“Impossível estar meio-grávido no meio ambiente”, diz senador

Por Osvaldo Stella
Da Conferência do Clima/Bali

A conferência entra na reta final, os corredores mais cheios, filas em todos os lugares. Embora tenha sido de trabalho estenuante, a semana passada ainda deixou um número superior ao esperado de colchetes ( todos os termos ainda indefinidos nos textos ficam em colchetes apenas, após a eliminação de todos os colchetes o texto é aprovado). A partir de quarta-feira os representantes dos chefes de Estado estarão reunidos para compactuar as decisões deste encontro. Sábado à noite, nos corredores, se dizia que uma conclusão
positiva estava se materializando.

Hoje, de surpresa, John kerry falou sobre a posição dos EUA em relação as mudanças climáticas. O senador democrata, quase presidente, relatou que apesar da posição do Governo Federal americano, muito já é feito nas cidades e estados com reduções de emissão que chegam a ser superiores as previstas no protocolo. Porém, como “é impossível estar meio-grávido em relação as mudanças climáticas” ele vê a delegação dos Estados Unidos discutindo aqui com “boa fé” o caminho que o país irá traçar no futuro: “Países ricos devem
ajudar os mais pobres, transferir tecnologia.” “A idade da pedra não acabou por falta de pedra”, ele brinca e o mesmo acontecerá com nossa sociedade e o petróleo.

A questão dos programas independentes de cidades e municipios americanos demonstra a divisão de opiniões dentro dos EUA. O próprio All Gore afirmou, que “talvez não pudesse, como presidente, ratificar o protocolo pois ele depende da aprovação do senado.

O poder emana do capital e os estados unidos são o exemplo mais claro disto. Mesmo que a sociedade entenda a importância das mudanças climáticas, as empresas que ganham rios de dinheiro na economia do petróleo não vão largar o osso sem lutar até o fim.

Palavra de ouvinte: educação continuada

Por Edilaine Lopes
Ouvinte-internauta do CBN SP

Segundo reportagem do El País, Finlândia é nota dez em educação, percebemos que há muitas diferenças entre São Paulo e Finlândia :

“Quando as coisas pioram, os profissionais do colégio dão apoio acadêmico e social aos alunos. O número de estudantes por classe beira os 20, mas se houver problemas acadêmicos são separados em grupos de dez e colocados em dia. E se for preciso repetir o ano? ‘Será nos primeiros anos do primário, o quanto antes’ , diz a diretora. (…) Se a coisa se complica, o governo (local ou nacional) contribui novamente com dinheiro. O colégio está encravado num bairro com problemas sociais e recebe mais verbas que outros. ‘No ano passado tivemos um problema e a prefeitura de Helsinque nos concedeu 18 mil euros prontamente’. Com essa verba a diretora contratou um professor avulso que ajudou os atrasados a fazer as lições, entre outras coisas.”

Em São Paulo, o aluno com dificuldades no aprendizado passa para o ano seguinte juntamente com os demais alunos que não apresentaram problemas e não recebe nenhuma atenção especial. As aulas de reforço são insuficientes e os professores não são treinados adequadamente para atender as dificuldades desses alunos. Assim, eles continuam sem aprender o que já devia ter aprendido e não consegue acompanhar as aulas, ficando cada vez mais atrasados.

Outra diferença é a questão cultural, os pais na Finlândia estão comprometidos com o aprendizado; um dos passatempos mais comum é o hábito de ler para os filhos, o que ajuda muito o desenvoLvimento intelectual das crianças. A ênfase que a sociedade finlandesa dá para a leitura mostra-se no reconhecimento dado aos profissionais chamados “contadores de histórias”. Ou seja, leitura é uma mania nacional. Não é preciso nenhuma pesquisa acadêmica para que qualquer brasileiro perceba que isso não acontece no Brasil.

Outro fator relevante é que na Finlândia o professor tem status social , ele é respeitado e muito valorizado. Em terras tupiniquins respeito e valorização são coisas para jogador de futebol. Ademais, o senso de responsabilidade que os finlandeses tem faz com que os alunos realizem suas lições e cumpram seus deveres, assim como os professores.

A educação, como os demais problemas brasileiros, é muito mais uma questão cultural do que política ou econômica.

Espero ter contribuído para o debate”.

Foto-ouvinte: Papel, papelada e papelão

“Não vou comprar apartamento de R$ 500 mil, não compro nas Casas Bahia … Não pedi estes panfletos aqui em casa”. É a bronca do ouvinte-internauta identificado apenas por A.Lucas que fotografou os 800 gramas de panfletos que recebeu na porta de casa, em uma semana. Chama atenção para o fato de em todos estar escrito “distribuição interna”. Pior é que, revoltado, o Lucas quer jogar no lixo.

Melhor é reciclar esta papelada ou quem sabe promover campanha para que todo o cidadão devolva o material publicitário para a empresa que o enviou, entupindo a caixa de correio delas.

Ouvinte-fala: Mudança no rodízio municipal


O fim de semana não acalmou os ânimos dos ouvintes-internautas do CBN SP que usaram a folga para expor sua indignação à proposta do vereador Ricardo Teixeira (PSDB-SP) de mudar o sistema de rodízio de carros na cidade. O projeto foi aprovado em primeira votação, na Câmara Municipal, e terá dificuldade de se transformar em lei se depender da repercussão negativa na opinião pública.

Acompanhe a seguir algumas opiniões dos ouvintes-internautas do CBN SP:

“Na região onde moro (zona oeste) não há linha de metro, e com as opções de ônibus atuais as pessoas levariam mais de 1 hora e meia para chegar ao trabalho, quando, hoje, levam 25 minutos” (Eliana Luiz)

“Com o sistema atual, no dia do rodízio do meu carro, tenho que acordar às 4.30 h da manhã para dar tempo de chegar ao local desejado. Com este sistema novo, terei então que estar de pé às 4.30 h todos os dias “ (Adriana Nunes)”

“O sistema de transporte é péssimo com as pessoas que já o utilizam, imagine quando metade das pessoas que não poderão rodar com o carro forem utilizá-lo, também.” (Fabiana Luzio)

“Basta proibir que os carros de final impar não andem em dias impares, e vice-versa. Fazendo simulações em calendários, chegamos a um número médio de 258 dias úteis por ano, dos quais de 127 a 130 são impares, e de 128 a 131 são pares”. (Fábio Eduardo Flório)

“Isto mostra bem a forma do PSDB governar. Eles ficam o tempo todo em cima do muro e mesmo tendo o estado por mais de uma década, fizeram uns míseros quilômetros de metrô e agora mascaram tirando os carros da rua!”
(Fernando Moacir Blanco)

”O ideal seria uma ampliação massiva dos metrôs porque nem mesmo a proposta de ônibus mais confortável seria ideal, uma vez que ônibus também fica parado no trânsito!” (Eduardo José Sozza)

“Por que o senhor (vereador Ricardo Teixeira) não faz um projeto que proíba os caminhões de se mover no horário de pico, enquanto o transporte público não se adapta?” (Guilherme Teixeira)

“Será que já pensaram que carro nos dias de hoje é instrumento de trabalho e não luxo. Tem pessoas que trabalham nas ruas e só pode ser de carro dependendo do que faz”
(Ivonete Aglietti)

“Andemos todos de ônibus. Vamos ”cair em cima” do sistema de transporte público. Paremos de queimar combustível parado. A arrecadação vai cair brutalmente, pois o imposto dos combustíveis recolhe 12 bilhões por ano ao Estado”. (João Luis Santos Marques)

“O rodízio deveria ser por placas pares e ímpares, dia sim dia não, inclusive aos sábados. Seria fácil de controlar e fácil do condutor se lembrar dos dias de rodízio.” (Johny Sasaki)

“Se eu tivesse um bom transporte deixaria o carro em casa tendo rodízio ou não”. (Luiz Carlos Tacchi)

“Uma das melhores formas que encontrei de evitar ir trabalhar
com o meu carro, foi virar cliente de um ônibus fretado”. (Marcos Lopes Queiroz)

“Onde estão os transportes nesta cidade, onde está o nosso direito de ir e vir ? É brincadeira” (Lúcio)

“Gostaria de saber se com o novo rodízio de veículos eu terei redução de pelo menos 50% do valor do IPVA, pois estarei rodando 3 dias a menos com meu veículo.” ( Marcelo Rodrigues)

“ Não vou de carro porque gosto ou quero, sou obrigado pois por morar na zona sul, principalmente, não existe metrô e os ônibus demoram entre 50 a 70 minutos para chegar a meu destino de apenas 8 Km”. (Marcelo de Moura)

“Proibir a entrada de caminhões em horário de pico em São Paulo. O problema é que não podemos simplesmente proibir a entrada sem dar condições que esses caminhões permaneçam em algum lugar” (Marcio Tada)

“Novos empreendimentos tem de estar atrelados à capacidade de fluxo das pessoas; investir em transporte coletivo; recuperar rapidamente as deterioradas áreas centrais da cidade para residências”. (Ricardo Daumas)

”Outra solução seria o pedágio urbano. As pessoas só deixarão o carro em casa quando pesar no bolso. (Roney Salles)

“Invistam nas vias públicas, em obras inteligentes, na reestruturação do transporte público” (Simone Mariote)

“O problema não era o rodízio, é infra-estrutura” (Ubiratã Caldeira)

“Porque não se pensa em fazer o rodízio o dia inteiro, ou seja sem horário ?” (Wanderley Rodrigues)

“Se o transporte público fosse bom eu tranqüilamente pegaria meu equipamento de trabalho que pesa 35 quilos e iria de ônibus pela cidade toda” (Nilton Costa)

Foto-ouvinte: Natal reciclável

A comunidade da paróquia Nossa Senhora das Dores, na Casa Verde, usou cerca de 1.000 garrafas PETs para levantar esta árvore de Natal com cinco metros de altura. Os enfeites foram feitos com o fundo de garrafas de cores diferentes para oferecer um visual mais interessante. De acordo com o ouvinte-internauta Fernando Geronazzo, esta árvore com material reciclável está na rua Lucila, em frente à Igreja.

Pavilhões do Parque Anhangabaú

Parte do plano de remodelação do Anhangabaú, estes dois prédios foram construídos nos anos de 1910 a partir do desenho do urbanista francês Joseph Bouvard. A prefeitura e a Câmara Municipal chegaram a usá-los como sede. A imponência de ambos sempre chamou atenção. Até que a falta de cuidado com o patrimônio histórico e cultural colocou abaixo o primeiro deles, nos anos 1950, e o seguinte, nos 1970.

O alerta para a desconstrução ocorrida no Anhangabaú chega pela lista de discussão <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/preservasp
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Motorista teria de fazer baldeação com novo rodízio

Simplicidade é um dos caminhos para que o sistema de rodízio municipal funcione na capital paulista. E a proposta aprovada pelos vereadores, em primeira votação, na Câmara Municipal está quilômetros de distância de ser simples. Sem contar que inviabilizaria o deslocamento de motoristas no período em que estivesse em vigor.

Com apenas um hora e meia para sair de casa e chegar ao seu destino, moradores das regiões mais distantes talvez não conseguissem chegar ao centro da cidade. Em lugar de ter carros com placas com final diferentes na garagem como ocorre hoje, os motoristas teriam de fazer baldeação: por exemplo, sair do extremo leste da cidade com a placa ímpar e trocar para o carro com placa par no meio do caminho.

Na Câmara Municipal, a cultura do “em primeira passa” vigorou mais uma vez. Como todos os projetos tem de ter duas votações, na primeira os vereadores aprovam de qualquer maneira e na segunda discutem mais a sério. É neste momento que os governistas e quem não estiver torcendo para o circo pegar fogo pretendem derrubar a idéia do vereador Teixeira.

Desta vez chegaram ao absurdo de, ao mesmo tempo que aprovaram um projeto que amplia a restrição de carros na cidade, aceitaram outro que elimina o rodízio municipal.

Kassab não quer botar sua mão nesta história para não se desgastar em ano de eleição, assim se não conseguirem barrar o projeto na Câmara, o prefeito arrumará alguma justificativa jurídica para vetá-lo.

Portal quer ser You Tube de vendas

Uma espécie de Shoptime, um dos mais famosos canais de venda da televisão brasileira, foi lançado na internet. Explorando a cultura do You Tube, na qual o espaço é livre para criação em vídeo, o novo serviço abre espaço para que o próprio vendedor apresente seu produto.

Usufruindo da fama do primo rico, inclusive batizado com sobrenome igual, o Super Tube se oferece como uma revolução do conceito de negócios on-lines, Como de revolucionários a internet já se livrou de vários, não há como afirmar qual será o resultado da venda. No entanto, vale a tentativa para se livrar daquela bicicleta ergométrica que nunca foi usada, das roupas que não cabem mais na cintura, do automóvel com data de validade vencida ou oferecer seus serviços de animador de festas. Por enquanto, para incluir os vídeos na página é de graça. E não tem de pagar comissão para o portal de vendas.

Os investidores esperam sustentar o serviço com a criatividade dos vendedores e veiculação de anúncios dos patrocinadores na página.

Novo rodízio: Kassab fica no muro

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu não entrar na discussão sobre a lei que aumenta o período de rodízio na cidade de São Paulo, aprovada em primeiro turno na Câmara de Vereadores. Em entrevista a repórter Cátia Tofoletto, Kassab disse que vai ver, vai ler, vai pensar, vai … Não é contra nem a favor, muito antes pelo contrário.

Criado pelo vereador Ricardo Teixeira (PSDB), o projeto de lei institui restrição de circulação em todos os dias da semana e amplia a proibição para todo o território da capital. Também a divide em dois. O rodízio valeria nos horários de pico, das 7 horas às 8h30 para placas ímpares e das 8h31 às 10 horas para placas pares. No período da tarde, o esquema funcionaria para placas ímpares, das 17 horas às 18h30, e pares, das 18h31 às 20 horas. Atualmente, apenas 20% da frota fica impedida de circular diariamente no centro expandido. A cada dia da semana, dois finais de placas estão proibidos de sair da garagem. Com a mudança, segundo o vereador, o número de veículos impedidos de rodar aumentaria em 30 pontos porcentuais

O primeiro horário do novo esquema valerá para carros com placas ímpares em anos ímpares, como 2007. O rodízio ficaria invertido nos anos pares, como 2008, quando veículos com placas pares passam a ser impedidos de circular na primeira metade do horário. Para virar lei, no entanto, o projeto ainda precisa ser aprovado em segunda votação. Depois, segue para sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Ouça a reportagem de Cátia Tofoletto: