Construtora transforma calçada em pátio de obras

 

Calçada ocupara por construtora

A conversa com o ex-prefeito de Bogotá (Colômbia), Enrique Peñalosa, inspirou o repórter Fernando Andrade, da CBN, no fim da tarde desta segunda-feira. Após o entusiasmo com as palavras de um dos colombianos responsáveis pela mudança radical na forma de tratar o cidadão naquela cidade, Fernando se deparou com a realidade paulistana. E escreveu este lamento para os leitores do blog:

“Após cobrir o Seminário Transportes para Cidades Melhores na USP, nesta segunda-feira, no qual o ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, Enrique Peñalosa, fez excelente apresentação mostrando que para revitalizar áreas degradadas, primeiro se contrói calçadas, depois os parques e, por último, se asfalta as ruas, me lembrei da atitude de uma construtora que na zona norte de São Paulo.

Peñalosa ressaltou que a democracia de uma cidade se mede pelo tamanho da calçada. E ilustrou isso com fotos de calçadas de diversas capitais.

Aí, voltando pra casa, depois de descer do ônibus e seguir a pé o restante do trajeto – faço isso por opção e adoro meu “rolê” -, decidi fotografar como a incorporadora BrasilArt trata os pedestres. Há anos, o edifício de alto padrão de quatro dormitórios na rua Benta Pereira, 160 – Santa Teresinha vem sendo construído e há anos perdemos a calçada. Como é possível ver nas fotos, o impacto da obra na região foi enorme. Não seria melhor ter privilegiado os moradores, pedestres do bairro ?

Como isso não ocorreu até agora, mudo de calçada e continuo desviando dos cocôs dos cachorros do outro lado. Mas fica aqui meu protesto!”

Ouça a entrevista de Fernando Andrade com o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa

Abraço no Liceu para salvar patrimônio da cidade

 

A fanfarra deu o ritmo para a manifestação em apoio ao Liceu Coração de Jesus, tradicional escola paulistana ameaçada de fechar devido a degradação da área em seu entorno, na região central de São Paulo. Ex-alunos, estudantes, professores, diretoria e cidadãos incomodados com a possibilidade de ver esta casa se fechar após 125 anos realizaram um abraço ao prédio, em um sábado (28.11) marcado por uma série de ações. A forte participação dos ouvintes-internautas no post “Liceu, simulacro e simulação”, assinado por Carlos Magno Gibrail, aqui no blog, demonstra bem o interesse da sociedade na preservação deste patrimônio. O slideshow que você assiste tem imagens enviadas pelos organizadores do movimento Viva Liceu que mantém um blog para reunir as informações em torno da luta desenvolvidas por eles para a recuperação da instituição com a valorização daquele espaço. Caso você tenha mais imagens envie para milton@cbn.com.br para que possamos incluir neste álbum digital.

Outros canais de informação sobre o Viva Liceu estão no Orkut e no Twitter.

Sebastião Passarelli, a história do transporte

 

Por Adamo Bazani

A família dele fundou a maior parte das empresas de ônibus que serviu o ABC Paulista. Desde cedo, desbravou cidades e ajudou no desenvolvimento viário de parte do interior do Estado e da região metropolitana. Com tanto a se contar, a história de Sebastião Passarelli será apresentada em capítulos a partir de hoje.

Viação São José, nos anos 60

O setor de transportes de passageiros passou por várias fases ao longo da história. A começar pela época em que os donos de ônibus, a maior parte pequenos empresários, tinham de colocar a mão na graxa e dirigir os próprios veículos, além de abrir com enxadas e com as rudimentares jardineiras, pequenos caminhos no meio do mato, que depois se tornaram estradas importantes, e ajudar a povoar pequenos vilarejos, muitos dos quais conhecidos bairros da região.

Depois, veio a fase do crescimento industrial, no qual o setor enfrentou duas realidades: a da modernização das cidades e frotas e uma organização trabalhista mais forte, que exigia dos donos de viações, agora não mais pequenos empresários, poder de negociação. Isso tudo até chegar a fase do empresário que não suja a mão na oficina mas que é mais exigido nas negociações com autoridades públicas para a prestação de serviços e que também é obrigado a se adaptar as mudanças que ocorrem numa velocidade muito maior que a época dos desbravadores. A cada ano são apresentados modelos novos e de um ano para outro um ônibus pode se tornar obsoleto, tanto por causa das exigências legais, como das necessidades operacionais. E nada melhor do que quem viveu e vive estas etapas para contá-las melhor para a gente.

Um dos personagens que presenciaram e participaram desta história é o empresário Sebastião Passarelli, hoje com 81 anos. Só no ABC Paulista, ele fundou e adquiriu pelo menos 16 empresas de ônibus, entre elas Viação São Lucas, Viação São Victor, Viação São Luis, Viação Humaitá, Viação Campestre, Viação Bartira, E.A.O.S.A.- Empresa Auto- Ônibus Santo André -, Viação Ribeirão Pires, Viação Barão de Mauá, Viação Santa Terezinha, Viação São Camilo, Penha, Viação Tucuruvi, Viação Santa Paula, Viação São José, Expresso Guarará, entre outras.

O dom de transportar está no sangue dos Passarelli há várias gerações. Nos anos 30, o pai, Antônio, e o avô, Andrea, já atuavam no ramo de passageiros e de carga. Em 1938, o pai de Sebastião fundou a primeira linha de ônibus, época das jardineiras entre São José do Rio Preto e Araçatuba. A jardineira comprada na antiga concessionária Ford, Germano Sestini, de São José do Rio Preto, cortava pequenos caminhos de terra. Não havia, em muitos trechos, vias públicas. A jardineira tinha de cruzar sítios e fazendas, com a permissão dos donos. O pequeno veículo dividia espaço com rios, nascentes e rebanhos, sempre rodando em baixa velocidade. As dificuldades de trajeto na região eram grandes. Os atoleiros em dias de chuva, inevitáveis.

E foi neste contexto que Sebastião Passarelli cresceu.

“Vi o meu pai e meu avô desbravarem a região chamada de Alta Araraquarense. Era difícil, mas muito gostoso também. Comecei a admirar ainda mais meu pai e meu avô, dos quais não herdei apenas a vocação pelos transportes, mas a vontade de fazer as coisas, que é genética, e a capacidade de acreditar. Hoje, há muitas pessoas que não tem essa capacidade, de crer, de acreditar e superar as adversidades” – conta Passarell, com disposição e bom humor de dar inveja a muitos jovens. Ele nunca chega depois das 8 da manhã ao Terminal de Vila Luzita, do qual é proprietário do único sistema de corredor segregado de ônibus do serviço municipal de Santo André.

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Canto da Cátia: Viciado em lixo

 

Entulho na calçada 2

Um “passeio” pela cidade, sem precisar ir muito longe, é suficiente para a repórter Cátia Toffoletto encontrar pontos “viciados” de lixo em São Paulo. Nesta manhã, passou pela avenida Presidente Wilson, no Ipiranga, e encontrou a calçada tomada pelo entulho. Em seguida se deparou com outro desrespeito à cidade na rua Coelho Netto, na Vila Prudente. Fotografou e conversou com os moradores e comerciantes da região que não gostam nada desta situação.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto

Depois que a reportagem foi ao ar no CBN São Paulo, a Secretaria Municipal de Serviços enviou nota ao programa afirmando que o lixo seria recolhido e as subprefeituras responsáveis pelas áreas iriam intensificar a fiscalização no local para punir os autores desta irregularidade.

Interessante constatar que todos na região sabem do problema, o serviço de limpeza já esteve lá em outras oportunidades, mas somente agora prometem “intensificar a fiscalização”.

De impermanência e frustração


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De impertinência e frustração” na voz da autora

Foto flor

Olá,

É segunda-feira. Acordo me dando conta do tanto para fazer, e sorrio.

Não é uma segunda-feira comum; é a que arremata um fim de semana de três dias.
De feriado na sexta.

Eu, como boa representante de uma família de tatus, pago para não sair de casa e fico brincando o fim de semana inteiro. Escrevo, crio almofadas, leio, cozinho – como bem à beça – estouro pipoca, assisto a alguns filmes, tomo sorvete, passeio
com a Valentina, vou a pé à padaria buscar uns pãezinhos crocantes, passo na banca de jornal e levo um para casa.

O computador me faz muito mais companhia do que a TV. Furungo sem parar. Penso numa coisa, vou lá olhar o que se está dizendo a respeito. Ouço música pelo computador. Escrevo, escrevo, escrevo…

Perco-me em atalhos das estradas da internet e viajo sem rumo certo. Um site me leva a outro e, quando percebo que caí na armadilha, me sacudo e volto para a estrada principal daquele dia, ou daquele momento.

Segunda-feira depois de feriado tem gosto de estou-satisfeita, ou pelo menos de estou-quase-satisfeita. Sorrio quando a agenda do dia se materializa na minha mente antes que eu ponha os pés no chão. Tomo meu suco, que chamo de suco da vida, um café com direito a pão com manteiga, abro o computador e me ponho a preparar palestras: acentuação, hífen, proparoxítonas, concordância, átona, tônica, ditongo, reforma ortográfica, pontuação com pitadas de astrologia, música, propriedades e impropriedades da língua portuguesa.

Organizada, saio para o trabalho.

Chegando lá, a turma atenta, preparada para o melhor – nunca para o pior – observa enquanto conecto os fios para que as máquinas se comuniquem, e para que se inicie mais um encontro do projeto Expressão na Comunicação e Vice-Versa. E quem é que diz que o computador liga. Mas não liga, mesmo.

O Vice-Versa ficou em casa dormindo. A garantia venceu há 25 dias, mas o Dr. Backup vai chegar em uma semana. Engulo a aflição – leia-se choro – e improviso. Afinal, não apresento, simplesmente, o show; eu o produzo. Portanto, havia o que dizer.

Saio de lá com o pequeno Apple nos braços e corro para o Pronto Socorro mais próximo.

Veredictum: Mortem!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza palestra sobre comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung, neste teve de usar um velho computador que estava de lado, mas gravou seu texto pelo Iphone

Buracos da Cidade: São Paulo afunda

 

Buraco na Pacaembu

O passeio dominical pela avenida Pacaembu ganhou um visual diferente nesta manhã: uma cratera surgiu no meio do caminho revelando parte do “riacho” que passa sob os pés – ou rodas – do paulistano. Dois motoristas não ficaram nada felizes com o que viram, pois caíram no buraco por volta das cinco da manhã. Resultado: um deles teve a roda quebrada; o outro, a suspensão. Os dois fizeram boletim de ocorrência, mas esperam que a Sabesp – responsável pela cratera – pague os prejuízos antes que o caso chegue na Justiça, contou a repórter Alessandra Dias, da CBN, que esteve por lá, e fotografou a cena.

A versão da Sabesp é que uma galeria pluvial estourou devido a chuva do fim de semana, fazendo com que o piso cedesse durante a madrugada. Há outro motivo bastante claro: a rede de água de São Paulo é antiga e carece de manutenção. Em alguns pontos são feitas “gambiarras” em lugar de a troca total do equipamento, pois seria necessário colocar São Paulo de cabeça pra baixo para esta reforma.

A cidade está afundando.

Foto-ouvinte 1: Arte no tapume

 

Os tapumes falam nas ruas de São Paulo. Alguns parecem gritar em desespero. Outros debocham da nossa cara. A maioria nos ajuda a entender que o espaço aberto para a arte dos grafiteiro, os torna peças admiráveis em vez de meros muros improvisados com data de validade. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, bom de olho, preparou uma “exposição” para o Blog do Mílton Jung com as imagens que registrou na região central de São Paulo.

A mostra de arte no tapume da obra é aberta, assim se você quiser compartilhar com a gente suas imagens sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.

Foto-ouvinte: Feira e sujeira livres

 

Sujeira da feira livre no Belenzinho

A sujeira deixada para trás pelos feirantes que ocuparam a rua Irmã Carolina, no Belenzinho, em São Paulo, na manhã de quinta-feira, espantou o ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo, sempre presente com ótimo material fotográfico neste blog. Escreveu para dizer que a limpeza da rua somente se iniciou às 7 e meia da noite, tendo a feira se encerrado por volta das 2 da tarde.

“Gostaria de pagar 200% de IPTU, ter cidade limpa, ensino municipal de respeito, mais música, mais teatro, mais cinema e um mínimo de segurança para ir e vir”, lamentou.

Li na lei municipal que regula o funcionamento das feiras livres na capital paulista, que é obrigação dos feirantes “manter permanentemente limpa a área ocupada pela banca, bem como o seu entorno, desde sua montagem até sua desmontagem, instalando recipientes apropriados para receber o lixo produzido, que deverá ser acondicionado em sacos plásticos resistentes, os quais permanecerão nas calçadas para posterior recolhimento pelo serviço de limpeza pública, bem como cumprir, rigorosamente, no que for aplicável, o disposto na Lei nº 13.478, de 30 de dezembro de 2002, e alterações subseqüentes”

Estacionamento de graça será cobrado do consumidor

 

O título acima pode parecer uma contradição, mas não é. Você já deve ter ouvido de que não existe jantar de graça. No caso da lei estadual que, aparentemente, beneficia o consumidor que usa o estacionamento de shopping no Estado de São Paulo não é diferente. Já havíamos comentado neste blog que se o shopping arrecadar menos com a taxa do estacionamento vai passar a conta para os lojistas e estes vão repassar para os preços. Portanto, no fim das contas -sem trocadilho – vamos todos pagar o que, aparentemente, é de graça.

A Procuradoria Geral do Estado entende que a lei aprovada pela Assembleia Legislativa – que havia sido vetada pelo governador José Serra (PSDB) – é inconstitucional e estuda como questioná-la na Justiça.

Os deputados estaduais, de olho nas eleições do ano que vem, não estão muito preocupados com o que vai acontecer. Precisavam jogar para a torcida. Se a lei for derrubada depois, saem de bonzinhos da discussão.
Agiram da mesma maneira ao derrubar o veto à lei que proíbe a cobrança da taxa de assinatura da telefonia fixa e celular. O assunto é de competência da União, não do Estado, portanto deve cair mais tarde na Justiça e mais uma vez os parlamentares são os caras legais que só pensasm no bem-estar do cidadão.

Fomos saber no CBN São Paulo o impacto desta decisão no negócio dos shoppings, dos lojistas e na vida do consumidor.

Ouça o que disse o professor de economia da USP Nelson Barrizelli sobre a lei do estacionamento no Estado de São Paulo

Recado da empresa Sem Parar/Via Fácil: para aproveitar o desconto na taxa do estacionamento previsto na lei que está em vigor não utilize o sistema eletrônico na cancela. “Ou seja, ao ingressar no shopping, o usuário deve se aproximar da cancela e apertar o botão para a retirada do cartão/ticket. Nesse momento, a operação Sem Parar automática é imediatamente cancelada”, explica em nota enviada ao CBN SP.

Liminar garante combrança de estacionamento aos shoppings
(Publicado às 20h15)

Decisão anunciada no fim desta tarde, derrubou a lei estadual que prevê a gratuidade no estacionamento de shoppings a quem consumir até 10 vezes o valor da taxa. A liminar foi concedida pelo juiz Marrey Uint, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação direta de inscontitucionalidade de autoria da Associação Brasileira de Shopping Centers. O Tribunal ainda julgará a ADIN, mas a cobrança está mantida até a decisão final.

Leia a decisão do Tribunal de Justiça que beneficiou os shopping centers