em uma das paredes do Sebo José de Alencar,na rua Quintino Bocaiúva, 285, no centro.

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Thiago Donnini foca seu olhar para o entorno da Praça da Árvore, no Bairro da Saúde, na capital. Não apenas para alertar as autoridades, mas para conscientizar moradores e comerciantes, ele escreve o Blog Praça Com Saúde :

Com a intenção de mobilizar a comunidade e órgãos públicos, dei início a um blog que pretende aglutinar iniciativas (simples, individuais, familiares ou de grupos do bairro) que traduzam uma outra forma de habitar a região da Praça da Árvore (Avenidas Jabaquara, Bosque da Saúde etc). Nessa região, infelizmente, o comércio e a sujeira andam juntos.

Um blog dedicado a uma ciclovia é o que fez o ouvinte-internauta Luis Barretto. Para o Cadê a Ciclovia do Sumaré ele também se inspirou na ideia do Adote um Vereador. Defensor da preservação da região conseguiu, inclusive, levar sua reclamação para portais de notícias:

O Governo e Prefeitura de São Paulo estão fazendo e prometendo novas ciclovias mas talvez esqueçam o quão importante é conservar as já existentes. Fiz uma reportagem falando sobre esse descaso com a ciclovia da Sumaré em 2008 para o VC Repórter do portal Terra e então foi prometido para o final daquele ano uma reforma. Inútil dizer o resultado.

O Nelson Cuca Rodoveri Jr aproveita seu site Cuca Têxtil para mostrar o trabalho que desenvolve para pessoas com deficiência.

Estou cego a  6  anos e  sentimos o quanto fazemos parte de uma população quase invisível, por conta desse fato sempre tive consciência que poderia continuar minhas atividades como empreendedor…apenas necessitei de algumas adaptações e  isso graças a  tecnologia tudo se acertou perfeitamente, sinto-me perfeito em  meu mundo que é  o  mesmo das pessoas ditas normais.

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A Flavia Serafim e o Gladstone Barreto são velhos guerreiros na blogosfera. Com o Blog São Paulo Urgente conseguiram levar a frente uma série de temas que consideram importantes para a preservação da cidade. Encontram espaço, ainda, para registrar perigos urbanos como o trabalho do “pintor-aranha” que encontraram na Marquês de Itu, região central

A espera da Virada Cultural

 

Um “público não-alvo” será atendido com os espetáculos programados para a Virada Cultural. Com boa parte da programação oficial voltada para o centro da Capital, moradores de rua acompanham os preparativos para a festa que começa neste sábado, atravessa a madrugada e só termina na tarde de domingo. Devanir Amâncio da ONG Educa SP registrou alguns desses momentos.

Cama cultural

Este aqui já vê benefícios com o show, ou o bambu que fará parte do palco principal da Virada. Descansa como se estivesse em uma manjedoura “king-size”.

A espera da Virada CUltural

Saci também encontrou espaço privilegiado diante do Teatro Municipal ainda coberto pelos tapumes que escondem a reforma na casa de espetáculo. Sabe, porém, que com o início da Virada bem possível será deixado para trás, mas isto faz parte de seu cotidiano.

Como as encarroçadoras andam no Brasil IV

 

Os empresários do setor de carrocerias de ônibus estão entusiasmado com a possibilidade de crescimento do setor, devido a investimentos para as eleições, em 2010, e para a Copa do Mundo em 2014 e as Olímpiadas em 2016. Na última reportagem da série você vai conhecer as perspectivas do setor.

CHASSI

Por Adamo Bazani

Os fabricantes de carrocerias de ônibus foram agentes ativos no desenvolvimento do País, pois faz parte da cadeia produtiva do setor de transportes, essenciais para os trabalhadores de todos os demais segmentos da economia. Uma realidade que ficou muita clara na entrevista com Roberto Ferreira, executivo da Fabus, entidade que reúne as encarroçadoras brasileiras, que nos guiou nestas quatro reportagens publicadas nesta semana no “Ponto de Ônibus”.

A falta de investimento em trens e metrôs e o incentivo a indústria automotiva desde os anos de 1950, deixaram para os ônibus o papel de principal meio de transporte de massa, na cidade e na estrada.

Em alguns momentos, o setor de carrocerias quase entrou em colapso, principalmente na época da inflação. Milhares de empregos foram perdidos, dezenas de empresas desapareceram de vez, outras ressurgiram das cinzas e o setor conseguiu se superar. Mas o que a população e a economia podem esperar do segmento de encarroçamento de ônibus e do setor de transportes em geral?

De acordo com Roberto Ferreira, há boas perspectivas a curto, médio e longo prazos, apesar dos resultados de 2009 terem sofrido reflexo da crise internacional. Foram produzidas 25.600 unidades, queda de 19% em relação a 2008. O recuo só não foi maior por causa da recuperação do mercado interno nos últimos três meses, quando as empresas decidiram renovar parte de suas frotas.

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Como as encarroçadoras andam no Brasil III

 

Ônibus para a zona rural, carros mais confortáveis para os passageiros e prontos para circular em corredores segregados. As fabricantes de carroceria precisam estar prontas para atender o mercado como você pode ver na terceira reportagem desta série

ÔNIBUS PARA BRT

Por Adamo Bazani

O Projeto Padron, sobre o qual falamos no texto anterior, fez com que o Brasil se aperfeiçoasse na fabricação de ônibus e permitiu que a indústria nacional alcançasse o prestígio mundial que tem atualmente. O país é dos maiores exportadores do mundo de veículos preparados para circular em corredores segregados, conhecidos por BRTs – Bus Rapid Transit.

Estes modelos são exportados, principalmente, para a América Latina. São brasileiros, por exemplo, os ônibus do sistema BRT Metrobus do México, Transantiago do Chile, e o Transmilênio da Colômbia. Roberto Ferreira, da Fabus, que nos acompanha nestes artigos, explica:

“Temos tecnologia, basta investimento público nas vias para priorizar o transporte por ônibus rápido com pistas modernas, com pontos de ultrapassagem nas paradas, estações que proporcionam embarque no nível do ônibus e pagamento antecipado. Basta que o poder público invista mais neste tipo de transporte com eficiência semelhante a do Metro e com custo até dez vezes menor por quilômetro construído”.

Nem sempre, porém, vanguarda e tecnologia andaram a bordo dos ônibus produzidos no Brasil, lembra Roberto. Por aqui rodavam veículos que não eram mais aproveitados na Europa, onde ficava a maior parte das sedes dos fabricantes.

“As montadoras ganhavam. Traziam para o Brasil o que era novidade aqui e conseguiam vender o que lá seria sucata, produto depreciado”.

Para enfrentar esta realidade, Roberto conta que uma das principais preocupações dele na diretoria da Fabus era dialogar com as montadoras.

“Toda vez que tinha uma novidade aqui, vinda por meio de matrizes de ferramental de outros países ou mesmo desenvolvida no Brasil, eu procurava saber como seria a configuração do chassi e se seria possível encarroçá-lo dentro da realidade dos fabricantes e a realidade dos transportadores. Nossos engenheiros conversavam com os engenheiros dos chassis e, felizmente, todas nossas observações eram atendidas. Às vezes a configuração do chassi não permitiria que alguns instrumentos da carroceria seriam dispostos de uma maneira melhor, mais prática, barata e eficiente. Mas as montadoras acatavam nossas observações e nós as delas. Costumo dizer que a fabricação de ônibus é como um casamento. Há o chassi sendo fabricado de um lado e a carroceria do outro. Tem de haver sinergia nos projetos, no namoro, para que esse casamento dê certo”.

Roberto ensina que para esta sinergia ter resultado positivo é preciso, também, ouvir os donos das empresas de ônibus. São eles que vivem as dificuldades do dia a dia. O produto tem de corresponder a sua realidade econômica e operacional.
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Um videogame para aprender física

 

Os átomos são muito mais do que somente prótons, nêutrons e elétrons. E a física é uma ciência que está muito mais próxima do nosso cotidiano do que a maioria de nós imagina. Provar estas afirmações é o desafio dos criadores do videogame Sprace Game, que pretende aproximar jovens e estudantes do ensino médio ao tema. A eles são propostas missões a cada nova etapa do jogo desenvolvido por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O professor do Instituto de Física Teórica da Unesp Sérgio Novaes, atualmente em experimento no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, em Genebra, na Suiça, explicou ao CBN São Paulo que o cuidado para a criação do Prace Game foi interagir diversão e conhecimento, sem perder a atratividade nem cometer incorreções científicas.

A brincadeira eletrônica é excelente ferramenta pedagógica e permite que conceitos complexos da física sejam memorizados com mais facilidade pelos jovens. Com uma espaçonave de tamanho subatômico, o jogador/estudante tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. A viagem é acompanhada por subpartículas, tema geralmente deixado em segundo plano na sala de aula.

Fui testar a brincadeira pedagógica à disposição na internet e quem sabe aprender algo sobre o tema. Nos dois computadores Windows que usei tive dificuldade para baixar o jogo, mas foi muito simples de fazê-lo no Mac. A grafia é básica, ao menos na primeira etapa, e falta algumas explicações para se ter ideia melhor dos objetivos propostos. De qualquer forma, meu consultor para jogos de computador (de 10 anos) ficou interessado com o que viu e promete ir mais a fundo para testar outros recursos e, quem sabe, aprender alguma coisa sobre quarks, léptons, neutrinos …

Acompanhe aqui a entrevista com o professor do Instituto de Física Teórica da Unesp Sérgio Novaes

Pauta #cbnsp: Mais problemas na M’Boi Mirim

 

MBoiMirim alagada 1

Adutora da Sabesp estoura em uma das avenidas mais complicadas da zona sul de São Paulo e causa transtorno na vida do paulistano, logo cedo. O vazamento foi na estrada do M’Boi Mirim, que ficou alagada no horário de pico da manhã e obrigou passageiros a abandonarem os ônibus e seguirem a pé. A repórter Cátia Toffoletto, autora da foto acima, esteve no local e contou no CBN SP o que aconteceu por lá.

A previsão da Sabesp é que o abastecimento de água para cerca de 50 mil pessoas seja retomado até o fim da tarde, mas o trânsito seguirá prejudicado durante todo o dia, pois o conserto do buraco aberto para a manutenção da adutora somente deve estar fechado pela madrugada. O superintentende da Sabesp-Unidade Sul, Roberval Tavares, falou sobre o que pode ter provocado o incidente.

Acompanhe outros destaques da pauta #cbnsp:

Assalto e prisão – Um grupo disfarçado de funcionários de empresa de Tv a cabo tentou assaltar pela segunda vez na semana um posto de saúde na Vila Mariana, em São Paulo. Não teve sorte. A polícia flagrou os assaltantes, houve troca de tiros e prisões. Acompanhe a reportagem.


Esquina do Esporte –
A seleção do Dunga não joga um futebol moderno nem encanta. A opinião é de Deva Pascovicci e Mário Marra, da CBN, que falaram também sobre as decisões na Libertadores e Copa do Brasil.

Época São Paulo –
Bia Góes homenageia Carmen Miranda e Karina Ninni faz ironia com sambas machistas, nos destaques da música em São Paulo.
Acompanhe as dicas de Rodrigo Pereira.

Foto-ouvinte: Carro ecológico é isso aí

 

Carro Árvore

O proprietário deste carro, sabe-se lá o motivo, tomou uma iniciativa inusitada. Transformou a velha máquina em uma espécie de jardim suspenso, provando que mesmo um automóvel pode ser amigo da natureza – nem que para isso tenha de se jogar a chave fora e dar às plantas o lugar dos passageiros. O veículo está na rua padre João Gonçalves, no bairro da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo e o flagrante foi feito pelo ouvinte-internauta Wagner Homem.

Uma seleção justa como o futebol que joga

 

Dunga não está disposto a trocar figurinha com ninguém. Foi com esta frase – ou parecida – que encerrei o post sobre a seleção brasileira publicado segunda-feira. A lista dos 23 jogadores preferidos do técnico mostra, claramente, esta situação. Ao contrário do que muitos pediam, ele preferiu manter a equipe que vem lhe acompanhando nos últimos jogos.

Só mesmo a Panini, editora do álbum de figurinhas da Copa, para acreditar na possibilidade de Ronaldinho Gaúcho ser chamado (ou teria sido a carência de caras interessantes na nossa seleção?)

Temos de admitir que, apesar de todas as críticas previsíveis que Dunga recebe – e ainda receberá -, os critérios usados para convocar esta seleção estão claros desde que ele assumiu o cargo. A CBF o colocou lá para fazer desta uma antitese da equipe que perdeu a Copa em 2006. Não precisa ser craque, tem apenas de estar disposto a oferecer um pouco mais do que é capaz. O treinador quer ao seu lado pessoas de confiança e comprometidas com seu comando.

Exemplo disso foi o motivo que o fez decidir em favor de Doni, da Roma, em detrimento de Victor, do Grêmio. O “estrangeiro” brigou com o clube italiano para disputar um amistoso pela seleção, na Inglaterra. Mostrou a Dunga que estava comprometido.

Pensei na hora, bem que o Grêmio poderia ter tentado barrar alguma convocação qualquer para que o nosso goleiro tivesse tido a mesma oportunidade de peitar a diretoria e agradar a Dunga. Agora é tarde e não será esta escolha que fará alguma diferença no grupo. Goleiro reserva não tem direito sequer de entrar no álbum de figurinhas.

A propósito, foi ao folhear seu álbum que o treinador também não encontrou lugar para Ganso e Neymar, pois ambos deram azar de jogar um bolão somente depois que o período de jogos da seleção havia se encerrado. Que guardem este talento para 2014, está logo ali.

A única figurinha que o treinador aceitou trocar mesmo foi a de Adriano, parece que não colava mais no álbum dele. A decisão do técnico me fez clamar, pelo Twitter, por alguém que aceitasse a minha repetida do atacante do Flamengo por uma do Grafite. Pelas respostas obtidas, parece que só o Dunga tem. É exclusividade dele.

Noves fora, a seleção brasileira que vai para a Copa é uma seleção justa, assim como o futebol que deve apresentar nos estádios africanos: justinho. Nada mais além disso.