Aumento no preço do álcool faz mal à saúde

 

Tem muita gente reclamando do preço do álcool que subiu consideravelmente no último mês. Os usineiros falam em quebra de safra provocado pelas chuvas. Quem entende do assunto, diz que é especulação. Os produtores de cana estariam preferindo vender açucar no exterior a oferecer álcool aos carros brasileiros.

Hoje, conversamos com o professor e físico José Goldenberg que sugeriu intervenção do governo federal para segurar o preço do álcool, pois teme que o programa de incentivo ao uso do combustível mais limpo sofra forte revés. Além do impacto na economia, a substituição do etanol pela gasolina vai gerar prejuízos ambientais.

“Quando o Governo Federal reduziu de 23 para 21% a mistura de etanol na gasolina, os relógios de medição do ar em São Paulo passaram a registrar, em pouco tempo, piora na qualidade”, explicou o ex-secretário do Meio Ambiente.

Ouça a entrevista do professor José Goldenberg no CBN SP

Aos motoristas de carro flex a sugestão é que antes de se assustar com o aumento no preço do álcool façam a seguinte conta: se o litro do álcool custar até 70% do preço da gasolina, fique no álcool. Outro custo que deve ser avaliado é o ambiental.

Foto-ouvinte: Motorista profissional (?)

 

Ônibus comete infração (Foto Antonio Sobrinho)

O motorista deste ônibus que faz linha municipal cometeu ao menos duas irregularidades em poucos metros, às 11 da noite de terça-feira (04.01), próximo da estação Ana Rosa do Metrô, em São Paulo. A primeira ao cruzar a rua Vergueiro e tentar uma conversão proibida na rua Joaquim Távora (foto 1). Ficou atravessado na pista, insistiu uma, duas vezes e teve de manobrar e retomar o caminho pela Vergueiro, sentido bairro. Logo em seguida, nova infração: parou o trânsito para entrar à esquerda na Carlos Petit – o que é proibido – e retornar pela Vergueiro, sentido centro (foto 2).

Após atrapalhar o tráfego, colocar em risco outros motoristas e pedestres e cometer infrações injustificáveis para um motorista profissional, ele seguiu em frente. O ouvinte-internauta Antonio Sobrinho acompanhou tudo, fez as fotos e anotou o número de registro do ônibus: 3 9778.

Os Dinossauros que fizeram história nas estradas

 

Modelos inspirados em ônibus americanos são tão resistentes que, apesar de fabricados há três décadas, muitos ainda rodam por todo o País. Os últimos modelos destes Reis da Estrada foram fabricados há 10 anos.

Dinossauro de colecionador com motor cromado

Por Adamo Bazani

Até quem não se liga muito na história dos transportes coletivos urbanos e rodoviários do País tem uma figura peculiar que logo vem a mente quando pensa em “ônibus de estrada”. São os famosos modelos de duralumínio que a Viação Cometa operou com exclusividade por longo tempo. Os veículos, parecidos com os ônibus americanos, cor alumínio e com motor forte, que deixavam muitos carros de passeio “no chinelo”.

O primeiro modelo Dinossauro surgiu em 1972 sobre chassi Scania BR 115, no Salão do Automóvel. Inspirado nos GM Coach americanos, referência mundial em transporte rodoviário, alguns Flechas ainda são mantidos pela Viação Cometa. Outros, apesar dos 30 anos de história, podem ser vistos pelas estradas sob a bandeira de empresas menores, transportando sacoleiros ou em perfeito estado e reformados por colecionadores – como o da foto que abre este post, cujo motorzão Scania, de quase 400 cavalos de potência, foi cromado, dando um ar ainda mais nostálgico e luxuoso.

A história do Dinossauro e, posteriormente, do Flecha (um Dinossauro feito pela própria Cometa), começa nos anos 50, época em que progresso era sinal de estradas, transportes rodoviários. A Viação Cometa, que se iniciou em 1937 a partir de uma pequena empresa urbana, fundada pela aviador italiano Tito Maschioli, crescia e acompanhava o ideal de desenvolvimento do país.

Para se diferenciar no mercado e por não achar modelos nacionais a altura do ambicioso desejo de oferecer transporte rodoviário com requintes de aéreo, a Cometa importou ônibus da General Motors dos Estados Unidos. Eram os GMPD Coachs que tinham ar condicionado, bancos de couro, direção hidráulica, janelas com excelente visibilidade para passageiros e motoristas – itens nos quais a indústria brasileira engatinhava.

Devido a restrição às importações, imposta pela política de incentivo à indústria nacional de Juscelino Kubitschek, trazer ônibus de fora era algo financeiramente e burocraticamente impraticável. A Cometa, no entanto, queria manter o padrão americano para se distanciar das concorrentes. A solução foi abrir parcerias com empresas nacionais. A primeira delas, nos anos 60 foi com a encarroçadora Striulli, que obteve licença da GM dos Estados Unidos e fabricou veículos no padrão dos GMP Coach. Uma boa parte destes veículos era colocada sobre chassis Mercedes Benz. Apesar de a Cometa ter várias unidades deste modelo na época com o tempo o veículo apresentou problemas, assim como a saúde financeira da Striulli.

A história começa a mudar nos anos 70.

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Futuro: Laser para proteger pedestre

 

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Um muro feito com feixes de laser e reproduzindo a imagem de pedestres que atravessam de um lado ao outro da rua é a ideia criada pelo designer sul-coreano Hanyoung Lee para reduzir o número de atropelamentos nas faixas de segurança. A imagem surge no momento em que o semáforo está em atenção (cor amarela) para alertar os motoristas e impedir que eles cruzem ou invadam a faixa dos pedestres.

Foi o ouvinte-internauta José Carlos Valle quem encontrou a proposta divulgada pelo site Gajitz e gostaria de ver esta tecnologia em defesa dos pedestres implantada nas cidades brasileiras.

De dois mil e dez

 

Por Maria Lucia Solla

Maria Lucia Solla por Maria Lucia Solla

Olá,

você sabe tão bem quanto eu que o desconhecido é sempre o vilão da história. É o que nos faz pisar em ovos; o coração aos saltos. E é onde a gente fica: nesse lugar de dúvida, de suposição, de medo e atração. Atração fatal. Vive filme de terror e passa facilmente dele para o conto de fadas, sempre no mundo da ilusão. Do que seria, do que foi, do que teria sido. Até o teria sido, e muitas vezes especialmente ele, povoa nossos porões e áticos

O que se mostra a gente enfrenta, cada um do jeito que pode ou sabe, mas o que está oculto ganha poder, força e um imenso espaço na nossa vida. E a gente vai escrevendo enredos em páginas sonhadas, chorando e rindo, discutindo e trocando juras de amor. Na ficção individual.

A gente arquiteta tudo na mente. Faz novela de fazer inveja a diretores das novelas de maior sucesso na televisão. Na telinha da TV, a história do outro nos toma no máximo uma ou duas horas por dia. Na nossa, começam na mente e nos tomam por inteiro, sem propaganda. Se alastram e tomam o lugar da Vida. É como se a vida da gente fosse pirata: a gente vive a cópia do roteiro.

Assistir à novela da tv é moleza. A gente assiste de fora e vê tudo; ou acha que vê. Aí a gente se mune da pose mais empertigada e cai de pau no personagem que mais se assemelha a nós mesmos. Bota para funcionar julgômetro e condenômetro, e depois volta para a própria fantasia, que acha que é real.

E é por isso tudo que decidi penetrar os mistérios do ano que vai reinar por um ano inteiro. E faço o lexicograma da sua assinatura; do seu nome. Lexicograma é o nome do exercício divulgado por Linda Goodman, minha astróloga favorita que já deixou o planeta.

E foi no nome dele, DOIS MIL E DEZ, que encontrei algumas de suas dádivas.

Ele traz, no nome MEL que em qualquer cultura, desde os primórdios dos tempos, mantém fama de bom.

Traz notas musicais: DO, MI, SOL, Si. Fui ao teclado testar o som. Fica claro para mim que o SI deve ser sustenido. Taí um bom lugar para começar; pela música. Vou voltar a tocar. E o SI será sustenido.

Ele traz o SOL.
O rei.

Traz no nome a palavra SILO, que faz pensar em fartura de produtos agrícolas armazenados.

Traz MILO, a deusa do amor e da beleza, conhecida por Vênus.

Traz o imperativo DOE, nos convidando a doar.
Traz LEI, LEME e SELO. Começo, meio e fim.

Eu estou pronta para ele. Sem medo, sem suposições.

E você, que tal experimentar? Escreva o nome do ano: DOIS MIL E DEZ. Depois, é só procurar palavras que podem ser formadas com as letras dele. Esses são os seus mistérios. Assim DO, Si, MIL, DEZ estão ali, escancaradas, mas inúmeras outras estão misteriosamente escondidas.

Aproveite e faça o do seu nome também.
Divirta-se e VIVA!

Beijo e Feliz DOIS MIL E DEZ para todos

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de Comunicação e Expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung.

Na aeronave da vida

 

http://www.flickr.com/photos/claudio-rieper/

Publico aqui texto enviado por um dos mais ativos participantes deste blog, o comandante Armando Italo, que escreve pensando em todos aqueles que, assim como ele, dedicaram algum tempo do seu dia para comentar notícias, debater assuntos ou provocar reflexões:

Em 1o. de janeiro de 2009 embarcamos na nossa aeronave, acionamos os motores, taxiamos, alinhamos na cabeceira da pista, decolamos mais uma vez para o desconhecido.

Durante a subida, sentimos algum tipo de resistência causada pelas forças da natureza. Tivemos de “brigar um pouco” com os controles e sistemas de voo – assim como com os nossos próprios controle e convicção – em momentos cruciais. Foi necessário tomar atitudes inesperadas e ter coragem de assumir, aceitar os nossos erros, derrotas, frustrações e desafios.

Subindo em direção a imensidão do azul escuro, do infinito, ora tendo que acelerar, ora tendo que desacelerar os motores. Reduzir ou aumentar a razão de subida para que então pudéssemos em algum ponto do infinito, lá em cima, nivelar a nossa aeronave com segurança e desfrutar a paz daquele espaço, do nascer e do pôr do sol. Apreciar a chuva caindo lá embaixo em algum lugar qualquer e tudo o que existe de belo que o criador e a natureza nos proporcionam.

E assim, atravessamos em nosso voo o ano de 2009.

Temos agora de iniciar a descida da nossa aeronave da mesma forma que subimos. Em paz, harmonia, segurança, respeito a natureza, aos amigos e companheiros de voo.

Que em 2010 os nossos voos sejam melhores, mais suaves, menos
turbulentos, com menos aproximações perdidas e arremetidas !

“Filhos são mais leais que seu chefe’”, alerta Kanitz

 

Um pouquinho de egoísmo não faz mal a ninguém e pensar na sua própria família antes de dar prioridade à sua empresa, à sociedade e aos outros é recomendável. Quem diz isto é um mestre em administração por Harvard, Stephen Kanitz, que tem dedicado seu tempo à família – a dele e a dos outros, pois além de ser autor do blog famílias.melhores.com.br, acaba de lançar o livro “Família acima de tudo”(Thomas Nelson Brasil).

Na entrevista que você ouve aqui no blog, Kanitz faz um alerta aos puxa-sacos e workaholics: os filhos são mais leais do que seu chefe no trabalho e serão eles que lembrarão de você na aposentadoria. Critica as empresas que não respeitam o tempo de seus profissionais e os impedem de se dedicar a mulher, ao marido ou aos filhos. E defende uma mudança de hábitos radical: “o prazer de ter um filho não pode ser menor do que o de ter um carro novo”.

Ouça a entrevista de Stephen Kanitz e reflita sobre seu comportamento profissional e familiar

São Paulo não vai devolver taxa da inspeção

 

Taxa de inspeção veicular mais alta e sem direito de devolução, a partir de 2010, na cidade de São Paulo. Apesar disso, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge acredita que o cidadão está convencido da importância deste serviço seja para a economia no consumo de combustível, seja para a prórpria saúde, seja pela melhoria na qualidade do ar da cidade.

O valor da taxa ficará acima de R$ 57 e a prefeitura anunciou, oficialmente, que não irá mais devolver este valor, pois o custo para a cidade seria de aproximadamente R$ 300 milhões. Eduardo Jorge diz que os carros com motores regulados chegam a economizar até R$ 150 por ano em combustível e isto seria justificativa suficiente para que o proprietário do veículo estivesse convencido da necessidade de realizar o serviço – e pagar por ele.

Ouça a entrevista do secretário Eduardo Jorge sobre a inspeção veicular e a devolução da taxa

Apesar do otimismo de Eduardo Jorge, a quantidade de mensagens reclamando da decisão da prefeitura de não devolver mais a taxa de inspeção veicular em 2010 foi enorme, logo após a entrevista. E um outro problema apareceu: os donos de carros que pediram a devolução, neste ano, e não receberam até agora o dinheiro. Estes mostraram, inclusive, que não funciona o e-mail informado pela prefeitura para atender as reclamações dos contribuintes que ficaram sem a devolução da taxa.

Aliás, testei o e-mail imreembolso@prefeitura.sp.gov.br e a mensagem que recebi foi a mesma daqueles que reclamaram da prefeitura: did not reach the following recipient(s).

Não vai ser fácil convencer o paulistano de que ele deve pagar mais uma taxa para viver na cidade de São Paulo.