Site cria Observatório de Prefeitos

Símbolo do Mayor Monitor“Quanto é bom o seu prefeito ?” pergunta em inglês o site CityMayor.com que agrega informações sobre o ambiente urbano de várias cidades pelo mundo. A opinião dos moradores é ouvida pela internet e passa a fazer parte de um espécie de Observatório do Prefeito (Mayor Monitor) que classifica os administradores municipais de acordo com a performance de cada um deles.

O internauta escolhe o prefeito e dá uma nota de 1 a 10, na qual a mais baixa significa que o administrador tem desempenho muito fraco e a mais alta é concedida aquele que tem ação notável no município. Deve, também, justificar sua avalição descrevendo qual as melhores e piores ações do prefeito. A opinião é feita por escrito com o objetivo de restringir a possibilidade de fraude.

Na classificação atual, é a prefeita de Mississauga (Canadá), Hazel McCallion, com 9,03, que tem a melhor avaliação. Chamada de visionária e coinsiderada “um tigre”, recebe elogios pela recuperação da região central e por ter equilibrado financeiramente as contas públicas.

O prefeito de Berlim (Alemanha), Klauz Wowereit, está bem na foto. Tem média 8,9, é visto como dos melhores representantes da nova geração de berlinenses, recuperou a imagem da cidade “onde todos são bem-vindos”, e encorajou os gays a defenderem seus direitos. Na áreas das críticas: “ninguém é perfeito”, disse um dos internautas.

Quem não anda nada bem, na avaliação, é o prefeito de Nova Iorque (EUA), Michael Bloomberg (4,68). A restrição aos direitos das pessoas foi apontada pelos internautas como dos seus maiores erros. Além disso, é criticado pela falta de transparência dos seus negócios.

Arrisque no seu inglês e passe a monitorar, também, o prefeito da sua cidade aqui no Brasil.

Canto da Cátia: Cidade que para

Construção civil faz protesto

Logo cedo trabalhadores caminharam pela Marginal Pinheiros para chamar atenção das demissões e dificuldades para obter reajuste salarial. Este foi um dos focos de congestionamento na cidade que atingiu a marca de 120 quilômetros nesta manhã de garoa. A Cátia Toffoletto acompanha a passeata que partiu do Shopping Cidade Jardim, novo templo do luxo na capital, onde complexo residencial e comercial está em fase de conclusão. Por incrível que pareça, porém, foram acidentes com ônibus, carros e motos, além de veículos quebrados em diferentes pontos que elevaram a encrenca no trânsito paulistano.

Palco da final faz aniversário e pode ser ‘vendido’

Estádio do Pacaembu fotografado por Andre di Lucca, no Flickr

“A inauguração oficial do Estádio Municipal de São Paulo, que se realizou na tarde morna e luminosa de ontem, constituiu um espetáculo de inédita beleza e sadio entusiasmo, enchendo de alegria e legítimo orgulho os olhos e o espírito de toda a multidão ali presente às cerimônias de abertura da majestosa praça que lhe dá a primazia na América do Sul, em mais esse setor.”

Com este texto, o jornal O Estado de São Paulo abriu a reportagem sobre a inauguração do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, apelidado Pacaembu, devido ao nome do bairro onde foi construído e inaugurado, em 27 de abril de 1940. O futebol só chegou ao gramado no dia seguinte, pois à festa de abertura reservou-se cerimônias oficiais com desfile de 10 mil atletas, entoar de hinos e discursos, com destaque a fala de Getúlio Vargas, presidente da época, e pouco querido na terra dos bandeirantes.

O aniversariante da semana voltará a sediar uma final de Campeonato Paulista de Futebol, domingo que vem, na qual o Corinthians, que não apenas jogou na inauguração como foi o time que mais vezes disputou partidas por lá, tem ampla vantagem sobre o Santos.

Não é desta final, porém, que pretendo escrever agora. Mas do Pacaembu, transformado em uma espécie de segunda casa (ou seria a primeira ?) do Corinthians ao não ter um estádio próprio capaz de receber partidas de futebol. Há 69 anos tem sido assim. E por uma dessas desavenças da administração não-profissional do futebol brasileiro, o será mais uma vez no fim de semana. Os 40 mil lugares serão poucos para abrigar o entusiasmo corinthiano embalado pela presença de Ronaldo com a camisa 9 e a proximidade do título estadual.
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Dê nome ao novo programa de esportes do CBN SP

Você está convidado a nos ajudar a batizar o quadro de esportes do CBN São Paulo que, desde a semana passada, reúne narradores, comentaristas e repórteres da rádio para debater os principais assuntos do dia. De segunda à sexta, logo após às 11 e meia, eu e mais dois colegas da equipe de esportes conversamos sobre as coisas do futebol na nossa cidade. Claro, você não estará livre, de me ouvir puxando a sardinha para o Grêmio, afinal paixão não se discute. Mas o foco está nos times paulistas que chegam a final do estadual e disputam as principais competições do país e do continente. A pauta também estará aberta as demais modalidades esportivas porque nem tudo se resume a um chute na canela e outro na bola.

Solte sua criatividade e registre aqui a sua sugestão.

De consciência em coma

Por Maria Lucia Solla

Tem salvaçãoOlá,

Você leu a notícia de que a torcida sãopaulina atacou o ônibus do Corinthians, na chegada ao Morumbi?
Eu não gosto de andar de ônibus, mas adoro andar de trem, e fico sonhando em deixar o carro na estação e ir para onde eu quiser. Para Minas Gerais, para o Rio Grande do Sul, sem o estresse e o sufoco do trânsito que já entope as vias dos bairros mais longínquos.

Sonho em não ter que entrar no corpo-a-corpo com o perigo, incorporando rugas por dentro e por fora do meu corpo,  a cada quilômetro rodado. Tenho horror a poluir o ar de quem está quieto e de ter que engolir sapo empanado na fumaça negra de quem não está nem aí para nada que não seja o próprio umbigo. Me imagino embalada pelo encontro da máquina com os trilhos, lendo um livro, comendo chocolate, ouvindo música, curtindo a paisagem pela janela… Mas é melhor voltar para a linha do assunto principal.

O que será que o predador sente? Ele fica à espreita, de tocaia, arquitetando o ataque, afiando o bico e as garras. Será que dá barato? Porque me parece que vicia e que é tremendamente contagioso. “Melhor nem experimentar”, sabiamente diria a minha avó.

Já está mais do que provado que dinheiro não dá garantia de felicidade, e que cultura, educação e estudos também não dão. Se a terceirização da sua vida não está trazendo os resultados prometidos, só coheço uma saída. Despertar a consciência.

Quem sabe saída não recolheu o assento, que, acreditávamos fosse cativo, para a gente não sentar e dormir. Para que possamos nos dar conta dela e descobrirmos um mundo cada dia melhor. Como ? Arregaçando as mangas e mandando às favas o medo, a preguiça, a procrastinação, que é, sim, um baita palavrão. Só mesmo desinstalando o software de birra de criança mimada, no qual fomos treinados, é que podemos fazer alguma coisa.

Será que dá para parar de destruir o brinquedo dos amiguinhos ? Dá para parar de brincar de queimada com bomba e tiro de metralhadora ? Dá para parar de espernear e bater o pezinho toda vez que alguma coisa não sai do jeito que você tinha planejado ?

Dá para parar com os crimes de todo tipo e tamanho, contra tudo e contra todos ? A maioria dos crimes são filhos da consciência que dorme a sono solto. Arruaça é filha da consciência em coma. Dá para parar de querer ter razão ? Até porque o único que sempre tem a última palavra é o eco.

Então me diga, por favor: pelo time e pelo partido, vale tudo ? Pelo poder, pelo dinheiro, pela vaidade, vale tudo ?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De consciência em coma” na voz da autora.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos está sempre por aqui para mostrar que, apesar dos pesares, existe uma saída.

Um porta-aviões em São Paulo

Estou de joelhos no milho, com o olhar voltado para a parede, mas duvido que o perdão me seja oferecido. Por motivo que não saberei jamais explicar, em lugar de dar autoria para o real autor do texto abaixo, o sempre atento e frequente ouvinte-internauta Armando Italo grafei nome de outro ouvinte-internauta de nossa programação. Somente agora à noite, deste sábado confuso, identifiquei o erro imperdoável. Minhas desculpas a quem sempre foi fiel a este espaço e jornalista. 

Por Armando Italo

Imagem área do Aeroporto de Congonhas em São Paulo

Assim é considerado o Aeroporto de Congonhas pelos moradores da cidade que mais cresce na América do Sul  e num paradoxo, não tem mais para onde crescer.

Antes do início das operações do aeroporto de Congonhas na década de 30, pousos e decolagens, eram feitas no Campo de Marte. Já naquela época, as cheias do rio Tietê, causavam um grande transtorno para os moradores do bairro de Santana, passageiros e tripulantes. Todo aquela área ficava inundada.

Devido aos transtornos causados pelas cheias do Tietê, foi inaugurado em 1936, o atual Aeroporto de Congonhas,  na antiga Vila Congonhas, de propriedade do Visconde de Congonhas do Campo, que foi presidente da província de São Paulo no período imperial. Uma aeronave da VASP, o trimotor Junker, realizou então o primeiro vôo para a cidade do Rio de Janeiro.

Após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, ao longo dos anos, a cidade foi crescendo, se expandindo de forma desordenada, trazendo novos moradores ao redor deste importante aeródromo.

Culpar e responsabilizar a quem por Congonhas ser apelidado, atualmente, Porta-aviões de São Paulo? Os ex e atuais gestores  da cidade ? Os moradores sabedores da existência de um aeroporto “barulhento e perigoso” bem nos quintais de suas residências e varandas das janelas  dos seus apartamentos situados nos bairros do Campo Belo, Moema e Vila Olímpia? As construtoras e incorporadoras que construíram as suas “belas e grandiosas torres” com permissão das prefeituras passadas e “dentro da lei”?

E agora José?

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Deputado paulista barra proibição de motos entre carros

Um recurso do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) emperra na Câmara proposta para proibir a circulação de motos entre os carros, segundo informa em nota a Associação Brasileira de Motociclistas que se apresenta como representante nacional dos condutores de motocicleta. Aqui no Blog do Milton Jung você ouve uma série de opiniões a respeito da medida que visa a reduzir o número de acidentes e mortes no trânsito. A Abram põe em dúvida as estatíticas ao afirmar que não há estudos que comprovem que este hábito, comum em grandes cidades como São Paulo, seja motivo de mortes.

Leia a nota da Associação e deixe sua opinião:


A ABRAM – Associação Brasileira de Motociclistas, vem a público manifestar-se contrária ao Projeto de Lei nº 2.650, de 2003, que torna proibido aos condutores de motocicleta, motoneta e ciclomotores, o tráfego entre veículos em filas adjacentes (corredores) de autoria do deputado Federal Marcelo Guimarães Filho do (PFL-BA) que teve como relator o deputado Federal Hugo Leal (PSC-RJ).O referido PL foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal e seguiria para análise do Senado Federal e, depois para a sansão do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, se não fosse barrado por um recurso do deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) com assinatura de outros parlamentares.

O presidente da ABRAM, Sr. Lucas Pimentel, recebeu por fax o comunicado do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá, informando sobre a entrada do recurso 255/09 e por telefone o próprio deputado esclareceu que tal ação teve como objetivo levar a discussão a plenário, agora temos que aguardar a apreciação do recurso.

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Roupas ao vento, vida no centro

Por Devanir Amâncio (texto e imagem)

Roupas ao vento

“Sexta-feira, dezessete de abril de 2009, 13hs. Centro de São Paulo. Sem-teto secam roupas em tubo de ventilação no Largo São Francisco, após lavá-las na Praça da Sé. Para alguns, o local é popularmente chamado de ‘ fantasmão’. Em vinte minutos as peças estão prontas para serem vestidas. Num momento de distração,um dos sem-teto teve a sua calça levada pelo vento, impressionando dezenas de curiosos. Desesperado,o homem que dizia ser morador de rua temporário, conseguiu recuperá-la minutos depois, nas arcadas da Faculdade de Direito. Era a única que tinha”.Devanir Amâncio dirige a ONG Educa São Paulo

Lugar de criança é no aprendizado, diz Patrícia Medrado

Dedicada a preparação de novos jogadores, a ex-tenista Patrícia Medrado publicou comentário sobre o tema discutido e assinado por Carlos Magno Gibrail (O remédio que cura, mata), na quarta-feira, no Blog do Milton Jung. Para aqueles que não costumam vasculhar na área dos comentários, destaco o texto escrito pela, hoje, empresária que mantém o Programa Tênis na Escola:

Vejo como avanço a regulamentação do ofício de pegador de bolas, uma vez que agora todos os que oficialmente forem selecionados para tal estarão inseridos na Lei da Aprendizagem. Os clubes que visitei recentemente como o Paulistano, Pinheiros e Harmonia tem uma gama enorme desses aprendizes de 14 a 16 anos, todos uniformizados, com horários a cumprir, carteiras de trabalho assinadas, direito a férias e 13º salário garantidos por lei. Seguramente um passo rumo a um futuro melhor, seja através desse ofício ou de outras opções que sairão desse meio social.

Quanto aos menores de 14 anos, temos que pensar a melhor forma para que vivam uma infância digna, com educação, saúde, prazer e lazer. A inserção dessas crianças no meio esportivo pode se dar de outras formas que não a do trabalho remunerado. Pelo menos em São Paulo, a Secretaria de Esportes Lazer e Recreação do município, tem programas gratuitos com muitas opções de esportes, espalhados em diversas unidades (Programa Clube Escola), ainda com muita disponibilidade de vagas.

O crescimento do terceiro setor vem oferecendo inúmeras oportunidades de inserção através do esporte seja nos núcleos esportivos em comunidades carentes, parques ou de outras iniciativas do gênero.

Quanto às Academias de Tênis, com o intuito de inclusão poderiam oferecer em horários ociosos programas de aulas gratuitas para as crianças menores, porém como ato de responsabilidade social e não em troca de serviços remunerados. Dessa forma, além do ato cidadão, estariam dando a sua contribuição para a continuidade dessa cadeia formativa de atletas.