Os efeitos do trânsito na saúde dos ossos

Pelo Dr. Rubens Rodrigues

Todas às vezes que estou no carro, parado em um congestionamento, sinto uma inveja danada de quem está em pé no ônibus ao lado. A afirmação parece exagerada, mas, como médico-ortopedista, conheço os prejuízos que o trânsito pode causar para a saúde dos ossos quando estamos sentados, além do estresse e de outros problemas, apesar do conforto aparente.

Quando sentamos por muito tempo ao volante (em média duas horas diárias), sofremos conseqüências semelhantes às de longas viagens de avião, como fadiga muscular e desgaste nas articulações.

A permanência no carro, por mais de 50 ou 60 minutos, sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas, o que provoca as famosas lombalgias, cada vez mais freqüentes, de acordo com o que verificamos em consultórios e hospitais.

Os movimentos repetitivos para mudar as marchas podem causar tendinite nos punhos ou bursite (inflamação) na região dos ombros. Nos membros inferiores, os atos de frear, acelerar e pressionar a embreagem diversas vezes podem desgastar as articulações dos tornozelos ou ocasionar dores nas pernas.

As dicas são: se possível, faça uma pausa de alguns minutos, saia do carro e estique as pernas; durante o trajeto, faça movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, que colaboram para uma lubrificação da articulação na região cervical; tente adaptar o modo de sentar e evite movimentos bruscos com as pernas; e principalmente, procure um médico-ortopedista para uma avaliação adequada.

Alguns pacientes, quando são estimulados a ficar três ou quatro minutos em pé, após permanecerem sentados por muito tempo no carro, apresentam melhoras significativas dos sintomas dos problemas ortopédicos.

O mesmo ocorreu com aqueles que substituíram o carro pela bicicleta ou por caminhadas. A mudança de hábito durante as férias ou a prática de atividades físicas regularmente também ajudam a amenizar os danos do trânsito à saúde.

O nosso dia-a-dia é como participar da Corrida São Silvestre: assim como temos de nos preparar fisicamente para a prova, devemos nos preparar para enfrentar as atividades diárias, principalmente o desafio do trânsito.

Dr. Rubens Rodrigues é médico-ortopedista do Hospital Bandeirantes. O artigo foi divulgado pela assessoria de comunicação do hospital e está publicado neste blog por entender que as informações são de interesse do ouvinte-internauta.

A campanha política na WEB 2.0

O investimento de candidatos e partidos na internet foi bastante restrito nesta eleição municipal. As regras impostas pelos senhores do Tribunal Superior Eleitoral, provavelmente pouco-letrados no tema, impediram o uso de muitas das ferramentas que estão à disposição do cidadão. Mesmo assim, o papel de redes sociais foi importante na divulgação e debate de idéias apresentadas principalmente pelos candidatos a prefeito. Falei sobre o assunto no CBN São Paulo Digital, programa que apresentei apenas na WEB, durante o horário eleitoral. Em uma das conversas, o entrevistado foi Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado do IBOPE Inteligência e professor de mestrado em Comunicação da Fundação Cásper Líbero.

Nesta semana, dois artigos de Marcelo Coutinho trataram da forma como a eleição americana e o candidato democrata Barak Obama, em especial, souberam explorar a WEB 2.0. Uma experiência que provavelmente será vivida pelos eleitores brasileiros dentro de dois anos quando estivermos prestes a voltar às urnas para escolher o sucessor do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Reproduzo aqui trecho do artigo do Marcelo Coutinho publicado no IDGNOW!:

“Campanha” é um termo militar, que na Idade Média designava o local onde os exércitos combatiam. A atual eleição presidencial norte-americana marca o aparecimento de um novo campo de batalha: o das comunidades digitais.

A Web 2.0 é a grande vencedora da eleição (escrevo domingo, 48 horas antes da votação). Blogs, sites de comunidades e sites de compartilhamento de vídeo não foram apenas locais de combate, mas também armas importantes para a configuração de novas práticas eleitorais que no longo prazo talvez (na verdade, um enorme TALVEZ) possam revitalizar o governo democrático.

Durante boa parte do século XX, a batalha eleitoral foi lutada de forma que seguia as “guerras” tradicionais: após um bombardeio arrasador, realizado via “artilharia de campo” (jornais, rádio e revistas) ou “bombardeios aéreos” (comerciais na televisão), os candidatos mobilizavam seus “cabos eleitorais” para ocupar o terreno no “corpo-a-corpo” com o eleitor, ajudados por armas de pequeno calibre (“santinhos”, telefonemas, reuniões, etc).

Desde os primórdios da eleição, a equipe de Obama entendeu que a Web 2.0 estava subvertendo as clássicas operações de “ocupação de território”. Em primeiro lugar, pela própria natureza do campo de combate. De acordo com pesquisa do Pew Internet and American Life Project, um dos mais tradicionais centros de pesquisa sobre a Internet e a Opinião Pública nos EUA, a Internet suplantou todos os outros meios como fonte de informação sobre política, perdendo apenas para a televisão (no caso brasileiro, em 2006, ela já superou as revistas).

Leia o texto completo aqui

Milton Ferreira: menos votado não teme preconceito

O vereador eleito com menor número de votos na Câmara Municipal de São Paulo, Milton Ferreira (PPS), quer marcar sua legislatura por ações voltadas a área da saúde. Ele é médico e atua na zona Sul da capital. Mesmo com apenas 14.874 votos conquistou a segunda cadeira do partido no legislativo municipal e entende que isso não prejudicara seu desempenho no parlamento nem o tornará alvo de preconceito.

Ouça a entrevista com o vereador eleitor Milton Ferreira:

Você pode incluir o médico Milton Ferreira na lista da campanha “Adote um Vereador”, na qual você é convidado a escolher um dos 55 eleitos para a Câmara Municipal de São Paulo e acompanhar o mandato dele. Nesta semana, o CBN São Paulo recebeu novas adesões à campanha além de mensagens sobre ouvintes-internautas interessados na lista dos vereadores. Veja as informações clicando nos links abaixo:

Lista dos Vereadores

Perfil dos vereadores eleitos

Cintra: Novo secretário de Kassab não conhece secretaria

O primeiro nome confirmado para compor o governo de Gilberto Kassab, no segundo mandato, é o do vereador eleito e economista Marcos Cintra. Na conversa que tivemos no programa de hoje, ele mostrou que ainda não conhece a Secretaria Municipal do Trabalho. Comentou que pretende conversar com o secretário estadual do Trabalho Guilherme Afif Domingues em busca da experiência desenvolvida por ele na pasta.

Marcos Cintra foi um dos cinco candidatos do PR que se elegeram para a Câmara Municipal de São Paulo. Ter aceitado o cargo de secretário e não assumir a vaga no legislativo, não sinalizam desrespeito aos cerca de 22 mil eleitores que votaram nele, disse em entrevista ao CBN São Paulo:

Foto-ouvinte: Desrespeito consular

O carro com placa do Corpo Consular ficou estacionado por duas horas em local proibido na avenida Xavier de Toledo, centro de São Paulo. A foto foi feita pelo ouvinte-internauta Ricardo Willians de Moraes que, assim como eu, não entende por que “eles” podem descumprir a lei e ninguém multa. E não teria sido por falta de policiais que passavam pelo local, segundo o Ricardo.

Verba para inspeção veicular é insuficiente

É a manchete do jornal Metro que acompanhou a audiência pública que discutiu o Orçamento de São Paulo para a área do meio ambiente, na Câmara Municipal. De acordo com a afirmação feita pelo Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, para que o trabalho de inspeção atinja a frota de carros da capital a prefeitura teria que investir R$ 200 milhões. No Orçamento estão separados apenas R$ 30 milhões. A prefeitura alega que se precisar mais dinheiro, arruma.

A dúvida que permanece: vai criar a taxa que está prevista na lei mas foi cancelada no ano de eleição ?

Alfredinho e Souza são vereadores “estaduais”, em São Paulo

Dois dos vereadores que assumem pela primeira vez cadeira na Câmara de São Paulo chegarão com discursos voltados ao Governo do Estado e não à Prefeitura. Alfredo Alves Cavalcante, o Alfredinho, eleito pelo PT, quer que a CPTM, empresa estadual, amplie a linha de trem que segue para a zona Sul até Parelheiros. José Souza Santos, do PSDB, faz críticas a segurança pública e o sucateamento das polícias estaduais.

No CBN São Paulo, tive oportunidade de entrevistar os dois, nesta semana, dentro da proposta de conhecer os novos vereadores paulistanos.

Alfredinho é sindicalista e já foi chefe de gabinete da Subprefeitura da Capela do Socorro durante o Governo Marta Suplicy. Conheça suas idéias:

Souza Santos é consultor político, ex-deputado estadual e havia perdido a eleição para a Câmara Federal, há dois anos. Ouça o que ele pensa:

Eis, portanto, dois nomes a mais para a nossa lista da campanha “Adote um Vereador” que convida você a escolher um dos 55 eleitos que irão assumir em janeiro para acompanhar o mandato dele, fiscalizar a atuação no parlamento, e cobrar posturas que estejam de acordo com aquilo que você espera de um vereador.

Venda de ingresso desrespeita torcedor, sempre

Basta um jogo de futebol mais importante e o desrespeito ao torcedor se torna claro diante do estádio. Filas enormes se formam, enquanto os ingressos são repassados às mãos de cambistas, como ocorreu nesta semana com o público que pretendia assistir a partida decisiva entre Palmeiras e Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. Para o advogado Marcílio Krieger há envolvimento de diretores e funcionários dos clubes no esquema irregular que funciona na venda de ingressos.

O jurista que participou da criação do Estatuto do Torcedor lembra que a figura do cambista não é proibida, no entanto o que chama atenção é a facilidade com a qual eles tem acesso aos ingressos, sem contar que se não vender todo o lote ainda retornam para bilheteria.

Ouça a entrevista com o advogado Marcílio Krieger e entenda porque a venda de ingressos é tão desorganizada: