Deficientes visuais fotografam ‘Acessibilidade’

 

Deficientes visuais fotografam o mundo que enxergam e transformam este material artístico em ato político na exposição “Acessibilidade” que está no Senac de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. A ideia de abordar este tema partiu dos próprios alunos do curso realizado pelo professor e curador João Kulcsár que desenvolve o conceito de alfabetização visual. Navegue no álbum digital que traz algumas das imagens que fazem parte da mostra e sinta você mesmo a profundidade do olhar de cada um destes fotógrafos do cotidiano.

O Centro Universitário Senac, unidade Santo Amaro, fica na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 823. A entrada é gratuíta.

Foto-ouvinte: Que caçamba !

 

Enormes latões de lixo em lugar de caçambas para entulho. Alguns sem a identificação exigida pela prefeitura, todos extrapolando a lei ao deixarem o material armazenado ‘transbordar’. Foi o que o colaborador do Blog do Mílton Jung, Marcos Paulo Dias, encontrou em suas caminhadas pelas ruas de São Paulo. E resolveu denunciá-los registrando as imagens que você encontra no álbum digital.

Chegam a inflação e os “estrangeiros”, em Santo André

 

As décadas de 80 e 90 foram de grande transformação no transporte da cidade do ABC Paulista. Em mais este capítulo em homenagem ao aniversário de Santo André, você vai ver acompanhar a história desde a chegada de empresários de fora e a municipalização do setor até a retomada da privatização.

FOTO 8 - Viação Padroera do Brasil com ônibus dispensado pelo Rio de Janeiro


Por Adamo Bazani

De Thiago e Gustavo Vaz, filhos de Ozias Vaz, tradicional empresário do setor na Capital Paulista e Guarulhos, a Viação representou um fenômeno que se iniciou nos anos de 1980: a entrada de empresários de ônibus de outras regiões no ABC Paulista.

A crise inflacionária de 1980 prejudicou demasiadamente os transportes em todo o país e com Santo André não foi diferente. Com a inflação, veio a recessão, a perda de emprego e os salários achatados. Muita gente passou a andar a pé ou de bicicleta para não pagar a passagem que aumentavam a todo momento.

As empresas se queixavam que apesar dos aumentos não conseguiam cobrir o custo da operação, pois combustível, peças e veículos ficavam cada vez mais caros.

A renovação da frota ficou comprometida. Em 1993, por exemplo, a EPT – Empresa Pública de Transportes, ainda operava com modelos Caio Gabriela II, fabricados no final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, que pertenciam a Viação Alpina. Quando havia renovação, era aparente. Carros usados de outras cidades serviam a região. A linha intermunicipal 151 da Viação Padroeira do Brasil, por exemplo, entre o Bairro Paraíso (Santo André) e a Fábrica Troll (São Paulo) começou a rodar com ônibus Ciferal Padron Alvorada, dispensados pelo Rio de Janeiro.

As greves de motoristas e cobradores de ônibus também marcaram a região do ABC Paulista. A categoria reclamava dos salários defasados. Foi um momento de muita tensão.

Famílias tradicionais retraíram os seus investimentos. Apesar de diversos planos econômicos, a inflação chegava a 211% em 1983 e 224%, em 1984. Os números operacionais da cidade também eram extraordinários, mas no sentido contrário. A frota de Santo André caiu 13%, a quilometragem percorrida baixou 21% e a demanda de passageiros sofreu, em 1984, queda de 9,4 %.

Muitos empresários antigos não resistiram. Desfizeram-se de parte de seus negócios ou venderam tudo. Foi mais um “filtro” na organização entre os donos de empresas de ônibus em Santo André.

O espaço aberto pelas famílias tradicionais foi logo ocupado por empresários de outras regiões do país, que aos poucos entravam em São Paulo.

Destaque para Ronan Maria Pinto, que investiu em linhas municipais, em Santo André, e intermunicipais por São Caetano do Sul, e Baltazar José de Souza, que também se associou a proprietários de empresas tradicionais, como as Viações Padroeira do Brasil e São Camilo, e criou ou comprou empresas de outras cidades da região, principalmente em Mauá, vizinha de Santo André

Os “novatos” viam oportunidade de negócio e crescimento, apesar da crise. A população era uma das mais adensadas do país e os deslocamentos eram necessários. Os empresários que vieram de fora não mudaram apenas as diretorias e comandos das empresas de ônibus. Trouxeram a Santo André uma nova postura empresarial, mais aguerrida, negociadora e mais exigente, demonstrando força e poder de influência maiores. O diálogo com o poder público mudou. Dificilmente saiam das conversas sem que suas demandas fossem atendidas.

Além da mudança do controle de algumas empresas e das marcas deixadas pela inflação, no fim da década de 80, Santo André deixava de ser pólo predominantemente industrial. O desemprego da indústria representou mais uma perda de demanda para os transportes e um outro desafio, enfrentado em diversas regiões do país: o aparecimento do transporte clandestino. Desempregados usavam o dinheiro dos direitos trabalhistas, compravam kombis e vans e passavam a transportar passageiros em áreas carentes de transporte de ônibus, porém com demanda.

Atribuir ao desemprego industrial a única causa do aparecimento dos clandestinos, seria uma leviandade. O sistema de ônibus ainda estava longe do ideal e os transportadores clandestinos aproveitaram-se dessa brecha.

Continuar lendo

De dor

 

Por Maria Lucia Solla

Ah minhas rosas2! maio 2007

Euforia é inebriante; entorpece os sentidos.

Anos depois de um evento eufórico, nos lembramos de um detalhe aqui, outro ali. Lembramos que havia gente à volta e o espoucar de champanhe real ou imaginário.
Riso, beleza, emoção.

Isso tudo faz parte do reino das alegrias e da satisfação.
Vizinhas; íntimas da ansiedade.
Por quê?
Ora, quando você tem aquilo que deseja, o medo do perder pode superar a alegria do ter.

No entanto a dor, parente rejeitada, ovelha negra da família que orquestra os sentidos, os acorda. Transforma a música do coração num allegro agitato. Cutuca. Faz que sentidos, músculos, nervos, artérias, neurônios se mexam, querendo ou não; faz que saiam do marasmo e da embriaguez que nascem da satisfação.

Da barriga cheia.

É na dor que a gente vê mais claro; é nela que a gente se dá conta da própria vida, com mais nitidez. É na dor que tudo vem à flor da pele. É ali, nos seus domínios, que a gente recobra o domínio de si.

é na dor que se pragueja
que se bota pra fora
por mais feio que seja
manda todo o lixo embora

é na dor que a gente
se limpa e se areja
abre portas e janelas do porão
batendo lá fora, no quintal
os tapetes do coração

E foi numa dessas batidas que arejam o coração, que chacoalha prá cá e pra lá, que o meu quase perdeu o rumo.

Trânsito.
Chuva.
Aperto no peito.
Falta de ar.
Abro a janela e deixo a chuva me molhar o rosto.
Um motociclista aparece.
Me ajuda.
Desaparece.
Hospital.
Que tal?
Médicos, enfermeiros, aparelhos.
Bip bip bip.
Oxigênio.
Correria.
Só mais uma dona Maria.

Acudam!
O coração não suporta.
O sonho.
A perda e o ganho.
O olhar e a falta dele.
O amor e o desamor.
Da vida um rabisco.
Um borrão
A presença e a distância.
O chegar e o partir.
Assim, de supetão.
A vida.
O existir.
O possível e o nem tanto.

E eu agora?
Enxugo meu pranto.


Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung, com uma saúde intelectual que sempre impressiona

Sandália com meia é pipoca com guaraná

 

Por Dora Estevam

O que era considerado infame ou gafe no mundo da moda virou status nos desfiles das coleções Primavera-Verão 2010 das marcas mais famosas: sandália com meia. E foram muitas as grifes que aderiram ao modelito: Alexa Chung, Marni, Jean Paul Gualtier para Hermes, Christian Dior e Burberry Prorsun.
 
O caminho para o sucesso da mistura foi ostentado por famosos como Rihana e Marc Jacobs, ano passado. E algumas antenadas já haviam aderido ao estilo.

Uma coisa é usar meia com sapato no inverno, outra é fazer o mesmo modelo desfilar no verão. Tem que renovar tudo, de tecido a desenho da sandália.

Dizem os estilistas que agora é um ótimo momento para testá-las, primavera-verão.
image001

Por aqui a moda virou hit nos anos 1970 com Dancin Days, novela de Gilberto Braga estrelada por Sônia Braga. Elas eram coloridas e brilhantes.

Dancin Days
 
Eu já falei sobre a moda de sapatos para o nosso inverno – que já esta por aí. Nem de longe lembra esta proposta de sapato com meia: peep toe, scarpins renovados, salto baixo … mas se você se sentir a vontade e com vontade, fique atenta nos modelos a seguir e os use para ver como vai ficar. Não se esqueça de postar um comentário para contar o resultado.

image003
 
Uma meia com chinelão igual a este do Jacobs até que cairia  bem  neste friozinho, não acham ? Esta com cara de ser bem confortável e quentinha.
 
De uma olhada nestas sandálias. De repente você pode até mudar a sua opinião, e achar chic.

image004 

E note que as roupas são realmente mais frescas assim como as meias são finas e as sandálias abertas.
 
image005
 
Olha esta que graça, fazendo a linha esportiva chic.
 
image006
 
Esta outra combinação, que bárbara ! Realmente os modelos são de causar impacto. Este cairia bem numa baladinha, não acham?
 
O interessante é que você pode brincar com as cores das meias e dos sapatos. É uma questão de gosto. Eu diria que é uma moda que em pouco tempo ganhará espaço nas ruas brasileiras principalmente no eixo Rio SP.

Dora Estevam é jornalista e vai testar a sandália com meia (e pipoca com Guaraná) no frio deste fim de semana.

Obrigado, Rosana Jatobá

 

O leitor atento do blog não demorou muito para sentir sua falta. Logo cedo havia quem perguntasse “onde está a Rosana ?”. Pelo Twitter, alguém anunciou a ansiedade a espera da publicação do texto dela. A sexta se foi, o vazio ficou e cabe a este admirador (e administrador) explicar a ausência dela.

Há dois meses, Rosana Jatobá se juntou a nós e agregou conhecimento e inteligência na abordagem do tema sustentabilidade. Os diálogos que trouxe até aqui provocaram debate e foram enriquecidos com os comentários publicados pelos leitores. Nem todos concordavam com as ideias que ela defendeu – nem era o que esperávamos – mas todos nos ajudaram a aprender um pouco mais sobre responsabilidade ambiental, mudança de comportamento e revisão nos hábitos de consumo.

Rosana tinha compromissos assumidos anteriormente. Na TV Globo, onde nos foi apresentada, na vida acadêmica, onde forja sua capacidade, e em diferentes projetos, nos quais desfila talento. Aceitou participar do Blog do Mílton Jung durante o tempo que lhe fosse conveniente. Isto nos possibilitou conhecer uma versão diferente daquela que admirávamos na televisão, seja com a apresentação das informações da meteorologia seja na ancoragem dos telejornais.

Nos apresentou ideais instigantes e nos ajudou a refletir um pouco mais sobre nossas vidas nestes dois meses e nove textos em que escreveu no Blog. Como informou durante o Programa do Jô – e agradeço pelo elogio público que recebi – a presença dela por aqui seria por prazo limitado; e muito bem cumprido, digo eu.

A experiência nesta mídia se reproduzirá em novos projetos para Rosana Jatobá, certeza que tenho sem nenhuma pretensão. Enquanto estes estão em processo de gestação, nos cabe apenas esperar e aproveitar os artigos que permanecem em nossos arquivos. Mas assim que as novidades surgirem eu me comprometo a contar para você aqui no Blog.

Que seja breve, Rosana ! Você merece, e nós, seus leitores, também.

Recado de Rosana Jotobá (publicado em 10.04.10, 21h18)


Queridos Milton e leitores do blog:

Nesta nova etapa da minha vida profissional carrego uma enorme gratidão por ter sido tão bem acolhida e respeitada aqui. Os novos projetos vão, sem dúvida, refletir esta experiência. Este espaço é nobre, habitado por pessoas sensíveis, antenadas e inteligentes, comandado por um dos maiores jornalistas deste país. Ao Jô Soares, que também me honrou com um convite pra falar sobre Sustentabilidade, depois de ter lido os textos, eu disse que estava imensamente grata ao Milton pela oportunidade de expor minhas idéias, sem qualquer restrição. Ele sabe o valor do livre exercício do intelecto. Deixo meu carinho e a promessa de avisá-los sobre os próximos passos nesta área tão valiosa. E continuo participando como leitora do blog, que aprendi a admirar pelo imporatnte conteúdo.

Beijo grande a todos, Rosana.

Pauta #cbnsp 09.04.2010

 

Motofaixa – As obras para implantação da motofaixa na rua Vergueiro está causando uma série de transtornos para o trânsito na Vila Mariana. A repórter Cátia Toffoletto esteve por lá para conferir a bronca dos motoristas e moradores, e também foi na avenida Sumaré onde o sistema já funciona.

Tribunal de Contas – Reduzir a influência política na escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas foi a proposta apresentada por auditores fiscais do Rio Grande do Sul. Apesar de a ideia de melhorar a forma de seleção dos conselheiros estar voltada apenas para o estado gaúcho, a intenção poderia se reproduzir, também, em outros tribunais de conta. A presidente da Associação dos Servidores do TCE-RS Lígia Zamin explicou a proposta.

Plano Diretor – O cidadão poderá propor mudanças no Plano Diretor Estratégico da cidade apenas pelo site da Câmara Municipal de São Paulo, pois as reuniões da comissão especial formada pelos vereadores não abrirão a palavra à sociedade, apesar de os encontros serem públicos. A informação é do vereador Chico Macena (PT) em entrevista ao CBN SP.

Daqui a pouco, mais informações que foram publicadas no CBN SP.

De donos de jardineiras a empresários de ônibus

 

Na série de reportagens em homenagem aos 457 anos de Santo André, você vai saber como se iniciou o processo de profissionalização do transporte de ônibus na região e a mudança no comportamento dos donos das empresas.

FOTO 6 - Ônibus da família Setti

Por Ádamo Bazani

O negócio das Jardineiras se desenvolveu nos de 1930 com o crescimento da população e o desenvolvimento econômico, na região do ABC Paulista. O número de passageiros aumentava e os proprietários das jardineiras passaram a investir em mais veículos e linhas. Foi neste período, que eles começaram a se unir a parentes ou pessoas de confiança para criar as viações, ainda com estruturas acanhadas.

Os fundadores de uma linha de ônibus se associavam a empreendedores de outras linhas, para evitar a concorrência predatória e se fortalecerem no mercado. Este movimento marcou o início das principais empresas da época que a medida que se desenvolviam encapavam grupos menores. Exemplos deste novo perfil de investidores no setor foram as Auto Viação São Bernardo Ltda e Auto Ônibus Santo André, de 1931.

Em 1935, Antônio Brunoro, que já era comerciante, comprou da Companhia Geral de Transportes de São Paulo linha que saía do Parque Dom Pedro II, centro da capital, até Santo André. O serviço prosperou e três anos depois ele se associou a outros empreendedores, como Ésio Girelli, Luiz Brunoro, Luiz Flogli e Francisco Coelho formando das mais importantes viações intermunicipais do ABC, entre as décadas de 30 e 50, a Empresa Capuava de Auto Ônibus.

Nesta época, era comum o dono de uma única jardineira vender seu tímido patrimônio para os novos empresários. Sabia que não sobreviveria a concorrência imposta pelos maiores do setor e se via tentado pela boa proposta financeira que recebia. Dois casos que exemplificam isso são os serviços de ônibus na Vila Assunção e na Vila Pires, área de Santo André.

Em 1937, a Empresa Auto-Ônibus Vila Esperança fazia a ligação entre a Vila Assunção e a Estação de Trens, na região. A empresa pertencia aos irmãos Emílio e Virgílio Gambá. Bem antes disto, porém, na virada da década de 20 para a de 30, jardineiras já transportavam passageiros entre o bairro, um dos mais tradicionais do ABC Paulista, e a linha da então SPR. Inicialmente, prestavam o serviço as jardineiras do Seu Soares e de Romeu Splendori. Eles foram sucedidos por um tradicional morador, apelidado Zé Bucho. Ele era auxiliado pela mulher, Maria Aparecida, a Cidinha Há relatos de que ela tenha sido a primeira motorista e cobradora de ônibus de Santo André. Cidinha também limpava a jardineira e auxiliava na contabilização da féria do dia.

Na Vila Pires, em 1928, foi inaugurado um serviço de jardineira que também foi comprado por um empreendedor do ramo dos transportes. Mais uma vez a ligação entre o setor imobiliário e o de transportes. O simplório ônibus pertencia a Gabriel Pio Magalhães, que tomava conta da Chácara dos Cocos, quando a Vila Pires era loteada. O bairro, distante da ligação de trens, precisava de um serviço de transportes para se tornar atraente. A jardineira ficou com Gabriel Pio até 1938, quando Antônio Bataglia comprou a linha Vila Pires–Estação. Antônio Bataglia tinha participação na EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, fundada em 1939, depois de já ter existido uma Empresa Auto Ônibus Santo André, em 1931. A família dele seguiu no ramo e se tornou uma das maiores investidoras em linhas de ônibus da cidade do ABC Paulista, fundando grandes empresas.

Aliás, uma característica importante a ser destaca na formação dos transportes em Santo André e nas demais áreas do ABC Paulista era a forte presença familiar nos negócios.

Isso havia sido herdado dos pioneiros donos de jardineiras. Lembra do exemplo do Zé Bucho, dono de um veículo que ligava a Vila Assunção à Estação, cuja mulher também dirigia, limpava e cobrava ? Pois é, guardadas as devidas proporções, as empresas de ônibus, em sua formação, envolviam quase todos os familiares dos donos no andamento dos negócios.

Um caso interessante é o de Manoel Maria Coelho. Em 1941, ele comprou uma jardineira que, também, rodava entre Vila Pires e Estação. Mas seus negócios realmente cresceram quando se uniu a toda família. Em 1943, juntaram-se a Manoel, Adriano e Lúcio, que operavam individualmente, e fundaram a Empresa de Auto-ônibus Manoel Coelho e Filhos Ltda. O que antes era apenas uma ligação entre a Vila Pires e a Estação de Santo André se transformou em outras várias linhas. Com a nova razão social, a família servia linhas da Estação de trens para a Fazenda da Juta (atual Parque Novo Oratório), Parque das Nações, Jardim das Maravilhas, Arraial de Santo Antônio (hoje Vila Camilópolis) e Vila Metalúrgica.

Nos anos de 1940, com estrutura familiar ou por sociedade, as empresas de ônibus já estavam consolidadas, em Santo André, apesar de ainda existirem serviços individuais.

De acordo com dados do poder público municipal, em 1942, estavam registradas as seguintes empresas: Empresa Auto- Ônibus Santo André, Empresa Capuava de Auto-Ônibus, Empresa de Auto Viação São Bernardo Ltda, Empresa Auto-ônibus Parque das Nações, Empresa Auto Viação Vila Pires Ltda, Empresa Auto_Ônibus Setti & Tosi, Empresa Auto Ônibus Irmãos Pezzolo, Empresa Auto Ônibus Vila Assunção Ltda, Empresa Auto Ônibus Vicente Merlino, Auto-Ônibus José Ângelo, Auto Ônibus Alfredo Veronesi, Empresa Serafim Constantino, Empresa Antônio Fonseca Sobrinho, Empresa Mário Guindani e Empresa Vila Valparaíso Ltda.

Continuar lendo

Pauta do #cbnsp 08.04.2010

 

Uma comissão com presença de todos os partidos foi criada na Câmara Municipal de São Paulo para fechar o texto do Plano Diretor Estratégico. A medida é inovadora no processo de discussão, pois amplia a influência dos vereadores nas regras de ocupação e desenvolvimento da capital. Antes, o Plano estava sob responsabilidade da Comissão de Planejamento Urbano que conta com apenas sete parlamentares. O vereador José Police Neto (PSDB), líder do Governo, defendeu a formação desta comissão especial decidida em reunião fechada com participação de 38 vereadores.

Metrô e confusão – O excesso de passageiros no sistema de metrô de São Paulo tem provocado situações inusitadas. A repórter Luciana Marinho que usou a linha entre a Praça da Sé e a estação Corinthians-Itaquera disse que encontrou pessoas dormindo nas plataformas a espera de trens com lotação menor. Ela descreve na reportagem a situação que enfrentou para entrar em um dos vagões.

Táxi e tarifa – A viagem tem a mesma distância, o ponto de chegada e saída são os mesmos, o tipo de transporte, também, mas o preço pago pelo passageiro é diferente. Sair do aeroporto de Guarulhos para o aeroporto de Congonhas, na capital, fica cerca de R$ 25 mais caro do que sair de Congonhas para Guarulhos. A repórter Cátia Toffoleto foi conferir os motivos que levam a esta situação e conversou com motoristas e passageiros

Guarapiranga e poluição – A vegetação que tomou a superfície da Represa de Guarapiranga, na zona sul da cidade, é resultado do excesso de esgoto despejado na área que abastece a capital paulista de água. A explicação é do engenheiro da Empresa Metropolitana de Águas e Energia Paulo Sérgio Silva em uma entrevista ao CBN SP na qual a falta de responsabilidade da Emae em relação a poluição na represa me chamou atenção. Veja a foto em post aqui no Blog do Mílton Jung.

Canto da Cátia: Mandou limpar

 

Cidade Limpa desrespeitada na Vila Mariana

Atirou no pato, acertou no gato. Foi o que aconteceu com a repórter Cátia Toffoletto que ao reportar aos ouvintes-internautas a confusa mudança no trânsito da Vila Mariana registrou desrespeito a lei Cidade Limpa. Na foto que fez para mostrar o congestionamento no local (esta de cima) chamou atenção a quantidade de anúncios do comércio na avenida Professor Noé de Azevedo.

Fotografado pela Cátia, registrado no CBN SP e imagem divulgada pelo Twitter, o caso levou a subprefeitura a fazer uma vistoria no local. Resultado:

“O proprietário do posto de combustível foi notificado e deverá apresentar, num prazo de 5 dias, o CADAN dos dois totens instalados no estabelecimento. A falta de apresentação do documento no prazo estipulado resultará em multa de R$ 10 mil  para cada totem. Já a casa de sucos, localizada ao lado do posto, recebeu auto de intimação pela falta de licença de funcionamento, sendo autuada em  R$ 107,88. Para o local foi iniciada ação fiscal. O proprietário retirou o cavalete e, enquanto a ação fiscal era desenvolvida, retirou parte do anúncio, conforme pode-se observar nas fotografias anexadas. Por estar chumbado no chão, o poste será retirado amanhã” – diz nota enviada pela Subprefeitura de Vila Mariana.