Mundo Corporativo: Eduardo Sampaio,da Monterrey, fala do mercado de paletas

 

 

No Brasil, existem mais ou menos 500 marcas de paletas – os picolés mexicanos – das quais 379 estruturadas para atuar com franquias em um mercado que surgiu há cerca de três anos. Na tentativa de se diferenciar e manter-se neste setor, a Monterrey entendeu a necessidade de profissionalizar a gestão do negócio e ampliar sua rede de franqueados. Para Eduardo Sampaio, diretor de marketing e vendas da fabricante, que começou a operar em 2013, na Bahia, “muitos fazem paletas mas poucos são aqueles que efetivamente conseguem produzir com um bom valor agregado”

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Sampaio fala da estratégia de negócios para atuar no ramo de alimentação, das oportunidades para quem pretende abrir franquias e das demandas que existem neste mercado.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Falta de dinheiro dos Estados é só desculpa para excesso de violência

 

Por Milton Ferretti Jung

 

14191849421_cafea85865_o

 

Não posso dizer que, ao ler a manchete estampada na capa do jornal Zero Hora dessa quinta-feira (14/01),tenha me surpreendido. Surpreso ficaria se a taxa de homicídios no Rio Grande do Sul houvesse diminuído. Estamos,isso sim,ao lado de Pernambuco, estado em que o número de assassinatos,longe de diminuir,subiu, lamentavelmente,para níveis capazes de deixar quem mora nesses dois com medo de sair às ruas,tamanha a periculosidade que temos de enfrentar.

 

As autoridades de ambos, como se isso fosse aceitável, escondem-se atrás de dificuldades financeiras,uma desculpa irrisória. Li,também em Zero Hora,que novos policiais militares custariam R$ 9 milhões por mês à BM. Nossa Brigada Militar poderia pôr em serviço 2,5 mil policiais,aprovados que foram em concurso. Ah,tal número aumentaria a folha de pagamento em 7,9%,informa o Governo gaúcho.

 

Enquanto isso,os assaltos cresceram 26,3% no Rio Grande, que até aqui fazemos de conta que poder continuar a ter o apelido de “Amado”. Há problemas que poderiam ser,pelo menos,minimizados. Digamos que os facínoras que empestam o Estado e teriam de cumprir anos de prisão, não fossem liberados por falta de prisões capazes de os manter detidos enquanto pagam penas às quais foram condenados.

 

Livres,bandidos são bandidos,quem não sabe,seguem cometendo crimes de todas as espécies e pondo em perigo iminente os cidadãos decentes. Soltos,passam a matar e,nos últimos tempos,não somente a roubar,mas a matar os que assaltam,porque se algo não lhes falta para esse fim, são armas de todos os calibes,muitas que não estão à disposição dos agentes das leis. Podem negociá-las com os atravessadores de fronteiras,sempre dispostos a vendê-las.

 

Carros são roubados e ainda falta regulamentar os desmanches de veículos. Essas,peça por peça retiradas dos veículos roubados,são “comercializadas” . A “nova lei dos desmanches”,com promessa de ser, brevemente,colocada em ação,tende a diminuir a irregularidade que vinha ajudando os safados a praticar a roubalheira de peças automotivas.

 

Aqui em Porto Alegre,falou-se em transformar os guardas municipais em auxiliares armados e com poderes de prender como os policiais e o pessoal da BM. Estou muito enganado ou muito esperançoso com o reforço que o novo pessoal daria aos brigadianos. Estou falando de Porto Alegre e a minha preocupação com a falta de BMs. Os que vivem no Interior,porém,correm,além do risco sofrido pelos que moram na Capital,o pior: a falta de PMs. Há cidadezinhas que contam com um brigadiano pela manhã e outro à noite. Com isso,ficam a mercê dos assaltantes de bancos. Além de virarem reféns,com risco de morte,são obrigados a ver os caixas explodirem e os ladrões saírem livres e de posse do que roubaram.

 

Pela pobreza franciscana que vivem as autoridades gaúchas,duvido que consigam as verbas suficientes a fim de que possamos viver com um pouco mais de segurança.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Terrorismo não impediu que mais turistas viajassem sem visto pelo mundo, em 2015

20823291042_ae1c6480ea_z

Foto do álbum de Rajesh Pamnani, no Flickr

 

A pressão de grupos conservadores para restringir a entrada de estrangeiros nos países, baseada na teoria de que fronteiras abertas facilitam ações terroristas, não tem surtido efeito. Ao menos é o que se percebe, a partir de relatório anual divulgado pela Organização Mundial do Turismo, nesta quinta-feira, dia 14 de janeiro. A percentagem de turistas que necessitam obter vistos antes de viajar manteve a tendência de queda e chegou ao seu nível mais baixo, em 2015.

 

O trabalho da OMT mostra que 39% da população mundial pode viajar livremente para turismo sem um visto tradicional antes da partida. No ano passado, 18% da população do mundo pode seguir para o seu destino sem visto, 15% recebeu o visto na chegada ao país e 6% se capacitou a tirar visto eletrônico (e-Visas).

 

Para que se possa enxergar melhor esta evolução: em 2008, em média, 77% da população tive de se candidatar para obter o visto; em 2015, o índice caiu para 61%.

 

Aqui no Brasil, mesmo diante de críticas de alguns setores, que temem que o país, especialmente o Rio de Janeiro, seja alvo de ataques terroristas durante a realização dos Jogos Olímpicos, o Governo Dilma sancionou lei que isenta da necessidade de visto de turismo os estrangeiros que desembarcarem até o dia 18 de setembro deste ano.

 

Não há necessidade de o viajante comprovar a compra de ingresso ou a participação em atividades relacionadas à Olimpíada. A dispensa é unilateral, ou seja, neste período, os brasileiros continuarão tendo que obter vistos para os países que têm esta exigência, por exemplo, os Estados Unidos. Essa facilitação tem sido a regra nos países que recebem a competição.

 

c019bd11a9887cf06628574e8865c435_mascote_cristo_redentor_al-38

 

A medida tomada pelo governo brasileiro pode resultar em um aumento de 20% no número de turistas internacionais esperados para o período de janeiro a setembro, deste ano.

 

Estudos internacionais mostram que os países que decidiram facilitar a obtenção de visto ou eliminaram sua exigência tendem a receber mais turistas e assistem ao crescimento das exportações e à criação de postos de trabalho.

 

MapaMundi

 

Com base no relatório da OMT, as economias emergentes continuam a ser mais abertas do que as economias avançadas. Regionalmente, o Sudeste Asiático, África Oriental, Caribe e Oceania aparecem no topo da lista das fronteiras mais abertas, enquanto a África Central, Norte de África e América do Norte foram, em 2015, as sub-regiões com maiores restrições.

 

Fronteiras livres de visto não significam fronteiras abertas ao perigo.

 

A política que facilita a entrada de estrangeiros para turismo no país deve ser acompanhada pela criação de ambientes mais seguros para viagens. O secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, sugere o uso das múltiplas possibilidades oferecidas pela tecnologia e cooperação internacional no compartilhamento de dados.

 

Em lugar de prejudicar o deslocamento dos turistas, é muito mais inteligente e justo reforçar a fiscalização sobre as pessoas mal-intencionadas.

“About time”: o que você faria se pudesse voltar no tempo?

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Questão de Tempo” “About Time”
Um filme de Richad Curtis
Gênero: Romance
País: Inglaterra

 

Aos 21 anos, Tim descobre que os homens de sua família conseguem viajar no tempo… Algumas coisas são mutáveis, já outras…

 

Por que ver:
Tem uma atmosfera cult porém se trata de entretenimeto perfeito. O filme é divertido, nada piegas, os atores bacanérrimos e história interessante. Veja! Gostei muito e vou rever.

 

Como ver:
Sabe aquela gata/o que gosta de filmes cults? Pronto! Eureca! Você achou um filme que podemos chamar de “híbrido” de cult e entretenimento!!! Abra aquela champanhota especial, e aproveite e prepare um salmão defumado com limão siciliano e torradinhas…Hahahaha vai lá no meu instagram que você acha a receita!

 

Quando não ver:
Como falei antes, não vai ter pessoa que não goste deste filme, apenas as muito chatas. Aproveite, e da próxima vez, nem convide este “fulano/a”… Poxa! Não dá para tomar champagne em má companhia!

 

Pergunta:
O que você faria se pudesse voltar no tempo (só vale em relação a sua história, tá!)?

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

O futebol brasileiro é igual ao Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

(Sacolão das Artes no Parque Santo Antônio Imagem: Léo Pires)

(Sacolão das Artes no Parque Santo Antônio Imagem: Léo Pires)

 

“Como o futebol explica o mundo”. É o que Franklin Foer propõe demonstrar em sua obra. Os fatos de segunda-feira, em Zurique, comprovam a tese de Foer. E podemos concluir que o futebol brasileiro é igual ao Brasil. Celeiro do mundo, eminente exportador de matéria prima, mas incapaz de agregar valor à matéria prima e exportar o produto acabado. Por exemplo, o campeonato nacional e a Copa do Brasil.

 

Na premiação de 2015, a Bola de Ouro teve Neymar como indicado, o gol mais bonito ficou com Wendell, e a Seleção dos melhores jogadores do ano tem Daniel Alves, Marcelo, Neymar e Thiago Silva. O Brasil é o país com maior número de representantes nesta seleção.

 

Para comparar este fenômeno do futebol nacional com o país Brasil vejamos o café, do qual somos o maior produtor mundial e temos qualidade excepcional. Exportamos os grãos para depois importá-los como cafés gourmets com preços multiplicados por mais de dez vezes.

 

Vendemos jogadores ao Barcelona, ao Milan, ao PSG, para depois comprar o campeonato espanhol, italiano, francês, etc. E vimos nossas crianças vestindo essas camisas e espantosamente achamos natural.

 

Precisamos de competência para eliminar tanto o “complexo de vira-lata” quanto o ufanismo, e saber lidar com mitos como o jeitinho, o talento nato e o improviso.

 

É imprescindível identificar no futebol a atividade rendosa e global que realmente é. E, tratá-lo como tal.

 

Se a matéria prima principal existe, os produtos e subprodutos também deverão ser aproveitados por nós. Não será o mercado menor que possuímos a justificar a abdicação a favor de europeus, asiáticos e em breve americanos.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Características essenciais para ser um líder comunicador e o caminho para o diálogo qualificado

 

BIBLIOTECA

 

“O grande líder é aquele que exerce papel transformador. A força verdadeira da liderança é a capacidade de promover e multiplicar mudanças positivas. E, para isso, é preciso gerar laços de confiança — com suas equipes, pares, gestores e clientes -, que são desenvolvidos através de um instrumento básico: a comunicação” — Claudia Sender, presidente Executiva da TAM

 

A obsessão por fazer da comunicação um instrumento de transformação das pessoas e a crença de que os novos líderes necessariamente terão de desenvolver esta habilidade, levaram a fonoaudióloga Leny Kyrillos e eu a escrever o livro “Comunicar para liderar” (Contexto), que ganhou o prefácio de Claudia Sender, da TAM.

 

Com a ideia de compartilhar com você parte deste conhecimento, aproveito o espaço para reproduzir trecho de um dos capítulos no qual tratamos da importância de ser líder e apresentamos dicas para desenvolver um diálogo qualificado e as características para quem pretende ser um líder comunicador:

 

Temos a convicção de que a comunicação é arma poderosa e definidora para o tipo de líder que você pretende ser. Encontramos sustentação para essa ideia no pensamento do historiador Plutarco que, ao traçar o perfil de personalidades grego-romanas, na obra Vidas Paralelas, escreveu:

 

“Muitas vezes uma pequena coisa, a menor palavra, um gracejo ressaltam melhor um caráter (éthos) do que combates sangrentos, batalhas campais e ocupações de cidades”.

 

Ele conseguia entender muito mais o líder pelos sinais que emitia do que pelas vitórias que conquistava. Precisamos, portanto, desenvolver nossa capacidade de se comunicar, emitindo os sinais certos e adaptando-os ao estilo de liderança que buscamos, tendo como prioridade obter o comprometimento dos liderados por meio da autoridade e não apenas pelo poder. Seja um líder comunicador!

 

O diálogo está na base deste modelo de liderança que defendemos e precisa ser entendido em sua plenitude. É comum traduzi-lo como sendo a conversa a dois. Os dicionários assim o definem mesmo porque passou a ter esse significado.

 

Na sua origem grega, porém, temos “diálogos”, sendo que “dia” — que também se encontra em dialética — significa “através”, “passagem” ou “movimento”. Enquanto logos é “palavra”, “razão” ou “verbo”. Conclui-se que diálogo é uma corrente de sentidos e significados que são compartilhados na busca de algo em comum. E compartilhados não apenas a dois, mas com todos.

 

Lembre-se: jamais traduza diálogo por duelo. Pelo diálogo, devemos encontrar convergência na equipe e capacitá-la a alcançar os objetivos traçados, movê-la em um mesmo sentido, ou seja, motivá-la.

 

FAÇA VOCÊ MESMO

 

O caminho por um diálogo qualificado:

 

1. Reaprender a ouvir
2. Ouvir é tão importante quanto falar
3. Exercitar a paciência
4. Saber perguntar
5. Não demonstrar pressa
6. Atenção na linguagem não verbal
7. Identificar as necessidades do outro
8. Buscar pontos em comum
9. Criar vínculos que fortaleçam as relações

 

O ambiente corporativo ensina que a busca pela motivação passa pela forma como os líderes enxergam as intenções dos seus funcionários em relação a empresa. Por exemplo, é preciso entender que as pessoas lutam pelo seu próprio sucesso. Então, você tem de mostrar o que elas ganharão se estiverem motivadas.

 

Max Gehringer, consultor de carreira e comentarista da rádio CBN, diz que é errado imaginar que os empregados serão convencidos a trabalhar mais e melhor porque o sucesso da empresa resultará no sucesso deles. É o contrário: o sucesso de cada um dos profissionais é que fará o sucesso da empresa. Portanto, mude seu discurso, troque a ordem de sua fala e você mudará a forma das pessoas agirem. É isso mesmo! A comunicação oral influência fortemente o ambiente de trabalho, os relacionamentos pessoais e o negócio em si.

 

Apesar de as facilidades proporcionadas pelas ferramentas eletrônicas, estas jamais serão tão eficientes quanto a comunicação pessoal, cuja abrangência envolve não somente o sujeito, mas também todo o ambiente corporativo.

 

A oralidade está na essência de uma comunicação interna eficiente, pois permite a troca de olhar, a cumplicidade e um entender que não se concretiza, por exemplo, no e-mail. Apesar desse ganho, a comunicação oral é muito mais difícil de controlar, pois depende basicamente da subjetividade dos interlocutores.

 

O mais importante, diante dessa verdade, é termos noção de como nosso estilo próprio, nossas características pessoais são fundamentais para constituir a imagem de líder. Reforçar nossos pontos positivos, tirar partido deles e corrigir ou atenuar os negativos é o caminho para definirmos nosso estilo, e é isso que realmente se valoriza hoje em dia.

 

Agora, temos de compreender que algumas qualidades são desejáveis e, se não as identificarmos em nosso perfil, temos de incluí-las no processo de aprendizagem que nos transformará em um líder comunicador:

 

FAÇA VOCÊ MESMO

 

Características essenciais para um líder comunicador:

 

1. Conhecimento do tema a ser tratado
2. Criatividade
3. Poder de síntese
4. Voz bem colocada
5. Clareza na articulação
6. Uso adequado dos recursos vocais
7. Bom vocabulário
8. Postura e atitude pró-ativa
9. Boa expressão corporal e facial
10. Uso adequado dos gestos

 

O livro Comunicar para liderar está disponível também em e-book e pode ser encomendado na página da Editora Contexto

Quintanares: De gramática e de linguagem

 

“Quintanares” foi o nome de programa apresentado na Rádio Guaíba de Porto Alegre, no qual a poesia de Mário Quintana era interpretada por Milton Ferretti Jung, que dispensa apresentações a você, caro e raro leitor deste Blog. Nos primórdios deste blog – refiro-me ao ano de 2008 -, reproduzimos aqui algumas dessas gravações. Uma busca no sistema disponível vai lhe remeter àqueles posts, mas, devido as diferentes migrações feitas, de uma plataforma para outra, os arquivos e áudio se perderam.

 

Neste domingo, retomo a publicação do programa com a devida autorização do seu apresentador, é lógico.

 

Levante o som do seu computador, clique no link a seguir e se delicie com Mário Quintana na voz de Milton Ferretti Jung:

 


Mario Quintana: De Gramática e de Linguagem E havia uma…

 

De Gramática e de Linguagem

 

E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta”.
Eu gosto das cousas. As cousas sim !…
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.

 

As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante…)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? Não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso…João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João…
Mas o bom mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. luminoso.
Sonoro. Lento. Eu sonho
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais:
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor
Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto…

Conte Sua História de São Paulo: o cordel da cidade multicolorida

 

Por Pedro Monteiro
Ouvinte CBN e cordelista

 

 

Minha São Paulo querida
Berço da desenvoltura,
Alavancando o progresso
De renomada estatura,
Na meiguice ou na crueza,
Sua imponente beleza
Tem diversão e cultura.

 

Quando um imigrante deixa
Para trás a sua terra,
Seus costumes, sua gente,
Seja na paz ou na guerra,
Na tristeza ou na alegria,
São Paulo é a garantia
De quem mirando não erra.

 

Cada migrante que chega
Trazendo seu predicado,
Ajuda na construção
Desse importante legado.
Com essa atitude boa,
Hoje a terra da garoa
Tornou-se berço afamado.

 

Entre adotivos e natos
Ela não faz distinção;
Valoriza a quem batalha
Ganhando honesto o seu pão.
Quem vai à luta, ela ampara;
Quem não vai, ela equipara
Aos caídos no chão.

 

Beijo a face multicor
Dessa torre de babel,
Para o seu aniversário
Quero pintar um painel,
Com as cores da emoção,
Gravadas no coração
Nestes versos de cordel.

Mundo Corporativo: Newton Campos fala dos mitos do empreendedorismo

 

 

O dono de um carrocinha de cachorro quente pode ser um empresário ao oferecer seu produto no ponto de venda, mas somente será empreendedor se inovar no seu negócio, seja na maneira de fazer a salsicha, de vender o cachorro quente ou de atender seus clientes. Essa é uma das formas encontradas pelo professor Newton Campos, da IE Business School, em Madri, e da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, para mostrar o que é essencial para que você realmente seja considerado um empreendedor, conceito que, segundo ele, vem sendo avaliado de forma distorcida nos últimos tempos. A intenção dele é combater os mitos que existem em torno do assunto e mostrar que “você não é empreendedor, você está empreendedor ao menos enquanto a inovação que você se dispôs a implementar estiver sendo percebida como inovação pelos demais”. Autor do livro “The Myth of the Idea and the Upsidedown Startup”, Campos foi entrevistado pelo jornalista Milton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Um novo ano, menos digital e mais humano

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

2706220432_cfe77022a6_z

 

Já estamos em 2016. Quantos de nós não recebemos mensagens de Boas Festas no fim do ano? Talvez todos nós. E percebi com mais nitidez uma diferença em relação ao ano passado. É incrivelmente espantoso como as pessoas cada vez mais utilizam-se das ferramentas online de forma impessoal.

 

Pelo aplicativo WhatsApp – sim, aquele que parou o Brasil no dia em que foi bloqueado pela justiça – recebi mensagens “copiadas” e “coladas” de Feliz Natal e Ano Novo. Mensagens grandes, muitas até mesmo lindas, reflexivas… mas sem sequer deixar o destinatário saber se era mesmo pra ele. Dá a sensação, óbvia eu diria, de que foi uma mensagem de uma lista de outros infinitos destinatários.

 

Isso mostra algo que já sabemos e é até lugar comum: as pessoas têm menos tempo e tentam otimizá-lo.

 

Claro que temos de otimizar nosso tempo; mas neste processo tem de se priorizar as pessoas. Por que não? Será que não vale mais a pena enviarmos uma mensagem dirigida para aquelas poucas pessoas que fazem a diferença na nossa vida? Ou por que não usar uma outra forma de mostrar que se lembrou dela? Me parece um comportamento que seria mais educado e elegante, além de, claro, verdadeiro, com real sentimento!

 

O mundo digital nos ajuda no cotidiano, nos conecta, nos aproxima, nos coloca em contato com pessoas que estão longe. Mas não podemos abrir mão do contato mais humano e pessoal, mesmo quando este ocorre através das ferramentas disponíveis.

 

Amizades, namoros, laços de família podem e devem fazer parte deste novo mundo. Não dá é para viver sem que essas relações ocorram também no “mundo real”. Afinal, toda essa tecnologia foi criada por nós, humanos. E assim devemos ser!

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A imagem que ilustra este post é do álbum de Kira Okamoto, no Flickr