As novas bancas de jornal

 

Texto publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

As bancas de jornais de São Paulo chamam minha atenção desde que desembarquei por aqui, em 1991. Morava no bairro de Pinheiros, na zona oeste, e tinha prazer em visitar as que ficavam ao meu redor, especialmente nos domingos, quando fazia questão de comprar a Folha, apesar da insistência de amigos para assinar o jornal e recebê-lo em casa. Não tinham ideia do prazer que era caminhar até uma das bancas próximas e seguir o passeio com o jornal sendo lido aos pedaços. Nem tanto pelo jornal, muito mais pela caminhada, durante a qual saboreava um doce qualquer comprado na própria banca. Aliás, a variedade de produtos tanto quando de títulos à disposição eram atrativos para este programa dominical. Gostava também do espaço para caminhar nos estandes e da organização do jornaleiro para distribuir os jornais e revistas. Se a memória não me falha, e esta costuma falhar, não conhecia bancas com este formato em Porto Alegre. A mais famosa na época era a da Cidade Jardim, me parece pelo sucesso como ponto de encontro nas madrugadas paulistanas. Não sei se mantém a fama, mas mesmo naqueles tempos visitava pouco o local, devido à distância de casa. Em algumas conseguia ler jornais gaúchos, principalmente a Zero Hora (desculpe-me pelo artigo feminino, mas é assim que chamamos lá no Rio Grande o jornal dos Sirostsky).

 

Soube pelo amigo Marcos Paulo Dias, de família ligada às bancas, que, nesta semana, foi divulgado o resultado de concurso que incentivava a apresentação de projetos inovadores como parte de um programa de revitalização do Largo da Batata, em Pinheiros, promovido pela Editora Abril. O desenho vencedor foi feito pelo arquiteto João Paulo Guedes (acima) com material de aparência natural (aço corten) que oferece um visual limpo e moderno, além de ser reciclável. Dos 15 finalistas, gostei da proposta de Cláudia Strutz (abaixo) com teto verde e coletores de energia solar, apesar de todos terem algum ponto de interesse.

 

 

Hoje, vou menos às bancas, pois o tablet me oferece boa parte dos jornais que me interessam e as revistas encontro nas livrarias, mesmo assim sigo sendo atraído para estes locais. E o que me leva a eles, independentemente do formato da banca, segue sendo o bom atendimento do jornaleiro e a variedade de revistas e jornais.

5 comentários sobre “As novas bancas de jornal

  1. Caríssimo Milton, adorei ler isso. Estou aqui a me lembrar do meu pai, que também adora jornal mas se recusa a ser assinante, em louvor ao jornaleiro que um dia foi. Hoje é freqüentador de bancas. E quando viaja (motoqueiro e pescador que é) eu tenho que levar os jornais passados. Quero aproveitar para desejar que em 2013 vc receba de volta todo o bem que as ondas do rádio e outros meios te permitem disseminar. Não me refiro apenas ao benefício da boa informacao, alimento do saber, mas também ao privilégio da boa companhia todas as manhãs. Que tudo te retorne em forma de saúde, prosperidade, generosidade, tolerancia e sabedoria e simplicidade. Tenha Feliz Natal junto a quem te importa. Elizabeth, de Goiania.

  2. Não posso dizer que frequentava a banca de jornais e revistas da Praça da Alfândega,mas,assim mesmo,tenho saudade do tempo em que,saindo da Rádio Guaíba,passava por ela e,depois,seguia pela Rua da Praia,descia a Rua do Uruguai e ali pegava o bonde que me deixava pertinho da casa paterna; Creio que é a mais tradicional do centro de Porto Alegre.

  3. Até hoje não assino as revistas semanais pelo prazer de ir às bancas. Considero-as fonte de informação e atualização das mais eficientes e agradáveis.
    A internet é fonte permanente mas as bancas propiciam a tal “experiência de compra” principalmente para os títulos que não serão comprados.
    Aposto na continuidade das bancas completas.

  4. Mesmo a matéria ser do dia 21, vou deixar um recado.

    Papai tinha uma distribuidora para os jornaleiros,
    nessa época tinha uma frequência grande com tais.

    As bancas eram pequenas, as vezes bem pequeninas,
    mas alguns jornaleiros, com jeitinho e insistência, conseguiram
    colocar bancas de jornais bem maiores.

    Se de longe tal era perceptível, por dentro nem se fala, outra coisa.

    As revistas, jornais e outros tinham e tem mais espaço,
    apesar que também aumentaram as opções, rs…

    Não sei como estão as Leis para as bancas de jornal,
    mas com certeza tais são importantes para São Paulo.

    Bem, mas entrei neste só para dizer que, quando VC estiver procurando uma rua e/ou local, os Jornaleiros costumam ser bons amigos para tal.

    Então um ótimo 2013 para todos. Este que se vai não foi nada fácil !!!
    .
    ass: Douglas Silvino
    177141108137VA189120204154L90()X6DC1.1MEUNPE0129241212PTI025
    .
    http://nuncios.wordpress.com/

    • Douglas,

      Conhecer algumas dessas historias das bancas tem sido bem interesante. Incentive seus amigos e colegas a contaf outras curiosidades sobre o assunro. Tenho ceerteza que encontraremos ótimos momentos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s