Tem gente com medo da Ana Paula

Não é apenas da Comissão de Arbitragem que Ana Paula Oliveira sofre restrições desde que posou nua. A moça, que mesmo antes da Playboy estava na geladeira por cometer falhas em campo como qualquer marmanjo cometeria, acaba de perder um trabalho extra por medo da concorrência.

O Ministério Público de São Paulo, há duas semanas, pretendia contratá-la para apitar jogos do torneio interno do órgão, mas promotoras e mulheres de promotores acharam pouco recomendável a presença dela. Poderia não cair bem para a imagem do MP paulista.

As qualidades – e me refiro apenas as de cunho profissional – de Ana Paula seriam suficientes para trazê-la de volta aos jogos da primeira linha do campeonato brasileiro.

Cegos pelo direito a leitura

Ao lançar o livro “Jornalismo de Rádio” pela Editora Contexto, há cerca de 4 anos, recebi contato de uma ouvinte-internauta deficiente visual, da qual, infelizmente, não lembro o nome hoje, mas lembro da atitude. Estudante de jornalismo queria ter o mesmo direito de seus colegas: ler. Ela pedia o arquivo digital da publicação para ter acesso ao texto. Disse-me que uma das dificuldades é a restrição imposta pelo mercado literário que teme a clonagem da obra. Lembrou-me da necessidade de se lutar para que os deficientes visuais tenham o direito a leitura.

Nesta semana, no CBN SP, foi a vez do ouvinte-internauta Naziberto Lopes de Oliveira que enviou o texto da carta que tenta sensibilizar as autoridades. Se você gostou da idéia, dê um “control-C-control-V” e mande para seu deputado preferido.:

CARTA ABERTA

À Presidência da República;
Ao Ministério da Educação;
Ao Ministério da Cultura;
À Câmara dos Deputados;
Ao Senado Federal;
Ao Grupo de Trabalho do Livro Acessível na Biblioteca Nacional;
À CORDE – Coordenadoria para integração da pessoa com deficiência;
Ao CONADE – Conselho Nacional dos direitos da pessoa com deficiência;
À sociedade,

O Movimento pela Leitura Acessível no Brasil, identificado abaixo por pessoas com deficiência, entidades associativas e representativas, fóruns virtuais de discussão, profissionais da área, familiares e amigos, vem reivindicar:

“Transparência nas discussões sobre a regulamentação da lei n10753/03, mais conhecida como Lei do livro, a fim de que possamos acompanhar e colaborar para que a referida Lei garanta nosso direito sagrado e inalienável à leitura;

O acesso a todo e qualquer tipo de informação e conhecimento escrito, em formato acessível (desenho universal), nos mesmos lugares que se encontram os formatos convencionais;
A interação direta com as editoras e livrarias, como qualquer outro usuário;

A existência do livro acessível em bibliotecas públicas ou privadas, nas escolas de todos os níveis ou qualquer outro lugar em que se busque informação e conhecimento escrito.

Reiteramos que a responsabilidade dessa discussão é de todos, pois está garantido na Constituição o direito à cultura, à informação, ao conhecimento e ao lazer, pressuposto de nação desenvolvida, justa, igualitária e democrática, norteada em dois de seus principais fundamentos: a cidadania e a dignidade da pessoa humana.

Cobramos efetivamente a participação da CORDE e do CONADE, para que possam, uma vez que são componentes privilegiados do GT – abaixo mencionado -, acompanhar de perto essa discussão, além de nos informar e consultar sobre toda e qualquer alteração, supressão ou inclusão de elementos na regulamentação da lei supracitada, com ou sem modificações substanciais.

Não podemos mais permitir qualquer tipo de limitação ao direito de todos à leitura, por constituir segregação e marginalização. Também unicamente a dependência de Instituições especializadas em prestação de serviços para pessoas com deficiência, configura-se no cerceamento do direito fundamental ao acesso à leitura e ao conhecimento, limita nossa capacidade de escolha, nossa autonomia, liberdade e cidadania.

Assim, estamos preocupados que a próxima reunião do GT do livro acessível, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, para discutir essa regulamentação, delibere aquém de nossa principal expectativa, a saber: a imediata e definitiva implementação do acesso e da liberdade de escolha de livros que atendam nossas especificidades de leitura e autonomia e que é o livro acessível em desenho universal”.

Prefeitura brinca de gato e rato com camelôs


Bancas de frutas e verduras serão retiradas, em Cidade Ademar

A subprefeitura de Cidade Ademar anuncia que, nesta terça-feira, vai tirar este pessoal que ocupa espaço público ilegalmente em uma das principais vias do bairro, a avenida Yervant Kissajikian.

O mesmo vem ocorrendo em outras partes da cidade, mas o ouvinte-internauta do CBN SP Amaury Marinho que andava satisfeito com a ação da subprefeitura na estação de metrô da Penha alerta que os camelôs já estão de volta.

Foto-ouvinte: A saga do tele-atendimento

19 meses, 15 clonagens, incalculáveis “por favor aguarde, em instantes iremos atendê-lo” depois, o ouvinte-internauta Ricardo Barne não conseguiu saber porque ainda recebe faturas do Cartão Itaucard mesmo tendo solicitado o cancelamento. Por isso, escreveu para o CBN SP e mandou para o blog a foto que mostra uma das muitas tentativas frustradas de falar com o serviço de atendimento da empresa.

Se você tiver uma imagem que ilustre o seu problema ou que você considere significativa envie para milton@cbn.com.br que a gente publica na sessão “Foto-ouvinte do CBN SP”.

Trem, metrô e ônibus: só assim a cidade anda

Carros na publicidade aparecem circulando em ruas e avenidas livres que jamais existirão no caminho dos motoristas. A velocidade média dentro da cidade é de 14 quilômetros por hora. Enquanto o poder público não mudar a prioridade e investir em trem, metrô e ônibus de forma planejada, e incluindo a região metropolitana, São Paulo – assim como os demais centros urbanos – não sairá da crise de mobilidade que está.

Estas são algumas das opiniões do economista Ladislau Dowbor, professor de pós graduação da PUC de São Paulo, na entrevista que concedeu ao CBN SP. Acompanhe e debata:

Contra a poluição, Pequim fará rodízio de 50% dos carros

Pequim pretende tirar 1,3 milhão de carros de circulação por quatro dias, em agosto, aplicando um sistema íntimo dos paulistas: o rodízio. Em caráter de teste, metade da frota terá de ficar em casa a cada dia. Os chineses querem calcular os efeitos que a medida trará à luta contra a poluição, segundo informou o escritório de proteção ambiental a agência de notícias AP. A restrição aos carros é para assegurar melhor qualidade do ar durante os Jogos Olímpicos de Pequim, daqui um ano.

A primeira vez em que o rodízio municipal de carros foi implantado em São Paulo, a ordem partiu do Governo do Estado, na administração Mário Covas, com a meta de diminuir o nível de poluição na capital paulista. O prefeito Paulo Maluf ao identificar a melhora na qualidade do trânsito pegou carona e investiu na idéia que, atualmente, tem pouco impacto na redução dos congestionamentos.

Outras cidades no exterior usam o mesmo sistema que já se mostrou inócuo quando mantido por muito tempo, já que a frota de carros tende a crescer, principalmente se não houver investimento em transporte coletivo.

As autoridades de Pequim anunciam que, além do teste com o rodízio de carros, também pretendem ampliar a cobertura e a qualidade do sistema de transporte público.

Prefeito de Londres quer copiar bicicleta pública de Paris

O sistema público de bicicletas de Paris animou o prefeito de Londres Ken Livingstone que pretende copiar na capital britânica o mesmo modelo. Quem conta ao CBN SP é o ouvinte-internauta e incentivador da idéia Marco Pompeu que sonha trocar o ônibus lotado por pedaladas entre o Grajaú, onde mora, e o Morumbi, onde trabalha. Livingstone vai consultar grupos de ciclistas e investidores para adaptar o esquema de aluguel às necessidades e características da cidade.

O esquema de Paris, oferece 10 mil bicicletas colocadas em 750 pontos da capital francesa. As bicicletas ficam disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite e custam pouco mais de R$ 2,50 para alugar por meia hora. Os roubos são poucos porque o desenho da bicicleta é único e o pagamento é feito com cartão de crédito ou débito. Se a bicicleta não retornar o valor cobrado será superior a R$ 350,00.

Marco sonha no dia em que o prefeito Gilberto Kassab impulsionado pelas ações de Paris e Londres se decida por arrojar e instale a bicicleta pública na capital paulista. Ele aposta que os companheiros de ônibus trocariam o aperto, a falta de horário, o atraso constante e o congestionamento por pedaladas.

Foto-ouvinte: Laranjas contra corrupção

A foto foi enviada pelo ouvinte-internauta José Pires ao CBN SP e mostra as pessoas recolhendo laranjas que formavam a bandeira nacional e simbolizaram o protesto do Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil, neste fim de semana, em Londrina, no Paraná. Ele informa que foram distribuídas cerca de 10 mil laranjas para lembrar o escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB)

Se você tiver uma imagem para publicar na coluna “Foto-ouvinte do CBN SP” envie seu arquivo para milton@cbn.com.br

Os bonecos de Rui Amaral

Com 46 anos e cinco prisões, o artista plástico Rui Amaral diz que não é mais um grafiteiro. Não que negue a arte que lhe consagrou na paisagem de São Paulo. É apenas a convicção de que o grafite só existe na ilegalidade. Foi criado para abrir espaço à arte, como o “buraco da Paulista” que começou a ser pintado contra a vontade da prefeitura. Anos após colorir e recolorir o cinza do cimento, as autoridades entenderam que estava na hora de conversar com aquela turma de artistas que agiam na clandestinidade.

Rui, atualmente, é contratado para expor seus desenhos na fachada de prédios e incentiva novos grafiteiros em cursos pela cidade. A consagração chegou agora com um dos seus mais marcantes personagens, o Bicudo, deixando o muro para ganhar vida em um boneco de brinquedo.

Acompanhe a entrevista de Rui Amaral para o CBN SP:


Bicudo de vinil surgiu nos muros da cidade

Sem-teto com talento se revela no teatro de São Paulo

Tião e os artistas do Diádio D’Um Carroceiro

Um tombo e o isolamento da família e amigos levaram Sebastião Nicomedes para as ruas. E foi lá, deitado na calçada em meio a dezenas de sem-teto, que encontrou incentivo para voltar a escrever, prática abandonada desde que teve de sair da escola. Nicomedes, hoje, tem um livro lançado, um em busca de editor e duas peças de teatro. A mais recente, Diário D’Um Carroceiro, está no palco Teatro Sérgio Cardoso, na rua Rui Barbosa, 153, em São Paulo.

Acompanhe a entrevista de Sebastião Nicomedes no CBN SP:

Você pode conversar com Nicomedes no blog http://diariotiao.zip.net