Foto-ouvinte: Estão desnorteados, em São Paulo

 

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Por Luis F. Gallo
Ouvinte-internauta

“Situação inédita em nossa cidade,os dilúvios diários tem deixado também os patos e cisnes do parque Ibirapuera ‘desnorteados’. Me deparei com eles logo após uma tormenta dessas sob a Rosa dos Ventos, como que se procurando um rumo, um caminho. Estão ali se perguntando, o que fizeram por aqui ? Pra onde a gente vai ? Esse lugar tá muito louco ! Que medo … Serão só eles, com essas dúvidas?”

De controle

 

Maria Lucia De controle

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De controle” na voz da autora

Olá,

a gente ouve dizer: elimina o ego, luta, abafa ele para que o espírito se expresse.

não sei você eu ouço esse tipo de coisa
seguidamente e fico abismada
é o mesmo que dizer corta a língua porque ela
às vezes é inadequada

não é a língua vilã nem o ego vilão
é a educação que está voltada para o lado errado
é ela que está na contramão

O mapa do ser humano deveria ser a primeira coisa a ser estudada na escola, porque do jeito que a coisa vem se perpetuando, há milênios, vivemos como se saíssemos de uma concessionária em Londres, onde se dirige do lado esquerdo da rua, dirigindo um carro sofisticadíssimo, sem ter lido o manual, sem saber o que fazer com botões e painéis eletrônicos e sem ao menos a explicação básica, dada pelo vendedor da loja. É assim que temos vivido.

Se aprendêssemos a nos conhecermos, na escola, saberíamos que o ego vem no pacote e não é acessório. Faz parte do kit sobrevivência. Ele é um tipo de polícia social, juiz, regrador, e é evidente que se está no pacote não deve ter sido por acaso ou por engano, visto que todos temos. Mas vamos concordar que tudo, além de ter o seu contraponto, pode ser usado da forma que quisermos. Com as mãos se faz carinho e se mata, com o discurso se incentiva ou pisa na cabeça e afunda o outro, de vez.

Como tudo o que há em nós é para ser usado, o ego não foge à regra. Se não me domo, faço o que não devo e sou inconveniente, até certo ponto é o ego que ajuda na decisão de até onde posso ou devo ir.

mas se não souber usar o ego
como cavalo desgovernado
ele troteia por onde bem entende
e a gente acaba encrencado

O risco de deixar o ego a deriva é que, com esse negócio de autoridade e de ser o segurança da porta do inconsciente, o poder lhe sobe à cabeça e já sabemos o que isso gera no outro, no vizinho, no parente, na comadre. E como a gente só enxerga o outro, com os dois olhos bem na frente e no alto, vai deixando o ego solto, livre, e ele vai dominando mais, quanto menos conscientes estamos. A vigília é para sempre, diz o Paulinho: “é para a eternidade, mãe”.

Talvez pelo fato de ego em latim e εγω no grego quererem dizer eu, a gente acredite que é o ego, assim como tem gente que acredita ser o carro que dirige, a roupa ou as jóias que veste.

ego truculento ocupa espaço demais e amedronta
ego fracote ocupa espaço de menos e amedronta
ego sem limite é descontrolado e amedronta

Medo é um bom termômetro para a gente saber se o ego vai bem obrigada, e se vai na direção que o Eu completo e verdadeiro escolhe para si.

Um bom método de direcionar o ego, de calibrá-lo, é medir o medo e quebrar hábitos, desapegar-se de razões e certezas e jogar fora o crachá onde se lê: controlador.

E o seu crachá, onde está?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e ministra curso de comunicação e expressão. Aos domingos testa seu ego no Blog do Mílton Jung

Com que terno eu vou ?

 

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Dora Estevam

Para as marcas nacionais, a moda masculina da próxima estação já está garantida. Das mais tradicionais que trabalham com terno (paletó, colete e calça) às casuais com suas coleções no estilo alfaiataria moderna – aquela que você pode misturar paletó com outras roupas. Tem moda para todos os gostos. Paletós com dois ou três botões, calças largas ou ajustadas ao corpo.

O editor de moda da Playboy Fernando de Barros diz que “um guarda-roupa inteligente deve sempre conservar o terno”. No livro O Homem Casual (Mandarim, 1998), ele já explicava que as variações de cores das camisas e os diferentes tipos de gravatas criativas, o tornariam menos formal. Casual ou não, o terno é necessário no guarda-roupa masculino.

As produções são as mais diversas: um jovem pode fazer o look blazer+camisa+jeans. Outro, usar paletó+malha+camisa+calça (de veludo, por exemplo). O blazer com jeans é uma sobreposição versátil e bem equilibrada entre os informais. Executivos que precisam de ternos para os grandes negócios – tipo multinacionais, mercado financeiro -, têm de combinar camisas claras com gravatas listradas. Belíssimos ternos com sapatos sociais, ficam perfeitos.

Cada vez mais as pessoas reparam na maneira como as outras se vestem, o que não dá é para julgá-las pelas roupas. Bill Gates não costuma usar ternos para trabalhar, cantores de rappers ficaram bilionários com camisetas, bermudas e correntões brilhantes. Para enriquecer não precisa de terno. Depende do seu talento. A roupa traduz e molda o seu estilo. Enquanto a moda vai lhe dizer para qual caminho seguir em termos de criatividade.

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O mesmo cantor de rapper quando se tornou bilionário começou a gastar milhões em ternos luxuosíssimos e abandonou a velha roupa. O ator britânico Robert Pattinson (foto acima), astro da série de filmes de vampiros Crepúsculo, foi eleito o homem mais bem vestido do ano pela edição britânica da revista masculina GQ. E ele só tem 23 anos.

O homem que está habituado a usar paletó e gravata para trabalhar dificilmente usaria outra roupa menos formal. Em 2005, o Japão foi invadido por uma onda de informalidade decretada pelo governo. Os funcionários de escritórios teriam que deixar seus paletós e gravatas em casa, com objetivo de diminuir o consumo de energia e a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Pois com o calor insuportável no País, aumentava ainda mais o número de aparelhos de ar-condicionado ligados. Houve enorme resistência e muitos diziam que não se sentiam confortáveis sem a formalidade dos ternos. Aí o governo lançou a campanha “Cool biz”, impondo aos ministros e parlamentares a mudança de hábito. Esta não havia sido a primeira campanha japonesa, no passado houve um precedente desencorajador para a iniciativa. Em 1994, o então primeiro-ministro Tsutomu Hata criou a roupa batizada de “terno para economizar energia”, que consistia em um paletó com as mangas cortadas na altura do cotovelo. Poucas pessoas seguiram o exemplo (ainda bem), e o governo de Hata durou apenas 64 dias.

Executivos japoneses no verão

Os senadores brasileiros são mais conservadores ainda. Em 2008, a proposta do senador Gerson Camata (PMDB) de acabar com a obrigatoriedade do paletó e gravata nas dependências do Congresso Nacional foi rejeitada. “Eu estou inscrito no grupo dos que acham que não chegou a hora de abrir mão do paletó e da gravata”, disse o então presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), na ocasião.

E você já decidiu com que terno vai em 2010?

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre estilo e moda aos sábados no Blog do Mílton Jung

A previsão no tempo do Avatar

Avatar

 

Por Rosana Jatobá

Na fila do cinema, a moça do tempo ouve a costumeira pergunta:
– Quando vai parar de chover em São Paulo? Não aguento mais a mesma previsão de temporais!

A porta-voz das desgraças climáticas trata de alentar o telespectador indignado:
– As primeiras semanas de fevereiro serão menos chuvosas…Uma massa de ar seco vai afastar as áreas de instabilidade.

A consulta informal se transforma num tratado meteorológico quando o entusiasmado telespectador cobra uma resposta sobre os motivos do tempo maluco:
– Você disse ontem no Jornal Nacional que a culpa é do El Niño e do aquecimento das águas do Atlântico Sul, né?

– Pois é. A cada três, quatro anos, o El Niño reaparece e altera a circulação dos ventos, deixando a chuva mais intensa e volumosa no centro-sul do país. Já o aquecimento de até 3 graus da parte sul do Oceano Atlântico, é um fenômeno mais recente e associado aos gases de efeito estufa… mas se houvesse uma política de prevenção e combate às enchentes, São Paulo venceria a guerra contra São Pedro….

A conversa é encerrada quando a moça do tempo recebe uns óculos próprios para enxergar uma animação em 3d.

Avatar é o nome do filme. A mais nova superprodução de James Cameron.

Em minutos , todos estão imersos num mundo fantasioso de imagens reais. É o planeta Pandora, onde vivem os Na’vi, seres altíssimos e magros, de cor azul, cara e agilidade de gato , criaturas selvagens, que estabelecem conexões profundas com a natureza, como se fossem células de um organismo vivo, em que todos fazem parte do meio ambiente.

Os Na’vi têm nos cabelos uma espécie de cabo eletrônico e quando o plugam aos animais, conseguem comandá-los por meio de ondas cerebrais e voar livremente pelos céus de Pandora . Cada bicho é reverenciado com uma prece quando precisa morrer para suprir as necessidades do grupo. Pandora é a quimera, a utopia dos ambientalistas. A Gaia definida por James Lovelock como o éden.

A moça do tempo volta pra casa fazendo uma associação entre o filme e o imaginário coletivo da humanidade. A raça predadora , que historicamente explora os recursos naturais e desvirtua a própria função no seu habitat , agora se vê diante da urgência: a derradeira oportunidade de rever radicalmente os rumos de sua vida no planeta.

Entre um paralelo e outro, a moça do tempo sonha com uma previsão em que natureza e tecnologia possam encontrar um ponto de equilíbrio harmonioso. Quisera esquecer a crise da água, a camada de ozônio, a poluição do ar pelas emissões de veículos e industrias, o lixo despejado nos rios e mares, a desertificação e os eventos severos caracterizados por tempestades e ventos intensos. Quisera falar do paraíso perdido, do sonho dourado de Pandora, a terra prometida de onde “emana leite e mel “para todos..

Mas as notícias teimam em reproduzir o caos.

Eis que se renovam as esperanças . No dia seguinte descubro que Avatar é o maior sucesso de bilheteria da história do cinema, entre outros superlativos. A mente visionária e quântica do autor de Avatar pode ser a semente de um novo tempo, em que os seres humanos consigam se reinventar para garantir sua pacífica sobrevivência na Casa em que habitam.


Rosana Jatobá é jornalista da TV Globo, advogada e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da USP. Toda sexta-feira escreverá sobre sustentabilidade porque conhecimento e inteligência sempre serão bem-vindos ao Blog do Mílton Jung. Sinta-se em casa, Rosana.

Foto-ouvinte: Mais um dia de São Paulo

 

São Paulo enfrenta um de seus piores momentos. Todo dia o morador sai de casa com a incerteza da volta. Não sabe se o metrô vai parar; se o ônibus estará esperando por ele; se o carro não vai se afogar no primeiro túnel que surgir. Sabe que vai chover e torce para que isto ocorra do outro lado da cidade, distante de onde se encontra. As nuvens ficam escuras no céu e o medo toma conta de quem vive na capital. São minutos, horas de chuva que despenca sobre a cidade se dó, punindo nossos abusos e a maneira como resolvemos explorar o ambiente urbano. Após o drama que ganha destaque na capa do jornal, no noticiário do rádio e nas imagens da televisão, que mobiliza os internautas nas redes sociais e ganha espaço privilegiado nos portais de internet, surge uma imagem surpreendente. Um arco-íris a anunciar que um novo dia surgirá. Um sol que começa a infernizar a vida do paulistano logo cedo, anunciando que logo mais tudo aquilo que atormentou o cidadão pode voltar.

Com a colaboração de repórteres da rádio CBN e ouvintes-internautas, todos estes momentos estão registrados em imagens que integram o álbum digital do CBN SP. Assista, comente e participe enviando mais imagens da nossa cidade.

O que você comeria com R$ 3,80 por dia ?

 

As 2.400 crianças abrigadas em cerca de 120 centros de assistência na cidade de São Paulo estão comendo salsicha e arroz – de baixa qualidade – com os R$ 2.289,00 mensais repassados pela prefeitura de São Paulo. Como cada entidade tem cerca de 20 meninos e meninas, ficam reservados apenas R$ 3,80 para cada criança por dia. Parece pouco ?

Eu não tenho dúvida, mas a Secretaria Municipal de Assistência Social formou uma comissão para que seja realizado um estudo que identifique quanto de dinheiro teria de ser repassado para as crianças se alimentarem decentemente. A secretária e vice-prefeita Alda Marco Antônio disse que, em no máximo oito dias, terá uma resposta.

O problema começou quando a merenda distribuída aos centros que atendem crianças vítimas de violência que era fornecida pela Secretaria Municipal de Educação passou a ser responsabilidade da área de Assistência Social. Em vez de entregar o alimento, a Secretaria decidiu repassar o dinheiro. Segundo Alda Marco Antônio, uma nutricionista foi quem fez o estudo e entendeu que com os pouco mais de R$ 2 mil seria possível alimentar todas as crianças. “Ela terá de responder por isso”, ameaçou.

A promotora de Justiça Dora Martin Strilicherk, da Promotoria de interesses difusos e coletivos da Infância e Juventude da Capital considerou tudo isso um absurdo, abriu inquérito, pediu explicações à prefeitura e até agora não recebeu uma só resposta para o caso. Alda Marco Antônio disse que não recebeu o questionamento da promotoria talvez por um “erro de comunicação”.

Como todos estão agora comunicados, a expectativa é que haja, em breve, uma solução.

Ouça aqui a entrevista com a promotora Dora Martin Strilicherk

E aqui você ouve a justificativa da secretária Alda Marco Antônio

Canto da Cátia: Superpopulação de rua

 

Morador de Rua, foto Cátia ToffolettoA população de rua aumentou 88% em sete anos, na cidade de São Paulo. Hoje seria 15 mil pessoas vivendo nesta situação, de acordo com o Movimento Nacional da População de Rua. A Associação Viva o Centro calcula que dois mil moradores estejam na região central da capital. A repórter Cátia Toffoletto não precisou andar muito pela região para encontrar estas pessoas e ouvir a reclamação de comerciantes.

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto

Prefeitura nega fechamento de vagas

Conversei com a secretária municipal de Assistência Social Alda Marco Antonio, também vice-prefeita, que nega o fechamento de 700 vagas par atendimento dos moradores de rua. Ela explica que houve uma transferência de vagas para outras regiões. Quanto ao número de pessoas que vivem nestas condições, Alda Marco Antônio disse que nos próximos dias terá em mãos um estudo encomendado para a FIPE. No entanto, ela já identificou mudanças no perfil dos moradores de rua, muitos dos quais não aceitam seguir para os albergues da prefeitura, afirmou.

Ouça o que disse a secretária Alda Marco Antônio


Ex-secretário de Kassab nega fechamento de albergues na gestão dele

(publicado às 19:30)

O vereador Floriano Pesaro (PSDB) nega, através de comentário deixado neste post, que na gestão dele diante da Secretaria Municipal de Assistência Social, na primeira gestão do governo Serra/Kassab, tenha sido fechado algum albergue para atendimeto de moradores de rua. A informação contradiz o que disse a atual secretária Alda Marco Antônio em entrevista ao CBN SP que você ouve no link acima.

Reproduzo aqui a mensagem do vereador tucano, Floriano Pesaro:

Milton,

De 2005 a início de 2008 a Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo reformou 5 albergues e a abriu outros 6 totalmente novos, numa expansão de cerca de 2 mil vagas. A rede de proteção social para população de rua na cidade contava com 40 albergues, 7 núcleos de serviços e convivência, 9 repúblicas, 4 hotéis sociais, 1 restaurante comunitário, 6 núcleos de inserção produtiva e 1 bagageiro. Nenhum albergue foi fechado durante esse período. Muito pelo contrário: ampliamos e modernizamos a rede. São Paulo recebe, historicamente, 1000 novos moradores de rua por ano, e, sabemos que este trabalho requer persistência. Pautamos a gestão da assistência social pelo respeito e diálogo com as organizações sociais e movimentos organizados da população em situação de rua.

Floriano Pesaro

Olhar de Pétria: Aricanduva em risco

 

Deslizamento em Aricanduva Foto Pétria Chaves

O deslizamento de terra interrompeu parcialmente a avenida Aricanduva, na zona leste de São Paulo. A Pétria Chaves que sobrevoou o local, nesta manhã, ficou preocupada com a situação das residências que estão no topo do morro. Além do risco de que a chuva que se avizinha, nesta quinta-feira, possa causar ainda mais estrago no local.

Os buracos da República

 

Buracos da Republica

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Há seis meses os dois principais buracos da praça da República causam transtornos aos pedestres. O engraxate Francisco Manoel da Silva, 68, o Paraíba, protestou e encenou para mostrar como uma senhora de idade caiu, ao se enganchar no cone que fica dentro do buraco. “Em setembro, os funcionários da Prefeitura colocaram um cone aqui e um cavalete no outro buraco e nunca mais voltaram. E tem mais, se alguém vier me incomodar por causa da história desses buracos, vou direto à Delegacia do Idoso”, adverte o engraxate.

Paraíba trabalha há 40 anos na praça da República e diz nunca ter visto nenhum Prefeito andando na praça.

Motorista é multado por não usar cinto na moto

 

Motorista de carro ser multado por não usar capacete já havia noticiado (é só confirmar aqui). Multado por dirigir moto sem cinto de segurança, foi a primeira vez. Aconteceu com o paulista Luiz Zini que não bastasse ser punido por algo impossível, ainda o foi em lugar que jamais passou: Barra Mansa, Rio de Janeiro.

Para completar a comédia do absurdo, ainda será obrigado a quitar a dívida para depois fazer a reclamação.

Leia a história contada por ele:

A CBN,

Parece mentira mas não é, fui multado em Barra Mansa, no estado do Rio de Janeiro, local que jamais estive, por não usar cinto de segurança em uma motocicleta. Dois absurdos ao mesmo tempo. . .

Para que eu possa recorrer fui instruído pelo Detran a pagar a multa para depois recorrer e ver se será deferido o meu pedido de ressarcimento!, imaginem só, ser multado em um lugar que jamais estive, por não usar um equipamento que não existe em motocicletas, e tenho que pagar e depois pedir reembolso, é simplesmente inacreditável.

O que se espera de um órgão público que emite multas e punições, é que no mínimo o sistema não emita uma multa absurda como essa, é o mesmo que multar um motorista de automóvel por não usar capacete. Sou favorável as multas, infelizmente é um dos poucos métodos que funcionam e inibem os infratores, mas o mínimo de cuidado deveria ser tomado.

Enfim, nesse pais temos que provar que não somos culpados para não sermos punidos, até de um caso claramente equivocado como esse.

Abraços
Gini”