A charge do JCBN: o carro do Batman

 

 

O Batmóvel original da série de TV dos anos 60 foi vendido nesse fim de semana em um leilão, nos Estados Unidos. Rick Champagne, do Arizona, pagou U$ 4,2 milhões para realizar um sonho de criança. O carro do Homem Morcego foi tema de encerramento do Jornal da CBN, nesta segunda-feira, dia 21 de janeiro de 2013, que reproduzo em post para atender pedidos de ouvintes-internautas.

 

Ouça a história do carro do Batman na charge eletrônica do Jornal da CBN, produzida pelo Paschoal, Thiago, Clésio e Felipe.

Campanha para eliminar a violência pela raíz

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo da revista Época São Paulo

Polícia no SOS Morumbi

 

A violência na cidade de São Paulo tem assustado, apesar de os índices de criminalidade terem sido melhorados nos últimos dez anos. Nenhum número consegue impactar mais do que os casos de assassinatos, chacinas, assaltos e roubos que noticiamos diariamente. Recebo críticas frequentes de ouvintes e leitores que entendem que ao publicarmos tais fatos estamos apenas tornando ainda pior o ambiente urbano, enquanto outros mais radicais veem na divulgação desta violência uma conspiração – às vezes com interesses partidários, às vezes, regionais – contra São Paulo. Concordo que há uma super valorização das notícias relacionadas à segurança pública e situações menores acabam surgindo com o destaque das manchetes. É recomendável um pouco mais de ponderação no momento de realizarmos a cobertura jornalística sobre o tema. Deixar de tratar todos os B.Os com a mesma importância.

 

Exageros da imprensa e teorias absurdas à parte, é evidente que temos acompanhado desde o segundo semestre do ano passado um descontrole da situação, com quadrilhas de bandidos e de farda se enfrentando nas madrugadas. A troca do comando da Segurança Pública em São Paulo foi uma reação a esta realidade na maior parte do tempo negada pelo Governo Alckmin. Outro sinal da preocupação que existe foi a medida, anunciada nesta semana, que proíbe os PMs de socorrerem vítimas de violência, com a intenção de acabar com os casos em que o “suspeito morreu a caminho do hospital”.

 

Semana que vem, às vésperas do aniversário da cidade de São Paulo, grupos da sociedade civil entregarão ao prefeito Fernando Haddad manifesto convocando as autoridades a trabalharem com o objetivo de “eliminar a violência na raiz de suas causas”. O texto será levado, também, aos Governos Federal e Estadual, e alerta para a necessidade de se melhorar as condições sociais e econômicas da população como forma de reduzir as desigualdades e injustiças. Pede a qualificação e melhoria das condições oferecidas às polícias, e o combate a corrupção entre outras formas de se combater à violência.

 

A iniciativa é da Rede Nossa São Paulo, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto São Paulo contra a Violência, Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e Sociedade Santos Martires. O manifesto será entregue ao Prefeito Fernando Haddad no lançamento da IV edição do IRBEM, que ocorrerá no dia 17 de janeiro, às 10h, no Sesc Consolação.

 

Leia o texto completo com a proposta das entidades a seguir:
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O medo nos mata atrás das grades

 

Segurança por fora

 

A morte de um senhor de 76 anos, em incêndio na Vila Formosa, zona Leste de São Paulo, na sexta-feira passada, ganhou detalhes ainda mais dramáticos no depoimento de um vizinho que tentou salvar a vítima, ouvido pela reportagem da rádio CBN. O homem contou que ao chegar na casa que pegava fogo tentou, desesperadamente, arrancar as grades das janelas. O máximo que conseguiu foi pedir para que o idoso se deitasse no chão e esperasse a ajuda que não chegou. O senhor morreu ali mesmo, deitado, impedido de escapar pelo fogo que consumia a casa de um lado e pelas grades de proteção do outro. O medo da violência urbana nos leva a colocar grades nas janelas e portas na ilusão de que estaremos protegidos. O pavor de termos a casa invadida é tanto que nos cega para outros riscos como a de tornar intransponível as rotas de fuga em caso de emergência como a vivida pela família da pequena e sem saída rua Horácio de Matos.

 

Minha casa não tem grades, mas muros enormes e com portões que impedem a visão para a rua. Descobri que havia construído uma armadilha quando tive a residência invadida por um bando que agiu tranquilamente sem ser importunado por nenhum vizinho que, por ventura, tivesse passado na minha calçada. Ninguém seria capaz de desconfiar o que acontecia lá dentro. Um especialista em segurança me contou que pesquisa feita com presos, condenados por assalto à residência, revelou que eles se sentem protegidos quando entram em casas com muros grandes.

 

Semana passada, Ethevaldo Siqueira divulgou no Jornal da CBN estratégia sugerida pelo SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para facilitar a busca de parentes de vítimas. Os técnicos pedem para que se coloque no celular o nome AAEmergência e o telefone para o qual gostaríamos que ligassem em caso de acidente. Imediatamente, recebi mensagens de pessoas entendendo que a medida seria um risco à segurança, pois em caso de sequestro relâmpago ou roubo do telefone, os bandidos saberiam para quem ligar. Outros disseram que a medida não teria sucesso pois os celulares têm códigos para impedir o acesso de terceiros.

 

Bloquear celulares, não registrar número de emergência, gradear as janelas e elevar ao máximo os muros de nossas casas são todos sintomas da mesma paranoia que nos leva a proibir os filhos de brincar na rua, deixar de sair à noite, esconder-se em condomínios fechados e dos vizinhos, aceitarmos vivermos em um BBB caseiro, com câmeras vistas pela internet, controlada à distância por estranhos, e GPS pessoal. Resultado do medo que nos cerca e da desconfiança que alimentamos do outro, que consome relações. Precisamos repensar alguns desses hábitos e avaliarmos se vale a pena seguirmos em frente restringindo cada vez mais nossas liberdades e morrendo, aos poucos, atrás de grades.

 

Divirta-se e faça suas previsões para 2013

 

 

Está na hora de tirar a bola de cristal da gaveta, lustrar bem e enxergar o ano de 2013 com tudo que tem para nos oferecer. Aproveite a virada do ano e se divirta com as previsões na economia, na política, na cultura, no esporte e na sua vida. Anote no papel, registre no seu Facebook, publique aqui no Blog e, daqui um ano, confira o desempenho da sua versão “Mãe Dinah”. Hoje, no Jornal da CBN, vamos convidar os ouvintes-internautas para se divertirem com as previsões para o próximo ano. E para inspirar suas visões, deixo imagem flagrada pelo fotógrafo e jornalista Moisés Gáudio, registro de São Paulo no amanhecer de 21 de dezembro, e o desejo de que você, caro e raro leitor, encontre novos horizontes em 2013 e que o ano que chega seja cheio de boas notícias.

 

O que escreveram alguns dos ouvintes-internautas (atualizado às 12h09):

 

[Neusa Stranghette]

 

– vai ser confirmado que ELE sabia de tudo
– o Palmeiras vai ser campeão da Libertadores
– a Catia Tofoleto vai acertar na Mega da virada… e então
– todas as manhãs vamos acordar sem ouvir falar do Curintias!!!!!

 

[Rose Martin]

 

– todos os impostos arrecadados pelo governo não serão devidamente destinados a saúde, moradia, educação, transporte, saneamento básico, etc.
– Depois que o Corintians chegou a ser Campeão Mundial, qualquer previsão sobre o próximo campeão em qualquer torneio fica impossível de se prever. FOI MUITA SORTE !!! O titulo de Campeão Mundial combina muito mais com SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE.
– Todos os condenados pelo STF continuarão LLS ( leves, livres e soltos).

 

[Carlos Silveira]

 

– tem muita bola de cristal movida a pilha xing ling

 

[Jean Nogueira]

 

– … Quanto as previsões, minha bola de cristal ainda está com apagão, mas acredito que o crescimento econômico alcançará o que foi previsto para 2012, claro, somando o que já conseguiu neste ano. A presidenta Dilma vai falar com frequência que não pode fazer mais nada, pois estará preocupada em manter a cordialidade com as bases aliadas do seu governo. No futebol, penso que o Grêmio vai dar trabalho, mas não, o título para os gremistas, ok, e o Barça, embora não sendo campeão, continuará sendo o melhor time do mundo.

 

[José Martin]

 

Na área econômica:
– o PIB continuará um pibinho,
– a inflação irá subir,
– os investimentos em infraestrutura será medíocre.
Na área política:
– o Lula continuará dizendo que não sabia de nada,
– os escândalos crescerão,
– as promessas dos políticos ficarão no papel.
No futebol:
– o Santos será campeão do paulista e do brasileirão,
– o Palmeiras continuará na segundona,
– o o Corínthians não chega nem no G-4 do brasileirão,
– o Sao Paulo ficara apenas como coadjuvante,
– na copa das confederações o Brasil não chega nas quartas de final.

 

[Elza Mureb]

 

– os royalties do petróleo serão divididos junto com todas as riquezas brasileiras, entre todos os municípios; escândalos de corrupção política; o salário mínimo será votado em 2.000,00.

 

[Jary do Vale]

 

– sobre as minhas previsões são as seguintes; 1 No dia 1º de abril de 2013 o mundo se acaba kkkkkkk. 2 No mesmo dia mensaleiros presos juntamente com o cachoeira e todos os corruptos

 

[Prof. Shayr Alf-Hari]

 

– sou tarólogo. Minhas pevisões para 2013: o ano será regido pelo Arcano 6 do Tarô [Os Amantes]. É uma carta escolhas que deveremos fazer durante todo o próximo ano. No Candomblé, como o ano começa numa terça feira, será um ano de lutas por causa de Ogum, o orixá do ferro e da guerra.

 

[Robson Fávero]

 

– o Palmeiras será campeão da Libertadores e também voltará a série A do Campeonato Brasileiro, Felipe Massa será campeão da F1, Paulo Maluf será preso e condenado e o Sargento Garcia prenderá o Zorro,rs.

 

[Eduardo Damasco]

 

– será um ano duro para o governo, algo mediz que as prisões dos mensaleiros ira terminar em pizza e meu Timao será Bi Campeão do ano! Se eu nao acertar algumas das previsões espero acertar a ultima !!!

Campanha contra armas ganha força após tiroteio em Newtown

 

 

Havia uma lágrima no olho de Barack Obama logo que desembarquei nos Estados Unidos. Ainda na fila da imigração, interminável, demorada e cansativa, a televisão mostrava o discurso do presidente dos Estados Unidos com voz triste pela morte de pequenos estudantes de uma escola em Newtown, em Connecticut. Naquele momento ainda não se tinha a dimensão final do ataque cometido por Adam Lanza que, soube-se depois, havia matado 20 crianças e seis adultos, além da própria mãe e ter cometido suicídio. Tinha-se ideia, porém, da repercussão dos fatos e da comoção visível em todos os que me acompanhavam na fila a espera para entrar nos Estados Unidos.

 

Desde o acontecido, os canais de notícia na televisão dedicam parte de sua programação a debates sobre a necessidade de se restringir a venda de armas no país. No Congresso, o tiroteio já começou de todos os lados. Artistas e personaldades se engajam na campanha lembrando outros ataques semelhantes. Obama sabe que avançará pouco na discussão, pois o lobby da indústria de armamento é rico – literalmente -, intenso e sem escrúpulo, além de contar com o respaldo da constituição americana escrita em uma época na qual não havia garantias da lei para o cidadão.

 

Nas ruas percebe-se mudança de pensamento em parcela das pessoas, especialmente as que vivem próximas da região do ataque. Aqui em Ridgefield, meia hora de distância de Newtown, havia coleta de dinheiro para a construção de uma escola que substituirá Sandy Hook, cenário do ataque. As bandeiras estavam a meio mastro, sinalizando luto. Armas eram entregues em postos de polícia em troca de dinheiro – US$ 200 para pistolas e revólveres e US$ 75 para rifles – como parte de programa lançado após os assassinatos.

 

A cena mais significativa: o magazine Dick, especializado em artigos esportivos, lotado de consumidores em busca de presentes para o Natal, esvaziou por completo seu departamento de armas. A dúvida é se a medida é pontual ou definitiva. Em um estado que admira o uso de armas, imagino que, passado o impacto das mortes, a venda voltará ao normal. Espero que os muitos apelos que tenham surgido nos últimos dias tenham algum efeito e a minha descrença seja frustrada.

A cartinha para o Papai Noel

 

Havia uma fila enorme e paciente que se estendia pelo corredor do shopping. Tinha pais entusiasmados e crianças embrulhadas para presente. Algumas exageradamente embrulhadas com roupas estranhas, enquanto outras pareciam mais divertidas. Um quarteto de irmãos se apresentou de pijama para a foto com o Papai Noel, em comportamento que achei bastante original. A maioria estava com o que costumava chamar lá na minha terra de domingueira, aquela roupa que os pais só deixavam usar para visitar os avós ou ir à Igreja nos domingos. Apesar de a maioria dos frequentadores do mall da cidade de Danbury, no estado americano de Connecticut, ter como maior atração as compras de Natal, o Papai Noel ainda merece seu destaque. Mesmo que com o imaginário ocupado por zumbis e hobbits, parte das crianças despende tempo para escrever uma cartinha ao velhinho de barba branca que, com muito jeito, disfarça uma leitura cuidadosa nos pedidos entregues em mãos. A cena dos escrivinhadores infantis transcende o tempo e a tecnologia,  e ainda emociona. Você já escreveu a sua ?

 

As novas bancas de jornal

 

Texto publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

As bancas de jornais de São Paulo chamam minha atenção desde que desembarquei por aqui, em 1991. Morava no bairro de Pinheiros, na zona oeste, e tinha prazer em visitar as que ficavam ao meu redor, especialmente nos domingos, quando fazia questão de comprar a Folha, apesar da insistência de amigos para assinar o jornal e recebê-lo em casa. Não tinham ideia do prazer que era caminhar até uma das bancas próximas e seguir o passeio com o jornal sendo lido aos pedaços. Nem tanto pelo jornal, muito mais pela caminhada, durante a qual saboreava um doce qualquer comprado na própria banca. Aliás, a variedade de produtos tanto quando de títulos à disposição eram atrativos para este programa dominical. Gostava também do espaço para caminhar nos estandes e da organização do jornaleiro para distribuir os jornais e revistas. Se a memória não me falha, e esta costuma falhar, não conhecia bancas com este formato em Porto Alegre. A mais famosa na época era a da Cidade Jardim, me parece pelo sucesso como ponto de encontro nas madrugadas paulistanas. Não sei se mantém a fama, mas mesmo naqueles tempos visitava pouco o local, devido à distância de casa. Em algumas conseguia ler jornais gaúchos, principalmente a Zero Hora (desculpe-me pelo artigo feminino, mas é assim que chamamos lá no Rio Grande o jornal dos Sirostsky).

 

Soube pelo amigo Marcos Paulo Dias, de família ligada às bancas, que, nesta semana, foi divulgado o resultado de concurso que incentivava a apresentação de projetos inovadores como parte de um programa de revitalização do Largo da Batata, em Pinheiros, promovido pela Editora Abril. O desenho vencedor foi feito pelo arquiteto João Paulo Guedes (acima) com material de aparência natural (aço corten) que oferece um visual limpo e moderno, além de ser reciclável. Dos 15 finalistas, gostei da proposta de Cláudia Strutz (abaixo) com teto verde e coletores de energia solar, apesar de todos terem algum ponto de interesse.

 

 

Hoje, vou menos às bancas, pois o tablet me oferece boa parte dos jornais que me interessam e as revistas encontro nas livrarias, mesmo assim sigo sendo atraído para estes locais. E o que me leva a eles, independentemente do formato da banca, segue sendo o bom atendimento do jornaleiro e a variedade de revistas e jornais.

Tenho muito orgulho deles

 

 

Permita-me, caro e raro leitor deste blog, abrir espaço entre posts e comentários, para dividir com você as emoções que me aguardam neste fim de semana. Sei que pode parecer corujice, exercício muito praticado pelos pais em razão do sucesso dos filhos. Esta, porém, é na contramão de seu significado pois parte do filho para o pai e do marido para a mulher, também. Sim, em lugar de uma, farei duas corujices. Justificáveis, acredito, dadas as emoções com as quais me confrontarei.

 

A primeira, na noite desta sexta-feira, quando Abigail Costa, que você lê de vez em quando neste blog, minha mulher e mãe dos meninos, subirá ao palco do Esporte Clube Sírio para receber o Troféu Regiani Ritter, da Aceesp – Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo, pelos bons anos que dedicou ao jornalismo esportivo nas TVs Globo e Cultura, onde foi apresentadora e repórter. O prêmio especial é um reconhecimento ao pioneirismo de seu trabalho, iniciado na segunda metade dos anos de 1980, época em que não era comum a presença de mulheres no cotidiano do futebol e demais modalidades esportivas. Foi, também, uma das primeiras apresentadoras do Globo Esporte. A mesma sensibilidade com que cobria a chegada de craques nos clubes, vitórias e derrotas de torcidas e as muitas aventuras que vivenciou, anos depois, levou para a redação do jornalismo. A lembrança do nome dela por colegas chega em um momento importante de revisão, reavaliação do que fez, e de projeção, que poderá levar seu talento para outras áreas profissionais. Enquanto estiver aplaudindo a entrega deste troféu, vou lembrar de alguns domingos em que tive de deixá-la na porta do estádio para trabalhar e noites que fiquei acordado esperando sua chegada – oportunidades em que tentei demonstrar com gestos, e talvez não tenha conseguido transmitir para ela, o que sempre senti no coração: orgulho.

 

As emoções se estenderão ao domingo quando estarei ao lado de parte da família assistindo ao Gre-Nal, último jogo do estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre. Mais do que os acontecimentos no campo, estarei atento ao som do radinho de pilha, sintonizado na Rádio Guaíba de Porto Alegre, para relembrar os bons tempos de narração de Milton Ferretti Jung, este que você lê às quintas-feiras aqui no blog, também. A pedido de torcedores gremistas, a emissora o convidou para transmitir os primeiros 15 minutos do clássico em uma homenagem ao Grêmio, ao Olímpico e a todos nós que somos filhos, parentes, amigos e fãs do Milton Gol-Gol-Gol Jung. Vou retornar aos tempos em que, criança ainda, ficava sentado ao lado dele, na cabine da Guaíba, no Olímpico, assistindo ao jogo e orgulhoso de saber que era meu pai quem, com a voz incrível e precisão invejável, embalava as emoções dos torcedores gremistas, sempre a espera do seu grito original de gol-gol-goooooooooool !