Professor de SP não precisa mais de título

Difícil entender. A prefeitura veio a público e defendeu com unhas e dentes a proposta que exigia dos professores o acumulo de títulos para evoluir na carreira. A idéia que fazia parte do plano de reestruturação do magistério foi elogiada por especialistas na área de educação. Representantes do governo falaram com categoria que a intenção era incentivar a formação dos educadores.

Na votação dessa terça-feira na Câmara, a prefeitura recuou, tirou a obrigatoriedade e, com a medida, sinalizou que não pretende “incentivar a formação de educadores”.

O professor pode escolher uma tabela que considera apenas o tempo na rede; ou apenas os títulos; ou os dois fatores combinados. Ele é quem escolhe.

Foto-ouvinte: Desvio de conduta


Como a CET não resolve, o povo resolve, mesmo que contra a lei. É a conclusão do ouvinte-internauta Fábio que enviou a foto acima para mostrar como os motoristas se comportam desde que a companhia criou a faixa reversível na avenida Magalhães de Castro com a intenção de desafogar o trânsito para quem vem na Marginal Pinheiros em direção a Interlagos. Para evitar a queda de braço com caminhões e outros veículos que deixam a faixa reversível para retornar a Marginal a turma desvia sobre o canteiro central.

Antes que alguém denuncie, a kombi não é do Heródoto.

Há controvérsia …

Recebi no e-mail do ouvinte-internauta e advogado José Roberto Ferraz Luz e repasso para o blog:

“Discordo do entrevistado Dr. Jose de Almeida Sobrinho, quando ele diz que “basta o presidente da assembléia solicitar ao Contran…” O uso de placas especiais está disciplinado pela Lei 9503/97 (Código de Transito), em seu artigo 115 § 3º.O Contran em sua resolução 31, apenas regulamento o tipo e o padrão das placas especiais.

Os vereadores , assim como os deputados e os desembragadores do TJ. não tem este direito, que está assegurado apenas as presidentes dos tribunais Federais, Governadores, Prefeitos, secretários Estaduais e Municipais e presidentes das assembléias Legislativas e camaras, além dos presidentes dos tribunais Estaduais e do Distrito Federalk e dos respectivos chefes do Ministário Público e ainda os Oficiais Generais da Forças Armadas.

Gostaria ver entrevistado o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, sobre o “festival” de placas especiais utilizados pelos Juízes.

É bom lembrar que a o dispositivo legal antes mencionado estipula que as placas devem ser lacradas ao chassi do veículo, o que se vê são placas presas com porca “borboleta” para serem retiradas e colocadas conforme a utilização que está sendo dado ao veículo, que nem sempre é oficial.

No interior do estado o “festival”´é ainda maior.”

Vereadores de São Paulo querem placa para “furar” rodízio

Os carros oficiais da Câmara Municipal de São Paulo poderão circular na cidade sem sofrer a restrição do rodízio municipal se o pedido dos vereadores forem atendidos. Os veículos alugados trocariam a placa comum por uma especial com o número do gabinete do vereador e, assim, não haveria impedimento para andar na cidade, além de ter o direito de andar no corredor de ônibus, assim como todos os carros oficiais.

O vereador Adílson Amadeu, do PTB, e autor de projeto que extingue o rodízio municipal na cidade de São Paulo, aprovado em primeira votação na semana passada, falou ao CBN SP:

Um avião do tamanho de Nelson Jobim


“Econômica” tem espaço para os joelhos

Nada mais comum do que questionar a possibilidade de um avião com sua armadura de ferro e parafernália mecânica – sem contar a quantidade de malas levadas pelos passageiros – levantar vôo. Quem jamais se perguntou: Como é que isso fica no ar ? Diante do Airbus 380 e seus 80 metros de comprimento e 24,1 metros de altura e 24,1 de altura a pergunta ganha sentido. Parece impossível que o homem – ou a mulher, já que agora as temos comandante, também – seja capaz desta proeza.

Durante uma hora e meia um grupo seleto de convidados e jornalistas escalados por suas redações tiveram a oportunidade de decolar do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, seguir em direção a Curitiba, no Paraná, dar meia volta e desembarcar na pista de Cumbica.

Este blog esteve lá representado e presenciou a curiosidade e deslumbramento dos passageiros. Muitos que jamais haviam sentado em uma poltrona de primeira classe aproveitaram a situação.
À maioria, acostumada ao aperto dos vôos comerciais das empresas brasileiras, chamou atenção o conforto na classe econômica, também. “Parece uma sala de cinema”, disse uma das privilegiadas. “As poltronas tem espaço até para o ministro Nelson Jobim”, falou o gaiato lembrando a primeira reclamação do responsável pela “defesa aérea” do Brasil.

Não escaparam, contudo, do atraso de mais de uma hora para a decolagem. Quem haveria de reclamar do atraso ? Tiravam fotografia com o telefone celular – que não foi desligado -, gravavam imagens – com o celular, também -, disputavam lembranças do vôo inaugural do Airbus 380 que mais tarde seguiria para a Argentina nesta turnê para convencer os empresários sul-americanos a comprarem a máquina.

Por enquanto, apenas a empresa aérea de Singapura aderiu ao modelo. Mas, feliz ano novo, a fabricante anuncia que o 380 vai para os Emirados Árabes, Ásia e Austrália. E no Brasil ? Só Cumbica é capaz de receber este avião. E só a TAM, através do ex-Gol David Barione, se fez representada na aeronave e aproveitou a presença dos jornalistas para ganhar mais um pouco de espaço na mídia: “Não tem nada certo, mas estamos conversando”.

Conversa não faltou durante o circuito do Airbus 380 no Brasil. Muitas em relação ao apagão aéreo que não será solucionado pelo “mostrengo” da fabricante que tem sede na França.

Frustrante mesmo foi o champanhe servido a bordo. Em copos de plástico – teriam medo de atentado terrorista ? – e com contas gotas. Não faltou o piadista de plantão diante do copo servido com “dois dedinhos” da bebida: “Comandante, alguém já bebeu neste aqui ?”

Ao fim da viagem, alguns mais alegres do que o necessário (apesar de servirem pouco, a tripulação permitia repetir a dose), receberam miniaturas do A380, bonés, camisetas e um certificado: “Congratulations. You have been first on board the Air Bus A380 on a flight in São Paulo”.


Preste atenção no “equipamento” de pelúcia sobre o painel

Projeto reúne palestras e aulas em áudio

Liderada pelo médico Cláudio Wulkan do Hospital Albert Einstein, a Universidade Falada reúne mestres e especialistas das mais distintas áreas, desde antropologia ou filosofia até yoga e hinduísmo, há três anos. As palestras e aulas estão disponíveis em áudio e podem ser baixadas na internet pelo custo que varia de R$ 3 a R$ 5.

Ouça a entrevista do coordenador do Projeto Universidade Falada, Cláudio Wulkan, ao CBN SP:

Conexão Rio-SP: PSDB tem dois partidos

Mais uma rodada da pesquisa do Instituto Datafolha mostra a intenção de voto do cidadão para as eleições municipais do ano que vem. Aqui em São Paulo, o cenário permanece com destaque para os nomes do ex-governador Geraldo Alckim, do PSDB, da ministra do Turismo e ex-prefeita Martha Suplicy, do PT, e do prefeito Gilberto Kassab, do Democratas. Tem sido assim no decorrer de todo este ano e, pelo visto, assim será ano que vem. PSDB e PT sem muita opções, já que as siglas não tem nenhum nome com força eleitoral além de Alckmin e Martha. O prefeito Kassab a cada pesquisa tem melhorado sua performace – isso tem aparecido, também, nas pesquisas que avaliam o desempenho dele na prefeitura.

A encrenca é saber como se comportarão o PSDB de Alckmin e o PSDB de Serra. Basta ouvir o comentário de pessoas ligadas a um ou outro e se verificará que a disputa mais acirrada na eleição municipal de São Paulo será travada entre estes “dois partidos”. Isto ocorre porque a disputa municipal é palco para as eleições estadual e federal em três anos. E o destino político de Alckmin e Serra começa a ser traçado agora.

Os alckministas apóiam Alckmin, os serristas apóiam Kassab. Para onde os militantes do PSDB vão seguir pode ser decisivo para o partido ano que vem.

Quanto ao PT, bem o PT se não quiser perder a eleição antecipadamente não tem muito o que fazer: lança Martha e espera que o adversário se enfraqueça com a luta interna.

O triste é que o debate se dá apenas em torno de nomes, cada um pensando no seu futuro político, ninguém quer saber o que é melhor para cidade, menos ainda se discute programas públicos para São Paulo. E imagino que no Rio não seja diferente.