Buracos na Cidade: Ingratos moradores

 

Buraco do CandidoEste já tem um ano, merecia bolo de aniversário, mas só encontra ingratidão por parte dos moradores do Butantã, zona oeste de São Paulo. Luciano Vido, ouvinte-internauta, por exemplo, não apenas reclama como fotografa na esperança de que alguém acabe com o buraco na Doutor Cândido Mora Filho, na Vila São Francisco. A depender da disposição das autoridades, o buraco pode ficar tranquilo pois tem tudo para chegar a maior idade.

Pra não parecer perseguição com o pobre Buraco da Cândido, Luciano informa que na mesma rua tem mais dois, um próximo do número 610 e outro no 832, sentido Corifeu de Azevedo Marques. “Só não fotografei devido ao trânsito muito grande, intenso”, explicou.

Subprefeitura responde à subprefeitura

 

Esta semana publicamos aqui no Blog justificativa da Subprefeitura do Butantã para a quantidade de buracos na região na qual o órgão da prefeitura de São Paulo alegava que problemas no processo de licitação impediam a contratação de equipes para a realização de serviços. Fui surpreendido com uma “contra-nota” da Secretaria Municipal das Subprefeituras na qual tenta justificar a justificativa do Butantã e avisa que o Tapa-Buraco voltará no fim do mês (que, por sinal, já chegou e nada consta):

A licitação realizada pela Secretaria de Subprefeituras para os serviços de tapa-buraco ocorreu em 28 de maio. Por este processo, 8 empresas, divididas em agrupamentos, se habilitaram a prestar o serviço às 31 Subprefeituras a partir do dia 16 de junho. Porém, devido à liminar impetrada por uma empresa concorrente não contemplada no processo, a empresa que atenderia a Subprefeitura Butantã está impossibilitada de prestar o serviço.

De acordo com a lei de licitações, em situações como essa a Subprefeitura pode, com autorização da Secretaria de Subprefeituras, contratar empresa de outro agrupamento, seguindo a ordem de menor preço. Em 3 de agosto, a Subprefeitura Butantã solicitou a realização deste procedimento e, no mesmo dia, recebeu a autorização por parte desta Secretaria.

Na terça-feira (25) a Subprefeitura Butantã publicou, em Diário Oficial, a convocação, mas a empresa alegou falta de equipamentos. Nesta quarta-feira (26), a segunda empresa do agrupamento foi contatada e, até o final do mês a Subprefeitura Butantã poderá contar com a prestação de serviço.

Secretaria das Subprefeituras”

Jornal da Tarde alerta para a buraqueira da cidade

 

O Jornal da Tarde reforça a campanha Buracos da Cidade com reportagem de primeira página na qual destaca a falta de investimento da prefeitura de São Paulo no recapeamento de ruas e avenidas. Há um mês, o Blog do Milton Jung “coleciona” imagens de buracos na capital e cidades da região metropolitana, a partir de fotos feitas pelos ouvintes-internautas. Leia parte da reportagem, o restante você tem no link abaixo:

O programa de recapeamento da malha viária de São Paulo ainda não começou em 2009. Nos primeiros sete meses deste ano, a Prefeitura recapeou apenas 14,05 quilômetros, o equivalente a 0,1% dos 15 mil km de vias da capital e menos do que os 24 km de extensão da Marginal do Tietê. Entre 2005 e 2008, foram recapeados, em média, 222 km ao ano, segundo dados da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.

Especialistas ouvidos pelo Jornal da Tarde afirmam que um dos efeitos da falta de recapeamento é o surgimento dos buracos nas vias, comprometendo a segurança de motoristas e pedestres. A secretaria estima que a cidade ganha cerca de mil buracos por dia.


Leia a reportagem do Jornal da Tarde

Gays, lésbicas e as marcas

 

Por Laura Bacellar

Eu sou uma mulher branca de classe média, curso superior completo, casa e automóvel próprios, profissional autônoma, moradora de um bairro razoável em São Paulo, quase 50 anos. Recebo em casa, pelo telefone, por email, em folhetos, pelo celular ofertas e anúncios os mais variados, de forma constante e insistente. Bancos e cartões de crédito e fornecedores de internet concorrentes dos que já sou cliente, imobiliárias onde procurei uma sala anos atrás, concessionárias onde pedi informações, supermercados onde vou, restaurantes que entregam na minha região, lojas de roupa onde já comprei e toda sorte de negócios com que entro em contato direto ou através de listagens me procuram querendo que eu consuma seus produtos ou serviços.

Em anos e anos desse assédio, nenhum deles jamais falou comigo como lésbica, que eu sou.

Acho isso impressionante. No burburinho da concorrência, da necessidade de fazer negócios e atrair novos clientes, ninguém pensa nunca em dirigir-se ao segmento nada pequeno – 10% da população! – de homossexuais existentes em todos os locais e culturas e nichos. Como eu, esses milhões de gays e lésbicas espalhados pelo país são já consumidores de uma infinidade de produtos, mas ninguém nos vê nem fala com conosco.

Por exemplo, entre a infinidade de cartões de crédito existentes, não há um único associado a uma causa lgbt. Eu não tenho assim razão para adquirir outro além dos que já tenho, nem trocá-los. Seria seis por meia dúzia, não valeria o esforço. A mesma coisa os bancos, não conheço um único que ofereça qualquer atrativo para correntistas homossexuais. Ao contrário, o Itaú, por exemplo, tem homofobia embutida no sistema porque sua previdência privada não aceita a indicação de uma pessoa do mesmo sexo que o contribuinte e que seja declarada companheira.

Dá para aguentar isso? Um banco vir me dizer que não aceita que eu tenha uma companheira?

Banco do Brasil e Caixa Econômica são melhores porque internamente reconhecem uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, estendendo benefícios aos companheiros de seus funcionários homossexuais. Lindo, mas e para os clientes? Nada, nenhum reles seguro de vida que dê desconto para casais do mesmo sexo ou poupança premiada ou qualquer coisa do gênero.

Mas não é só na área financeira que reina a falta de imaginação, é em todo lugar. As concessionárias estão loucas fazendo todo tipo de promoção para desovar carros, mas você já viu um folheto sequer que mostre duas mulheres ou dois homens sorridentes ao lado de um veículo 0 km? Pois é, eu também não. Uma concessionária que oferecesse veículos 4×4 ou picapes para mulheres e aceitasse financiar pela renda conjunta de duas iria faturar horrores, eles não sabem o que estão perdendo…

E lojas de lingerie e roupa íntima, alguém já pensou em como bem atender lésbicas e gays? Se eu quiser comprar algo interessante para minha companheira, vou ter que inventar uma história longa para não criar constrangimento na loja onde for, porque as atendentes sempre perguntam para quem é e tenho certeza de que não estão preparadas para ouvir a verdade. Nessas lojas vira e mexe eu ouço absurdos do tipo “seu marido vai adorar”… E uma marca é igual à outra em me ignorar como lésbica, jamais há fotos ou indicações que alguém notou que a população feminina não é apenas heterossexual.

Os exemplos se estendem ao infinito. Alguém já pensou em fazer uma casa de repouso inclusiva da diversidade? E uma casa de chá chiquérrima gls? Os fabricantes de roupas esportivas femininas olham as lésbicas como target? As lojas de ferramentas? Os fabricantes de calçados confortáveis?

Entre as 150 deliveries que me enchem de folhetos, alguma já pensou em arriscar nomes de pizza (ou sanduíches ou sushis) sugestivos, que cativassem um público atento a sentidos duplos como o gls?

Tudo pode ser oferecido com um olho atento para gays e lésbicas, mas produtos maiores – como imóveis – ou que envolvam mais sentimentos – como chocolates para presentes – têm um potencial enorme de se diferenciarem da concorrência caso estabeleçam uma comunicação minimamente eficiente conosco. É pura falta de imaginação não o fazerem, ou preconceito mesmo.

Pode ter certeza de que eu iria considerar com atenção triplicada as ofertas feitas por um negociante que me enxergasse e teria muita simpatia por uma marca que simpatizasse comigo.

Laura Bacellar é editora de livros responsável pela Editora Malagueta http://www.editoramalagueta.com.br e autora do livro O mercado gls, com Franco Reinaudo (São Paulo, Ed. Ideia e Ação, 2008).

O que faz Heródoto neste camelo ?

 

Heródoto Barbeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

Flagrado em seus dias de descanso, Heródoto Barbeiro aparece sorridente testando um novo modelo de transporte. Não se sabe qual a intenção dele, se apenas curiosidade de turista ou interesse de jornalista. Se você tiver alguma informação sobre a nova experiência dele nesta reta final das férias, deixe registrada aqui no post.

Buracos da Cidade: Coisa de colecionador

 

Buraco na Marginal

”A cidade inteira é um buraco”, diz o ouvinte-internauta Fernando Moraes sobre Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo. Cita em especial a rua Machado de Assis que há três anos está em estado deplorável. Ele garante que as chuvas de julho não tem nada a ver com o cenário que se vê no local.

”As crateras da cidade aumentam, parecem pipocas”, foi a descrição feita pelo ouvinte-internauta Laércio Teodoro ao citar o buraco que está em fase de crescimento na rua Costa Barros, 2103, na Vila Alpina, na capital paulista.

Elza Lima Felipe alerta para os problemas no Jardim Vista Alegre. Segundo ela, não é uma ou outra rua, é a maioria que apresenta buracos e rachaduras no piso. A ouvinte-internauta conta que alguns são fechados, mas a qualidade do serviço é tão ruim que basta uma pequena chuva para as dificuldades retornarem.

Richard Geyer por sua vez reclama que além dos buracos, as ruas e avenidas apresentam problemas de sinalização. Exemplo: no eixo das ruas Domingos de Moraes, Vergueiro, até o início da Paulista, faltam faixas na pista. Na Senna Madureira as faixas estão pintadas mas de maneira irregular, o que atrapalha o tráfego. Pra não dizer que não falou de buracos ele fotografou em diferentes locais:

João Nicolau não se cansa de fotograr os buracos da cidade. Mandou mais alguns exemplares para nossa coleção. O da foto que ilustra o post é na Marinal Pinheiros, pista da direita, no sentido do Cebolão, próximo da estação de trens da Ceagesp.

Faltam funcionários para Tapa-Buraco, diz subprefeitura

 

Problemas na licitação prejudicam o serviço Tapa-Buraco na região do Butantã, zona oeste de São Paulo, segundo justificativa da subprefeitura em resposta às reclamações feitas por ouvintes-internautas na série de reportagens sobre “Os Buracos na Cidade”. O excesso de chuva é outro ponto destacado na nota que explica a buraqueira encontrada nos bairros atendidos pelo órgão.

Reproduzo aqui as informações passadas, por e-mail, à CBN pela Subprefeitura de Butantã:

“Devido ao grande número de reclamações que a Subprefeitura do Butantã tem recebido a respeito dos buracos na região esclarecemos que existem dois fatores relevantes que estão dificultando o serviço de tapa-buracos.

1- Estamos numa época de chuvas atípicas que causam mais deterioração no asfalto, atrasam o serviço de tapa-buracos e criam impossibilidade de realização de diversos trabalhos.

2- Estamos com problema administrativo na contratação de equipes de tapa-buracos. A Subprefeitura Butantã não tem hoje equipe própria devido a problemas na ultima licitação em realização pela Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, pois empresas licitantes entraram com recursos e estamos com impedimento de contratação em caráter de emergência.

A SPUA (Superintendência das Usinas de Asfalto) tem nos ajudado na medida do possível com equipes e material, embora não sendo suficiente para suprir toda região do Butantã.

Quanto aos buracos da Avenida Eliseu de Almeida, uma das vias mais reclamadas, vale ressaltar que é uma local onde está sendo executada a obra de canalização do córrego Pirajussara tendo assim um grande tráfego de caminhões pesados e escavadeiras, e ainda é uma via que tem muita infiltração de água. Ao final desta obra, que irá melhorar as enchentes que antes eram freqüentes no local, já está programado o recapeamento de toda a extensão desta avenida não sendo possível fazer agora por causa do ritmo da obra que é executada durante o dia e a noite”

Deputada diz que carro com propaganda não é dela

 

Dilma e propaganda eleitoralA deputada estadual Beth Sahão (PT) nega que seja dela o carro que circula em São Paulo com o rosto e nome da parlamentar estampados ao lado da ministra Dilma Roussef. A imagem foi enviada ao Blog do Mílton Jung por um ouvinte-internauta que questionava se este comportamento não se caracterizava propaganda eleitoral ou uso indevido de dinheiro público, fato suficiente para causar irritação em gente incapaz de enxergar o mundo sem a viseira ideológica.

A assessoria de comunicação do gabinete da deputada fez contato, por e-mail, no mesmo dia em que a foto foi publicada, teria enviado a justificativa três dias depois, mas somente hoje, em nova mensagem encaminhada à minha caixa de correio, é que registrei a resposta. Portanto, reproduzo o texto na íntegra para você que acompanha este caso desde seu início:

“A deputada estadual Beth Sahão (PT-SP) informa que o veículo adesivado ao qual as notas publicadas neste blog se referem não pertence a ela. Como parlamentar, sabe de sua responsabilidade diante da população no dever de cumprir a lei. Neste caso específico, pode-se perceber pela própria notícia que as regras para classificar como propaganda antecipada ainda não são claras. Assim, não poderia colocar em risco o trabalho sério desenvolvido pela deputada. O carro adesivado visto circulando pelas ruas de São Paulo é um ato isolado de um simpatizante desse trabalho”.

Leia: Dilma ‘desfila em São Paulo e “Dilma no carro é propaganda, mas não é”

Foto-ouvinte: Enroscado

 

Deu rolo

O banner com assinatura da prefeitura de São Bernardo cada dia está mais enroscado nos fios elétricos e cabos de telefonia e televisão, na rua Nicolau Gagliardi, bairro de Noca Petrópolis.  Pelo prejuízo que esta instalação pode causar, o ouvinte-internauta Luis Antonio Iarossi gostaria de ter o respaldo das concessionárias que pagam para usar os postes na reclamação.

Buracos da Cidade: Virou cinema

 

 

Create your own slideshow - Powered by Smilebox
Make a Smilebox slideshow

 

Nossa colega de todos os domingos, Maria Lucia Solla aderiu ao Buracos da Cidade em grande estilo. Preparou uma apresentação especial sobre buraco que teima em abrir levado pela água no caminho de seu passeio diário na Rua Dr. Fonseca Brasil, próximo do Shopping Jardim Sul. Não bastasse o dinheiro público gasto a toa por falta de coordenação do setor público e desrespeito à cidade, restos da obra ainda são deixados no meio-fio como a lembrar o desperdício