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Surpreendeu a informação de que o ministro da Defesa teria sido vaiado no encontro com as famílias de vítimas da TAM, pelo menos entre aqueles que participaram da conversa no salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Não que não haja pessoas interessadas no protesto. Assim como não falte justificativa para tal, afinal permitir que a discussão sobre a distância das poltronas obscureça o debate fundamental que é a segurança dos vôos, não chega a ser motivo de aplauso.
No caso da reunião de terça-feira, em Porto Alegre, Nelson Jobim (PMDB) entrou pelos fundos do palácio, onde fica a área de estacionamento, portanto não teria como ser vaiado. Os parentes e naquele momento era a opinião deles que interessava mesmo – não estavam do lado de fora. A maioria já se encontrava no salão Alberto Pasqualini, foi o que informaram fontes do palácio.
Lá dentro, a surpresa foi de Jobim e da governadora Yeda Crusius. Dos cinco familiares que falaram em público, além da justificável preocupação com o risco de seus direitos não serem garantidos, ouviu-se elogios a conduta dela, pelo apoio desde os primeiros momentos do acidente, e a dele, por ter ido ao Rio Grande do Sul para conversar com as famílias e pelo comportamento desde que assumiu o cargo.
Ao fim do encontro, a imagem que Jobim deixou às famílias foi que em busca de uma solução ele vai atropelar quem tiver que atropelar.
Teme-se pela integridade de Milton Zuanazzi.

