Postes da Light abandonados

 

celsogarciaxDeu no Blog São Paulo Abandonada & Antiga, escrito por Douglas Nascimento:

Quem transita pela região central de São Paulo não deixa de notá-los. Belos, altos e charmosos os antigos postes de energia da Light começaram a ser implementados na cidade de São Paulo em 1927, quando a companhia de energia fechou um contrato com prefeitura e governo do Estado para reformular a iluminação pública no município.

Com o novo contrato a cidade dava um passo rumo a modernidade, deixando para trás a já antiquada iluminação feita por óleo de mamona, de baleia ou lampiões a gás. Alguns postes antigos foram adaptados a esta nova tecnologia, outros passaram a ser produzidos nas oficinas da Light para atender a demanda de uma cidade em crescimento.

Com o tempo, os postes foram totalmente incorporados a bela paisagem da região central. Ao anoitecer, é impossível não notar a atmosfera elegante que seus pontos de luzes trazem para as ruas de nossa cidade, e os postes logo tornaram-se símbolos paulistanos.

A grande maioria destes ícones de ferro fundido ostentam ornamentos que glorificam a república brasileira, através do brasão de armas e outros, mais simples, mostram flores estilizadas em ferro.

Com o passar do tempo a Light não se fez mais presente na cidade de São Paulo, veio a estatal Eletropaulo e mais recentemente a AES Eletropaulo, já privatizada. Mas estas transformações não mudaram a rotina dos famosos postes de luz, que permanecem pelas ruas paulistanas.

Porém, estes símbolos da cidade estão em mau estado de conservação. Alvos de constantes atos de vandalismo e vítimas de uma manutenção pouco eficiente, é cada vez mais difícil encontrar um poste totalmente preservado.

Leia a reportagem completa no Blog São Paulo Abandonada & Antiga

Cidade inaugura ciclovia na Marginal Pinheiros

 

Ciclistas testam faixa na Marginal (Foto: Andre Pasqualini)Um dos trechos da ciclovia prevista na Marginal Pinheiros será inaugurado neste sábado, em São Paulo. A pista liga a Usina da Traição a região da Represa Billings, na zona sul da capital, em faixa que está entre a linha de trem da CPTM e o rio Pinheiros. Por ali sempre houve esta faixa, de responsabilidade do DAEE, mas não era permitido o acesso a pessoas que não trabalhassem no local. Da zona sul de São Paulo em direção aos bairros mais centrais, costuma sair um grande número de ciclistas e nunca houve preocupação da cidade em oferecer algum trajeto segregado ou mais seguro.

O cicloativista André Pasqualini, do Instituto CicloBR, chama atenção para a necessidade de a mobilização dos ciclistas e cidadãos de São Paulo continuar, pois este é um pequeno trecho dentro de um sistema viário que está em estudo para permitir o uso de bicicletas na capital.

Ouça a entrevista de André Pasqualini, do Instituto CicloBR que já usou a faixa exlcusiva de bicicletas na Marginal Pinheiros

Neste fim de semana, o Instituto CicloBR promove uma série de atividades no Parque das Bicicletas, na região do Ibirapeura. Conheça a programação no site do Instituto.

Coleção de fotos de Willian Cruz
Clique aqui e veja a série de fotos da Ciclovia do Rio Pinheiros pelo ciclista Willian Cruz que pedalou nela nesta manhã

Canto da Cátia: Fogo contra a água

 

Ônibus incendidado no Itaim

O córrego do Lageado, no Itaim Paulista, zona leste, voltou a encher com o temporal do fim da tarde de terça-feira. E os moradores do entorno, também. Não aguentaram mais uma enchente na região e resolveram protestaram da pior maneira: colocaram fogo em dois ônibus que passavam por lá. Houve barricada na Estrada Dom João Néri, que foi bloqueada. A polícia chegou e houve mais confusão ainda. A Cátia Toffoletto foi lá hoje pela manhã encontrou o cenário acima e um monte de gente incomodada com as perdas que resultam da falta de estrutura.

Canto da Cátia: Clube não é boa escola, no Tatuapé

 

clube escola tatuape

Gente de bronca, senhores incomodados, senhoras irritadas e crianças fazendo beiço. Foi o que a repórter Cátia Toffoletto encontrou ao chegar no Clube Escola Tatuapé, na zona leste de São Paulo, nesta terça-feira. Pelo bem da verdade, ela encontrou bem mais do que isso: o motivo pra tanta reclamação.

A ideia do clube escola foi lançada pela administração Kassab, em 2007, com objetivos interessantes: “[…] à implementação de uma política pública diferenciada, visando à extensão das atividades diárias dos jovens da rede pública de ensino, a partir de uma variada programação esportiva, recreativa, cultural e gratuita, oferecida pelos equipamentos esportivos municipais […]“.

O passeio da Cátia com frequentadores do clube no Tatuapé mostrou situação diferente da proposta. Ouça a reportagem dela que foi ao ar no CBN SP.

Barão de Itapetininga, 37, um endereço para a história

 

Foi na região central da cidade de São Paulo que se iniciou a produção em escala de ônibus no Brasil. A encarroçadora Grassi deu a São Paulo a possibilidade de prever o ônibus como o principal modalidade de transporte coletivo do País.

ônibus da Grassi que circula no BomRetiro

Por Adamo Bazani

Rua Barão de Itapetininga, 37. Este pode ser considerado o berço da produção profissional de carrocerias de ônibus no Brasil, onde se desenvolveriam soluções que dariam “a cara” do transporte de passageiro em todo o País.

Neste endereço, centro velho de São Paulo, nascia em 1904, a Irmãos Grassi, empresa que começou fabricando carruagens de tração animal para transportes na cidade. Fundada pelos irmãos Luiz e Fortunato seu crescimento foi como o de São Paulo, lento no início do século passado, tendo se acelerado a partir dos anos 1940. A medida que a capital registrava crescimento populacional e, conseqüentemente, de demanda de passageiros por transporte público (época em que bondes e ônibus dividiam espaço), a Grassi crescia na produção de carrocerias, cada vez mais modernas para época.

Ninguém tem dúvidas, a indústria de carrocerias de ônibus não seria a mesma se não fosse a Grassi.

A fabricante também teve forte ligação com os imigrantes, semelhante a São Paulo. Além de ter sido fundado pelos Grassi,a primeira carroceria de ônibus produzida numa indústria brasileira foi para servir a Hospedaria que recebia as famílias que chegavam da Europa.

Nos anos de 1910 e 1920, aumentava consideravelmente o número de viajantes que desciam dos trens da São Paulo Railway nas estações da capital e Grande São Paulo. Eram italianos, portugueses, alemães e espanhóis que seguiam em lugar de um teto na hospedaria construída na região Brás, na zona leste. Para atender melhor estas famílias, os administradores da casa encomendaram um auto-ônibus, da Grassi.

Até aquele momento, a empresa paulistana só fabricava carruagens e pequenos veículos com tração animal. Mesmo assim o desafio foi aceito, o que daria um novo rumo aos transportes coletivos. E foi aceito,mesmo sem essa pretensão, de início.

Em 1910 foi importado um chassi da França, modelo Dion Bouton. O modelo de carroceria era artesanal. O veículo tinha capacidade para transportar até 45 pessoas de uma maneira bem diferente de como conhecemos hoje. Toda a lateral do ônibus era aberta. Não havia nem lugar para cortininhas em dias de chuva. Os bancos eram transversais, feitos de sarrafo. O ônibus serviu por mais de 10 anos a Hospedaria.

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Mapa digital informa local para descarte de eletrônico

 

E-lixo Map

O descarte de material eletrônico, que não pode ser feito no lixo comum, em breve encontrará um aliado na internet. Esté em teste o “E-Lixo Maps”, no qual é possível identificar pontos próximos da sua casa ou trabalho onde celulares, baterias, rádios, computadores entre outros tantos equipamentos podem ser entregues. O site www.e-lixo.org uniu a plataforma do Google Maps com o banco de dados dos postos de coleta de material eletrônico, na cidade.

O acesso é simples: informe o CEP, número da residência, tipo de equipamento a ser descartado e os postos mais próximos aparecerão identificados por um sinal verde. O site seria colocado no ar, oficialmente, antes do Carnaval, mas dificuldades técnicas impediram sua implantação. Ainda aparecem alguns problemas de localização, mas o serviço resolve em parte a dificuldade de se encontrar pontos apropriados para descartar aparelho de telefonde celular, bateria, cartucho de impressora, teclados, entre outros.

O serviço é resultado de parceria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e o Instituto Sérgio Motta.

Erro na Inspeção gera nova obrigação a atrasados

 (atualizado em 23.02, 10h48)

A prefeitura de São Paulo fez mais uma barbeiragem na inspeção veicular e decidiu jogar para o contribuinte a responsabilidade da solução do problema. Um erro no sistema de processamento de dados impedia o agendamento da inspeção pelos donos de veículos que não realizaram até 30 de janeiro o serviço referente ao ano de 2009. Hoje, a prefeitura anunciou que o proprietário que enfrentou esta dificuldade terá de comparecer na sede da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente para comprovar o pagamento da taxa de desbloqueio e inserir seus dados no sistema eletrônico.

A taxa de desbloqueio no valor de R$ 44,18 é uma espécie de multa devido ao não cumprimento da obrigação da inspeção no ano passado. Depois de pagá-la, o proprietário tem de agendar o serviço em um dos postos da Controlar, empresa contratada pela administração municipal.

O site da Controlar informa que os boletos de pagamento para desbloqueio, emitidos entre os dias 1º e 4 de fevereiro, apresentaram erro no código de barras e o pagamento não estava sendo aceito na rede bancária. Continuar lendo

Operação Casca de Ovo

 

Buraco na República

Por Devani Amâncio
ONG EducaSP

O polêmico buraco da Praça da República, tapado na terça-feira passada, 9 de fevereiro, está de volta. Veja o que disse o sorveteiro Arodi Garcia, mais conhecido na praça como Véio do Sorvete.

“Bem que o Pai de Santo que trabalha aqui, previu : ‘Véio, alguma coisa me diz que esse trabalho não ficou bem feito, depois de 6 meses encrencado. Você viu? Já está desmanchando. Isso não vai durar três dias. É bom você não ficar passando por cima disso não. No desespero, vão jogar a culpa no seu carrinho ’. Olha, conheço todos os buracos do centro, de todos os tamanhos… No Vale do Anhangabaú tem um na entrada da garagem do shopping Light, parece um poço. Aquele buraco vai engolir um caminhão logo logo… Num dia desses, por pouco um gari anãozinho não foi engolido. Debaixo do asfalto está tudo oco… Ando olhando para o chão… vejo um buraco aqui, desvio de um outro ali … vou manobrando. Esse buraco da República deu um bafafá! Saiu no rádio, no jornal, veio até uma televisão aqui. No outro dia apareceu cedo, um caminhão da Prefeitura cheio de gente. ‘Vai… Vai rápido’… Foi tapado só com cimento e areia, na grossura de uma casca de ovo. Está o maior bochicho na praça, o engraxate sabe de tudo… Estão falando que o serviço do buraco ficou em 2 mil”.

O Véio do Sorvete tem 63 anos e se orgulha em ter o Estatuto do Idoso, assinado pelo presidente da República em 2003.

N.B (Nota do Blogueiro): No dia 4 de fevereiro, postamos texto “Os Buracos da República” de Devanir Amâncio chamando atenção para o buraco que estava aberto na praça da República, um dia depois recebemos informação da prefeitura que o serviço seria providenciado. O conserto foi feito, mas o problema está de volta.

De estresse


Por Maria Lucia Solla

Ouça De estresse na voz da autora

São Paulo 31.12.2009

Olá,

estamos todos à beira de um ataque de nervos
homens mulheres crianças e animais
de todas as raças e classes sociais
correndo risco de perder o equilíbrio

a cada passo
o sabor de descompasso

Todos estressados.

Alguns não conseguem mais esconder, outros ainda andam na corda-bamba do esconde-esconde e de vez em quando dão bandeira, mas todos apresentamos sintomas do desequilíbrio que deixa esburacado e escorregadio o terreno onde pisamos. Que destrambelha saúde, trabalho, relacionamentos, e ainda sequestra o sono da gente.

O estresse, que leva a matar e a morrer, tem duas mãos e é invisível. Na hierarquia dos desequilíbrios, está acima dos males comuns. É causador e orquestrador dos mais diversos sub-desequilíbrios, mas estamos redondamente enganados ao considerarmos o estresse, vilão. Estresse não é vilão coisa nenhuma. Ele é consequência natural, lógica e automática da vida que levamos, das palavras que dizemos, dos nossos pensamentos e atos, e num grau elevadíssimo, de nossa omissão. Nossas escolhas e crenças – ou a falta delas – é que estão nos matando.

passamos a adorar a sociedade em que vivemos
mas nunca chegamos a alcançar o que dela queremos

pagamos uma fortuna por sapatos que deformam os pés
em oferenda à moda
para sermos amados
já que nossa definição de amor está doente
e escolhemos continuar enganados

Crianças desrespeitam seus pais, que exibem sorrisos amarelos e os chamam de meus amores e meus anjinhos.

filha xinga pai
filho mata mãe
ai

O estresse já começa no berço:

– Está na hora de mamar, acorda o bebê.
Como assim na hora de mamar! o pequerrucho está a nanar! você não vê?
– Mas…
– Não tem mas nem menos mas, e faça silêncio para o reizinho não acordar.

Aí o pequerrucho, que viveu nesse paraíso pirata, com essa liberdade de meia-tigela, tendo tudo o que queria, na hora que queria, cresce.

aí o reizinho quer um copo-d’água
não se mexa meu filho adorado
deixa que a mamãe pega o-que-você-quiser
para você a mamãe nunca está cansada

aí o reizinho cresce mais e se estressa no banco da escola
porque ninguém lhe passa quando quer a bola
porque colegas e professores não o cobrem de gentileza
ao não perceberem nele a suposta realeza

e entre frustração e mágoa
o estresse no adulto se instala
porque a relação do indivíduo com o meio
não passa de fingir-após-fingir no banco da sala

o ódio é hoje corrente oração
e a certeza nossa maior prisão

Somos todos um bando de crianças mimadas, nos jogamos no chão e esperneamos quando não temos o que queremos, quando o outro não se comporta, ou não diz o que queremos que diga.

nos consideramos vítimas
e nossas queixas legítimas

eu aqui do meu pedaço
vou driblando o meu do meu jeito
e você, o que tem feito?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicaçao e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung, o que eu espero não lhe cause nenhum estresse.


No desfile digital, quem senta na primeira fila é você

 

Por Dora Estevam

Marc Jacobs at New York Fashion Week February 2010 from istoica on Vimeo.

O que antes era visto por poucos agora está à mostra para muitos. Falo dos famosos desfiles da poderosa Semana de Moda de Nova York. A última edição, encerrada nessa quinta-feira (18.02), mostrou a coleção de inverno 2010/2011 e foi transmitida pela internet. A tecnologia colocando ao alcance das pessoas imagens que antes só eram vistas por uma seleta lista de convidados.

Ao mesmo tempo em que marcas como Alexander Wang, Rodarte, Calvin Klein e Marc Jacobs, entre muitas outras que se pronunciaram, apresentavam suas peças nos desfiles em Nova York, pessoas do mundo inteiro acompanhavam, simultaneamente, no conforto de seus computadores. É o fim de uma era complexa. Por ser um evento fechado e muito encantador o assédio é enorme.

Coordenador do Curso de Moda da FAAP-SP, Ivan Bismara, acredita que essa é uma transformação mundial por causa do comércio eletrônico. O glamour de estar presente vai continuar esteja você na sala de desfile ou de casa. Exemplo citado pelo professor Bismara: a Victoria Secret que investiu na ideia do desfile digital há pelo menos três anos; o sítio dela é totalmente e-comerce; a marca é popular e conhecida no mundo inteiro.

Apresentar um desfile em uma passarela como de NY custa caro, então algumas marcas optaram por desfilar apenas na internet: Temperly London e Rem Acra.

“É o que vai acontecer no futuro: os desfiles vão ser dentro de uma sala fechada com transmissão on-line para as pessoas assistirem de dentro de suas casas, nas grandes telas e fazer o que quiser com a imagem: congelar, ver de perto os detalhes”, explica Bismara.Todas as marcas que optaram pela transmissão on line estão dando um grande passo para o futuro, não apenas por estarem na internet, mas pela comunicação direta com o público, o varejo que consome este produto. Estas com toda certeza não vão morrer tão cedo. Quem se esconder ou deixar de acompanhar o que o público pede, morre. O professor lembra da Zoomp que já foi das maiores no setor de jeans: quem sabe não estaria viva até hoje ?

“O grande problema que tem no mercado brasileiro é a falta do marketing, da comunicação … Os estilistas aprendem a fazer roupas e esquecem de fazer marketing”. Exemplo a seguir: Lá fora tem a Carolina Herrera que consegue fazer tudo, vende no mundo inteiro.

Como em NY ainda vive momento de dificuldade na economia, a opção de transmitir pela internet, além de gerar um clima de otimismo, teve objetivo de impulsionar as vendas. Lojas de departamentos querem desovar seus estoques a preços cheio, sem esperar a liquidação para vender. O varejo é rotativo, o movimento é muito grande, as peças saem rapidamente, o que permite saber o que está vendendo ou não, o que estão comprando. A transmissão pode virar um termômetro do varejo.

A moda exige mudanças assim como todos nós mudamos. É a leitura do comportamento das pessoas. Quanto mais a marca for verdadeira e transparente com o seu público mais vai ganhar.

Em destaque, o desfile de Alexander Wang foi projetado no mega-telão da loja American Eagle Outfitters, ícone da Times Square. O resultado foi surpreendente, a reação do público, um espetáculo à parte. Professor Bismara aposta que se o próximo evento de moda brasileiro SPFW fizer isto, os estilistas vão ganhar dimensão mundial. Esta forma de comunicação fará com que o maior público possível possa ver como se faz a moda. “É uma revolução tecnológica que muda a postura do estilista: eu faço roupa e preciso que as pessoas vejam; eu faço roupas e preciso que as pessoas comprem.”

Aguarde o próximo desfile, ligue o computador e sente na primeira fila.

Dora Estevam é jornalista, escreve sobre moda e estilo aos sábados no Blog do Mílton Jung e está convidada a assistir os mais importantes desfiles do mundo pela internet.