Vereadores de São Paulo dizem que acabaram com nepotismo

Dez vereadores da atual Câmara Municipal de São Paulo mantinham parentes contratados na casa. Após a súmula do TSE que determinou o fim do nepotismo no poder legislativo todos tiveram de afastar os parentes. Dos dez apenas um não se reelegeu, Jorge Borges (PP).

Veja as informações que Fernanda Campagnucci do CBN São Paulo levantou da situação do ex-nepotis:

Jooji Hato – PMDB (reeleito) – Havia três funcionários-parentes; todos foram exonerados;

Marta Costa – DEM (reeleita) – Os funcionários foram exonerados;

Adilson Amadeu – PTB (reeleito) – O filho trabalhava com ele, mas foi exonerado;

Dalton Silvano – PSDB (reeleito) – Eram duas pessoas, que foram exoneradas;

Abou Anni – PV (reeleito) – Empregava a tia que também foi exonerada;

Toninho Paiva – PR (reeleito) – O sobrinho e a filha foram exonerados;

Carlos Apolinário – DEM (reeleito) – Demitiu a esposa de seu sobrinho;

Wadih Mutran – PP (reeleito) – Não lembra quantos funcionários eram, mas afirma que todos foram exonerados.

Atílio Francisco – PRB (reeleito) – Eram quatro funcionários: A chefe de gabinete, que era casada com seu sobrinho; a cunhada, na liderança; e dois casos de nepotismo cruzado: esposa do vereador Jorge Borges que trabalhava em seu gabinete, e seu filho, que trabalhava no gabinete do vereador Jorge Borges

Jorge Borges – PP (não se reelegeu) – não respondeu

Consultamos Sônia Barbosa do Voto Consciente para confirmar as informações, mas ela explicou a dificuldade que a ONG encontra para levantar os dados e nomes dos parentes já que a única forma de confirmar a proximidade é pelo sobrenome, a partir da lista de funcionários que a Câmara é obrigada a divulgar. Diga-se de passagem, lei esta de iniciativa da ONG.

Prestar atenção no nome dos funcionários contratados pelos vereadores na próxima legislatura é mais uma tarefa para quem aceitou a proposta da campanha “Adote um Vereador”. Eles são obrigados a divulgar o nome dos que prestam serviço no gabinete na Câmara e no escritório político (que também é mantido com dinheiro público).

O do Juca tem mais de 43 milhões. O do TAS e do Noblat nem se encontra mais o número. Eles são fera no jornalismo e o trabalho reproduzido nos blogs que mantém revelam claramente a qualidade de cada um. Por isso, não tenho dúvida de que chegar a marca de 200 mil acessos não é nada mesmo. Só interessa ao próprio autor deste espaço que começou há pouco mais de um ano. E passou a contar os acessos há menos de nove meses.

Então por que abrir um post para falar sobre a marca ? E por que abrir o programa falando do assunto com a Patrícia Madeira como fez na manhã de sexta-feira ? Apenas para se divertir, claro. Afinal, meu colega Heródoto Barbeiro que jura ter um blog ancorado na página da CBN, vem falando do assunto há algumas semanas e até agora não chegou lá. Vai chegar, com certeza. Vai ultrapassar, não tenho dúvida. Está à frente de um dos programas de maior audiência do rádio brasileiro. E esta se refletirá em qualquer trabalho que realizar com o mesmo talento.

Toda esta conversa é justificativa para falarmos um pouco sobre esta ferramenta atrelada ao rádio. Há quatro ou cinco anos quando publiquei o livro “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto) escrevi sobre a forte relação que existe do veículo desenvolvido por Marconi no início do século passado e a internet criada há pouco mais de 20 anos. Os blogs ainda não eram um fenômeno.

Dia desses, entrevistado pela Tânia Morales no Revista CBN, Ricardo Noblat comentou que o veículo mais próximo do blog é o rádio pela ordem e ritmo com que se publica notícias. Agilidade e precisão, dois dos conceitos que nos pautam nas emissoras de rádio, também fazem parte do cardápio dos jornalistas quando estão no papel de blogueiro ou desenvolvendo outros serviços na internet.

A cultura do wiki que tem como principal ícone a enciclopédia criada por Jimmy Wales, o Wikipedia, pode ser identificada na construção do programa de rádio, principalmente aquele que tenha as características do CBN São Paulo que apresento.

Pautas surgem por participação dos ouvintes-internautas, entrevistas sofrem interferência deles quando conseguem disparar um e-mail antes que esta termine, informações e opiniões são agregadas ao nosso conteúdo de acordo com os argumentos usados pela audiência. Quando tudo isso vai parar no blog através de post é a vez do pessoal que se encoraja a propor novas visões na área reservada aos comentários. Às vezes participam com arquivos de áudio e imagem.

Em pouco tempo, uma enorme comunidade de ouvintes-internautas se mobiliza, colabora e constrói a informação. Prometo me aprofundar no tema mais para a frente.

Hoje, o que interesse é aproveitar a marca para lembrar que nestes últimos seis meses, o Blog do Milton Jung ganhou reforços que ajudaram a aumentar a participação dos ouvintes-internautas, principalmente do ponto de vista dos comentários.

Todo domingo, a Maria Lucia Solla escreve sobre temas da atualidade e nos leva a refletir sobre nosso cotidiano. Na segunda, o Márcio Rachkorsky conta uma história de condomínios, acompanhado do Osvaldo Stella que reproduz o tema do Ambiente Urbano, programa que faz parte do CBN São Paulo. Na terça, temos o Ádamo Bazani registrando a história do transporte de passageiros no Brasil. Na quarta, o doutor em marketing de moda Carlos Magno Gibrail provoca a opinião do público com artigos que vão da economia ao comportamento humano. A qualquer dia da semana, a Cátia Toffoletto registra em imagem cenas com as quais se depara no dia a dia de repórter. Sem contar, a presença constante dos ouvintes-internautas nos mais diferentes formatos.

A todos que colaboram com este espaço, registro aqui meu agradecimento e deixo o convite para comemorarmos os próximos 100 mil acessos já com um novo blog no ar. O que deve ocorrer no mês de dezembro quando teremos um espaço com mais recursos e, principalmente, maior destaque à participação do ouvinte-internauta.

É nosso desejo, e nossa certeza.

Até mais,

Milton Jung

Diário da cultura na periferia de São Paulo

Em duas mensagens assinadas pelo poeta Sérgio Vaz, criador e criatura da Cooperifa, se tem um panorama do que está acontecendo na Mostra Cultural que se iniciou na quinta e vai até domingo.

Leia:

QUINTA – 20.11

A Mostra Cultural da Cooperifa está a todo vapor e ninguém quer perder o trem da história. Ontem foi dia da literatura, e como a Cooperifa é literatura pura, e que brotou da periferia, não podíamos escolher um nome melhor para o debate: “existe uma escrita periférica?” E Para discutir sobre o tema, teríamos que chamar milhares de guerreiros e guerreiras para o embate, mas como isso não foi possível – pelo menos nesse dia pois as discussões não para por aí-, fizemos uma mesa simples, com Ferréz, Sacolinha e Marcelino Freire para refletirmos sobre o tema, que aliás, rendeu uma boa discussão.

Mas o melhor de toda esta discussão foi o público que lotou o espaço da “Casa de Cultura M´Boi Mirim” para prestigiar a batalha literária. Particularmente fiquei muito emocionado com a cena, pois, era mais ou menos 18h quando começou, e a gente estava realizando um debate sobre literatura, no Largo de Piraporinha, extremo sul de São Paulo. Ou seja, estávamos não só fazendo história, mas mudando a bússola da literatura que na maioria das vezes só aponta para o centro, e que desta vez teve a periferia na sua rota. Uma hora, estes dois lados tem que se encontrar, quem sabe neste dia o país vire uma nação. Ontem parecia ficção, mas era realidade.

*Obs. como não tinha nenhum cadáver sangrando na calçada, ninguém da imprensa apareceu para registra a história.

SEXTA – 21.11

Ontem foi o dia do cinema na Mostra Cultural da Cooperifa, e para isso, trouxemos do México (via centro Cultural da Espanha), direto para a periferia, antes de estrear na sala Cinemateca (centro de SP), a Mostra “AFRICALA” de cinema africano. E de lá vieram filmes de Moçambique (ILove You), Quênia (Charcoal Taffic), Quênia (Subira),
Ruanda (Confession), entre outros. Vieram também filmes de cineastas da quebrada, como “Hip hop África Brasil” de Daniel Fagundes, “Laróyè” de Rogério Pixote, “Carolina de Jesus” de Jeferson De e “Defina-se” dos diretores Tupac, Daniel
Hilário e Kelly Regina, que fizeram a ponte entre os dois continentes.

E como diria minha filha:”Foi mó bom”.

No Dia da Consciência Negra rolou uma tarde/noite inteira de filmes interessantes, que não têm nada a ver com o “cinemão” norte-americano, e que atravessaram fronteiras e continentes para chegar até a nossa mostra, que acontece no continente periférico do Brasil. Axé pra nóis! Antes rolou um debate fervoroso sobre o tema com os cineastas Sérgio Gagliardi, Rogério Pixote, Jeferson De e Daniel Fagundes, que
debateram e esclareceram um pouco sobre o que é fazer cinema sem grana, e com grana, e se há ou não uma estética periférica, se o povo gosta ou não de cinema, e por aí foi… quem não foi perdeu a cena, aliás, quem não foi, queimou o filme.

A Periferia debatendo sobre cinema… quem diria que um dia íamos ver esse filme? E quem diria que seríamos nós os protagonistas desta história? Dirigidos por nós mesmos, a vida tem chance de um grande final feliz.

Luz, Câmera, Ação! É nóis !”

Venda da Nossa Caixa é inconstitucional, diz Medina

O banco estatal paulista, Nossa Caixa, teria de ser vendido a partir de leilão em busca do melhor preço, na opinião do presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado Fábio Medina Osório. De acordo com o advogado a negociação do Governo de São Paulo com o Banco do Brasil é inconstitucional.

Ouça a entrevista de Fábio Medina Osório, ao CBN São Paulo:

Cliente da Nossa Caixa tem que ter atenção em contrato

O alerta é do assessor jurídico do IDEC Marcos Diegues aos clientes do banco paulista que teve venda anunciada ao Banco do Brasil por cerca de R$ 5 bilhões. Diegues lembra que os contratos de financiamento não podem ser mudados e o reajuste da tarifa de serviços prestados pela instituição tem prazo a ser respeitado. Ele entende, ainda, que o Banco do Brasil deve repassar aos novos clientes os valores da tarifas de prestação de serviços que sejam menores do que aqueles cobrados pela Nossa Caixa com o objetivo de mantê-los nas instituição.

Ouça a entrevista de Marcos Diegues ao CBN SP:

Velódromo da USP está abandonado

Inaugurado em 1975, o Velódromo da USP se transformou em palco de festas e apresentações musicais. Apesar da boa estrutura física com arquibancada em todo seu entorno, a pista esta rachada e o uso por bicicletas impossibilitado. É a conclusão da estudante de arquitetura e urbanismo da Uninove Gracielli Folli que pesquisa estes equipamentos no País para seu trabalho de graduação


Pista rachada e acesso complicado ao velódromo de São Paulo: Foto: Gracielli

Gracielli visitou quatro dos seis velódromos que existem no País e ficou chocada com a situação da única pista em São Paulo. Ouça a entrevista ao CBN SP:

Juca, como você nunca viu



Clique na foto e vá ao Blog do Caminhos Alternativos, da CBN

Não basta tomar chá de cadeira para esperar a saída do Ricardo Teixeira. É preciso relaxar e nosso colega Juca Kfouri encontrou um caminho alternativo. Este é um dos assuntos da Pétria Chaves e da Fabíola Cidral no programa que vai ao ar, neste sábado, das 9 às 10 da manhã.

O que o Juca estaria pensando com este ar angelical durante exercício na piscina ?

Ceará entra no “Adote um Vereador”

Implantar a campanha “Adote um Vereador” na pequena cidade de Comocim, interior do Ceará, é o desejo do ouvinte-internauta Tadeu Nogueira que acompanha o CBN São Paulo pela Sky ou NET. Autor do Blog Comocim Online, ele comenta que o município tem “geralmente, dois candidatos a prefeito em eleições, muitos interesses particulares e dez vereadores que gastam sempre mais do que recebem em quatro anos”.

Para lançar a idéia do Adote um Vereador para os 60 mil moradores de Comocim, Tadeu me convidou a enviar um texto sobre o trabalho realizado em São Paulo. Reproduzo aqui o que disse a ele por e-mail:


“Regras, manuais e até sites são pedidos por ouvintes-internautas e parceiros interessados na campanha Adote um Vereador, lançada pelo CBN São Paulo. É preciso que fique bastante claro que não temos uma organização, temos apenas um idéia na qual cada cidadão escolhe um dos vereadores eleitos e passa a acompanhar o trabalho dele.

A adoção pode ser do vereador que você elegeu. Mas a maioria dos cidadãos não teve essa mesma sorte e a proposta é que encontre na Câmara alguém que o represente nos próximos quatro anos, seja por afinidade regional ou ideológica.

Por um “desvio de função” muito bem-vindo, alguns ouvintes-internautas decidiram escolher o vereador no qual eles menos confiam e vão se dedicar a fiscalizar o comportamento dele no legislativo municipal”.

Em blogs, comunidades digitais ou redes sociais, o cidadão assume o compromisso com ele próprio de divulgar todas as informações que reunir sobre o vereador: projetos de lei apresentados, leis aprovadas, voto em plenário, comparecimento nas comissões legislativas, presença na Câmara, evolução patrimonial, lista de doadores de campanha, e notícias publicadas nos meios de comunicação.

Toda a informação é válida para que se possa avaliar melhor o trabalho dos vereadores da nossa cidade.