De tempo

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Tempo” na voz da autora

salvador_dali

que o ano está terminando de novo
não é novo para ninguém
o que a gente mais faz
é contar o tempo o tempo todo
como se fosse vintém

é dia hora minuto segundo
e há quem conte hoje em dia
sua infinitamente pequena fatia

o ano começa e a gente se empolga
feliz ano novo
e tira folga
como se tudo zerasse
e a gente então começasse
do nada
de novo
tudo

retomando a contagem e acreditando em bobagem

o ano termina e a gente diz até nunca mais de costas
sem aperto de mão
sem reflexão
sem pitada de gratidão

adeus ano velho
diz faminta de respostas
jorrando interrogação
engasgando na exclamação

aprende assim desde cedo
a da passagem do tempo ter medo
e então engaiola a vida nas teias dele
e em vez de tecê-lo
em meio ao desassossego
o destroça ao se agarrar
não com amor
mas com apego

e eu vou contando também
do jeito que me convém
olho para trás para a vida que vivi e percebo
que do tempo nunca tive medo
vou contando seus pedaços
em que passei enrolada em abraços
e do tanto que sonhei
com o beijo que não ganhei

meu tempo e minha vida dançam
ao som de jazz bolero ou baião
e sabe por que você não distingue a canção
porque é inteiro mente
e eu inteiramente coração

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de Comunicação e Expressão e, aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung. Tudo ao seu tempo.

Foto-ouvinte: Belo horizonte

 

Mirante do Banespa

Após uma semana de imagens degradantes da cidade, revelando suas fraquezas e incompetências, nada como procurar um horizonte melhor. Do alto do Edifício Altino Arantes, a 160 metros de altura, o ouvinte-internauta Junior ‘Jota’ P enxerga uma São Paulo mais tranquila, mesmo com seus milhares de prédios espalhados por todos os quadrantes. De lá é possível ver a dimensão desta cidade em uma passeio de graça e muito bonito. O Mirante do Banespa – como também é conhecido – está na rua João Brícola, 24, próximo do largo São Bentro, no centro de São Paulo.

Bus Noel roda no ABC Paulista

 

Por Adamo Bazani

Depois de cinco anos trabalhando como Papai Noel ‘independente’, motorista Fumassa ganha apoio da empresa de ônibus e distribui brinquedo para crianças a bordo de um Comil Svelto com decoração de Natal.

Fumassa e o ônibus de Natal

Havia um brilho especial nos olhos do motorista Edílson de Oliveira Santos, de 41 anos, quando olhava para o ônibus com enfeites natalinos e luzes de várias cores. Foi com este olhar que se iniciou a entrevista com Fumassa (com dois Ss, como faz questão de enfatizar), que está há 22 anos no transporte coletivo, tendo começado na Viação Padroeira do Brasil, de Santo André. Como motorista, tem oito anos, seis dos quais dedicados a transportar alegria aos passageiros e comunidades atendidas pelas linhas onde trabalha, durante o Natal.

Fumassa conta que, sem muito apoio da Viação Padroeira, na época, colocava um gorrinho de Papai Noel e distribuia balas a crianças, e também adultos entusiastas, ao longo do caminho. “Dar uma bala a uma criança é como dar uma medalha para ela”. Com o tempo, ficou mais difícil manter o trabalho solitário. Um ex-gerente da empresa até o havia proibido de realizá-lo, o que quase levou o motorista a depressão.

Acabou recompensado.

A Viação Vaz, que ganhou que forma o Consórcio União Santo André e começou a operar linhas que eram servidas pela Viação Padroeira, comprou a ideia e enfeitou um ônibus com luzes e imagens natalinas, além de fornecer quilos e quilos de balas, colocar músicas de Natal dentro do ônibus e deixá-lo dirigir vestido de Papai Noel. “Eu me sinto realizado com isso, foi o melhor presente que Deus pode me dar. Acho o Natal uma data especial, pra mim, o passageiro é um amigo, adoro crianças e ter a oportunidade de levar a alegria do Natal durante meu trabalho não tem preço”.

O amor pelo Natal e por distribuir alegria e balas para crianças é tão grande que Fumassa trabalha neste mês mais horas que sua escala, enquanto está vestido com as roupas do bom velhinho. Seu horário normal é das 4 da manhã à uma e 40 da tarde, mas nesta época, por livre e espontânea vontade, trabalha das cinco e meia da manhã às nove da noite.

“Não é só criança que gosta do ônibus enfeitado de Natal ou de um motorista com gorrinho de Papai Noel. Vejo em muitos adultos nascer de novo a pureza da infância. Uma cena que me marca muito foi a gratidão de uma mãe, que tinha passado um ano de dificuldades, mas quando me viu disse que eu a tinha feito esquecer estas dificuldades. E é esse o meu objetivo e o que sempre digo: Não importa como foi o ano inteiro, viva o Natal, porque é nele que nos preparamos para o próximo ano”. – emociona-se Fumassa.

O motorista tem uma facilidade para fazer amizades com passageiros, que lhe rendeam histórias inesquecíveis, como o aniversário de Marcelo, um jovem atendido pelo Projeto Crer, deficiente mental. De tanto levá-lo para o Projeto, na linha em que trabalha, Fumassa fez amizade com a família. O aniversário do jovem sempre foi algo muito valorizado por ele mesmo. Tanto é que três meses antes de seu aniversário, Marcelo já anunciava para todo mundo. No ano passado, com o apoio da empresa, organizou uma festa de aniversário dentro do ônibus, com direito a bolo, bexiga, “parabéns a você” e refrigerante.

“Também já teve caso de eu saber que algumas passageiras estavam grávidas antes mesmo do marido. Mas eu não era o pai hein … Sentou no banquinho da frente, virou confessionário. Pelo menos um bom dia, o passageiro tem de me dar”.

Mais festa pela frente

O sócio diretor da Viação Vaz, Thiago Vaz, 23 anos, diz que Fumassa desde março já falava na possibilidade de comemorar o Natal com os passageiros, mas neste ano, a empresa quis dar um presente diferente para ele, enfeitando o ônibus. “Percorri a linha com o Fumassa e realmente é emocionante. De tão bem recebida a ideia pela comunidade, tiramos o carro da escala. Ele vai rodar em dias alternados em todas as linhas da empresa e tem permissão de parar fora do ponto para atender as crianças que acenam. É fantástica também a receptividade dos adultos”.

O projeto também é uma forma de aproximar a empresa com a comunidade, principalmente nos bairro mais carentes e violentos atendidos pela Viação Vaz. No incício, houve dificuldades para a instalação elétrica. “Mas o Adeildo, eletricista da empresa, foi um mestre. Tivemos de comprar transformadores elétricos, a exigência do desempenho da bateria do ônibus é maior, mas vale a pena.” A intenção agora é enfeitar o veículo também na Páscoa, Dias da Mães, dos Namorados e para a Copa do Mundo.

“Pensei em enfeitar seis ônibus: um para cada título mundial que temos e outro já comemorando o Hexa. A novidade é que vamos ‘adesivar’ os ônibus, com imagens referentes as datas. Estraga a pintura, é verdade, na hora de tirar os adesivos, mas vale a pena, com o retorno da imagem da empresa junto a comunidade”, conta o sócio-diretor da Viação.

Thiago também conta que nas poucas viagens que fez ao lado de Fumassa, já foi possível colecionar fatos interessantes, como a mãe que vai comprar um presente para a filha para o motorista entregá-lo, a alegria dos passageiros idosos, que também querem bala e até um fato que considera engraçado. “Uma vez entrou um passageiro e disse: ‘Coitado desse motorista, olha o que a empresa faz com ele, obrigando-o a trabalhar com essas roupas quentes.’ Mal sabia ele que esse é o sonho do motorista.”

O ônibus, um Comil Svelto com porta do meio para pessoa com deficiência, Mercedes Benz OF 1418, tem enfeites dento e fora. Com luzes agradáveis, sem serem fortes demais, mas que chamam a atenção. No interior, serpentinas, um Papai Noel, bolinhas e uma árvore de Natal. A noite, o veículo fica mais bonito de se ver e pode ser conferido trafegando pelas principais ruas de Santo André, já que todas as linhas da Viação Vaz passam pelo centro da cidade.

Mais bonito que o veículo, no entanto, é o entusiasmo de Fumassa. Ele é de uma família simples, que passou por várias dificuldades. Aos 16 anos de idade, o pai morreu, ainda novo. Fumassa tinha de ajudar a mãe para manter a casa. E o Natal sempre teve um significado especial. “Era simples, mas nos reuníamos à mesa e festejávamos a alegria da vida, a alegria até mesmo de passar por dificuldades e vencer. Hoje me sinto realizado, alcancei um objetivo de vida. Agradeço a empresa por incentivar a ideia e, principalmente, pelo sorriso das crianças, que são meu combustível” – emociona-se mais uma vez o motorista

Adamo Bazani, é repórter da CBN, busólogo e que acredita em Papai Noel como Fumassa.

Veja mais fotos do Bus Natal no álbum do CBNSP no Flickr

Jornalista entrega trabalho de mestrado ao presidente Lula

 

Conversei com a jornalista Eliana Calixto de Campinas na redação da CBN, em São Paulo. Havíamos marcado entrevista para falar sobre o programa Café com o Presidente, criado pela área de comunicação do Governo Lula, tema do trabalho de mestrado realizado por ela na Faculdade Cásper Líbero. A tese que defendeu é de que a ação governamental também pode ser considerada jornalismo. Tinha lá minhas dúvidas, principalmente levando em consideração a experiência que temos de projetos de comunicação na área pública.

Seja como for, fiquei surpreso a perceber a personalidade de Eliana que após a conclusão do trabalho de mestrado decidiu ir a Brasília entregar seu projeto nas mãos do presidente. Isto ocorreu, nessa quarta-feira (08.12), no Centro Empresarial Brasil 21, onde se realizava a entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, com a presença do presidente.

Eliane aproveitou o fim da cerimônia para se aproximar de Lula, chamou atenção do presidente e, além de entregar o livro ao próprio, ainda foi convidada pela equipe do Blog do Planalto para gravar um depoimento.

O resultado da pesquisa dela está no site da Faculdade Cásper Líbero.

Isto não é o caos, é uma vergonha

 

(Atualizado em 10.12, 16h04)

Jardim Romano alagados (Pétria Chaves)

Os Jardins São Martinho e Pantanal, no extremo leste de São Paulo, estão alagados desde segunda-feira à noite, quando se iniciou o temporal na capital paulista. Dois dias após a enchente a água ainda toma as ruas pobres do bairro, como mostram as imagens feitas pela repórter Pétria Chaves, do helicóptero da CBN, e Cátia Toffoletto.

Jardim Romano Pessoas Alagadas (Cátia Toffoletto)

A Subprefeitura de São Miguel Paulista que seria responsável por oferecer qualidade de vida aos moradores da região – oficialmente chamada de Jardim Romano – divulgou nota sem oferecer muita esperança a quem está no meio do problema (ou da água): “a Subprefeitura, juntamente com a Sabesp e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) estudam a possibilidade de desenvolver um projeto de engenharia para a região”. Enquanto estudam, as pessoas levam a vida do jeito que dá.

No CBN SP desta quinta-feira, o subprefeito de São Miguel Paulista falou sobre a situação enfrentada pelos moradores nesta região:

Ouça o que disse o subprefeito Milton Roberto Persoli

Cada qual com seu paladar

 

Cachação do Corinthians

A dupla acima estava sobre a mesa do jornalista Heródoto Barbeiro e em um momento de descuido foi flagrada pela colega Cátia Toffoletto. A cachaça ‘A Corinthiana’ ainda estava intacta no momento da foto (após, não se sabe o que aconteceu). É possível que ele esteja aguardando momento mais apropriado para comemorações. Mas a mesma não deve resistir por muito tempo assim, pois se tem duas coisas que o Heródoto entende é de Corinthians e cachaça.

Banda larga popular emperra em São Paulo

 

A criação de serviço de Banda Larga Popular, dois meses após seu lançamento pelo governador José Serra (PSDB), anda em baixa velocidade. Tanto a Telefônica como a Net não apresentaram nenhum produto com preços inferiores a R$ 30, que poderiam ser beneficiados com corte de 100% do ICMS.

A Telefônica arrisca dizer que “em breve” e “no menor prazo possível” entregará o serviço. Até tentou, mas obrigava o cliente a levar uma linha telefônica pela qual pagaria a assinatura, no mínimo. Portanto, não atendia as exigências do decreto estadual.
A Net, “está estudando” e não tem data prevista.

Mesmo que consigam nos próximos meses se adaptar as normas do Estado e entregar um pacote de R$ 29,80, há uma dúvida técnica: a velocidade mínima de transmissão de dados nos pacotes populares requerida pelo Governo é de 200 Kbps, abaixo do que a União Internacional de Telecomunicações, da ONU, entende ser banda larga.

Larga ou estreita, o caso chama atenção para um fato que se repete no País. No anúncio é a melhor ideia do mundo. Muitos elogiam, rende notas positivas na imprensa, sai reportagem na televisão e comentários legais nas redes sociais, até que o dia-a-dia se encarrega de mostrar a verdade. Falo aqui em especial do programa de serviço de internet a preços populares mas poderia me referir a uma série de outros que foram destaque na mídia no último ano. Uma variedade deles ainda irá aparecer até as eleições do ano que vem.

Por enquanto, a banda larga popular está na lan-house, onde com uma moedinha de R$ 0,50 você navega 15 min.

Tem que enxugar a água porque o Tietê está no limite

 

Reflexo da Cidade (Pétria Chaves)

Reflexo do que é São Paulo em imagem da repórter Pétria Chaves/CBN

 

A chuva foi muito forte – dizem o técnicos que despencou 100 mm de água -, mas a cidade já encarou com menos prejuízos temporais bem mais intensos, nos quais o número de pontos alagados ficou longe dos 98 registrados nesta terça (08.12). É o que mostra levantamento feito pelo UOL com base em dados oficiais (leia aqui).

Os mais de R$ 1,7 bilhão investidos que rebaixaram a calha do Tietê para permitir que a vazão do rio chegasse a 1.188 m3 por segundo de vazão não são mais suficientes para a quantidade de água despejada nele. Ou seja, o rio está mais raso do que deveria, pois a manutenção não é suficiente para a quantidade de resíduos que se acumula na calha do Tietê.

Para o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica Mário Thadeu Leme de Barros entrevistado no CBN SP a saída está em aumentar a capacidade de São Paulo “enxugar” a água da chuva. Uma das opções é investir nos parques lineares que preservariam as encostas dos córregos e riachos que desaguam no Tietê e reduziriam o volume de água despejado no rio.

Dos 23 previstos para serem entregues até 2012, segundo o Plano de Metas da Prefeitura, apenas um está concluído, no Jardim Esther, região do Butantã. Oito deveriam estar prontos neste mês de dezembro.

Haveria outras possibilidades como impedir a ocupação sem limite e sem ordem que se realiza historicamente na capital paulista, mas para tanto é preciso coragem política e restrição de privilégios. Hoje, São Paulo paga um preço muito alto pela falta de planejamento e o que a cidade sofreu nesta terça é reflexo de uma série de erros urbanísticos, muito mais do que o excesso de chuvas.

Nesta entrevista nós falamos também sobre a falha que ocorreu no bombeamento das águas do rio Pinheiros que tornou a situação do Tietê ainda mais crítica.

Ouça a entrevista do professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e sanitária da Escola Politécnica Mário Thadeu Leme de Barros

Nesta quarta, também conversamos com um economista para entender o tamanho do prejuízo calculado pela cidade em virtude dos transtornos provocados pelas enchentes.

Ouça a entrevista de Heron do Carmo, professor da FEA-USP, sobre o Custo São Paulo

Para pessoas com deficiência, São Paulo sempre para

 

Ao mesmo tempo em que milhares de paulistanos se lamentavam por não conseguirem se deslocar na cidade devido as enchentes, nesta terça-feira algumas dezenas de pessoas estavam no auditório do WTC, em São Paulo, onde discutiam temas ligados a questão da acessibilidade, no Encontro Internacional de Tecnologia para Pessoas com Deficiência.

Nos corredores, a caminho do plenário, uma série de equipamentos expostos chamavam atenção dos visitantes. Cadeiras de roda dos mais variados modelos e para distintas doenças, móveis compostos por uma complicada engenharia capaz de oferecer autonomia ao usuário com restrição nos movimentos e demais traquitanas desenvolvidas para dar mais conforto em casa ou no tratamento de pessoas com deficiência.

Todos estes produtos surpreenderam um dos convidados para o debate, Aílton Brasiliense, conhecedor dos males provocados pelos acidentes de trânsito. “Somos capazes de desenvolver estas máquinas para ajudar pessoas com deficiência assim como para deixá-las com sequelas ou matá-las”, comentou em referência ao número de motociclistas mortos no País: 10 mil, no ano passado.

No painel para o qual fui convidado a mediar, “Transformação: uma cidade para todos”, Brasiliense descreveu cenas comuns dos pedestres na capital paulista e repetiu a tragédia que se transformou nosso trânsito – não pelos congestionamentos, mas pelos assassinatos.

Calçadas sem prumo, piso irregular e todo tipo possível e imaginável de obstáculos que o ambiente urbano, da maneira como foi construído por nós, impõe ao cidadão também foram destacados. E soluções para este cenário, apresentadas. Lá estiveram, ainda, prefeito, vice e secretário de três cidades paulistas (Jaú, São José dos Campos e capital, respectivamente) que dedicaram seu tempo a mostrar tecnologia e políticas implantadas em seus municípios. Nada muito além daquilo que já conhecemos e identificamos como necessidade na busca de uma cidade inclusiva.

A vereadora Mara Gabrilli, de São Paulo, foi quem mais chamou atenção para recursos tecnológicos que podem facilitar a comunicação de pessoas com deficiência. Um microfone que a conecta com o sistema de som de qualquer plenário, a máquina que lhe permite votar na câmara apenas pelo piscar do olho e a necessidade de as emissoras de TV implantarem sistema de audiodescrição, são alguns dos exemplos.

A mim coube a tarefa de responder uma pergunta do meu colega de programa, Cid Torquato: “Uma cidade inclusiva é possível ?”. Fui o mais pessimista dos participantes ao dizer que não tenho esta ilusão, não neste momento, apesar de me orgulhar de fazer parte da geração que inicia esta construção de consciência cidadã.

Repito aqui o que disse logo na abertura do evento: o dia para o debate – apesar de muitos terem se ausentado pelos problemas no trânsito – foi simbólico. Boa parte do paulistano, ilhada, não teve acesso ao trabalho, a escola ou ao lazer por quase um dia inteiro. Direito castrado de centenas de pessoas com deficiência por quase toda a vida. Que faça desta experiência motivo de reflexão sobre o quanto precisamos investir em conhecimento e inteligência para transformarmos o ambiente urbano em um espaço para todos.

As imagens da enchente em São Paulo

 

Moto alagada na Tietê (Cátia Toffoletto)

O motoqueiro tentou cruzar a pista da Marginal Tietê alagada e não teve sucesso. Assim como ele, milhares de paulistanos sofreram nesta manhã devido as enchentes provocadas pelo transbordamento do rio Tietê. Todos os investimentos feitos para rebaixar a calha do rio desde 2002 até aqui não foram suficientes para a quantidade de chuva que se iniciou às sete da noite de segunda-feira. Para as autoridades, é muita água e nenhuma cidade seria capaz de resolver este problema. O dinheiro aplicado amenizou a situação, poderia ter sido muito pior e bla-bla-bla. Para o cidadão, resta enfrentar o que você vê nesta sequência de fotos produzidas pelos repórteres da CBN e por ouvintes-internautas.

Caminhão e motorista 'afogados' na Tietê (Cátia Toffoletto)

Caminhão e motorista ‘afogados’ na Marginal Tietê, na ponte das Bandeirais. O motorista saiu da cidade de Salto e seguia para Guarulhos, mas já estava há mais cinco horas parado no local.

Deslizamento em Sapopemba 3

Uma pessoa morreu em deslizamento de terra no parque Santa Madalena, em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Veja mais imagens da capital e região metropolitana.

Alagamento na Presidente Wilson (Cátia Toffoletto)Alagamento na Mooca (Cátia Toffoletto)Desabamento em SapopembaRua Estados Unidos alagadaAlagamento em Mairipora (Rodrigo Amaral)Rua Havre próximo da Casa Verde (Pétria Chaves)Alagamento em São Paulo 1 (Cátia Toffoletto)Deslizamento em Sapopemba