Avalanche Tricolor: guris, o Grêmio Copero voltou!

 

Grêmio 0 (2) x(0) 0 Cruzeiro
Copa do Brasil – Arena Grêmio

     

  • troquei Copeiro, em português, para Copero, em espanhol, por sugestão do Márcio Neves, a quem agradeço pela leitura e porque contra a história não se briga de jeito nenhum.

 

img_6533

 

Guris,

 

A gente está de volta! Estamos na final! E na final da Copa que nasceu para nós.

 

Vocês não lembram nem eram nascidos ainda.

 

Em 1989, quando esta Copa se iniciou, nós fomos os campeões.

 

De lá pra cá, nos acostumamos com ela. E aos títulos, também.

 

Somos tetracampeões.

 

A última vez foi há 15 anos. 

 

Vocês eram muito jovens quando o pai narrou aquela final, em 2001.

 

Ganhamos de 3×1 do Corinthians, aqui no Morumbi.

 

Desde lá, nosso único título nacional foi o da Batalha dos Aflitos, que vocês sabem ter sido fundamental para forjá-los tricolores, mesmo morando longe do Rio Grande.

 

Tivemos outras chances de ganhar, tanto a Copa do Brasil como o Brasileiro e a Libertadores. Mas não tivemos sucesso.

 

Estamos mais uma vez em uma final. E chegamos honrando o título de copero que construímos na história com vitórias incríveis e algumas que pareciam ser impossíveis.

 

Desta vez, começamos a conquista na casa do adversário, ao vencermos por 2 a 0,  e viemos para a Arena apenas confirmar passagem à final. E o fizemos com inteligência e talento.  

 

O mais legal é que dessa vez, eu terei vocês ao meu lado para vibrar, torcer e sofrer.

 

Guris, preparem-se, o Grêmio Copero voltou!

Avalanche Tricolor: somos todos gremistas!

 

29856354723_edc569ab0b_z

Torcida tricolor destaque em foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

 

Não sei quem é Ticiano Osório. Menos ainda quem é Alexandre Elmi. Que isso não diminua a importância deles nem pareça arrogância deste que lhe escreve. Meu tempo distante do Rio Grande me fez perder referências, por mais que insista em acompanhar o noticiário aqui e acolá, especialmente quando se trata do Grêmio. Portanto, não saber quem são, revela antes de mais nada minha ignorância e peço desculpas a ambos.

 

Soube deles nestes dias que antecedem a decisão da vaga à final da Copa do Brasil, muito mais próxima do que imaginávamos há alguns meses. Usaram do talento que têm com as letras para demonstrar o amor que sentem pelo Grêmio. Amor e apreensão. Ceticismo e deslumbramento. Cada um a seu modo.

 

A você, caro e raro leitor deste blog, além de reproduzir o link para acessar o que dizem, explico, desde já, que ambos publicaram textos na coluna “De Fora da Área”, que pode ser lida na página virtual da ZH Esportes.

 

O primeiro, Ticiano, com o chamativo título “o Grêmio não vai ser campeão” , seguido por artigo no qual descreve a série de frustrações vividas nos últimos 15 anos, desde a disputa de pênaltis contra o Olímpia, as finais contra o Boca, na Libertadores, e a entrega do Campeonato Brasileiro depois de estar 12 pontos à frente de seu adversário direto. Relembra todos esses reveses como se buscasse um consolo para caso nada dê certo mais uma vez. Cria assim uma blindagem em seus sentimentos, ao mesmo tempo que torce alucinadamente para que a história o surpreenda.

 

O segundo, Alexandre, é afirmativo ao intitular seu artigo com “o Grêmio vai sair campeão”. Lembrou do nosso delírio ao acreditarmos que seríamos capazes de golear o Boca, no Olímpico, após perdermos por 3 a 0 o primeiro jogo da final – e eu estava lá delirando ao lado do meu pai. Lembrou, também, da esperança que tivemos de nos recuperarmos no Brasileiro após termos conquistado uma vantagem que jamais algum outro clube foi capaz de obter (e desperdiçar). Mesmo assim, encontrou na nossa história inspiração para crer que agora tudo será diferente e, depois de passarmos pelo Cruzeiro, logo mais à noite, a Copa do Brasil estará logo ali nos esperando.

 

Os dois autores têm razão por mais contraditórios que sejam seus sentimentos. Cada um dos torcedores que forem à Arena nesta noite, e os milhares de nós que estaremos diante da televisão, carregaremos conosco um pouco de cada versão. Amor e apreensão. Ceticismo e deslumbramento. Dr. Jekill e Mr. Hyde. Deus e o Diabo. Ticiano e Alexandre.

 

Vamos nos dividir entre a crença a cada “pifada”  de Douglas e o desespero no avanço do adversário sobre Marcelo Oliveira. Os olhos vão brilhar com o drible de Luan e o coração vai apertar a cada lançamento para dentro de nossa área. Vamos cerrar os punhos para comemorar as bolas despachadas por Geromel e Kannemann e voltaremos a cerrá-los de raiva nas bolas perdidas por Pedro Rocha e Ramiro.

 

Seremos um pouco de cada um a cada lance.

 

Seremos, acima de tudo, gremistas! Imortais!

Quem te viu, quem te vê

 

Por Julio Tannus

 

16078805833_5a379a7f99_z

 

Em 1976, participando de um projeto sobre sistema viário em SP, cruzei com monsieur Werz, um suíço especialista nos assim chamados trólebus. Monsieur Werz era considerado um dos maiores especialistas mundiais no assunto e a Suíça detinha uma das mais avançadas tecnologias na fabricação de ônibus elétrico da época.

 

Fui encarregado de, juntamente com monsieur Werz, sobrevoar a cidade de São Paulo para que o especialista tivesse um primeiro contato com a cidade, na qual ele estava sendo contratado para auxiliar em um novo projeto de Trólebus Especiais, e do qual eu também participava.

 

Então, em uma tarde de sexta-feira embarcamos no helicóptero do governador e partimos para um sobrevôo sobre nossa capital paulista. Percorremos toda a área compreendida pelas marginais Pinheiros e Tietê, seguimos até a região do ABC e depois nas cercanias de Guarulhos, e por fim retornamos ao heliporto do Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo.

 

Esperavam-nos uma dezena de jornalistas, repórteres e radialistas, todos ansiosos pelo diagnóstico do suíço. Sério e compenetrado, monsieur Werz dirigiu seu olhar para a pequena multidão e sentenciou: Pas de Solution!

 

Ou seja, na visão do especialista, há mais de 30 anos, sua primeira reação foi de que não tínhamos como resolver o enorme congestionamento através de soluções viárias de superfície: Não tem solução! ...

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), autor do livro “Razão e Emoção” (Scortecci Editora)

Acabou o tempo das promessas e prefeitos eleitos terão de encarar a verdade das contas públicas

 

16076432064_fcfb59294b_z

O tempo está fechando em foto de Valter Santos/FlickrCBNSP

 

 

À noite, soltavam foguete pra comemorar a vitória nas urnas. Hoje cedo, os eleitos acordaram para a realidade. Ainda falam em prioridades de governo. A maioria faz o discurso da conciliação após eleição acirrada e violenta na maioria das cidades.

 

Na transição, os futuros prefeitos vão se sentar diante do orçamento escasso, da queda da arrecadação e do aumento dos gastos e terão de desenhar suas administrações a despeito das caricaturas que fizeram durante a campanha.

 

Os planos mirabolantes que conquistaram eleitores até aqui terão de ser deixados na gaveta, porque não cabem nas contas impactadas pela recessão que se iniciou há dois anos. Calcula-se que em três anos, o PIB terá encolhido 10% no país.

 

Estudo da Firjan – Federação da Indústria do Rio de Janeiro, divulgado em julho, puxou o traço do rombo dos municípios e chegou a R$ 45,8 bilhões de deficit nominal (é o saldo entre as receitas e despesas, incluindo gastos com juros, que neste caso é negativo)

 

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) mostra que mais de 87% das cidades estão em situação difícil e crítica. Poucas escaparam da crise em condições de oferecer folga fiscal aos prefeitos eleitos. E triste daquele prefeito eleito que entender que este dinheiro que restou possa ser gasto sem responsabilidade.

 

A Confederação Nacional dos Municípios calcula que 77,4% das prefeituras estão com suas contas no vermelho.

 

Em processo que se iniciou há décadas, atendendo reivindicações de grupos políticos locais, o Brasil assistiu à pulverização de municípios com a criação de cidades em número muito aquém do necessário. Criou-se cidades e se esqueceu de oferecer condições para estas se manterem.

 

A maioria dos 5.770 municípios brasileiros não é capaz de pagar sua própria conta com o dinheiro arrecadado, depende do que entra no Fundo de Participação dos Municípios e de convênios assinados com o Governo Federal. Uma fonte e outra estão secando. O FPM é formado por 22,5% da arrecadação do IR e do IPI que caiu diante da crise e tem sido repassada em quantidade menor às cidades. Enquanto os convênios se tornam escassos em um governo que tem obrigação de ajustar as contas que, em breve, serão travadas por emenda constitucional (vide PEC 241).

 

Soma-se a esse drama a dificuldade que os prefeitos terão de aumentar suas principais fontes de arrecadação: o IPTU, o ISS e o ITBI. Seja pela carestia que atinge os contribuintes seja pelas promessas que fizeram na campanha de não mexer nas alíquotas. Há ainda aqueles que se comprometeram em assumir parte do aumento de gastos com transporte público sem repassar às tarifas. É mais custo e menos dinheiro no cofre.

 

Os prefeitos eleitos não podem alegar desconhecimento de causa. O problema nas contas públicas vem sendo alardeado há pelo menos dois anos. Portanto, se temiam falar em cortes ou controle de gastos na campanha, para não perder a eleição, espera-se que, a partir de agora, sejam honestos em assumir a tarefa de administrar com equilíbrio e sensatez as contas do município.

 

Falta de honestidade e contas descontroladas cobram um preço alto demais do cidadão. E dos políticos, também, como mostra a história bem recente do país.

Quintanares: A carta

 

 

Poesia de Mário Quintana
Interpretação de Milton Ferretti Jung

 

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria…
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas…
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profundo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

 

Quintanares foi ao ar originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre

Avalanche Tricolor: Marcelo Grohe merece vestir nossa camisa listrada

 

Figueirense 0x0 Grêmio
Brasileiro – Orlando Scarpelli/Florianópolis (SC)

 

img_6480

 

O time era o reserva. De titular, só Marcelo Grohe. E meu destaque vai para ele.

 

Antes dele, porém, falarei de outros personagens do jogo deste fim de sábado.

 

Era de se esperar pouco, apesar de eu sempre alimentar a esperança de que alguns dos escalados tenham seu momento de recuperação, desempenhando em campo o futebol que imaginávamos ter, mas que deixou a desejar e os levou à condição de reserva.

 

Dos mais jovens, a expectativa é que se destaquem, demonstrem condições de reivindicar um lugar no time e, principalmente, ofereçam alternativas para Renato, nesta ou na próxima temporada.

 

Do que se esperava de uns e de outros, ficou o esforço e a luta pela bola. Foram competentes na marcação e impediram qualquer perigo que o adversário pudesse impor.

 

Tivessem caprichado um pouco mais até sairíamos de campo com os três pontos, subiríamos na tabela de classificação e estaríamos colados no G6. Mas não dá pra reclamar. Eram os reservas em campo. E, independente do que esperávamos deles, tinham como principal missão dar fôlego aos titulares para a batalha que realmente vale, na quarta-feira, pela Copa do Brasil.

 

Além de fôlego, nas duas vezes que foram convocados ganharam dois pontos e nos deixaram ainda na disputa pela vaga a Libertadores, graças a combinação de resultados com os outros jogos da rodada. E convenhamos:  tem uma turma aí que tem metido o time titular, joga em casa, precisa desesperadamente de uma vitória e tem sofrido para conquistar o mesmo ponto que os nossos reservas garantem a cada partida.

 

Como disse lá em cima, o que me agradou mesmo foi ver Marcelo Grohe. Por uma ótima defesa no primeiro tempo, mas, principalmente, por vê-lo vestindo a camisa tricolor. 

 

Tenho sempre um olhar especial aos goleiros, pois os considero solitários em sua função ingrata de impedir que um time inteiro alcance seu maior objetivo: o gol. É sempre difícil de entender por que alguém ao tomar a decisão de jogar futebol queira fazê-lo como goleiro, apesar de eu já ter me arriscado na posição e meu pai ter se dedicado a ela nos times da escola e de amigos. Deve haver um viés masoquista ou algo equivalente que a psicologia saiba explicar.

 

Ao ser goleiro você sequer tem o direito de vestir a camisa titular da equipe que representa. Refiro-me aquela que os torcedores usam para ir ao estádio ou desfilar pelas ruas. Os do Grêmio, por exemplo, jogam anos no clube sem jamais ter usado nosso manto listrado. Imagine a frustração.

 

Fui surpreendido, hoje, com o número 1 e o nome de Marcelo Grohe estampados nas costas da camisa azul, preto e branco. Grata surpresa. Em um jogo de tão poucos atrativos, ao menos ali havia um motivo para minha satisfação.

 

Achei justa a decisão, de quem quer que tenha sido, de oferecer esta oportunidade ao goleiro gremista. Que se repita sempre que o Grêmio entrar em campo com o segundo ou terceiro uniformes. Grohe merece!

Conte Sua História de SP: o cineminha no refeitório da escola e o achocolatado de graça

 

Por Clênio Caldas

 

 

Minha história se passa nos anos de 1950, na rua Dona Júlia, na Vila Mariana, onde se localizava o então Grupo Escolar Marechal Floriano. Ali, estudávamos no curso primário sob a orientação das professoras Maria da Glória, Ana e Júlia. Foram nossas dedicadas mestras, como também educadoras conscientes e responsáveis com os garotos para as quais nossos pais nos entregavam. A classe era somente de meninos. As meninas ficavam em outra ala do prédio.

 

Foram anos tranquilos e proveitosos, prova do alto grau de conceito das escolas estaduais e do quilate dos professores que nos ensinavam com zelo e carinho.

 

Cenas pitorescas, todavia, não deixavam de ocorrer.

 

Houve o garoto que comprou o pirulito e, sem ao menos saboreá-lo, quebrou-o no pátio da escola para ver se a haste estava premiada. Foi advertido pelo rigoroso inspetor Trivino devido o desperdício cometido.

 

Lembro de alunos em pranto ao fim da aula por não notarem a presença dos pais que, atrasados, demoravam a aparecer.

 

Tinha o medo generalizado da molecada nos dias em que todos passávamos pela “revisão dentária” na temida e apavorante cadeira do dentista, em uma das salas da diretoria separada especialmente para isto.

 

Havia dias festivos e felizes, também, especialmente quando eram suspensas as aulas para que todos aproveitassem o “cineminha” no refeitório, apinhado de meninos e meninas, ávidos por assistirem às trapalhadas de “O Gordo e o Magro”. E mais: com direito a amostra grátis do achocolatado Vic Maltema, com o jingle cantado a plenos pulmões por uma gurizada alucinada de felicidade!

 

Ao deixarmos a escola, encontrávamos o Sr. Osvaldo, o guarda civil que com um sorriso singelo e terno, exalando simpatia e confiança, nos conduzia em segurança para atravessarmos a já movimentada Domingos de Morais. Lá do outro lado, pegamos o ônibus ou embarcáramos no bonde que nos levava para casa.

 

Lembrança de uma São Paulo ainda pacata mas em pleno desenvolvimento, com seus momentos singelos e deliciosos, marcados na memória, que permanecerão para sempre em um cantinho especial de muita saudade!

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10h30, no programa CBN SP, da rádio CBN. A sonorização é do Cláudio Antonio e a narração de Mílton Jung

Mundo Corporativo – Nova Geração: Denis Giacometti fala de frustração e perspectivas para a turma dos 30 anos

 

 

 

 

“62% estão frustrados com relação a sua vida e de outro lado 52% estão frustados com a carreira que escolheram … qual é o ponto comum? a gente acredita muito que o que está faltando é a necessidade do autoconhecimento aprofundado”. A análise é Denis Giacometti, publicitário e coordenador do Projeto 30, que entrevistou 1.200 profissionais que completaram 30 anos de vida para avaliar como foi o desenvolvimento de carreira desses jovens. Giacometti apresenta os resultados da pesquisa ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que no último sábado do mês se dedica às novas gerações.

 

 

O Mundo Corporativo – Nova Geração tem a participação da Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.tá faltando é a necessidade do autoconhecimento aprofundado”.

Amanda Knox: assista e diga qual é o seu veredicto?

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:

 

“Amanda Knox”
Um filme de Brian Mcginn / Rod Blackhurst
Gênero: Documentário
País:USA/Dinamarca

 

A americana Amanda chega a Perugia, Itália, para  intercâmbio e conhece Meredith, sua colega de quarto. Poucas semanas depois, Meredith é assassinada. Amanda e seu namorado, Raffaele, são os principais suspeitos de um crime brutal. Muitos detalhes de um verdadeiro conto ao estilo Sherlock Holmes, vão te fazer pirar.

 

Por que ver:

 

Pessoal, este documentário teve uma importância a mais para mim pois eu morei em Perugia… É uma cidade medieval, linda, com uma vida cultural agitada,alegre, no coração da Úmbria, cheia de estudantes, enfim o lugar perfeito para ser intercambista.

 

Quando este assasinato aconteceu, pegou-me de surpresa pois jamais pensaria que algo parecido pudesse acontecer.

 

A linguagem do documentário é super estética e moderna, vale a pena! Amei!

 

O conteúdo não fica atrás e nos conduz através do raciocínio das autoridades e dos próprios suspeitos, que participaram ativamente das gravações.

 

Muitas perguntas não respondidas, muitas convicções quebradas…Convido você a dar seu veredicto aqui nesta coluna…Eles são ou não culpados?

 

Eu tenho o meu,  mas prefiro ouvir  você antes, e ai?

 

Como ver:

 

Com a cabeça aberta a muitas possibilidades. E claro, pronto para dar seu veredicto aqui!

 

Quando não ver:

 

Se você é daquela pessoas que quer sempre estar certo, não importam os argumentos…sua convicção mudará algumas vezes durante o doc, portanto sabichão, não assista!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: categoria e vigor deixam o Grêmio próximo da final

 

 

Cruzeiro 0x2 Grêmio
Copa do Brasil – Mineirão

 

img_6439-1

Torcida do Grêmio no Mineirão (reprodução da SPORTV)

 

Raro momento este que exercito agora: escrever esta Avalanche antes mesmo do fim da partida. E se me atrevo a tal, é porque o Grêmio me proporcionou esta oportunidade.

 

Poucas vezes nestes últimos tempos, vi o Grêmio jogar com tanta maturidade. O estádio lotado e a experiência do adversário não foram suficientes para intimidar nossos jogadores.

 

Exceção aos 15 primeiros minutos, o Grêmio dominou o jogo, tocou a bola, se movimentou com inteligência e voltou a desfilar o futebol ensinado por Roger e desenvolvido por Renato.

 

Foi solidário na marcação com os jogadores da frente atrapalhando a saída de bola, deu pouco espaço para que o adversário impusesse perigo e a dupla de área foi de uma seriedade de chamar atenção.

 

O primeiro gol deu a cara da partida com a bola rolando de pé em pé. Foram 23 toques em pouco mais um minuto, com jogadores passando a bola e se deslocando para receber livre, a ponto de desnortearem os marcadores. E um chute genial de Luan que voltou a marcar após 12 partidas. E que gol, ele marcou!

 

O segundo gol foi resultado da vantagem conquistada no primeiro tempo. O Grêmio obrigou o adversário a dar mais espaço, e isso costuma ser fatal diante da qualidade do toque de bola gremista. Foi resultado, também, da forma voluntariosa – nem sempre com bons resultados – com que Marcelo Oliveira atua, pois ao cortar a bola na lateral do campo proporcionou nosso contra-ataque. E, sem dúvida, foi resultado da maneira como Ramiro e Douglas – principalmente Douglas – tratam a bola.

 

Chego ao fim do texto no momento em que a partida se encerra. E nada mudou desde que comecei a escrevê-lo.

 

O Grêmio foi melhor, jogou futebol de verdade e fez o placar que lhe põe muito próximo da final da Copa do Brasil. Mas a gente sabe que nada está resolvido ainda. É preciso confirmar o resultado na Arena semana que vem, pois, como disse lá no inicio, escrever esta Avalanche com o jogo em andamento é coisa rara e sabemos que as conquistas não costumam ser fáceis para os Imortais.