Adote um Vereador: tem sempre alguém envolvido em alguma coisa

 

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“Esse pessoal do Adote tá sempre envolvido em alguma coisa”.

 

Frase perigosa nestes tempos de gente graúda metida em falcatrua, mas dita na forma como foi, por um dos convidados do Adote um Vereador, no encontro desse sábado, revela outra verdade. Estamos, sim, envolvidos; melhor, estamos, sim, engajados em coisas ou causas diferentes: todas cidadãs.

 

Uma pega as notas fiscais do bar que nos serve café para ajudar instituição de assistência que atende crianças, na cidade. A outra está metida até o pescoço na defesa do parque do bairro em que mora. Tem mais uma que não se cansa de cobrar informações da prefeitura e da Câmara por meio da Lei de Transparência. E há aquela que participa de todas as reuniões do conselho de segurança à associação de moradores, e quando dá tempo vai ao encontro de políticos que querem dar palpite na região.

 

Usei exemplos femininos porque era mulher a maioria dos que estavam sentados na mesa do café do Pateo do Collegio, centro de São Paulo, onde nos encontramos todo segundo sábado do mês. Os homens, além de minoria, mais ouviam do que falavam. Até nisso nossa mesa é diferente. E quando todos falaram, um tema dominou a conversa: a decisão do TSE que safou o presidente Michel Temer de “perder o emprego”.

 

Causou indignação a forma como o Tribunal Superior Eleitoral tratou as denúncias de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer e a ex-presidente Dilma Roussef – esses dois, sim, envolvidos no sentido de enrolados, enredados, comprometidos.

 

O voto do ministro Herman Benjamin foi histórico mesmo que derrotado, e sua frase foi lembrada por nós: “recuso o papel de coveiro de prova viva, posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”. Quem da nossa mesa conhece o trabalho jurídico do ministro, diz que desde o começo de carreira fazia boas argumentações em defesa do consumidor. Desta feita, em defesa do cidadão.

 

O cidadão, porém, não foi respeitado pela maioria dos ministros desse tribunal, que tem a responsabilidade de garantir que a disputa pelo nosso voto seja legítima; que os poderes político e econômico não desequilibrem a corrida eleitoral, beneficiando este ou aquele grupo. Não pense que nos iludimos com a ideia que na eleição todos os candidatos têm a mesma chance. Não têm. Mesmo com o fim do financiamento de empresas – que entrou em vigor na eleição do ano passado – partidos e coligações reservam boa parte do dinheiro arrecadado aos candidatos de sua preferência. Para eles é colocada à disposição a estrutura partidária, eles têm maior exposição no rádio e na TV e conseguem ter destaque na campanha de rua.

 

As delações premiadas de donos de empreiteiras, as provas coletadas pela força tarefa da Lava-Jato, as informações levantadas pela Procuradoria Geral da República, no entanto, deixaram evidente a maneira criminosa como autoridades públicas, políticos e partidos se comportaram na eleição de 2014. Só o TSE não as levou em consideração. Diante disso, na tarde fria de sábado, esquentou a conversa entre nós questionando a existência de uma justiça eleitoral que permita injustiça na eleição.

 

De volta ao nosso envolvimento em causas cidadãs: a constatação, feita por uma das participantes do nosso encontro, que todo o pessoal do Adote participa de alguma outra ação, ratifica ideia que venho defendendo há três anos em palestras e conversar sobre nosso movimento. O Adote mais do que uma organização que fiscaliza a Câmara – e talvez não o faça com a devida competência, por limitações próprias -, é um ponto de convergência de pessoas interessadas em ver sua cidade melhor.

 

Gostaria muito que ao nos aproximarmos dos 10 anos de Adote – a serem completados em outubro de 2018 – encontrássemos fórmulas capazes de aumentar a participação das pessoas, a fiscalização sobre os atos dos parlamentares e a divulgação de fatos que ocorrem na política municipal.

 

Confesso, porém, que mesmo diante de nossas carências, sempre sinto uma ponta de orgulho ao ver aquela gente entusiasmada em volta da mesa do café acreditando na sua capacidade de transformar o ambiente urbano no qual vivemos.

Conte Sua História de São Paulo: a elegância dos passeios no Centro com carrões americanos, terno e chapéu

 

Por Douglas de Paula e Silva

 

 

Nasci em 1955 na Lapa, na Rua Faustolo. A casa era pequena, existe até hoje, e ficava em frente a uma mercearia, tão comum naquela época. Lá só existia o comércio de rua e alguns poucos magazines, no centro. Morávamos próximo da Praça Cornélia, onde fica a Igreja de São João Vianei, onde meus pais se casaram. Minha avó materna morava na mesma praça. A família de meu pai, de origem italiana, calabresa, morava na Av. Celso Garcia, no Brás.

 

São Paulo era meio europeia. Isso ficava claro quando íamos ao Centro, normalmente de lotação, naqueles carrões pretos americanos da década de 1940, ultra-espaçosos, em que cabiam seis a oito pessoas facilmente.

 

Todos se vestiam muito bem. As mulheres com vestidos rodados, casacos, salto alto; os homens, preferencialmente de paletó e chapéu. A grande maioria, homens e mulheres, fumava muito, independentemente de onde estivessem. A cidade era ordeira, bonita.

 

As minhas lembranças do corte de cabelo na Clipper, loja de departamentos que ficava no Largo Santa Cecília, do Bazar Lord e do Mappin são ainda muito claras.

 

Já tínhamos televisão, algo raro e caro naquela época.

 

Meu pai trabalhava no Aeroclube de São Paulo e tinha como amigo um piloto que ia rotineiramente para os Estados Unidos. Num belo dia, ele apareceu com uma TV usada, que tinha uma tela pequena, num móvel de madeira enorme, onde assistíamos à TV Tupi e à Record. Havia um ponto de ônibus em frente de casa e as pessoas ficavam olhando para dentro da nossa sala maravilhadas.

 

No inicio dos anos 60 meus pais começaram a construir uma casa num bairro distante chamado Planalto Paulista, na Avenida Ceci. Quando íamos para lá, acompanhar a obra, era uma aventura já que a maioria das ruas ainda era de terra, excetuando algumas principais como a Avenida Indianópolis, que ligava o Parque do Ibirapuera à Avenida Jabaquara, onde estava a Igreja de São Judas. O bairro era próximo do Aeroporto de Congonhas e da TV Record, que ficava na Avenida Moreira Guimarães. O caminho natural da zona Oeste para a Sul era pela “Estrada das Boiadas”, atual Avenida Diógenes Ribeiro de Lima ou pela Av.enida Brasil, Henrique Schaumann, Heitor Penteado e Aurélia.

 

Quando mudamos para lá havia poucas casas ainda. Eu, acostumado com um bairro urbano como a Lapa, de repente me vi num lugar que tinha poucas opções. Tínhamos como vizinhos um vila humilde, com casas pequenas, todas juntas num único corredor estreito. Fiz amizade com aquelas crianças que se divertiam muito nas brincadeiras de rua. Algumas delas, com sete, oito anos, já fumavam e meu pai, também fumante inveterado, ficava muito preocupado. Me chamavam de “menino rico” e, apesar da distância social, convivíamos muito bem. Numa das vezes, fui almoçar na casa de um dos meninos da vila e comi torresmo pela primeira vez na minha vida. Era realmente muito bom.

 

Ficamos muito pouco tempo naquela casa. Depois de um temporal nossa casa, que ficava na parte baixa da rua, ficou com dois palmos de água com lama e só me lembro da minha mãe e as vizinhas removendo aquela lama toda. Meu pai ficou desgostoso e vendeu a casa. Nos mudamos para um conjunto de sobradinhos, na Alameda dos Uapés, a duas quadras da onde estávamos, onde minha mãe com 91 anos mora até hoje.

 

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Mundo Corporativo: saiba o que faz os investidores acreditarem no seu negócio, com Arthur Igreja

 

 

Acostumado a trabalhar com empreendedores que estão em começo de carreira e criadores sempre prontos a trazer uma nova ideia ao mercado, Arthur Igreja alerta que “esperar o produto perfeito é um equívoco”, e sugere que se valide as hipóteses o mais rápido possível.

 

Empresário, investidor anjo e professor da FGV-RJ, Igreja foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com a experiência que desenvolveu na busca de bons negócios, ele contou quem são as pessoas que os investidores procuram para depositar sua confiança:

 

“é um profissional que consegue demonstrar capacidade de entrega, capacidade de execução; também se fala muito que é um profissional apaixonado pelo problema, ou seja, ele quer resolver um problema grande, um problema que muita gente passa e ele está absolutamente apaixonado em conseguir transformar este problema em uma solução mais simples”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Receita do e-Sport triplicará em 5 anos, diz pesquisa de mídia e entretenimento

 

 
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O e-Sports aparece em destaque em mais uma pesquisa global que busca entender as transformações que impactam o comportamento dos consumidores e devem pautar as empresas. Desta vez fui alertado para o tema, na participação de Alexandre Zaghi Lemos, apresentador do quadro Meio&Mensagem, que vai ao ar no Jornal da CBN. Ele informa que, com base em estudo publicado pela PwC, o mercado de games será o que mais crescerá em termos percentuais na área de entretenimento, nos próximos cinco anos, no Brasil. E dentro deste setor temos os jogos online, aplicativos e esportes eletrônicos.

 

Na Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021 ficamos sabendo que, no mundo, a receita do e-Sports quadruplicou até o ano passado, a partir de 2012, e quase vai triplicar em cinco anos, como é possível enxergar no gráfico abaixo:

 

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O Brasil é apontado como importante pólo de games na América Latina, com grandes feiras e eventos do setor, conforme dados disponíveis no site da PwC BR. Em relação aos jogos de PC, o exemplo oferecido na pesquisa é o CBLol – Circuito Brasileiro de League of Legends, que atrai milhares de pessoas às arenas de disputas. Se pegarmos o gasto total com games – e aí inclui tudo aquilo que já citei lá em cima e um pouco mais – se prevê um salto dos US$ 644 milhões, alcançados ano passado, para US$ 1,4 bilhão, em 2021, com crescimento médio de 17% ao ano.

 

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É relevante no gráfico acima, o gasto com microtransações, dinheiro usado pelo consumidor em jogos móveis como Candy Crush e Saga. A maioria dos usuários ainda gasta pouco ou nenhum dinheiro em jogos, mas essas transações representaram 43% dos gastos em games, no país, em 2016. E devem chegar a US$ 498 milhõe, em 2021.

 

“Naturalmente a indústria publicitária acompanha essa evolução. Embora o game seja uma mídia de nicho, pois é consumida, muitas vezes, de forma individual, ela vai ganhando importância a medida em que mais pessoas se tornam adeptas desse comportamento” – Carlos Giusti, sócio da PwC.

 

Para empresas, marcas e profissionais dispostos a navegarem neste cenário, uma informação que não chega a ser novidade, mas ajuda a pautar suas ações: os fãs mais engajados são menos suscetíveis a abandonar o que realmente gostam e, ainda por cima, recrutam os fãs de amanhã. Portanto, pensar apenas em conteúdo e distribuição não será suficiente para que as empresas prosperem neste segmento, tem de compreender como se comportam essas pessoas. Focar na experiência do consumidor é fundamental para o sucesso do seu negócio.

Avalanche Tricolor: o Sincero, o Precoce, o Craque e o show do Grêmio!

 

Chapecoense 3×6 Grêmio
Brasileiro – Arena Condá – Chapecó/SC

 

 

– Você viu o goleiro adiantado pra fazer esse golaço?
– Não, tentei lançar e a bola entrou!
– E já tinha feito dois gols em uma só partida?
– Já!

 

Michel, preciso na marcação e bom na saída de bola. O volante que teve a responsabilidade de substituir o capitão da equipe e um dos principais jogadores da conquista da Copa do Brasil, em 2016, revelou na noite de hoje outra nuance de sua personalidade.

 

Esforçado sabíamos que era, pela forma como luta para impedir que a bola chegue a nossa área. Aparece de um lado ou de outro da defesa, conforme o caminho que o adversário usar para tentar se aproximar do nosso gol. Trabalha em silêncio, sem chamar a atenção do torcedor. Não tem o apelo de Arthur, que nasceu com jeito de craque. Nem a dominância de Ramiro, que sabe jogar na frente, atrás ou na lateral, conforme as necessidades do time. É humilde!

 

Hoje, em entrevista, mostrou, também, que é sincero.

 

Everton, por sua vez, tem cara de moleque. Parece sempre disposto a aprontar alguma. Nunca conseguiu se firmar no time, como fez Michel. Mas seguidamente aparece em momentos decisivos. De tão veloz, é capaz de atrapalhar os já atrapalhados comentaristas da televisão – como na transmissão que acabo de assistir. Mas a velocidade dele, conhecemos há algum tempo. Nesta noite, em Chapecó, fez história, não apenas por marcar três gols em um só jogo, mas por fazer dois deles estando a apenas dois minutos em campo e com apenas dois toques na bola.

 

Além de veloz, Everton provou que pode ser, também, precoce.

 

Em um jogo incrível, no qual sequer o protagonismo do árbitro foi capaz de estragar, Luan que serviu seus colegas boa parte da partida acabou sendo servido no final. Marcou mais um, consagrando-se como dos maiores goleadores da história recente do Grêmio. Já é o que mais gols marcou na Arena, com 29 no total; nesta temporada fez 12; e, desde que assumiu como titular, em 2014, assinalou 51.

 

Se Michel se revelou sincero, e Everton, precoce; Luan apenas confirmou o que sabemos dele há algum tempo: é show! Assim como o Grêmio!

 

Grêmio Show!

Guga Kuerten no país de oportunistas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As conquistas de Guga,  iniciadas há 20 anos em Roland Garros, têm servido para estimular gerações de jovens. Esportistas ou não. Novak Djokovic ao vencer no ano passado repetiu o gesto de Guga em cima de um coração desenhado no saibro francês. Este ano, vários tenistas de ponta por ocasião das homenagens prestadas ao 20º aniversário da vitória, explicitaram a influência do brasileiro em suas carreiras.

 

Os franceses, público e dirigentes, têm reagido com reverência e referência a Gustavo Kuerten, que certamente criou um invejável legado de esportividade e competência naquela terra.

 

E no Brasil?

 

A imagem de Kuerten é bem referendada: pelas conquistas, pela simplicidade e por um punhado de outras qualificações. Mas, assim como Maria Esther Bueno, outro expoente do tênis mundial, não conseguiu arrebatar seguidores. Hoje, Guga assiste à mesma presença brasileira no ranking do tênis através dos anos. Dois a três tenistas no grupo dos 100 primeiros colocados. E só.

 

De um lado, é claro que o tênis por exigir comedimentos de comportamento que não estão em esportes como futebol e vôlei, não pode ter expectativa de expansão popular. Entretanto, pela população o número de profissionalização está abaixo.

 

Em função certamente das poucas oportunidades oferecidas. 

 

E, nesse quesito, o próprio Guga já se referiu que estamos num pais de oportunistas e não de oportunidades. Motivado talvez pela insensatez do Fisco, ao cobrar dele mais de R$ 7 milhões, por discordar do fato dos prêmios dos títulos serem compartilhado com a equipe. Como se fosse possível um tenista sem equipe ganhar torneios.

 

É ligar a TV e conferir.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Depois dos times da Europa, o e-Sport é o novo desafio para o futebol brasileiro

 

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Hoje, Juca Kfouri chamou atenção para o comportamento abusivo de torcedores que insistem em levar sinalizadores para os estádios e a forma como a CBF trata o tema incentivando esta atitude. Ontem, alertou para a dificuldade de o Brasil organizar melhor a principal competição do seu calendário, o Campeonato Brasileiro, especialmente quando a realidade da Champions League nos é esfregada na cara, como aconteceu no belo jogo e espetáculo de sábado, em País de Gales, no qual o Real Madrid confirmou sua superioridade diante da Juventus.

 

A audiência da TV brasileira esteve a altura do show proporcionado pelos europeus e mobilizou milhares de torcedores que se reuniram em suas casas, bares e outros locais para assistir ao jogo. Diante disto, não surpreende que nossas crianças nas escolas e nos campos de futebol  têm vestido camisas de times da Espanha, França, Itália e Inglaterra.

 

Nossos times mal sabem como enfrentar a concorrência europeia e, desde já, deparam com outra disputa: a dos esportes eletrônicos.

Sim, lá vou eu falar de e-Sport para desespero de torcedores conservadores que ainda perdem tempo nas redes sociais negando que CG:GO, Lol e outros jogos eletrônicos possam ser colocados na categoria de esporte. Enquanto negam, vemos sites e canais de TV paga dedicando cada vez mais espaço para o e-Sport. E os estudos sustentam essa decisão, como veremos mais à frente.

 

Hoje, volto ao assunto, após ler “L.E.K. Sports Survey — Digital Engagement Part One: Sports and the “Millennial Problem”, escrito Alex Evans and Gil Moran, executivos da L.E.K. consulting. Nos dados apresentados temos a ratificação do que havia sido publicado, semana passada, no maior e mais profundo estudo sobre tendências da internet, produzido pela analista Mary Meeker, em parceria com a Kleiner Perkins, sobre o qual escrevi também neste blog  

 

Conforme Evans & Moran, embora os Milleniuns representem um segmento enorme e cada vez mais integrado da base de fãs de esportes nos Estados Unidos, ao contrário das gerações anteriores (Baby Boomer e GX), eles seguem uma gama muito mais ampla de esportes, incluindo os tradicionais e os eletrônicos. E, mesmo com menos tempo à disposição, têm muito mais alternativas para assistir aos eventos.

 

Essa geração já ignora parte dos canais por assinatura de televisão, até então uma das principais fontes de engajamento dos jovens ao esporte, especialmente nos Estados Unidos. Dados recentes da ESPN-EUA, mostram que o número de assinaturas diminuiu em 10%, em apenas três anos, estando agora com 90 milhões de telespectadores. Seu público mais jovem busca os eventos esportivos nas plataformas de mídia digital.

 

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Se o público com mais de 65 anos de idade mantém sua performance diante da televisão, assistindo a cerca de 450 minutos por dia, em média, de acordo com pesquisa Nielsen; o tempo diante da TV tem diminuído, anualmente, desde 2010, em alta velocidade para os Milleniuns: 4,7% entre os jovens de 18 a 24 anos – hoje, dedicando menos de 300 minutos por dia) e 2,8% para os de 25 a 34 anos, que dedicam menos de 250 minutos.

 

Outra comparação capaz de revelar esta mudança de tendência: 20% do consumo total de mídias pelos Millenius são dedicados a videos online gratuitos ou serviços pagos OTT – over-the-top, que são os serviços de áudio e video pela internet, dos quais os mais conhecidos no Brasil são Netflix e iTunes; apenas 13% é dedicado a TV Tradicional.

 

Ao avaliar a mudança de atitude da geração Millenium, os consultores alertam para o risco de os esportes tradicionais perderem espaço no coração e memória dos fãs.

 

A maioria das pessoas entrevistadas disse ter passado a admirar determinada atividade esportiva devido as transmissões na televisão, tanto quanto por praticar essas modalidades quando jovens.Concluem assim os consultores que, diante do fato que a TV tem sido o canal histórico para apreciação do esporte, o declínio na audiência aponta para uma queda simultânea de ‘fandom’ esportivo no futuro.

 

A desafiar ainda mais os gestores dos esportes tradicionais, está a crescente popularidade dos e-Sports já competindo diretamente na preferência do público como mostra o gráfico abaixo. Preste atenção na coluna dedica a todos os Milleniuns, tema de artigo anterior escrito neste blog:

 

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O relatório identifica que cerca de 61% dos seguidores de esportes eletrônicos ficaram menos tempo diante da TV, nos últimos 12 meses, 45% reduziram a visualização de esportes tradicionais e 35 compareceram menos a eventos esportivos devido ao maior engajamento com o e-Sports.

 

Um fenômeno que tem impactado negócios e um dos exemplos citados no relatório dos consultores foi o acordo de US$ 300 milhões pagos pela empresa de serviços de transmissão de vídeo e tecnologia BAMTech, criada para Major League Baseball, que lhe dá o direito de transmissão das competições de League of Legends.

 

Essa transformação já percebida e estudada em outros cenários parece ainda não ser levada em consideração pelos gestores do futebol brasileiro que, se antes tinham de se preocupar com a concorrência dos times europeus, que passaram a desfilar com muito mais freqüência na nossa tela, agora também correm o risco de serem atropelados pelas modalidades eletrônicas.

 

Mesmo que o futebol ainda tenha maior dimensão, maior base de fãs e muito mais dinheiro circulando em território nacional – situação que ainda vai demorar para ser superada -, é preciso lembrar que mercados tradicionais têm sido rapidamente abalados pelo surgimento de novas tecnologias. Por que o futebol estaria imune a essas transformações? Se ficarem esperando para ver o que vai acontecer, os clubes brasileiros e as instituições que os representam correm o risco de assistirem ao surgimento de uma geração de não-torcedores – uma legião que, por sinal, já aparece em pesquisas de opinião no Brasil.

Avalanche Tricolor: o padrão de jogo que nos faz melhor e a lição que aprendi com o Grêmio

 

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Renato comemora 1º gol (reprodução Premiere)

 

 

Um olho no peixe e outro no gato. Pra ser preciso: um na TV e outro no Ipad. Na tela pequena, o Grêmio, paixão ensinada pelo meu pai. Na tela grande, a Keyd Stars, torcida aprendida com meus filhos. A agenda esportiva deste domingo colocou no mesmo horário futebol e LoL, esporte tradicional e eletrônico, time do coração e coração de pai; e tive de me desdobrar em emoção e sofrimento.

 

Menos mal que o Grêmio deu poucos motivos pra sofrer, apesar do equilíbrio da partida na primeira meia hora e alguns riscos de gols de tirar nossa respiração. O pênalti bem marcado e raramente visto – convertido por Barrios – amansou o adversário e o domínio passou a ser nosso. Mantivemos o padrão de jogo que tem entusiasmado cronistas aqui no centro do país.

 

Aliás, permita-me um parênteses: é tanta badalação que, confesso, até desgosto. Prefiro quando meus colegas de trabalho ficam de oba-oba com os adversários e nós vamos comendo pelas beiras, sem chamar atenção.

 

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Luan comemora o 2º gol (reprodução Premiere)

 

Tivemos boas chances de ampliar e reduzir o risco do empate. Mas desperdiçamos a maior parte delas. Por outro lado, se o ataque não fazia, o meio de campo mantinha o domínio da bola e a defesa estava firme sem dar chances para o adversário. Éramos melhores.

 

A superioridade pode ser simbolizada pelo gol que fechou o placar e a partida, aos 48 do segundo tempo. Luan usou de seu talento para driblar dentro da área, passou a Léo Moura que entrou em velocidade pela direita, que entregou a Maicon, que com um tapa na bola tocou para Gastón Fernández, que marcado deu de calcanhar para Luan completar em gol.

 

Talento, velocidade, precisão no passe, deslocamento e o gol como maior objetivo o tempo todo – sim, porque se perdemos tanto é porque criamos muito. A somatória desses fatores tem feito o Grêmio superior e justifica nosso ótimo desempenho no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores.

 

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Time da Keyd Stars (reprodução Riot Games)

 

Mas como disse lá no início dessa Avalanche, passei o domingo à tarde entre as emoções provocadas pelo Grêmio e o sofrimento diante dos abates e ataques contra a Keyd Stars, na estreia do 2º Split do CBLol – o Circuito Brasileiro de League of Legends. Desta vez, não tivemos sucesso, mas assim também foi no primeiro semestre e acabamos na final da competição.

 

E se tem coisa que aprendi com o Grêmio, guris, é que jamais devemos desistir.

Conte Sua História de São Paulo: comprava meia bengala na padaria do Aricanduva

 

Por Carlos Humberto Biagolini
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Ouvia o programa na CBN e escutei a história de um ouvinte que comprava meia bengala. Pois bem, eu também sou dessa época. A padaria onde minha mãe comprava pão ficava no Jardim Aricanduva, na avenida Rio das Pedras, na zona leste. Além da meia bengala, lá comprávamos, também, meio litro de leite. Você levava a garrafa de vidro e o balconista tirava uma tampinha feita em alumínio, e despejava meio litro de leite na sua garrafa. Tudo no olho, colocava uma garrafa ao lado da outra e dividia o leite.

 

Outra lembrança que tenho daquela época: onde temos o piscinão do Aricanduva havia uma linda lagoa. Linda mas perigosa pois a garotada da época, inclusive eu, gostava de dar uns mergulhos por lá. E o risco era grande: infelizmente, lembro de alguns que morreram afogado.

 

No córrego Aricanduva, nos anos de 1960 e começo de 1970, havia pequenos peixes que pegávamos com uso de peneiras. Todo o lado ali da Avenida Aricanduva, onde está o shopping, era uma enorme área verde. O bairro desenvolveu primeiro o lado oposto ao shopping. Então, nesta área verde tinham muitas espécies de aves. Passarinhos lindos eram vistos por lá. Depois com o crescimento do bairro, essa reserva verde foi se acabando até chegar no que é hoje.

 

Sem dúvida, muita coisa mudou por lá. Até o rio Aricanduva. Acredite: ele corria exatamente onde é a pista sentido São Mateus e foi refeito ao lado para permitir a construção da avenida.

 

Se até o rio muda, porque eu não mudaria, também.

 

Carlos Humberto Biagolini é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história: escreva para milton@cbn.com.br. sg

Mundo Corporativo: o empreendedor tem de ter metas desafiantes, diz Paulo Valery

 

 

“O empreendedor tem que colocar desafios na meta dele. Aí começa a ser meta. E o desafio é em errar, também. O erro pode trazer muitos aprendizados. Talvez até mais do que o sucesso”. O comentário é do consultor Paulo Valery ao tratar da primeira de dez características que marcam um empreendedor de sucesso: o estabelecimento de metas. O planejamento, a persistência e o comprometimento também fazem parte desta lista que ajudará aqueles que pretendem abrir seu próprio negócio. Valery foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, sobre o livro “De empreendedor para empreendedor – dicas importantes para empreender com sucesso”, do qual ele é um dos autores.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonálves.