“Saúde pública vai tão mal quanto a privada”, diz pediatra

O alto número de cesarianas nas maternidades particulares é um dos sinais de que a gestão privada da saúde, no Brasil, está cada vez mais parecida com a pública e seus criticados métodos. Por outro lado, a redução na mortalidade infantil demonstra que há avanços no serviço de saúde, apesar da série de problemas financeiros, administrativos e políticos. É o que diz o pediatra Fernando de Andrade Guimarães, chefe do berçário da Maternidade Amparo Maternal, de São Paulo, nesta entrevista ao CBN SP.

Durante esta semana, uma série sobre a qualidade do serviço público de saúde está sendo realizada no programa e você pode acompanhar aqui no blog:

Porta giratória: confusão prá cá, confusão prá lá

A primeira surgiu da própria imprensa que se atrapalhou ao anunciar quem foi o autor do veto da lei que proíbe o detector de metal na entrada dos bancos: Pitta, Serra ou Kassab ? Na prefeitura de São Paulo, fonte oficial, a informação era de que Celso Pitta havia vetado a lei há dez anos. Informação errada. A própria prefeitura corrigiu a notícia: o veto foi de Serra, em 2005.

Mas tinha mais confusão pela frente: afinal falou-se muito da proibição da porta giratória, quando o problema não é a tal porta, mas o detector de metais que impede a entrada de qualquer pessoa que esteja carregando algum metal. Seja uma prótese, seja uma metralhadora.

As dificuldades para saber o que vai acontecer, não pararam por aí: bancos, bancários e vigilantes vão à luta para derrubar a lei na justiça. E, me cobrem mais tarde, vão ganhar e você vai continuar sendo barrado na porta do banco, principalmente ser não estiver bem vestido e for negro.

Saúde paulista não passa por privatização, diz médico

A crítica de que o serviço público de saúde passa por processo de privatização com a presença das Organizações Sociais gerando hospitais e outros equipamentos não tem o apoio do médico Carlos Alberto Suslik. Coordenador do MBA em Gestão de Saúde, parceria do Hospital Israelita Albert Einstein com o IBMEC de São Paulo, ele participou da série de entrevistas promovida pelo CBN SP sobre a saúde pública:

Atitude do cidadão ganha importância no debate do clima

Osvaldo Stella
De Bali/Indonésia

“Na véspera do encerramento da 13ª Convenção do Clima ainda restam muitas dúvidas de como ficará o texto final do mapa do caminho (Road Map) que vai determinar o andamento das negociações para o futuro da convenção do clima.

O que fica cada vez mais claro é que o tamanho da questão climática é maior que o da Convenção do Clima. Na medida em que se avança na busca de soluções para a
mudança climática, se ampliam as alternativas, e as estruturas disponíveis dentro do Protocolo de Quioto se mostram pouco dinmicas para atender as novas
demandas.

Questões como preservação das florestas e metas para países em desenvolvimento, que até pouco tempo soavam como heresias, hoje são assuntos correntes nas negociações.

Já não se fala mais apenas em mitigação; adaptação e vulnerabilidade já ocupam um espaço maior no diálogo.

Talvez a grande contribuição da convenção do clima e do protocolo de quioto tenha sido de incorporar a questão da mudanças climática na realidade individual das pessoas em todo o mundo.

A solução para a questão do aquecimento global necessita de mudanças estruturais na sociedade moderna e isto só é possível com mudanças individuais de todos. Quioto é um processo que atua de cima para baixo. Cabe a nós cidadãos fazermos nossa parte, de baixo para cima, revendo nossos padrões de consumo, pressionando nossos representantes, cobrando das empresas e indústrias posturas mais afinadas com esta nova realidade.

Hasta la victoria siempre.”

Mira: Natal reciclado

Agora é o Clube Esperia que apresenta sua árvore de Natal construída com material reciclável. As 3 mil garrafas PETs recolhidas e entregues pelos sócios, além das que foram compradas em uma cooperativa de catadores, resultou nesta árvore de 10 metros de altura que ganha um visual especial durante o dia, devido a incidência da luz do sol.

O presente vem em seguida: motivados pela campanha, o clube passará a recolher material reciclado e entregá-lo à cooperativa.

Paulistano perde R$ 2,5 bi no congestionamento

Paulistano perde R$ 2,5 bi no congestionamento

O motorista de carro em São Paulo já paga pedágio urbano e não sabe. Por ficar parado no trânsito e ter de andar cada vez mais devagar devido aos constantes congestionamentos, a cidade perde cerca de R$ 2,5 bi por ano, segundo cálculos do professor de Engenharia de Transportes Públicos, da Escola Politécnica de USP, Jaime Waisman. Apenas no conestionamento de segunda-feira provocado pela reintegração de posse de área ao lado da Marginal Pinheiros se foram R$ 50 mi.

Jaime, que conversou com o CBN SP, esclarece, porém, que cobrar uma taxa para circular na cidade não seria a melhor solução:

O problema dos colchetes no clima

Por Osvaldo Stella
Direto de Bali

Hoje, na 13ª edição da Convenção do Clima, em Bali, na Indonésia, todos os envolvidos buscam fechar as, cada vez mais complexas, negociações. Durante o evento organizado pelo Brasil para apresentar a proposta brasileira para combater o desmatamento na Amazônia, o diretor da UNEP (United Nations Environmental Program) disse que : “existem duas conferências, a dos colchetes e a das ações”. Ele se refere aos famigerados colchetes que povoam os textos e impedem que os mesmos sejam fechados.

Na mesma linha o chanceler brasileiro Celso Amorim disse que “a postura dos negociadores depende muito da pressão da opinião pública”.

Kioto adquiriu um tamanho e uma importância que lhe tiraram agilidade e dinâmica. O protocolo já não responde na velocidade e na medida que a questão climática exige. Curiosamente, sem ele não teríamos este nível de consciência.

“Noite Paulistana” leva APCA de rádio

O programa “Noite Paulistana” que vai ao ar toda sexta-feira no CBN São Paulo, apresentado pela Janaína Barros, ganhou o prémio rádio na categoria “cultura” da APCA, a Associação Paulista dos Críticos de Arte. Foi premiado, também, o Fim de Expediente, apresentado por Dan Stulbach e companhia, toda sexta, às sete da noite, na categoria “variedades”.

Na mídia rádio os demais vencedores foram:

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Eldorado AM – Ingresso no setor esportivo em parceria com a ESPN Brasil
Musical: Sala de Professores/Eldorado FM
Internet: Podcast Muqueca de Siri
Humor: Energia na Véia/Radio Energia 97
Programa: Plug Eldorado/Eldorado AM

A entrega do prêmio será dia 25 de março.

Professor de SP não precisa mais de título

Difícil entender. A prefeitura veio a público e defendeu com unhas e dentes a proposta que exigia dos professores o acumulo de títulos para evoluir na carreira. A idéia que fazia parte do plano de reestruturação do magistério foi elogiada por especialistas na área de educação. Representantes do governo falaram com categoria que a intenção era incentivar a formação dos educadores.

Na votação dessa terça-feira na Câmara, a prefeitura recuou, tirou a obrigatoriedade e, com a medida, sinalizou que não pretende “incentivar a formação de educadores”.

O professor pode escolher uma tabela que considera apenas o tempo na rede; ou apenas os títulos; ou os dois fatores combinados. Ele é quem escolhe.