Todos estão de olho no preço do álcool e reclamam com razão dos aumentos que ocorrem desde dezembro. Na ponta do lápis, contas feitas, abastecer com gasolina carro com motor flex já sai mais barato em ao menos dez estados brasileiros, incluidos São Paulo e Distrito Federal. A gritaria tem sido geral.
Hoje, porém, o ambientalista e ex-integrante do Ministério do Meio Ambiente (Gestão Marina Silva) João Paulo Capobianco chamou atenção para outro aspecto. A distorção no preço do combustível pode ter sido provocada pela estratégia do Governo Lula de segurar o valor do litro da gasolina para evitar pressão na inflação e conter críticas da opinião pública. Ele lembra que o álcool estava muito barato e o ajuste era necessário, mas se tornou problemático devido ao preço baixo da gasolina.
Apesar do custo, Capobianco sugere que o motoristas prefira abastecer o carro com álcool para evitar maior impacto ambiental. Ele citou pesquisa recente que mostra que o álcool combustível reduz em até 73% as emissões de gás carbônico – principal causador do efeito estufa – na comparação com a gasolina.
Foram necessários dois dias de transtornos para o Governo de São Paulo anunciar mudanças no pagamento do IPVA, adiando as datas para os veículos com placas final 1,2 e 3. Até ontem, a Secretaria Estadual da Fazenda se negava a mudar o prazo de vencimento alegando que cerca de 1 milhão de proprietários de veículos haviam conseguido fazer o pagamento e que o sistema estava apenas lento, mas não havia parado. Não resistiu ao segundo dia de reclamações e no fim da tarde divulgou nota que reproduzo a seguir.
Antes uma lembrança e uma constatação: Ano passado foi o mesmo fiasco do tal “sistema” (que costuma não ter nome) e fica muito claro que a infra-estrutura projetada para atender o contribuinte pelos meios eletrônicos está aquém das necessidades.
Vamos as novas datas de pagamento, em São Paulo:
Os contribuintes que não conseguiram pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) por conta da lentidão do sistema verificada em determinados horários na rede bancária, terão uma nova oportunidade para efetuar a operação. O governador José Serra determinou que os proprietários de veículos com placas final 1 (com vencimento no dia 8/1), final 2 (que venceu na segunda-feira, 11/1), e os de final 3, que vencem nessa terça-feira, 12/1, poderão quitar o imposto ou optar pelo parcelamento no período de 22 a 26 de janeiro. A Secretaria da Fazenda vai ajustar seu sistema para que esta operação seja realizada e os contribuintes tenham acesso aos benefícios previstos nas regras do IPVA.
Cidades que integram o Sistema Cantareira, em São Paulo, tem seus planos de emergência colocados à prova com a informação da Sabesp de que as cinco represas da região estão no seu limite e com a sequência das chuvas comportas terão de ser abertas causando mais enchente. O Governo do Estado fez o alerta sexta-feira e a Defesa Civil espera que medidas sejam adotadas rapidamente para evitar mortes.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil no Estado Coronel Luis Massao Kita muitas cidades – não apenas em São Paulo – não tem coordenadoria municipal nem plano de emergência traçado, colocando em risco à população.
O Sistema Cantareira é formado pelas represas de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, tendo na região dez municípios, dos quais cinco não têm plano de emergência, segundo informou o Portal G1 (leia aqui).
Ao ler o post sobre o prédio que será recuperado ao lado da sede do Masp, o “comentador” do Blog do Mílton Jung Armando Italo lembrou-se de outros que estão precisando de uma ajudinha. O da foto acima fica na rua Sete de Abril na esquina da Xavier de Toledo, centro da capital.
“Esta é São Paulo, cidade sem história, sem memória !”, escreveu em seu comentário.
Da disposição das poltronas que ofereciam mais conforto aos passageiros até a criação de um dialeto para as estradas brasileiras, os modelos que vieram na linha dos Dinossauros também deixaram suas marcas no transporte rodoviário. Conheça algumas dessas novidades na segunda reportagem desta série.
Por Adamo Bazani
Os Dinossauros, apesar do apelido, eram modelos de ônibus mais leves, menos ‘beberrões’ e com motor que aproveitava melhor sua potência. Tinham boa fama nas estradas e excelente apelo de marketing. Isto tudo somado a relação custo-benefício fizeram com que a Cometa decidisse seguir em frente com a linha.
Foi, então, que em 16 de março de 1983, a empresa lançou a fabricante exclusiva para os modelos de ônibus duralumínio, a CMA – Companhia Manufatureira Auxiliar. Nascia a era dos Flechas, já que, comercialmente, por questões de licença, a empresa não podia continuar com o nome Dinossauro, além de dar a linha a ideia de evolução.
Graças a parceria com a Scania, a Cometa trazia nos Flechas inovações que apenas anos depois seriam vistas nos demais ônibus brasileiros. Um exemplo: o Flecha Azul Automático (nome dado por causa da faixinha azul sobre a carroceria aluminizada nos ônibus). O modelo, sobre chassi Scania BR 116, prefixo 5223, trazia uma caixa de transmissão eletroautomática.
Em 1985, foi lançado o Flecha Azul II. Era 20 centímetros mais alto que a versão anterior e todas as poltronas estavam dispostas de modo a não ficarem na coluna divisória das janelas. (Tem modelo de ônibus até hoje em quem o passageiro, ao olhar para o lado enxerga apenas um pedaço de lata da coluna). Em 1987, saiu uma série nova de Flecha Azul II com quatro, em vez de três lanternas traseiras de cada lado. A mudança ofereceu maior visibilidade aos demais motoristas e se transformou em uma espécie de sistema de comunicação entre eles. Vitor Matos, motorista que atua em transporte de estudantes em Minas Gerais atualmente, explicou que a forma com a qual o condutor acionava as oito lanternas transmitia uma determinada mensagem. Dependendo das “piscadas” da lanterna, ele indicava que queria ultrapassar, que poderia ou não ser ultrapassado, que seguiria em velocidade alta ou reduzida, que havia perigo ou policiamento na pista. “Era o dialeto das estradas”
Neste vídeo, feito pela Comunidade de Admiradores deste tipo de ônibus, é possível conferir o jogo de luzes de um Flecha Azul.
Estar no helicóptero não é fundamental para que o olhar da repórter Pétria Chaves encontre um ângulo interessantes da cidade de São Paulo. A caminho do Campo de Marte, na zona norte, ela assistiu à capital paulista acordando do alto da Ponte da Casa Verde.
Pelo segundo ano consecutivo (que eu lembre), o paulista enfrenta dificuldade para pagar o IPVA devido a problemas no sistema eletrônico. Desde a abertura dos bancos, os proprietários de carros com placa final 2 reclamavam do atendimento lento e ineficiente. “O sistema está fora do ar” era o que se ouviu dos funcionários dos bancos. Na internet, a vida não era mais fácil.
O governo do Estado de São Paulo admite o transtorno causado ao contribuinte, mas diz apenas que se o pagamento não foi feito nesta segunda, ele ainda pode se beneficiar do desconto de 3% até o dia 21 de janeiro, mas é preciso “antecipar o licenciamento do veículo, quitando o IPVA e os demais débitos, como seguro obrigatório DPVAT, taxa para emissão do documento de licenciamento e multas”.
Leia a justificativa para a dificuldade imposta ao contribuinte e a explicação de como pagar o imposto:
Em determinados horários e instituições bancárias, o sistema online de pagamento de IPVA apresentou lentidão hoje (11/1) em razão de concentração de pagamentos em alguns períodos do dia. Estes picos de demanda provocaram, em alguns casos, maior tempo de resposta dos servidores da Prodesp e espera para a geração de comprovante de pagamento nos guichês e terminais de auto-atendimento. Dados preliminares revelaram que, até as 16h30, foram realizados um total de 1 milhão de pagamentos no sistema bancário.
O sistema se manteve ativo, sem interrupção de comunicação, durante todo o dia, apesar da lentidão verificada em períodos de grande concentração. Em situações como essa, em que há dificuldades na operação do sistema on-line, as instituições bancárias estão autorizadas a utilizar sistema de contingência, possibilitando o recolhimento do IPVA, mesmo que ocorra instabilidade na comunicação entre seus sistemas operacionais e os da Secretaria da Fazenda, operados pela PRODESP.
O contribuinte que eventualmente não conseguiu efetuar o pagamento com o desconto de 3% poderá ainda fazê-lo até o dia 21/01 e garantir o benefício. Para isso, basta antecipar o licenciamento do veículo, quitando o IPVA e os demais débitos, como seguro obrigatório DPVAT, taxa para emissão do documento de licenciamento e multas. O proprietário do veículo poderá também efetuar o pagamento integral do imposto no mês de fevereiro, sem o desconto.
No início, havia proposta megalomaníaca de criar um mirante do qual seria possível enxergar o litoral do alto do prédio que está ao lado da sede do Masp, na avenida Paulista. Passaram-se alguns anos, reclamações de promotores e manifestação de urbanistas, e a proposta para o local ficou mais próxima da realidade.
A ideia de aumentar o prédio permanece, mas apenas até 70 metros, evitando assim que o edifício se transforme em uma aberração urbanística na mais importante avenida da capital paulista. O custo da obra também é alto, R$ 14 milhões, mas o dinheiro estaria garantido.
O prédio foi comprado pelo Masp há alguns anos e a aparência é de que enfrenta um processo de degradação pelo abandono (veja as fotos no álbum digital do CBN SP no Flickr). Feio, sim, abandonado, não – disse o secretário-geral do Museu de Artes de São Paulo Luis Pereira Barreto que explicou, em entrevista, o que o Masp pretende fazer no local:
O estado de São Paulo tem um mapa que identifica as áreas de risco e determina quais terrenos podem ser mais ou menos ocupados. Com base neste documento, a carta geotécnica, é que os municípios tem de traçar seu desenvolvimento. A explicação é do geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos que credita a este trabalho, entre outros, a redução no número de mortes provocadas por deslizamentos, na Serra do Mar.
Em entrevista ao CBN São Paulo, o ex-diretor do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – responsabilizou a forma de ocupação do espaço urbano pelas tragédias que tem sido registradas nesta virada de ano. “A natureza nunca é culpada de nada” disse ao explicar que as chuvas que ocorrem neste período com forte intensidade costumam se repetir a cada 10, 20 ou 30 anos.
Álvaro Rodrigues dos Santos disse que está otimista em relação as soluções técnicas para combater o problema, mas pessimista quanto as decisões políticas. Na conversa desta manhã, no CBN SP, o consultor de geotecnia descreveu algumas ações que ajudaram a impedir mais mortes no Estado de São Paulo:
A praça da Bandeira , no centro de São Paulo, ganhou fama internacional com um dos mais trágicos incêndios da capital, o do Joelma, em 1974. Hoje, tem um terminal de ônibus movimentando e importante para o paulistano. Mesmo assim, andar por ali não tem sido tarefa fácil.
Semana passada denunciamos que pela enésima vez as escadas rolantes que dão acesso ao terminal estavam quebradas. Agora, é Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, quem chama atenção para outro problema de manutenção: as grades da passarela sobre a praça estão sendo roubadas para a “fabricação de fogão de pedra”.
Nas contas dele, estão faltando cinco grades e a falta de reposição impõe perigo, principalmente às crianças.