Defenda São Paulo pede bom senso de Kassab

Apesar da mobilização política para a retirada do Plano Diretor Estratégico da Câmara Municipal não ter sensibilizado a prefeitura, o Movimento Defenda São Paulo ainda tem esperanças de que haja mudanças no processo. A diretora técnica da entidade que reúne associações de bairros na capital, Lucila Lacreta, pede que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) tenha bom senso e atenda a reivindicação de 111 organizações que assinaram documento de protesto contra a proposta enviada pelo Executivo.

Ouça a entrevista de Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo ao CBN São Paulo.

Leia outras opiniões e conheça o texto do abaixo-assinado AQUI.

Exame que “reprovou” professores será desconsiderado

Atendendo decisão judicial, a Secretaria Estadual da Educação não vai levar em consideração o desempenho dos professores temporários no exame aplicado no ano passado. De acordo com o órgão, o critério para atribuição de aulas será o mesmo do ano passado, por tempo de serviço e títulos. A medida tem o objetivo de garantir que as aulas comecem em 16 de fevereiro. A liminar que impede o uso do resultado das provas foi obtida pela Apeoesp, sindicato que reúne os professores da rede pública de ensino.

O desempenho no exame chamou atenção pelo baixo rendimento de grande parcela dos professores a medida que dos  241 mil que participaram da prova 3 mil tiveram nota zero e metade dos que realizaram o teste tiraram menos de cinco. Apenas 111 tiraram 10.

O resultado provocou uma série de mensagens ao CBN São Paulo de professores que estivaram no exame e de pais de alunos da rede pública. Ouça aqui o que disse sobre o tema o comentarista Gilberto Dimenstein, no Mais São Paulo.

Para a Apeoesp, o desempenho dos professores não pode ser avaliado pelo exame, pois alguns sequer teriam participado da prova e aparecem na lista com a nota zero.

Rodízios de comida japonesa

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Dhaigo

Se a  intenção é almoçar rapidamente, o Dhaigo é uma ótima opção, tanto que é bem popular entre o pessoal que trabalha no Itaim. O restaurante está sempre lotado, mas a espera é curta. Detrás do comprido balcão do salão principal, cinco sushimen preparam bandejas com sushis variados de quatro tipos de peixes (tainha, robalo, atum e salmão) e camarão. Essas são passadas de mesa em mesa e, talvez por isso, o frescor dos peixes deixa a desejar. Já o temaki de salmão com cream-cheese e o sashimi, que vem direto à mesa de quem pede, estavam  no ponto: alga crocante, fresquinhos, corte médio e boa qualidade do salmão. O hot-roll de goiabada – crocante por fora e cremoso por dentro –  pode não primar pelo tradicionalismo, mas estava bem gostoso. A banana flambada  deixou a desejar: a fruta,  cortada em rodelas, veio com um excesso de calda  que mais parecia a cobertura do sorvete de creme que acompanha o prato. Rodízio almoço: R$ 33,50  (sem sashimi) e R$ 39,50  (com sashimi). Rodízio jantar: R$ 39,50 e R$ 44,50
R. Araçari, 178

Hideki

Restaurante tradicional no bairro de Pinheiros, atrai japoneses e descendentes no jantar e executivos da região no bom e variado bufê de almoço. Se você quer conhece o que o Hideki tem de melhor, é melhor ir à noite. É nesse horário que são servidos os sushis exóticos, como barbatana de tubarão, e especiais, como toro. O corte, extremamente bem feito é, ao contrário da maioria dos japoneses da cidade, grosso– por isso, se você prefere aquelas fatias quase transparentes de tão fininhas, pode estranhar. Uma boa sugestão para variar do tradicinal combinado é o Tirashi-Sushi especial, 20 fatias de sushi (polvo, salmão, atum, prego) acompanhada de arroz com nori, gergelim, gengibre e ovo mexido. A brincadeira aqui é você montar seu próprio sushi. A carta de saquês e sochus traz bons rótulos importados. O rodízio de almoço é super famoso e concorrido. Além de suhis e sashimis há uma boa variedade de pratos quentes como tempurá, yakissoba e bolinhos de peixe. R$ 45 (seg. a qui.); R$ 50 (sex.); R$ 55 (sáb.)
R. dos Pinheiros, 70

Sassá sushi

O restaurante, que antes ficava a duas quadras da Horácio Lafer, onde está agora, mudou de endereço, mas não de cardápio. São oferecidas as opções a la carte e dois tipos de rodízio: um mais simples (R$ 47,90), com pedaços limitados de sashimi, e um com a iguaria à vontade e mais algumas entradas especiais, como carpaccio de salmão ao molho de shoyu e maracujá (R$ 53,90). Os peixes (além de salmão e atum havia duas opções de peixe branco) chegaram frescos à mesa e cortados na largura certa. O arroz estava um pouco adocicado demais e poderia ter sido menos “espremido”. A carta de saquê, porém, compensa o deslize e vem com boas opções nacionais e internacionais a preços surpreendentemente baixos para a região.
Av. Horácio Lafer, 640

As peruas da fila dupla

Com o retorno da garotada às aulas, o trânsito se complica na cidade. Muito mais carros deixando suas casas mais cedo e ao mesmo tempo. Nas ruas próximas das escolas a movimentação é intensa. E o desrespeito, também. A jornalista Paula Calloni Do Blog Jabuticaba Brasil descreve a experiência de uma mãe que leva os filhos no colégio de carro e quer cumprir a lei. Reproduzo o texto aqui no blog e o convido a visitar o trabalho da Paula lá no Jabuticaba Brasil que tem um “olhar atendo as pequenos detalhes da vida”:

Começa mais um ano escolar e com ele, entram em cena novamente as peruas da fila dupla.

Explico: todos os dias busco meus filhos na escola onde estudam, em Moema. Há anos cumpro essa rotina, mas ainda não me conformei com a falta de sensatez e civilidade de certos pais, que pagam por uma educação particular, mas na frente dos próprios filhos, dão péssimos exemplos de cidadania e civilidade.
A escola deles provê um esquema de fila de carros, autorizada pela CET e que dá a volta na quadra. Seguranças se comunicam por rádio. Anunciamos os nomes das crianças e a saída deles é autorizada, assim que nos aproximamos do portão principal.
Isto não significa que eu deva parar EM FRENTE ao tal portão, porque meus filhos são capazes de andar um metro e meio ou dois pra chegar ao carro. Mas alguns pais, mães, principalmente, não pensam assim. Muitas vezes os filhos já são marmanjos de pernas peludas, adolescentes, mas os pais insistem em parar seus carrões último tipo em frente ao portão, geralmente em fila dupla, atravancando todo o trânsito já complicado de Moema. Grosseiramente berram o nome do filho, não sem antes arremessar suas bitucas de cigarro na calçada.

São as “peruas” da filha dupla: cabelo tingido, blusa de oncinha, brincos dourados enormes, óculos escuros idem. O carro quase sempre importado. Nada contra a ostentação…não é problema meu. Mas parece que a falta de educação tem sempre a mesma imagem peruesca, comprovando a tese de que educação nem sempre tem a ver com classe social.

Sou turrona: na minha frente, ninguém fura fila. Não deixo mesmo. Não acho justo.

A CET não dá refresco. Mas já que não pode ajudar mais, poderia ao menos não atrapalhar. No segundo semestre de 2008, ampliou as áreas onde é proibido estacionar e nós, pais que agimos direito, ficamos sem alternativa. E dá-lhe fila.

Tenho sugerido à escola que chame estes tipos de pais para uma conversa. Afinal, civilidade vem de berço, como dizia a minha avó. Se as tais “peruas” continuam assim, certamente seus “peruzinhos” seguirão o mesmo caminho.

Desmanche da história paulistana

Casarão sendo destruído

E lá se vai mais um casarão da região da Paulista. Enquanto manifestantes lutavam para manter a Casa do Barão de Bocaina, próximo do Conjunto Nacional, este outro era levado abaixo na Haddock Lobo com Bela Cintra, nesse sábado. O Conpresp negou o pedido de tombamento do imóvel: 5 a 4, apesar de concluirem que a casa tinha valor histórico, conta Célia Marcores, da Samoorc, sociedade que reúne defensores do bairro Cerqueira César e arredores.

“O que mais chama a atenção é que em dias foi concedido alvará para demolição da casa e em horas a casa já está indo para o chão”, escreveu ao CBN SP. “Talvez ainda possamos salvá-la se hoje o Sr. Prefeito se dignar a determinar a paralisaçao da demolição, cassando o alvará”, diz mantendo ainda uma esperança.

Marcondes escreve logo abaixo de sua assinatura “porque a história é a referência de um povo !”

Cresce pressão contra Plano Diretor, mas prefeitura vai manter texto na Câmara

São  111 as entidades que pedem a retirada do Plano Diretor Estratégico da Câmara Municipal de São Paulo para que a prefeitura refaça o texto encaminhado ao legislativo no ano passado. De acordo com este grupo, o Executivo propõe mudanças que vão além do que é previsto em lei; deixou de apresentar planos de habitação, transportes e de circulação viária; e não debateu o assunto com a população.

A tese é defendida na Câmara por vereadores da oposição, dentre eles Arselino Tatto (PT)  entrevistado no CBN São Paulo, semana passada. Os governistas se esforçam para impedir que a medida se concretize sob a justificativa que caberá à Câmara realizar as correções necessárias e promover a discussão pública. Foi o que nos disse o líder do governo, vereador “adotado” José Police Neto (PSDB) (ouça as duas entrevistas neste blog).

A primeira entidade a assinar o texto que critica a atuação da prefeitura na elaboração do Plano Diretor é o Movimento Defenda São Paulo, seguido do Instituto Pólis, ambos com credibilidade na discussão pela intensa participação que tem no estudo e pesquisa sobre desenvolvimento urbano. Uma enorme quantidade de associações de bairros também apoia a iniciativa.

A verdade, porém, é que apesar deste esforço e do que pensam vereadores de oposição, a possibilidade de o governo municipal ter o texto do Plano Diretor de volta às suas mãos é mínima. A tendência é que os vereadores governistas mais bem articulados dentro da Câmara consigam manter o projeto por lá com o argumento de que os legisladores estão capacitados a fazer as mudanças propostas pelos apoiadores do abaixo-assinado.

Uma das opções, sugeridas pelo vereador José Police Neto, é que a Câmara se baseie nos planos de bairro para implantar as mexidas necessárias no Plano Diretor. A experiência dele é com a mobilização para realizar o plano do bairro de Perus, na zona norte da capital, que durou de seis a oito meses, e foi concluído há duas semanas.

Leia o texto completo do abaixo-assinado contra o Plano Diretor Estratégico.

De palavra

Por Maria Lucia Solla

Palavra


Olá,

A palavra é tão falada, que nem se importa mais com o que dizem dela.

É soberana.
Toma o que quer. Dita regras, se você deixar.
É súdita.
Entrega-se. Saudável. Insaciável, Libertina.

É livre.
Num piscar de olhos, escapa por eles.
Expõe-se. Despe-se. De cara limpa, encanta.

É escrava.
Distorcida. Dominada. Aprisionada.
Tantas vezes torturada.

Vive para o amor.
Morre nele.

É corisco imaturo. Troteia indecisa.
É jegue maduro. Empaca quando mais precisa.

É bandido. É mocinho.
Faz a personagem, com igual paixão.

É falada. Sussurrada.
Impressa.
Devagar ou com pressa.

Defende, com igual dedicação, tradição e revolução.

É conceito e preconceito.
Amor e desamor.
Rima de verso e reverso.

É pasmaceira. É paixão.
Na sinfonia e nas cordas do violão, é cérebro. É coração.

É tudo. É nada. Cheio e vazio.
É cantar. É calar. É dar e tirar. Rir e chorar.

Tirana ela não é.
Deixa ir e vir, sair e entrar. Gritar e calar.
É morta e viva.

É beijo que nasce do desejo.
É saudade do sonho.
É com ela que eu me exponho.

E você?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Palavra” na voz da autora

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Todo domingo faz da palavra sua forja.

Deu no blog. E no Diário, também

macfavela capas

Foi o ouvinte-internauta do CBN SP Gilberto Travesso quem nos chamou atenção e enviou as fotos que haviam sido publicadas no Blog Notinhas de São Miguel.  Falamos no rádio e mostramos aqui no Blog do Milton Jung. Pois agora, a criatividade do proprietário do McFavela ganhou a capa do jornal Diário de São Paulo com direito a entrevista e tudo mais. Do cardápio destacaram-se o “McLarica” e o “Pode vir que pá” servidos também em mais duas casas da “rede de lanches da periferia”. Tanto destaque, contudo, faz o dono das lanchonetes temer reação do irmão mais famoso, o McDonalds. Que a rede americana não perca a esportiva e deixa a turma de São Miguel se divertir.

Arquitetura urbana

predios

Foi na reportagem assinada pelo jornalista e amigo Daniel Piza que soube do prêmio internacional concedido ao arquiteto Isay Weinfeld pelo projeto do Edifício 360º,  ainda a ser erguido na avenida Cerro Corá, na zona oeste de São Paulo. O Future Projects Awards é criação da Architectural Review, mais importante revista inglesa de arquitetura. O prédio no primeiro olhar me lembrou Jenga, jogo criado na Inglaterra na década de  70, que tem como objetivo retirar o maior número de peças sem que a torre de tijolos de madeira despenque.

A mesma filosofia pode ser encontrada na arquitetura informal de centros urbanos como São Paulo, onde algumas construções desafiam a lógica e a lei da gravidade. Há algumas semanas recebi uma série de imagens do ouvinte-internauta Orivaldo Predolin Junior de construções improvisadas, engenharia débil e jeitinhos adotados para adaptar os cômodos à falta de espaço.

Reuni esta e outras imagens enviadas no decorrer dos tempos e estão arquivadas na página do CBN SP no Flickr  que mostram, claramente, que a genialidade de Isay Weinfeld e a criatividade suburbana se aproximam quando a intenção é um espaço para viver melhor.

Clique aqui para ver o álbum de fotos do CBN no Flickr.

Ouvinte-fala: Sem cidadão consciente, rede não é social

O comportamento dos políticos em todos os níveis depende de participação, pressão e acompanhamento do eleitor e contribuinte. A população na sua maioria está alheia ao processo político brasileiro e ao necessário envolvimento crítico com os mandatos. Isto cria um comodismo e desinteresse dos 2 lados e a falta desta aproximação poder-povo e acompanhamento eleitor-eleito deixa os políticos agirem por conta própria e por interesses pessoais ou corporativos. Com a internet, tem que haver uma sociedade da informação com consciência politica e cidadã facilitando esta relação. Mas a rede, sem cidadãos conscientes e ativos não é uma rede social.

Jesulino Alves.
Guarulhos-SP