Avalanche Tricolor: categoria e vigor deixam o Grêmio próximo da final

 

 

Cruzeiro 0x2 Grêmio
Copa do Brasil – Mineirão

 

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Torcida do Grêmio no Mineirão (reprodução da SPORTV)

 

Raro momento este que exercito agora: escrever esta Avalanche antes mesmo do fim da partida. E se me atrevo a tal, é porque o Grêmio me proporcionou esta oportunidade.

 

Poucas vezes nestes últimos tempos, vi o Grêmio jogar com tanta maturidade. O estádio lotado e a experiência do adversário não foram suficientes para intimidar nossos jogadores.

 

Exceção aos 15 primeiros minutos, o Grêmio dominou o jogo, tocou a bola, se movimentou com inteligência e voltou a desfilar o futebol ensinado por Roger e desenvolvido por Renato.

 

Foi solidário na marcação com os jogadores da frente atrapalhando a saída de bola, deu pouco espaço para que o adversário impusesse perigo e a dupla de área foi de uma seriedade de chamar atenção.

 

O primeiro gol deu a cara da partida com a bola rolando de pé em pé. Foram 23 toques em pouco mais um minuto, com jogadores passando a bola e se deslocando para receber livre, a ponto de desnortearem os marcadores. E um chute genial de Luan que voltou a marcar após 12 partidas. E que gol, ele marcou!

 

O segundo gol foi resultado da vantagem conquistada no primeiro tempo. O Grêmio obrigou o adversário a dar mais espaço, e isso costuma ser fatal diante da qualidade do toque de bola gremista. Foi resultado, também, da forma voluntariosa – nem sempre com bons resultados – com que Marcelo Oliveira atua, pois ao cortar a bola na lateral do campo proporcionou nosso contra-ataque. E, sem dúvida, foi resultado da maneira como Ramiro e Douglas – principalmente Douglas – tratam a bola.

 

Chego ao fim do texto no momento em que a partida se encerra. E nada mudou desde que comecei a escrevê-lo.

 

O Grêmio foi melhor, jogou futebol de verdade e fez o placar que lhe põe muito próximo da final da Copa do Brasil. Mas a gente sabe que nada está resolvido ainda. É preciso confirmar o resultado na Arena semana que vem, pois, como disse lá no inicio, escrever esta Avalanche com o jogo em andamento é coisa rara e sabemos que as conquistas não costumam ser fáceis para os Imortais.

6 comentários sobre “Avalanche Tricolor: categoria e vigor deixam o Grêmio próximo da final

  1. De lavar a alma. Quando se joga um futebol com tamanha maturidade como ontem até uma eventual derrota seria digerida com tranquilidade mas o que se viu foi um futebol vistoso com vitória incontestável. Maravilhoso de se ver. Vamos em frente!

  2. Estive no campo e concordo com seu comentário. Na verdade, de acordo até com os comentaristas gaúchos, foi a melhor partida do Gremio neste ano e quiça até em alguns anos anteriores.
    Azar do Cruzeiro que não conseguiu jogar.. foi completamente anulado pelo esquadrão tricolor e agora tem uma tarefa pra lá de ingrata em Porto Alegre.

    • Marcelo, o Cruzeiro deu um espaço injustificável é imperdoável. Pagou caro de mais por isso. A diferença de dois gols é difícil mas não impossível. Que o impossível não se realize. Grande abraço!

  3. O Grêmio, que fez bonito no jogo contra o Cruzeiro, me fez lembrar das melhores partidas com Roger Machado de técnico. Quando esse deixou o comando não faltaram os críticos para dizer que o jovem e estudioso ex-jogador gremista teria sido incapaz de seguir comandando o time. O que houve foi um desentendimento de dirigentes que o abandonaram e,com isso,corromperam o trabalho de Roger. Tenho certeza de que ele voltará ao Grêmio.

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