Gays vão parar dia 10, nos Estados Unidos

No Brasil, a idéia é inimaginável. Neste país que se diz libertário, moderno e avançado, assumir a homossexualidade ainda é tarefa das mais difíceis. Um simples beijo de dois homens em telenovela é capaz de gerar debate nacional. E acaba reprimido, no último capítulo.

Nos Estados Unidos, que muitos enxergam como país conservador, os gays já obtiveram importantes avanços. Nos seriados de TV pessoas do mesmo sexo viverem como um casal feliz e possível não é mais novidade faz bastante tempo. Recentemente, assisti a episódio de Brothers and Sisters no qual um dos filhos da família Walker se uniu a outro rapaz em uma festa de “casamento”. Cenas explícitas de amor – não de sexo – são freqüentes.

Nesta última eleição americana, contudo, a união de afro-decendentes com mormons e católicos levou a rejeição de uma série de medidas a favor dos gays. Na Califórnia, Flórida e Arizona, a maioria dos eleitores foi contrária à união formal de casais gays. No Arkansas, pelo referendo, venceu a corrente que não aceita a adoção de crianças por gays.

No Justiça e Cidadania, Walter Maierovitch chamou atenção, hoje, para o protesto que gays, de todos os sexos, promovem no dia 10 de dezembro, para chamar atenção para o retrocesso da sociedade americana. Será o Day Without a Gay ou o Dia Sem Gay, no qual todos são convidados a deixar de consumir durante um dia e deixar de produzir, também. Não comparecer ao local do trabalho, por exemplo.

A economia sofrida dos Estados Unidos provavelmente vai se ressentir nesta data pela importância dos homossexuais na produção do país. Se você quiser aderir ao movimento, basta clicar na imagem lá de cima ou acessar o Blog do Maierovitch.

Cai máscara verde da Petrobrás, diz Greenpeace

Por e-mail, a diretoria do Greenpeace no Brasil destaca a decisão contrária a Petrobrás. Reproduzo aqui parte do texto assinado pela ONG:

“Essa decisão mostra que não basta que as empresas sejam viáveis economicamente, elas precisam de uma licença junto à sociedade para operar com responsabilidade socioambiental”, diz Marcelo Furtado,
diretor-executivo do Greenpeace.

O principal argumento contra a Petrobras citado no documento das Ongs foi o descumprimento da resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que em 2002 determinou que a partir de janeiro de 2009, a quantidade de enxofre no diesel baixasse de 2.000 ppm -quando vendido nas áreas não urbanas (70% do total)- e de 500 ppm -vendido nas áreas
metropolitanas- para 50 ppm. Apesar de ter quase sete anos para se preparar, a Petrobras, assim como a Anfavea (representando a indústria automobilística), declarou que não cumprirá a resolução. A Petrobras conseguiu, ainda, um acordo muito menos rigoroso que a resolução do
Conama, junto ao Ministério Público Federal, o que foi considerado pelas ONGs lesivo ao meio ambiente e a saúde pública.

A artimanha da Petrobras contrariou o compromisso que a empresa havia assumido anteriormente com o próprio ISE. “Uma empresa como a Petrobras que não cumpre nem a legislação não pode ser considerada um modelo de responsabilidade”, afirma Furtado.

O documento também cita o episódio em que o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) decidiu suspender dois anúncios da empresa petrolífera por divulgar uma idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável
do país.”

Petrobrás é excluída de índice de sustentabilidade

Por persistir com a idéia de produzir diesel mais sujo para os carros brasileiros, a Petrobrás sofre o primeiro duro golpe em sua imagem de empresa socialmente responsável. Hoje, foi excluída do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa.

Leia o texto enviado por Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo:

“A Petrobras acaba de ser excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade. O motivo da exclusão é o não cumprimento por parte da empresa da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009.

A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobras.

Em seis de novembro foi encaminhada ao Conselho do ISE uma carta assinada por onze entidades: Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais, Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Movimento Nossa São Paulo, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, SOS Mata Atlântica, Greenpeace-Brasil, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (a íntegra da carta poderá ser acessada pelo site http://www.nossasaopaulo.org.br). O documento relata a postura da Petrobrás em relação à resolução do Conama.

Infelizmente, tal postura resultou no não cumprimento da resolução e na postergação por vários anos do início de uso de diesel mais limpo em nosso país. A grande quantidade de partículas de enxofre no diesel brasileiro é responsável por graves doenças respiratórias na população (especialmente crianças e idosos) e pela morte prematura de aproximadamente 10 mil pessoas por ano.

Esta notícia não nos alegra. Muito pelo contrário. Lamentamos que a postura arrogante e prepotente da atual direção da Petrobras, menosprezando o diálogo com a sociedade e insensível a um problema tão grave de saúde pública, manche de forma tão profunda a história de uma empresa brasileira que já deu tanto orgulho a todos nós por sua excelência tecnológica (mas que atualmente distribui combustíveis que se situam qualitativamente entre os piores do mundo) e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país.

Oded Grajew
Movimento Nossa São Paulo”

Shoppings não estão preparados para carga

Pelo menos três shoppings da cidade de São Paulo não têm área apropriada para a descarregar a carga que vai abastecer as lojas. Dos 35, 13 só tem uma doca onde os caminhões podem parar. Estes são alguns dos dados levantados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) em pesquisa na capital para identificar as dificuldades dos entregadores, principalmente neste período de Natal.

Ouça a entrevista com o presidente do Setcesp, Francisco Pelucio, ao CBN São Paulo:

Agora o outro lado

Um dos fatos que chamam a atenção na pesquisa dos transportadores de carga é que a prefeitura de São Paulo autoriza a construção de shoppings na cidade sem exigir áreas apropriadas para as entregas e manobras de caminhões. A produção do CBN São Paulo foi atrás de uma resposta e a Secretaria Municipal das Subprefeitura enviou o seguinte esclarecimento que, para mim, não explicou o ponto principal desta discussão. Seja como for, lá vai o que pensa a Secretaria:

“É importante esclarecer que os shoppings acima de 25 mil metros quadrados de área construída (sem contar a área das garagens e estacionamentos cobertos) podem fazer carga e descarga a qualquer horário com tanto que o trabalho seja realizado com veículos pequenos como caminhonetes e pequenos caminhões, conforme decreto municipal (46.049). Quando o descarregamento de produtos é realizado com veículos de grande porte, os shoppings precisam respeitar o horário das 22h às 06h, de segunda à sexta-feira, e das 14h às 24h aos sábados, sendo livre o trabalho de carga e descarga aos domingos e feriados. O não cumprimento da legislação estabelecida pode acarretar multa de R$ 2,00 a R$ 10,00 por metro quadrado da área do estabelecimento, conforme constatação dos fiscais das subprefeituras. Lembramos também que os estabelecimentos localizados na Zona Máxima de Restrição a Caminhões também precisam respeitar as condições desta legislação na região, passível de vistoria pelo órgão fiscalizador de trânsito”

Adote um vereador: Marco Aurélio não é do São Paulo

Conhecido pelo trabalho como dirigente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha se elegeu vereador na capital paulista. No entanto, se esforça para mostrar que a vitória nas urnas extrapola sua proximidade com o clube. Fala das atividades como médico, atuante em serviços sociais e o reconhecimento dos moradores da zona oeste para ter alcançado os 38.421 votos que lhe garantiram uma cadeira na Câmara Municipal, a partir do ano que vem, representando o DEM.

Interessante que durante a entrevista, já chegava na caixa de correio do CBN São Paulo mensagem de eleitor de Marco Aurélio decepcionado com as afirmações dele. Edison Goulart, por exemplo, escreveu que duvida que o ex-dirigente são-paulino tenha conquistado os mais de 38 mil votos entre pacientes, clientes e amigos.

Seja como for, Marco Aurélio Cunha diz que pretende investir sua legislatura em ações em favor da educação.

Ouça a entrevista do vereador eleito Marco Aurélio Cunha (DEM), ao CBN São Paulo:

Marco Aurélio é um dos nomes da lista dos 55 que tomarão posse no ano que vem e podem ser o seu escolhido na campanha Adote um Vereador. Alguns ouvintes-internautas já fizeram esta escolha e estão acompanhando o trabalho dos representantes no legislativo municipal através de blogs e redes comunitárias.

Hoje é festa lá no meu busão, pode aparecer

Por Ádamo Bazani

A maior parte dos motoristas e cobradores de ônibus quando começa na profissão não tem idéia do que acontecerá no dia-a-dia. Cada turno é uma surpresa. É risco de assalto, de acidente, de demissão pela instabilidade econômica e política que marcou a história do setor. No passado houve, ainda, a dificuldade em abrir caminhos nos anos 1920, a crise de combustível dos anos 1940, a Segunda Guerra Mundial, e a inflação dos anos 1980, dentre tantos eventos.

Há – e houve – surpresas positivas, também. E na conversa com os funcionários das empresas as melhores se dão quando o assunto é relações humanas: amizades com os passageiros, o bate-papo das garagens, e as festas.

Com o motorista Olécio Aparecido da Silva, de 46 anos, não foi diferente. Ele começou a trabalhar numa época difícil. Mais precisamente em 14 de abril de 1976. Época de ditadura militar em que até as conversas nos ônibus corriam perigo de serem vigiadas.

Olécio entrou no ramo como cobrador, com 14 anos, no grupo formado pelas empresas Viação Nima, Auto Viação Vila Alpina e Expresso Santa Rita, de Santo André. Todas extintas. Ele se recorda de estudantes, trabalhadores e militantes que passavam pela catraca e iam para as reuniões políticas. Dentro do ônibus, com medo, muitas destas pessoas cheias de ideais, eram tomadas pelo silêncio, mesmo sendo o ABC Paulista um dos berços do movimento pró-democracia na época.

Em 1988, quando foi trabalhar na Viação Vila Ema, da Capital Paulista, os ares políticos eram outros. No rádio dos ônibus se ouvia falar na Constituinte e o tema prevalecia entre os debates nos pontos e nos bancos, na época de fibra, duros, de modelos como Caio Gabriela e Caio Amélia. Olécio também havia passado pelo grupo Benfica, com linhas operadas hoje pela Viação Padre Eustáquio, de São Caetano do Sul

A pedido dos passageiros da Expresso Santa Rita, que fizeram até abaixo-assinado, Olécio teve de voltar à empresa, que tinha ligação com a viação da Capital Paulista.

Mesma linha todo o dia, mesmos rostos, os mesmos “bons dias”, até que num mês de dezembro de 1995, na Viação Humaitá, que também era do grupo da Santa Rita, Olécio ganha um presente inusitado: uma festa de fim de ano sobre rodas.

“Foi emocionante. Uns 60 passageiros se reuniram, o ônibus ficou apinhado de gente e me encheram de presente. Muitos destes passageiros eu sequer sabia o nome. Ganhei panetone, bolo, nozes … menos bebida alcoólica. Desse dia pra cá, o carinho que tive com os passageiros aumentou ainda mais”.

Os que não tiveram tempo de comprar presente deram dinheiro. “Ganhei 79 reais limpinhos, um bom dinheiro pra época. O Plano Real tinha há pouco tempo”

Mas as surpresas que a vida nos transportes reservaram não pararam por aí.

No trabalho, Olécio conheceu Marta Oliveira da Silva, hoje sua esposa.

“Tínhamos muita coisa em comum. Gostávamos de nos ver todos os dias, quando ela pegava o ônibus, tínhamos as mesmas conversas e os mesmos gostos”. Inclusive pelo transporte coletivo. Tanto é que Marta Oliveira da Silva atualmente é motorista de ônibus em Santo André, também. Faz a linha que serve o bairro de Capuava e a estação de trens da CPTM, Prefeito Saladino.

“Trabalhar com ônibus simplesmente me deu tudo: meu caráter foi melhorando; lidando com diferentes tipos de passageiros, consegui patrimônio e estabilidade de vida e, sim, lógico, o diesel e os brutos urbanos que presentearam com o amor da minha vida” diz Olécio no ponto final.

Ádamo Bazani é reporter da Rádio CBN e busólogo. Toda terça-feira reproduz aqui no blog histórias registradas nas muitas viagens de ônibus que fez.

Blog substitui rádios em pane e orienta Blumeau

A manchete acima está em destaque na primeira página do caderno Cotidiano do jornal O Estado de São Paulo e chama atenção para os canais abertos na internet para informar a população da cidade catarinense atingida pela tragédia provocada pelas chuvas. As emissoras de rádio tiveram dificuldade de transmissão devido a prejuízos provocados nas suas antenas e geradores.

Os internautas criaram blogs para alertar a população sobre a situação das ruas de Blumenau. A localização dos abrigos da prefeitura, vias interrompidas pela água, fotos e vídeos de casas destruídas, locais em que ocorreram deslizamento de terra foram divulgados com o intuito de reduzir o nível de tensão entre os moradores.

Chamo atenção para o fato de que o material informativo foi organizado por uma publicitária, no caso Juliana da Silva, criadora do Blog Alles Blau, e produzido por moradores da cidade que passaram a integrar, voluntariamente, a comunidade virtual.

A notícia é significativa para quem – como eu – acostumou-se a recorrer ao rádio em períodos de crise e tragédias pela agilidade na comunicação. Os blogs ganham espaço no mercado de informação e constroem credibilidade. É mídia que não pode ser desprezada pelas empresas e pelo cidadão.

Vai que é tua, Tânia !

Nesta segunda-feira, Tânia Morales estará no comando do CBN São Paulo devido a viagem que farei a Porto de Galinhas, em Pernambuco. Saio às nove da manhã de Guarulhos, chego no Recife, pego ônibus e em uma hora e meia estarei em um hotel qualquer para, fechado em uma sala, conversar com um grupo de 30 pessoas sobre a importância da comunicação. Assim que terminar de falar, faço a mesma viagem de retorno à capital pernambucana, embarco em um avião para o vôo que fará escala no Rio de Janeiro e aterrissará, se tudo der certo, às quatro e meia da manhã de terça-feira, em São Paulo. Cinco horas depois já estarei de volta ao CBN São Paulo.

E você ainda ainda se atreve a dizer que não estou no ar nesta segunda-feira só porque o Grêmio perdeu ontem. Êta, injustiça !

Foto-ouvinte: Se essa rua, se essa rua fosse minha

Uma corrente fechada com cadeado segue impedindo o acesso à rua Igarapava, no bairro do Itaim Bibi. Os moradores haviam colocado um portão de grade se apropriando da via pública. A Subprefeitura de Pinheiros com base em decisão da justiça foi até lá e liberou o acesso (foto 1). Assim que os fiscais foram embora os vizinhos interromperam a rua, mais uma vez, conforme as fotos (2) feitas pelo ouvinte-internauta Alberto Penteado. Por e-mail ele comenta: “este é um péssimo exemplo da uma classe que, por ter décadas de vício, não acata uma simples decisão judicial”.

Agora o outro lado

A ouvinte-internauta Lizandra mostra que nem tudo é como parece. E justifica a atitude dos moradores:

“Prezado Milton,

Preciso de sua ajuda. Você tem o e-mail do sub-prefeito Nilton Elias Naschle ( Pinheiros)?
Moro em uma rua sem saída que recebeu alvará de fechamento em 2001 e, para a supresa dos moradores, a sub-prefeitura de Pinheiros REMOVEU o portão integralmente alegando que o portão de pedestre estava irregular em 19 de novembro último.
Bem, havia um portão de pedestre que ficava permanentemente ABERTO diferentemente das outras duas vilas da mesma quadra que se quer portão de pedestre têm.
Se a lei atual proíbe este tipo de portãozinho, porque não removeu o portão de pedestre e mateve o do leito carroçável? Quem vai arcar com nosso prejuízo? Colocamos uma corrente com cadeado e uma cópia do alvará em uma das colunas…até o alvará sumiu… Seríamos vítimas de interesses maiores ao do nosso direito de cidadão?”