Destaques da moda brasileira

 

Por Dora Estevam
No Instagram e Twitter: @DORAESTEVAM

 

A marca Fernanda Yamamoto desfilou a coleção de primavera verão 2014 na Semana de Moda de São Paulo. A estilista, diretora criativa da marca, contratou o maquiador top Marcos Costa para a beleza complementar, e se inspirou na dona de casa dos anos 50 para construir a história na qual o avental ganhou ares retrô, moderno e futurista. Entre os tecidos estão a organza platificada, a tela de poliéster antiderrapante e o couro ecológico. As cores ganharam muita importância junto ao tema da coleção: azul, tons de rosa, amarelo, verde, bege, roxo e esmeralda. Lindos! Assistindo ao desfile tem-se a impressão que estamos vendo um filme japonês antigo. É que tudo ficou harmonizado, as cores, as roupas a trilha (mistura de Nancy Sinatra com os trabalhos do produtor Andy Stott, o que resultou no clima futurista). Eu separei um vídeo com o desfile da marca, note que a estamparia aparece com aqueles florais de toalhas de mesa, também os xadrezes em degradê. Os chapéus e as peruquinhas coloridas. Aperte o play e bom desfile:

 

 

A marca de moda masculina João Pimenta chamou Ricardo dos Anjos para se responsabilizar pela beleza dos modelos, na trilha Max Blum, a pintura que você vai ver no corpo de alguns modelos foi feita por Gelly’s Tattoo. Não teve uma inspiração dramática desta vez. Os materiais usados foram o náilon, jeans, tricoline e a sarja acetinada. As cores foram super básicas, diria tradicionais: vermelho, marinho, preto, branco e dourado. Neste desfile, João deixou o “conceitual” e focou no cliente da marca, nos jovens empresários e profissionais criativos que prezam um bom corte, mas, adoram a modernidade. Teve muita alfaiataria com carinha de roupas reais, para os escritórios e baladas. Ou seja, uma coleção usável. No fim a coleção que compõe o guarda-roupa masculino tem shorts, camisas, paletós, jaquetas, ternos, calças para noite, e camisas com golas bordadas. A modernidade de João se sobressai nas calças com cintura baixa, pernas justas e barras curtas. Dá para usar, não se assustem, leitores. Vídeo, vídeo, plz.

 

 

Já que estamos falando de verão quero mostrar a coleção da Água de Coco por Liana Thomaz, marca de moda praia. No estilo, as meninas Jamille Magalhães, rebeca Thomaz e Gisela Franck. O styling ficou por conta de Daniel Ueda, com a complementação do beauty Marcelo Gomes. Na passarela seda, linho, neoprene e tecidos com lycra, nas cores ametista e citrino. A trilha foi por conta do DJ Zé Pedro. Liana desenvolveu uma coleção totalmente inspirada na temática da natureza brasileira, por isso folhagens, aves como arara azul e amarela, tucanos e tuiuiú; frutas tropicais como manga, maracujá, caju e bananas e pedras preciosas estamparam a coleção. A top mais importante que desfilou para a marca foi a Carol Trentini, que abriu o desfile já com uma barriguinha de cinco meses de gravidez. Veja todos estes detalhes no vídeo abaixo.

 

 

Na próxima semana um editorial com as sandálias e bolsas desfiladas nesta semana de moda que vão fazer a sua cabeça.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Nova inspeção veicular vai custar caro à saúde do paulistano

 

Texto escrito originalmente no Blog Adote São Paulo, na revista Época São Paulo

 

Poluição na 9 de Julho

 

A obrigatoriedade da inspeção veicular na cidade de São Paulo reduziu em 49% a emissão, pelos carros, de monóxido de carbono, em 2011. De acordo com estudo do médico Paulo Saldiva, referência internacional em doenças pulmonares, 584 vidas teriam sido salvas na região metropolitana de São Paulo, no decorrer de um ano. Além disso, mesmo com o crescimento da frota e dos congestionamentos, a poluição se manteve estável na capital. Nenhum desses fatos e números foram levados em consideração pelos vereadores de São Paulo que, em sua maioria, desmantelaram o programa de inspeção, em vigor na cidade, a pedido do prefeito Fernando Haddad.

 

Tudo se iniciou nas pesquisas de opinião feitas pela equipe de campanha do então candidato do PT Fernando Haddad que identificaram rejeição dos motoristas ao incomodo de pagar uma taxa anual – diante de tantos outros impostos -, manter os motores regulados e submeter seus carros à verificação. Além disso, precisava criar um antídoto para caso seus adversários espalhassem durante a eleição de que ele iria criar taxas como sua colega de partido Marta Suplicy quando foi prefeita de São Paulo. Foi daí que surgiu o discurso de acabar com a cobrança da taxa fazendo com que o serviço prestado pela concessionária fosse financiado com parte do dinheiro do IPVA que abastece os cofres do município. Com a vitória eleitoral, Haddad precisaria resolver outro problema, que era o impacto do custo da inspeção nas contas da cidade, já bastante apertadas. A solução seria diminuir o número de inspeções mexendo nas regras.

 

Nesta semana, a Câmara não apenas ratificou a promessa da devolução da taxa como demoliu com parte da inspeção veicular isentando carros com até três anos de fabricação e permitindo que a avaliação seja bianual para os veículos que tem de quatro a nove anos de fabricação. Apenas carros com dez anos ou mais, além de caminhões e ônibus movidos à diesel, é que terão de passar pelos postos da Controlar anualmente. Mudança que contou com o apoio de 35 vereadores, dentre os quais 12 que, em 2008, eram favoráveis a inspeção nos moldes que temos hoje.

 

Se apenas tivesse cumprido a promessa de campanha, não cobrando a taxa da inspeção veicular, Haddad teria gerado um custo financeiro para a cidade, que poderia até se justificar; ao desmontar o programa de inspeção, gera um custo ambiental e de saúde pública que vai nos custar muito mais caro.

Reminiscências – O Livro dos Porquês

 

Por Julio Tannus

 

Minha infância foi pautada, entre outras leituras, por uma coleção de livros chamada Tesouro da Juventude, onde havia a seção o livro dos Porquês.

 

O livro dos Porquês apresentava mais de mil respostas sobre os mais variados assuntos, entre outros: 

 


- Como é que a Lua determina as marés?

- De onde virão as moscas no próximo ano? 

– Que é bomba atomica? 

- Por que faz mais calor na Índia que no Alasca

– Por que despertamos de manhã? 

– Que é a “Via-láctea”? 

- Onde as rãs têm os ouvidos? 

 

Ao relembrar essas leituras me dei conta que deveríamos ter a coleção Tesouro da Maturidade, com a mesma seção O Livro dos Porquês, só que voltada para o público adulto. E que apresentasse mais de mil respostas sobre os mais variados assuntos, entre outros:

 

– Por que somos tão susceptíveis às oscilações do mercado em geral?
– Por que vivemos e sobrevivemos debaixo de escândalos, desvios de dinheiro público, corrupção?
– Por que para o país ser governável é preciso fazer alianças espúrias às “ideologias” partidárias?
– Por que a representação no Congresso Nacional não é proporcional aos efetivos estaduais?
– Por que não temos políticos que representem efetivamente o interesse geral da população?
– Por que os cargos executivos – desde prefeito a presidente da república – não são exercidos como representação efetiva do interesse coletivo?
– Por que a participação de condôminos em assembleias é baixíssima?
– Por que nós, brasileiros e brasileiras, não reivindicamos de forma ativa e coletiva os nossos direitos e interesses?
– Por que vemo-nos com irresistível capacidade de nos isolarmos?
– Por que ninguém reclama, ninguém contesta, ninguém se manifesta diante de tão elevado nível de impostos sem retorno equivalente?
– Por que não nos valermos dessa ausência de representação ampla, dessa falta de participação, dessa carência de identidade, e tentarmos algo novo?

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung, às terça-feiras

De Francisco

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

As primeiras palavras que o lexigrama de Francisco me diz são franco, fino e arisco. Encontro ano, e me atiro na procura do jota, mas ele não dá sinal, e não consigo ver completo, o anjo, mas não me contenho e mergulho.

 

É importante lembrar que o objetivo do lexigrama não é objetivo, se me permite. Tempera semântica com percepção intuitiva, e eu me sirvo dele sem pretender autopsiar palavras ou o nome de alguém para tentar traduzi-lo. Traduttore, traditore, certo? Cada Maria é diferente da outra, e assim cada José. Lexigrama é meditativo, interioriza, fazendo perceber um plano mais sutil É democrático. Disponível sem restrição.

 

Francisco mostra o não, mas entrega de bandeja riso, circo e as rifas que fizeram a festa da minha infância no Externato Jaguaré, escola orientada por padres cananses, nos quais eu penso ainda hoje com imensa gratidão. Eles também eram os padres da igreja da vizinhança, e toda segunda-feira a gente depositava na bandeja em cima da mesa do primeiro professor da dia, o papelzinho de presença, recebido na igreja. Quem não ia à missa, acho que perdia alguma coisa. Nunca perdi, portanto não saberia dizer. Só me lembro muito vagamente… das rifas e das festas nas quermesses. Eu nunca tinha jogado em coisa nenhuma, a dinheiro então! Pois comprei um número de rifa e ganhei uma máquina de costura linda, que dei para a minha mãe.

 

Mas falávamos de Francisco. Francisco tem frio, mas também tem… …não, não tem forno. Tem forca e força, e eu faço questão de não analisar.

 

Tem sino, imagina! e tem sina também. E não diga que é óbvio porque pouca gente tem sina assim publicamente escancarada.

 

Tem rã, mas sapo não. Tem cora que me faz lembrar com carinho da Coralina.

 

Tem ranço para temperar a bondade que mostra o seu rosto e que eu espero seja forte, como forte parece ser a sua escancarada simplicidade, humildade e senso de união, respeito e consideração com seus pares.

 

Para anjo só falta o jota, mas levei uma chacoalhada quando encontrei o cinco. Pois cinco Francisco tem. No Tarô de Marseilles, reconhecido por Jung, o Carl Gustav, ele é representado pelo Papa, arcano número cinco entre vinte e um arcanos maiores. Oferece transformação e é mestre dos mistérios sagrados, de benção, lei, religião e principalmente consciência. É emocionante ver o cinco aí. Vale a pena pesquisar o significado do V arcano maior do tarô. Garanto.

 

Abaixo vão algumas palavras que encontrei em Francisco. Elas estão presentes em estado de possibilidade. Sempre. À disposição

 

Brinque um pouco, ou não, e até a semana que vem.

 

ano
arisco
caco
cair
cancro
caro
caso
cifra
cifrão
cinco
circo
cisco
coar
coçar
coisa
cor
crânio
cria
faro
fiasco
fica
fina
fino
foca
foi
fora
forca
força
fraco
franco
frio
isca
na
naco
narciso
nora
raso
rico
rifa
rio
risco
riso
roca
roça
rosa
ronca
rosca
rosna
rosna
saco
são – tanto saudável como o verbo ser no plural. Isso é muito bom, no meu sentir.
sofá

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Vem aí a Semana de Moda Brasileira

 

Por Dora Estevam

 

Na próxima semana, o trânsito nas imediações do Parque do Ibirapuera ganhará um público fashion e descolado, e haverá movimentação extraordinária, em muitos ambientes. Começa a Semana de Moda Brasileira (SPFW). De volta ao habitat inicial, o evento mostrará o que os estilistas nacionais prepararam para as brasileiras vestir no verão 2013/2014.

 

Quer saber quem vai desfilar? Vamos ao line-up:

 

 

Enquanto não sabemos o que vem por aí, vamos dar uma espiada nas tendências de verão que foram desfiladas em NY, Londres, Milão e Paris.

 

Começando com as propostas de Karl Lagerfeld para Chanel, os longos vestidos fluídos e estampados.

 

 

Os curtos do Atelier Versace.

 

 

As calças e os terninhos da Dior.

 

 

Um pouco da extravagãncia de Jean Paul Gaultier

 

 

Agora é só esperar! Semana que vem conversaremos sobre os elementos surpresa das coleções Vale lembrar que os desfiles são apresentados para a imprensa e compradores, não é aberto ao público

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

 

Solução para segurança não é tirar o capacete do jerico

 

Texto escrito originalmente para o Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

Trânsito em São Paulo

 

Os helicópteros de televisão sobrevoavam o quarteirão sinalizando a ocorrência policial. Uma mulher acabara de ser baleada por reagir a um assalto, pouco tempo depois de deixar a agência bancária. Tipo de crime que tentaram combater no Estado de São Paulo proibindo o uso do telefone celular dentro dos bancos. Uma ideia de jerico, com o devido respeito a seus criadores e defensores, vendida como se fosse a solução de todos os nossos problemas.

 

Nesta semana, lá vem o Estado com mais uma novidade para combater o crime organizado. Está proibido o uso de capacete em estabelecimentos comerciais, forma encontrada para impedir os frequentes assaltos a postos de combustível, geralmente cometidos por motociclistas. Pela nova norma, quando a moto se aproximar da linha de segurança das bombas, o piloto já deve estar sem capacete. Portanto, imagina o legislador, o assaltante ficará intimidado.

 

Esta agora do “capacete assaltante” logo deverá ser seguida pela proibição do carona em moto, outra saída mágica que ouço à exaustão toda vez que se noticia que uma dupla assaltou motoristas, pedestres ou comerciantes na cidade. E não me venha com a justificativa de que em Bogotá, na Colômbia, a medida foi adotada com ótimo resultado. Poucos meses depois de entrar em vigor, as autoridades policiais perceberam a inutilidade da lei e a revogaram.

 

Repete-se a busca de soluções fáceis para problemas complexos como o da segurança pública. Assistindo ao aumento dos casos de violência e sem saber em que direção correr, os governos aceitam as propostas que chegam das casas legislativas, ratificam essas ideias de apelo popular e fogem da responsabilidade de desenvolver ações de inteligência – bem mais difíceis e demoradas para serem implantadas.

 

É impossível solucionar crimes, por exemplo, com número tão reduzido de investigadores. Há quase um ano, ao ter a casa invadida por bandidos, tive o privilégio de receber uma dupla de peritos com seus equipamentos para coletar provas. Soube que eram os únicos para atender todo o distrito. Por mais habilidade que tenham, são poucos diante do desafio diário que enfrentam.

 

Investir na polícia preventiva e investigativa, oferecer aos agentes estrutura para trabalhar e responsabilizar os bandidos fazem parte de um conjunto de esforços necessário e conhecido para que se reduza os índices de criminalidade. Enquanto não tivermos esta capacidade, continuaremos buscando a salvação na cabeça do jerico (mas sem capacete).

Que ônibus passa aqui

 

 

Se a prefeitura não faz, o cidadão faz. Foi incentivado por esta ideia que o grupo Shoot The Shit (melhor não traduzir) decidiu resolver um problema comum nos pontos de ônibus, a falta de informação sobre as linhas que passam no local – ou deveriam passar. Criada em Porto Alegre, a organização colou adesivos nos postes que indicam as paradas de ônibus e convida as pessoas a anotar as informações à mão. Da capital gaúcha, a ideia chegou a 11 cidades brasileiras, mais Lima, no Peru. O projeto Que ônibus Passa Aqui Teria, inclusive, recebido incentivo da EPTC, empresa responsável pelo transporte público em Porto Alegre.

 

O vídeo abaixo foi produzido pelos criadores do projeto quando estavam arrecadando dinheiro para lançar a campanha e os adesivos:

 

Que Ônibus Passa Aqui – Catarse from Shoot The Shit on Vimeo.


Dica do Blog Ponto de Ônibus

Reminiscências

 

Por Julio Tannus

 

Existem coisas que jamais se apagam de nossa memória. Permanecem vivas ao longo de toda nossa existência.

 


No Banco Escolar

 

Ah! Meus professores de ginásio. Na época estudávamos, além do nosso Português, os idiomas Inglês, Francês, Latim e Espanhol. Fumava-se na sala de aula. E o professor de Espanhol fumava metade do cigarro. Ao ser indagado pelos alunos o porquê, ele com os olhos lacrimejantes nos disse: “todo fim de semana minha mulher corta os cigarros ao meio para economizarmos dinheiro, e assim teremos dinheiro para volvermos a Espanha ao final do ano!”. E foi através dele que aprendemos a gostar de Miguel de Cervantes, Calderón de La Barca, Lope de Vega…

 

Um dos professores tinha a mania de, antes de sentar-se, utilizar a lista de presença como espanador para livrar o pó de giz deixado pelo professor anterior na mesa dos professores. Vira e mexe, alguns de nós espalhava rapé em pó na mesa. Resultado: “desculpem o espirro, acho que estou ficando resfriado!”.

 

O professor de Geografia, ao falar sobre os peixes da Amazônia, referiu-se ao Pirarucu. A classe pôs-se a sorrir. Irritado ele nos disse: “se vocês estão com coceira no xx, então enfiem o dedo no xx”.

 

Na volta das férias de final de ano, um colega apareceu de cabelo comprido. A reação foi geral: “mariquinha”, “virou mulherzinha”. O habitual na época era o corte chamado de “americano curto” – herança da Segunda Grande Guerra. No dia seguinte o dito cujo aparece com a cabeça raspada a navalha, as sobrancelhas raspadas e os cílios cortados!

 

Havia um monitor que percorria os corredores junto às salas de aula para zelar pela disciplina dos alunos. Um colega de classe, sentado junto a uma das janelas que dava para o corredor, ficou com um papel dobrado em uma das mãos. O monitor, ao ver o papel, de imediato recolheu o mesmo e entrou na sala de aula. Ao abrir o papel para ver o que estava escrito, se surpreendeu: “curioso hein!”.

 

No dia 11 de junho de 1958 a Seleção Brasileira de Futebol jogava contra a Inglaterra, na Copa do Mundo da Suécia. O jogo transcorreu durante um exame de Física – tínhamos exames de meio de ano. No bar da esquina, um rádio ligado em alto e bom som transmitia a difícil partida, que terminou em empate de 0x0. Da sala de aula ouvíamos atentos a transmissão. Até que, findo o jogo, nos demos conta que o exame de física também chegava ao fim. Resultado: a maioria de nós tirou nota zero!

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Nova estação, redobre os cuidados com seu animal de estimação

 

Por Dora Estevam

 

 

Quem tem um animal de estimação em casa? Quase todos nós. Como eu também tenho, duas delas, a Natacha (Labrador fêmea) e a Hanna (Husky fêmea), pensei em fazer um post para você falando um pouco sobre estes bichinhos que são as nossas fofuras. As minhas “meninas” sofrem quando muda a estação, no inverno, então, ficam resfriadas, caem os pelos – o quintal fica totalmente coberto de pelos brancos e beges. Saio correndo atras do veterinário. Como já estou mais bem instruída. penso nesses cuidados um pouco antes do inverno. Conversando com veterinários percebi que é comum apesar de muita gente ainda estranhar tais comportamentos. Tem outros cuidados também que passam despercebidos e um especialista pode nos ajudar. Para esclarecer estas questões, entrevistei o dr. Marcelo Ruiz, da Clínica Veterinária Paulista, do Morumbi, em São Paulo.

 

Ouça aqui a entrevista que gravei com o veterinário Marcelo Ruiz ou leia a seguir:

 

Quais os cuidados com os pets nesta época do ano?

 

Dr. Marcelo: É mais comum nesta época do ano aparecer doenças viróticas, tipo traqueíte virótica ou traquiobronquite dos cães, tem que se fazer as vacinas anteriormente antes que chegue o inverno, pois as gripes são contagiosas entre os cães,é como uma gripe humana. Em dias de frio os cachorros mais sensíveis têm crises de asma, precisa ventilar a casa, principalmente os que ficam confinados em casa. Tem também a troca de pelagem, a alimentação vai influenciar bastante nesta troca, uma ração de alta qualidade pode ajudar a não cair muito os pelos e não vai ficar com falhas no animal, evitando falhas e infecções de pele no animal.

 


Os banhos são necessários?

 

DR. marcelo: A rotina é a mesma. O banho precisa ser em um petshop que têm os secadores especiais e secam bem os pelos até a profundidade para não dar alergia.

 


Eles têm problemas com alergias?

 

Dr. Marcelo: Sim, muitos cães são propensos as alergias, tanto de contato (quando o proprietário limpa o chão com algum produtos não apropriados ) como as respiratórias, sistêmicas, alimentar (precisa dar uma ração especial).

 

As roupas são adequadas para todos os cães?

 

Dr. Marcelo: Os cães não tem tanto frio como nós, só os de pelo curto que tem um pouco de frio e você deve por uma roupa. Já para os de pelo longo é opcional, só que tem que tomar o cuidado de tirar a roupa todos os dias e escovar este animal todos os dias, pois a roupa vai embolar este pelo e isso pode dar problema de pele.

 


Um dica final.

 

Dr. Marcelo: Ame e cuide bem dos seus filhos (pets)

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda, estilon de vida e, também, de PETs, no Blog do Mílton Jung