Mundo Corporativo: saiba como transformar sua ideia em um negócio, com Tallis Gomes, da Singu e ex-Easy Taxi

 

 

“Ninguém está nem aí para ideia. Meu avô costumava dizer que ideia vale 10 centavos a bacia. É uma grande verdade. O difícil é a gente executar alguma coisa, ter um produto “entregável” que as pessoas pagariam por ele”

 

Se você concorda ou não com essa afirmação cabe a você decidir. Mas leve em consideração que o autor dessa frase é empreendedor desde os 14 anos e já conseguiu levar uma das suas empresas a dezenas de países em pouco tempo. É Tallis Gomes criador do Easy Taxi, um dos primeiros aplicativos no mundo a conectar taxistas e passageiros. Hoje, ele está à frente de outro negócio, lançou o Singu, uma espécie de marketplace de serviços de beleza.

 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Tallis me contou histórias da sua trajetória como empreendedor, de erros e acertos cometidos, da forma como lançou no mercado o Easy Táxi, e falou do momento certo de passar o negócio à frente. Ele está lançando o livro “Nada Easy – o passo a passo de como combinei gestao, inovacao e criatividade para levar minha empresa a 35 paises em quatro anos”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo site da rádio CBN e pela página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN ou aos domingos, 11 horas da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Charge do Jornal da CBN: propina em forma de lasanha

 

 

O depoimento do engenheiro Adir Assad sobre como operava o esquema de corrupção e o pagamento de propina em grandes empreiteiras é estarrecedor. Ele está preso na Lava Jato e contou detalhes do esquema bilionário ao juiz da 7a Vara Criminal Federal no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

 

Calcula que tenha gerado R$ 1,7 bilhão em propina: “eu sozinho”. Dentre os esquemas usados, confessa que fechava contrato com as empreiteiras, que mantinham obras públicas, colocava um ou dois caminhões no canteiro de obra, levantava placa com o nome da empresa, registrava algumas imagens do seu pessoal trabalhando e depois levava tudo embora. Antes deixava uma nota fria que seria paga pelos empreiteiros: uma parte do dinheiro ficava com ele e a outra era devolvida às empresas.

 

A parte mais curiosa do depoimento é quando, Assad explica como o dinheiro era distribuído: em maletas que tinham uma camada de dinheiro, e uma de roupa, outras camada de dinheiro, e, às vezes, papel ou plástico, para separar as notas. Em cada mala cabiam cerca de R$ 150 mil em um formato que ele define como sendo de lasanha.

 

A propina em formato de lasanha inspirou a turma do Jornal da CBN a criar a charge eletrônica que encerrou o programa nesta quinta-feira.

Avalanche Tricolor: os caça-fantasmas cumpriram sua missão

 

Grêmio 2×1 Godoy Cruz
Libertadores – Arena Grêmio

 

 

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Pedro Rocha espanta assombração (foto reprodução SporTV)

 

Quiseram nos espantar com um tal fantasma das oitavas-de-final, que supostamente teria nos impedido de seguir à frente em Libertadores passadas. Soube dele em reportagem de jornal, rádio e TV, pois foi citado com frequência, mesmo diante da ressalva que o Grêmio levava vantagem pela vitória fora de casa. Nas redes sociais alguns dos nossos também se referiam ao dito-cujo quase como um antídoto ao favoritismo. E imagino que ao verem aquela bola mágica entrar pelo alto no nosso gol, ainda aos 14 minutos do primeiro tempo, mesmo os descrentes com as coisas do além lembraram do dito popular em castelhano “no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

 

Um clube com 17 Libertadores nas costas, dois campeonatos conquistados, um elenco de causar inveja e ao lado de uma torcida entusiasmada, convenhamos, caro e raro leitor desta Avalanche, não seria um fantasminha qualquer que tiraria nossa tranqüilidade. Mesmo ele tendo arrumado um golzinho tão cedo. Quando digo “nossa tranquilidade” refiro-me a do nosso time, que em nenhum momento se precipitou e teve paciência para retomar a partida. Com a troca de passes precisa e veloz que nos caracteriza, o Grêmio colocou a bola no chão e foi abrindo os espaços para chegar ao gol do empate.

 

Luan desfilou pelo gramado com a bola nos pés, sem dar muitas chance de os marcadores chegarem perto, e quando chegavam tinham pouco sucesso em suas investidas. Nosso camisa 7 jogou como se fosse sua última vez. Protagonizou belas jogadas individuais e proporcionou a seus companheiros passes que abriam a defesa e criavam oportunidades de gol. Depois de já ter colocado uma bola no poste, forçando cobrança de escanteio, pelo lado esquerdo, foi para o direito, roubou a bola e mesmo sem ângulo chutou a gol, provocando a falha do goleiro.

 

Começava ali a operação caça-fantasma.

 

Se foi Luan quem iniciou a jogada do gol foi o endiabrado Pedro Rocha que a concluiu assim que recebeu o cruzamento de Barrios, dentro da área. O camisa 9 já havia escapado uma vez pela esquerda após passe de letra que o mesmo Barrios lhe havia feito bem no início da partida. Antes, também, meteu uma caneta no seu marcador na entrada da área, daquelas de deixar o fantasma envergonhado. Foi então com o pé esquerdo e em um só toque que Rocha marcou o gol de empate ainda no primeiro tempo. E repetiu a façanha no segundo, aliás em mais uma jogada com participação de Luan e Barrios.

 

Os gols da virada e a segurança com que a defesa atuou, espantando todo e qualquer perigo que aparecesse no meio do caminho, não deixavam dúvidas: a missão estava cumprida!

 

O Grêmio e nossos caça-fantasmas já estão nas quartas-de-final da Libertadores.

O cliente nem sempre tem razão, mas é mais barato atendê-lo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Um brasileiro em treinamento no maior banco do mundo, na
cidade de Nova York, na função de atendimento de reclamações
globais, chegou a uma conclusão surpreendente: analisando matematicamente os teores, os valores e os custos de todo o processo necessário para responder aos clientes, sugeriu que o Banco liberasse automaticamente as queixas até a quantia de 50 dólares. O Banco acatou e passou a economizar monetariamente um
considerável valor anual. Aumentou o resultado e a satisfação de seus reclamantes. E, também do nosso compatriota, que retornou
como Diretor.

 

A CORI, importante empresa de moda em sua fase mais ascendente viu crescerem as reclamações, em função de novos volumes e de materiais de maior qualidade, suscetíveis a tratos menos cuidadosos. Após observação estatística decidiu acatar as trocas e devoluções imediatamente, no ato. A economia detectada nos
estudos dos casos foi comprovada na prática, e a empresa ganhou nos custos e na imagem. Afinal, as reclamações eram insignificantes diante dos números totais.

 

Ainda na CORI, na medida em que o número de lojas crescia e as quantidades vendidas também, os fornecedores de equipamentos de segurança sempre buscavam a empresa para implantá-los. Estes aparelhos incômodos e constrangedores nunca foram usados. Não só pelo desconforto, afinal a maioria usava, mas pela economia.

 

Todos os estudos feitos indicavam que era mais vantajoso ficar sem eles, pois os roubos eram bem inferiores as despesas de implantação e operação destas engenhocas. São difíceis de retirar das peças, e algumas vezes não conseguem escapar do famigerado apito de roubo na saída da loja.

 

Uma grande financeira que operava com veículos vendidos em 36 meses, a maior queixa dos compradores era pela demora na entrega do certificado de propriedade. Após análise a empresa passou a enviar no 35º mês o certificado lembrando ao cliente, que se quisesse, já poderia trocar por um novo carro. Passado o
suspense inicial, pois se corria o risco de não haver a quitação da última parcela, as reclamações acabaram e as vendas aumentaram juntamente com os resultados financeiros.

 

Sam Walton e Steve Jobs, nada contemporâneos, já falecidos, têm
muito a ensinar do velho varejo.

 

De Sam é bom lembrar que o cliente é a única pessoa que pode realmente quebrar uma empresa. Basta ir ao concorrente.

 

De Jobs ficou a dica que o cliente só não tem razão quando opina sobre algum produto ou serviço que não conhece. Portanto quando se busca ruptura e criação, aí sim, o cliente quase sempre não tem razão.

 

PS: Este artigo foi escrito inspirado na entrevista de Bianca Dreyer pelo
Milton Jung no Mundo Corporativo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Cuidado com as baratinhas que andam infestando o seu negócio

 

Em viagem de férias, estava em busca de um hotel próximo do aeroporto onde faria a escala de volta à casa. Fui a um dos buscadores de preço à disposição e com base nos filtros que coloquei – distância, preço e avaliação – recebi uma série de sugestões. Ao lado do nome do hotel, valor da diária e outras informações, encontrei o álbum de fotos que reúne imagens oficiais, produzidas pelos proprietários, e pelos hóspedes.

 

Foi com espanto que percebi que dos seis primeiros hotéis que apareceram em cinco a imagem de uma baratinha se destacava. Em alguns casos maior e em outros menor. Mas a baratinha sempre estava lá. Metais do banheiro com sinais de ferrugem, poeira em algum canto do quarto e pequenas peças necessitando reparos também apareciam nos álbuns. Mas a baratinha foi que me assustou.

 

Sem pestanejar, escolhi o hotel que estava no topo da lista e sem nenhuma baratinha em seu álbum de fotos. Era o mais caro e, ao mesmo tempo, o mais próximo do aeroporto – aliás, dentro do aeroporto, o que me oferecia uma tranquilidade ainda maior.

 

Confesso que não me ative ao fato de que as baratinhas nas fotos poderiam estar apenas de passagem, quem sabe a caminho do meu hotel, mas foram definitivas na minhas escolha. Melhor: os hóspedes que flagraram as baratinhas e publicaram as imagens foram definitivos na minha escolha.

 

Eles são o que chamamos hoje de microinfluenciadores. Pessoas comuns, como eu e você, caro e raro leitor deste blog. Mas com poder de influenciar o desejo de compra de todo e qualquer cidadão, especialmente pelo alcance das redes sociais.

 

Se você presta serviço a alguém, esteja atento as baratinhas que infestam o seu negócio. Preste atenção no que as pessoas dizem e publicam sobre você e haja com rapidez para resolver os problemas que aparecerem. Ou seja, mate a barata, melhore a dedetização e torne público este comportamento.

 

Falei do assunto no fim de semana, durante a conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. No mesmo dia, entrevistei Bianca Dreyer, especialista em Relações Públicas, no Mundo Corporativo, sobre as estratégias que as organizações precisam desenvolver para melhorar o relacionamento com os indivíduos. As quais você também pode usar no seu negócio:

 


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Avalanche Tricolor: um time cheio de alternativas

 

Grêmio 2×0 Atlético-MG
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Fernandinho, o goleador “alternativo”

 

Sei que já reclamei nesta Avalanche do neologismo futebolístico da temporada: chamar time reserva de alternativo. Foi bem no início do campeonato, quando o Grêmio colocou em campo uma escalação totalmente desfigurada, já pensando na maratona de competições que teria neste ano. Logo percebi que a expressão estava na boca de boa parte dos jornalistas esportivos e já havia contaminado o bate-papo do torcedor. Era o politicamente correto entrando em campo.

 

Hoje, enquanto assistia ao Grêmio desfilar talento na Arena, pensei melhor sobre o termo, talvez influenciado pelo fato de as duas equipes terem feito a mesma escolha: poupar alguns de seus jogadores principais visando a partida da Libertadores no meio da semana. Verdade que fomos menos econômicos do que eles. E a campanha na competição sul-americana explica a opção dos técnicos: nosso caminho é bem mais simples, apesar de nada ainda estar decidido. Podíamos arriscar um pouco mais.

 

E tínhamos alternativa.

 

Está aí aliás o que me fez mudar a opinião sobre o uso da expressão “time alternativo”. Só o tem, quem soube montar elenco. O resto tem time B. Ops, não quero que pareça provocação barata: o resto tem time reserva.

 

Se não, vejamos: Paulo Victor fez sua estreia em substituição a Marcelo Grohe com boas defesas desde os primeiros minutos de partida. Sempre que possível manteve a bola firme entre seus braços. Nas mais complicadas, mandou-a para longe, mesmo quando teve de se virar com os pés. E se virou bem. Não bastasse tudo isso, ainda defendeu pênalti com inteligência ao permanecer no centro da goleira no momento da cobrança. Mostrou-se excelente alternativa para o gol.

 

Na defesa, destaco os dois laterais.
Pela direita tem Léo Moura que joga com elegância e firmeza. Foi responsável pelo cruzamento de um dos gols que nos levaram a vitória ainda no início da partida. Substitui Edilson com a tranqüilidade que a longa jornada nos gramados lhe ofereceu. Não bastasse ser alternativa para o meio de campo como demonstrado no meio da semana.

 

Pela esquerda tem Marcelo Oliveira, titular até pouco tempo, campeão da Copa do Brasil em 2016, líder em campo e voluntarioso com a bola nos pés. Experiente para entrar e sair da equipe alternando-se na posição com Cortez, que é o atual titular pelo momento que vive.

 

No meio de campo, quem se atreve a chamar Maicon, nosso capitão, de reserva? Ele e Michel se alternam como volantes e mantém a mesma qualidade na marcação e saída de bola. Podem revezar com Arthur e Ramiro. Vê-los jogando juntos também é alternativa à disposição de Renato.

 

Já que citei Ramiro, vamos lembrar das multi-tarefas cumpridas pelo nosso meio-campo, que pode atuar em três funções diferentes, é dos que mais desarmam no time e marcou nove gols na temporada. Hoje, pode até descansar.

 

Lá na frente as alternativas são ainda mais curiosas. Tudo bem, Luan é insubstituível. É craque acima de qualquer suspeita. Mas na ausência dele, podemos montar times ofensivos da mesma maneira. Sem contar que alternamos os goleadores, também: Fernandinho, esse que dizem ser reserva no ataque, é o goleador do Brasileiro, com seis gols; Everton e Luan têm cinco cada um; Barrios, Ramiro e Michel têm quatro. Situação que explica termos a maior média de gols entre todos os times do Brasil nesta temporada: 1,9 por partida.

 

Diante dessas constatações passo a aceitar os que dizem que o Grêmio foi a campo com o time alternativo, desde que não usem a expressão como sinônimo de time reserva. Quando falarem do Grêmio, digam que é um time com muitas alternativas e uma delas é ser campeão de toda e qualquer competição que estiver disputando.Inclusive o Brasileiro (com todo respeito as outras alternativas).

Mundo Corporativo: “o cliente nem sempre tem razão”, diz Bianca Dreyer

 

 

O cliente nem sempre tem razão, a questão é como a empresa vai agir para que ele compreenda que mesmo não tendo razão sairá satisfeito daquele relacionamento. Bianca Dreyer, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da CBN, diz como as técnicas de RP – Relações Públicas podem ajudar nesta tarefa, especialmente diante do impacto que as redes sociais geraram no diálogo entre as organizações e seus indivíduos, oferecendo a eles canais de comunicação muito mais potentes, e exigindo das empresas atenção redobrada para dizer o que pensa, quer e imagina para seu cliente: “comunicar todo mundo comunica, a diferença é quais são os valores que a empresa está transmitindo, se estão em sintonia com aquilo que se vive na sociedade”. Bianca Dreyer é professora de RP na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e autora do livro “Relações Públicas na contemporaneidade – contexto, modelos e estratégias” (Sumus Editorial).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo.

Conte Sua História de SP: poesia para passear pelo centro da cidade

 

Por João Coradi Neto
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

No Conte Sua História de São Paulo, a poesia de João Coradi Neto, publicada no livro “Poesias Contemporâneas III”:

 

 

Faço sempre um giro por lá
Amo andar na XV de Novembro
De janeiro a dezembro
Percurso que faço a pé
Começo na Praça da Sé
Vou longe, vou acolá

 

Me emociono sempre
Passo pelo Pátio do Colégio
Pra mim é um privilégio
Não sou o ultimo, nem o primeiro
Desço a Ladeira General Carneiro
Feliz, alegre contente

 

Muita gente vejo no caminho
Chego ao Parque Dom Pedro
É lindo de dar medo
Continuo, aperto o passo
Caminho pela Vinte e cinco de Março
Trajeto que faço com carinho

 

A esta altura já estou com fome
Paro por hora no Mercadão
Onde como um sanduíchão
De calabresa ou mortadela
Sozinho ou com ela
Também pastel de bacalhau ali se come

 

Volto satisfeito e tranquilo
Subo a Ladeira Porto Geral
Me canso um pouco é natural
Logo ali na esquina se avista
A linda Rua Boa Vista
Com prédios gigantescos com estilo

 

Dou uma parada para descansar
Entro na igreja do Largo São Bento
Oro, medito e curto o momento
Em baixo o metrô vai pra Gardênia
Já estou no viaduto Santa Ifigênia
Não paro, vou continuar

 

Sigo em frente já descansado
Passo pela Avenida Ipiranga
Tomo um suco gelado de manga
Foi proveitoso, não foi em vão
Estou cruzando a Avenida São João
Tudo simples nada complicado

 

Continua na rua o agito
Acabo de chegar à Praça da República
Pode nela entrar, é pública
Sem apresentar documento ou crachá
Ando em cima do Viaduto do Chá
Tudo calmo, sem barulho ou grito

 

Antes tinha parado no espaço Municipal
O teatro, não pude entrar estava fechado
Que pena fiquei muito chateado
Olhei à minha direita, apontei o dedo
Para a bela Rua Xavier de Toledo
Imaginando o teatro com peças e seu ritual

 

Depois de toda essa volta
Dou de cara com a Praça do Patriarca
Acolhedora como uma matriarca
A faculdade como um obelisco
Enfeita e engrandece o Largo São Francisco
Para os advogados é a primeira porta

 

Olhando pra baixo, ali perto se via
A Brigadeiro Luiz Antonio no começo
Andei firme não dei nenhum tropeço
Para dar um alô a outra obra gigante
O viaduto Maria Paula exuberante
Ao meu encontro queria vir, parecia

 

Por fim e com tristeza evidente
Visito a Praça João Mendes
Faz bem pros corações e pras mentes
Com muita esperança e muita fé
Termino na Praça da Sé
E peço que possa fazer isto pra sempre

 

João Coradi Neto é o personagem do Conte Sua Historia de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: obrigado por mais este presente!

 

Atlético-GO 0x1 Grêmio
Brasileiro – Estádio Olímpico/Goiânia-GO

 

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No aniversário da gente os presentes dizem muito sobre nós mesmos. Ou sobre o que os amigos pensam da gente. O meu foi nesta semana, terça-feira, dia 1º de agosto, oportunidade em que a gentileza dos ouvintes da rádio foi enorme e entusiasmante. Dos mais próximos, que frequentam minha casa, livros não faltaram, o que é sempre um bom sinal. Ganhei garrafas de cerveja, de vinho e de café, também – muito apropriada para quem madrugada no trabalho. Os amigos da onça aproveitam para se divertir: um deles me entregou em mãos o CD do grupo Molejo. Coletânea com os clássicos do grupo. Diversão pura.

 

Foi, no entanto, na manhã desta quarta-feira, que me chegou o presente definitivo, aquele que toca diretamente seu coração: uma camisa do Grêmio, oficial e celeste. A mesma que vestia nosso time na noite em Goiânia. Essa já tem lugar garantido no memorial que mantenho em casa: uma parede com camisas emolduradas, das quais a mais significativa é uma de goleiro, autografada por Danrley. Tem a minha, com o número 13 em destaque, dos tempos em que era jogador de basquete do Grêmio. Nem todas as camisas que coleciono têm espaço entre os quadros, mas todas são devidamente armazenadas com o devido carinho e destaque.

 

A celeste com golas e barras da manga pretas, do uniforme número 2, vai para o memorial mesmo antes de qualquer título que se ganhe na temporada. Independentemente do que venha a acontecer – e tenho a expectativa de que muita coisa boa aconteça ainda -, o ano de 2017 está marcado pelo futebol de qualidade que chama atenção do Brasil. Aqui em São Paulo, não há um só torcedor que não me aborde para falar do desempenho gremista na temporada, mesmo aqueles que estão à nossa frente no Brasileiro. Elogios que recebo como se fossem um presente.

 

Esse futebol está sendo testando a cada semana que passa, pois somos reféns da maratona de jogos e do bom desempenho em todas as competições que disputamos. Manter o futebol qualificado no Brasileiro, na Copa do Brasil, na Libertadores – e hoje ainda me lembraram da Primeira Liga – é um desafio tremendo para Renato e seus jogadores. Fazer rodízio na escalação torna-se obrigatório e isso nos cobra um preço às vezes muito alto.

 

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Na noite desta quarta-feira, mesmo contra a equipe de pior desempenho na competição, tivemos dificuldade para impor o futebol que nos dá destaque no Brasil. Renato se redobrou ao lado do gramado e no vestiário para tirar dos jogadores à disposição o melhor possível. A mudança de postura do time no segundo tempo teve claramente o olhar do técnico, seja pela conversa seja pelas mudanças. Uma delas crucial: a entrada de Léo Moura em uma espécie de articulador no meio de campo. Não foram necessários muitos minutos para ele mostrar que era só o que nos faltava para garantir os três pontos: alguém para passar e entregar a bola como se oferecesse um presente aos seus colegas.

 

Léo cumpriu o seu papel com maestria e encontrou Lincoln, que também havia entrado no segundo tempo, no único espaço livre dentro da área congestionada pelo adversário. O resto ficou por conta do futebol que estamos acostumados a assistir neste temporada: a chegada de vários dos nossos jogadores, inclusive os volantes, em condições de marcar o gol. No caso, o gol de Michel.

 

Vitória que considerei mais um presente nesta semana de aniversário!

Atue onde você tem a capacidade de influenciar

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Atuar onde você tem a capacidade de influenciar é de certa forma uma ampliação do princípio que está dentro do tema que abordamos há uma semana: “o momento, a pessoa e a tarefa mais importante”.

 

 

Nizan Guanaes, na Folha de ontem, lembrava que no início da crise brasileira dizia que o remédio era focar dentro da empresa onde o empresário tinha o poder e esquecer o que ocorria fora dela.

 

 

Agora, aos primeiros sintomas de melhoria econômica, a sugestão é reforçar a questão do propósito. Se para o vendedor o propósito é encantar o cliente, para o empresário é obter lucro servindo as pessoas e o meio ambiente que participam nesta tarefa.

 

 

A inspiração de Guanaes veio do discurso de Zuckerberg ao voltar recentemente à Harvard, de onde saiu sem diploma, para receber homenagem e o título honorífico.

 

 

O tema foi o Propósito. E consistiu em atribuir à vida de cada um o Propósito individual e o de ajudar os outros a atingirem seus Propósitos.

 

 

Para exemplificar, Zuckerberg recorreu a um episódio de Kennedy em visita a NASA. O Presidente perguntou a um faxineiro que andava com uma vassoura na mão o que ele fazia na agência espacial:

 

 

“Sr. Presidente, estou ajudando a levar o homem à Lua”

 

 

Nizan também ilustrou sua tese com o caso de uma freira americana cuidando de leprosos e um milionário, que ao vê-la ali naquela situação afirmou:

 

 

“Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo”.
Ao que ela respondeu:
“Eu também não”.

 

 

De nossa parte, enquanto os políticos e o poder público, em sua maioria, cunham seus propósitos em interesses pessoais e de ataques aos adversários, sugiro que concentremos nos propósitos sugeridos por Guanaes e Zuckerberg.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.