Deu problema? Vai um ministério, aí!

 

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Reportagem do jornal O Globo de hoje (11/01) mostra que o corte de secretarias municipais foi uma das medidas mais importantes tomadas pelos prefeitos das capitais brasileiras no início da gestão, este ano. Prefeitos de 14 cidades cortaram 104 secretarias.

 

Conforme levantamento, o caso mais radical foi o de Porto Alegre, onde o prefeito Nelson Marckezan, do PSDB, reduziu de 37 para 15 secretarias. O Rio de Janeiro de Crivella está com 12 secretarias, depois de cortar pela metade este número. E São Paulo de Dória, corou cinco secretarias e está com 22.

 

O Governo Federal também foi cobrado a reduzir o número de ministério logo após o impeachment de Dilma Roussef. E Michel Temer o fez em número menor do que o esperado. Passou de 31 para 23. Algumas pastas foram absorvidas por outros ministérios, transformadas em secretarias com menor estrutura e poder. Houve recuos como no caso do ministério da Cultura que seria extinto, mas por pressão do setor retomou seu status de Ministério.

 

Porém, como a gente conhece bem a forma como funciona a política no Brasil, anúncios de cortes devem ser comemorados com moderação. Pois, a pressão de alguns segmentos, crises pontuais e negociação política costumam motivar a recriação de secretarias e ministérios.

 

Agora mesmo estamos acompanhando esta situação: a bancada da bala, formada por deputados que se dizem representantes do setor de segurança pública, pressiona Temer para que seja criado o Ministério da Segurança Pública. O argumento é que o Ministério da justiça tem que resolver várias demandas ao mesmo tempo e não consegue priorizar a questão da segurança.

 

A ideia é transformar a Secretaria Nacional de Segurança Pública que está no Ministério da Justiça em ministério, com mais poder, e claro, mais cargos e mais gastos.

 

Se é verdade que a criação de ministérios pode resolver problemas, talvez fosse o caso de nos mobilizarmos para a recriação dos ministério da Educação e da Saúde.

 

Não se engane com os discursos fáceis e de aproveitadores.

Conte Sua História de SP: aos 11 anos conheci a cidade dos bondes e da garoa

 

 

Sou do Paraná. Da pequena cidade do norte do estado, Santa Inês, ali na divisa com o rio Paranapanema. Ainda hoje pequena cidade, pois diz o censo que não moram muito mais de 2 mil e 500 pessoas por lá.

 

Cheguei aqui em São Paulo em 7 de Setembro de 1964, em pleno feriado da Independência. No dia seguinte já havia conseguido trabalho na Praça João Mendes, no centro da cidade. É ali que temos o fórum que também leva o nome do famoso jurista João Mendes de Almeida, construído bem antes de eu chegar, na década de 1950.

 

Imagine que tudo isso me aconteceu com apenas 11 anos de idade. Foi nessa época que comecei a produzir um filme em minha cabeça com imagens que ainda estão muito presentes na memória: para o menino recém-chegado a cidade era enorme: lembro-me do movimento dos carros que já era facilmente percebido; por lá, também, passavam os bondes levando trabalhadores e estudantes; tinha ainda a correria das pessoas pelas calçadas; a garoa, que quase não existe mais, era a marca da cidade. E aqueles prédios …. gigantes.

 

Sou muito grato a São Paulo. Foi aqui que construi minha vida. Foi aqui que casei, há 42 anos, e consegui dar boa educação aos meus três filhos.

 

Só tenho a te dizer, São Paulo, obrigado, pois com todos seus defeitos te carrego aqui no meu peito.

 

Carlos Pereira da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio.

Mundo Corporativo: Maria Tereza Gomes diz o que aprender com a aventura dos CEOs rumo ao topo da empresa

 

 

“Os presidentes de empresa, eles não tendem a estagnar diante dos problemas, eles tendem a superar esses problemas, eles continuam na batalha, eles não param – ah, vai chorar com a mamãe – eles vão brigar contra o dragão, eles vão vencer os inimigos, eles vão encontrar uma maneira de continuar sua jornada”. A afirmação é da professora e jornalista Maria Tereza Gomes em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Autora do livro “O Chamado – você é o herói do próprio destino”, Maria Tereza fala das aventuras, batalhas, guardiões, dragões e conquistas que fazem parte da nossa jornada profissional. E apresenta algumas questões que precisamos ter bem definidas antes de aceitarmos um novo emprego.

 

Na entrevista com o jornalista Mílton Jung, ela sugere que ao ser convidado para um novo emprego ou função, você responda a três perguntas:

 

Você está pronto para aquilo (tem as competências necessária)?
Você se sente confortável (faz parte dos seus valores)?
Você vai estar com pessoas que você gosta (gente que vai ajudar você a se desenvolver)?

 

Para saber mais, assista ao vídeo do Mundo Corporativo.

 

O programa é apresentado ao vivo, às quartas-feiras, no site e na página da Rádio CBN no Facebook. E aos sábados é reproduzido no Jornal da CBN.

Billions: qual é o seu lado B?

 

 

FILME DA SEMANA:
“Billions”
Uma série de Brian Koppelman, David Levien e Andrew Ross Sorkin
Gênero: Drama
País:USA

 

Um “self made man” genial e bilionário ocupa a mente, dia e noite, de um competente e perturbado promotor de justiça que quer prendê-lo a qualquer custo.

 

Por que ver:

 

A história é bastante inteligente, com alguns detalhes técnicos do mundo jurídico e financeiro, mas sem ser chata… Sabe aquela sensação de gostar do bandido? Então… É exatamente o que vai acontecer com você nesta série.

 

O promotor Rhoades, é um personagem menos cativante que o Bobby Axelrod e tem um lado B muito sombrio… Sua ética é duvidosa apesar dele querer fazer justiça. Já o Axe, é um cara que comete crimes financeiros mas queremos arrumar um jeito para salvar este personagem, afinal ele é tão bacana…

 

Um bandido com um lado humano incrível, um mocinho com lado obscuro terrível…(rima infame rsrsrs)

 

E ai qual é o seu “lado B”?

 

Como ver:

 

Com tempo… Um capítulo vai ser pouco. Se prepare para maratona.

 

Quando não ver:

 

Com alguém que você goste que está fazendo delação premiada ou com aquele amigo “bacana mas bandido”… Vai pintar um climão!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Chacina de Manaus: procuram-se santos

 

 

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“Não havia nenhum santo lá dentro” disse-me de forma bem articulada o governador do Amazonas José Melo, em entrevista, ao vivo, no Jornal da CBN, na manhã de quarta-feira, três dias depois de 56 pessoas terem sido assassinadas dentro de um presídio, em Manaus. Frase que diz muito sobre como pensa o sistema penal no estado que administra.

 

Lá dentro, no caso o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na capital do Amazonas, onde “não havia santo” estavam, sim, 1.224 presos confinados em um espaço destinado a apenas 454, e divididos em ao menos duas grandes facções criminosas que dominam o local, ditam regras, vendem privilégios, criam “áreas vips” para seus chefes e comandam o tráfico de drogas que se desenvolve do lado de fora.

 

Aliás, o cenário lá de dentro é bastante conhecido aqui fora. As organizações criminosas, os motins, as rebeliões e os assassinatos estão e acontecem em vários dos presídios brasileiros. Hoje mesmo, o Portal G1 divulgou levantamento no qual foram registradas 392 mortes dentro das prisões, com o Estado do Ceará liderando a estatística: 50 assassinatos em um ano.

 

Consta que nenhum deles era santo.

 

No Amazonas, comandado por José Melo, enquanto 10 presos foram mortos em todo o ano passado, só no primeiro dia deste 2017 morreram 60 presos – além dos 56 do Compej, mais quatro foram mortos em rebeliões paralelas, ocorridas no Estado.

 

Apesar de se ter amplo conhecimento de tudo isso, e o próprio governo do Amazonas admitir que buscou reforçar a segurança pois tinha informações de que a cadeia iria explodir, permitiu-se que essa rede criminosa se fortalecesse. Pouco ou nada se fez para desarticulá-la, sequer controle rígido com ajuda de tecnologia foi implantando no complexo administrado em parceria público-privada com a empresa Umanizzare, que traduzido do italiano para o português significa humanizar.

 

Santa ironia!

 

Sobre o contrato assinado entre o Estado do Amazonas e a empresa, perguntei ao governador João Melo se havia a intenção de revê-lo ou cancelá-lo definitivamente. Ele me disse que até aquele momento nada havia a ser questionado, pois em seis anos era a primeira vez que o complexo enfrentava uma tragédia como essa (a palavra tragédia foi usada aqui por minha conta e risco).

 

Informações levantadas por vários veículos de comunicação e investigadas por instituições de controle do uso do dinheiro público, mostram até agora que o governador teria muitos outros motivos para questionar a atuação da Umanizzare, mesmo se nenhuma morte tivesse ocorrido lá dentro.

 

Diante das irregularidades identificadas, da inexistência de uma autoridade que assuma plenamente a responsabilidade pela Chacina de Manaus e da falta de medidas eficientes para desarticular o crime organizado, no fim das contas tem razão o governador ao dizer que não tem santo lá dentro.

 

Nem lá dentro, nem aqui fora!

São Silvestre venceu revoluções e guerras. Será forte para superar a má organização?

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

  

 

Pessoas não inscritas podem entrar como penetra num evento gigantesco com 30 mil atletas regularmente credenciados, ocupando assim precioso espaço, usufruindo da estrutura do evento e servindo-se dos necessários líquidos e alimentos destinados ao grupo que pagou R$ 160 para ter esses direitos. E boa parte desse pessoal ficou sem água durante o percurso. Isso, quando não teve celular roubado por intrusos, que corriam mais.

  

 

Essas ocorrências geradas pela má organização da 92a. Corrida de São Silvestre redundaram em várias reclamações via internet e e-mails. Destaco aqui o que recebi do Dr. Marcelo Alves Moreira, médico ortopedista, experiente atleta amador, com participação em provas nas cidades de Buenos Aires, Berlim, Chicago e Nova York:

  

 

 
 

 

“O problema são as grandes falhas da organizadora (Yescon). Começamos com o grande número de pessoas não inscritas já se acotovelando na Paulista. Em seguida, o horário não é adequado para uma prova de 15 km num país tropical: às 8 da manhã já marcavam 28 graus Celsius nos termômetros.
 

 

 

Bem, mas A hidratação seguiu padrões mundiais das maratonas que nos seus 42 km, mantêm, a cada quase 4 km, um posto. É! mas essas corridas não chegam à temperatura de 31 graus às 10h, quando passei no primeiro posto de hidratação que já apresentava dificuldade para conseguir um copinho…

  

 

No segundo posto de hidratação, na Avenida Rio Branco, já não consegui pegar água. Atravessamos a rua e ficamos na fila por 15 minutos. Tivemos tempo até de presenciar o roubo de um celular de uma corredora por um trombadinha que corria mais que ela…

  

 

Convivas de outras cidades e até de outros países vizinhos, reclamavam muito de toda organização do festejo.

  

 

Bom, no final ganhamos um brinde, uma bela medalha – realmente – mas a falta de educação e a agressividade da “hostess” que me entregou quase fez perder a paciência e me irritar”.

 
 

 

O charme da corrida noturna na passagem de ano, que Casper Líbero, milionário paulista do setor de mídia conseguiu trazer, foi crescendo e desde seu início, em 1925, viu-se uma evolução constante. A Corrida de São Silvestre tornara-se um dos maiores momentos no calendário esportivo. A ponto de nunca ser interrompido. Passou incólume até pela Revolução Constitucionalista de 1932 e da Segunda Guerra Mundial.

  

 

A cidade de São Paulo incorporou de tal modo a São Silvestre que paulistanos postergavam as viagens de fim de ano para assistir aos ídolos da Corrida que eram atraídos pela festa de A GAZETA.

  

 

O declínio do jornal que a criou colocou a nova realidade e outros investidores vieram, com diferentes interesses.

  

 

Tiraram-na do horário noturno e a magia se desfez, restando à São Silvestre competir com outros embates do pedestrianismo.

  

 

Daí a importância suprema, hoje, do esmero organizacional. Perder charme e singularidade é palatável, mas perder a ordem é imperdoável.

  

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.
 

 

*As fotos que ilustram este post são do site oficial da Corrida de São Silvestre

Conte Sua História de SP: as enchentes na época do verão de 1929

 

Por João Batista de Paula
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Gostaria de falar um pouco da minha cidade São Paulo, da charmosa garoa, das noites escuras da serração do viaduto do Chá, da av. São João do Bar Automático, da Catedral da Sé. São Paulo das serenatas e dos cancioneiros das madrugadas. Do Largo do Piques, ponto de carroceiros com suas belas parelhas de cavalos que faziam mudanças e entregas.

 

Falar da sempre acolhedora São Paulo é falar de pessoas vindas dos quatro cantos do mundo, falar da minha Rua Fernandes de Abreu, ex-Mário de Castro, onde eu nasci no velho e bom Itaim bibi, que nos anos 40 e 50 era um interior dentro de São Paulo.

 

Quero falar para quem não viu as enchentes na época das chuvas de verão de 1929. Uma enchente de grandes proporções atingiu a cidade. As águas do Tietê não deram vazão  suficiente pelo rio Pinheiros, cobriram as várzeas. Dizia-se que a Light controlara a vazão das barragens existentes demarcando, assim, as áreas inundadas, que passariam a ser propriedade sua. Para demarcar casas e terrenos atingidos pela cheia, em uma rápida pesquisa constatei também que a Light providenciou a instalação de pequenas placas, como a que existe até hoje na Rua Porto Seguro. Por seu valor histórico, esse pequeno marco integra o Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos. Minha mãe contava que essa enchente inundou parte da várzea do Policarpo que era no final do bairro do Itaim bibi.

 

Quero falar um pouco das brincadeiras da época, dos meninos que rodavam pião, nadavam nas lagoas e com forte imaginação montavam em fogosos cavalos de cabo de vassoura. Nos dias de chuva, saíam em disparada nas lamacentas ruas, brandindo no ar  espadas imaginárias. As meninas nos portões de suas  casas montavam  suas  casinhas e imitavam suas mães se fazendo passar por severas donas de casa. Eu era um menino solitário, ficava zanzando nessa imensidão toda.

 

Quando éramos jovens, costumávamos ir ao cinema no cine Dom Pedro ll, depois ir comer um pastel no Bar Automático.

 

Nesse tempo,  tudo era uma aventura!

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, 10h30, no programa CBN SP, a sonorização é de Cláudio Antonio e a narração Mílton Jung

Qual o seu luxo para 2017?

 

Desde junho sumido por aqui, mas rápido o suficiente para conversar com a gente antes de o ano se encerrar, Ricardo Ojeda Marins, especializado no mercado de luxo, viagem e turismo, enviou mensagem aos caros e raros leitores do Blog, que compartilho com você:

 

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2016 foi um ano, no mínimo, dos mais polêmicos das últimas décadas.

 

No Brasil. No Mundo. Guerras, terrorismo, impeachment, Petróleo, prisões de empresários e políticos… Por aqui, apesar de vivermos em um país em que a corrupção impera e abrange números estratosféricos, este ano nos dá ao menos a sensação de que as coisas estão mudando. A tão famosa ESPERANÇA!

 

A ESPERANÇA de um país mais justo, um mundo mais tranquilo para vivermos, com paz, amor, respeito ao ser humano…

 

E por falar em ESPERANÇA … essa época do ano ouvimos de todos ao nosso redor promessas, pedidos, agradecimentos, sonhos, metas…

 

Qual o seu LUXO para 2017?

 

Para mim, é ter mais tempo livre, estar com as pessoas que gosto, dedicar-me ainda mais ao autoconhecimento… e o principal: sempre continuar na construção diária de ser uma pessoa melhor!

 

O maior LUXO é aquele que não pode ser comprado.

 

Que 2017 seja repleto de Saúde, Paz, Amor, Qualidade de Vida…e  seus SONHOS se realizem!

 

FELIZ ANO NOVO!

Suite francesa: irresistível!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Suite Francesa”
Um filme de Saul Dibb
Gênero: Comédia Romântica
País:México

 

Lucile mora com sua sogra em um pequeno vilarejo. O filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial. As duas esperam ansiosas o retorno de seu marido e neste inteirin sua cidade é tomada pelos alemães e são obrigadas a hospedar um militar de alta patente, o educado Bruno. Lucile tenta resistir mas os dois se entregam em uma relação intensa.

 

Por que ver:

 

Um filme de época tão excelente, mas tão mesmo, que ouso compará-lo ao Orgulho e Preconceito. Tá bom, não é tãooooo bom quanto mas é quase lá.

 

As atuações de Michelle Willians e Mathias Shoenaearts são primorosas…

 

Direção delicada e muito coerente com o roteiro.

 

Um filmaço para quem curte o tema Segunda Guerra.

 

O filme foi baseado em textos de uma judia que morreu em campo de concentração.

 

Como ver:

 

Com seu amor, com certeza…Um vinho Rosè geladinho para entrar no clima…

 

Quando não ver:

 

Com amigos e família em geral. Sei que a maioria das pessoas fica constrangida com cenas de sexo…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung