Iates de luxo são fretados para festas e lazer

 

Por Ricardo Ojeda Marins

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Já pensou ou sonhou em fazer sua festa de aniversário em um iate fretado especialmente para seus convidados? Sem ter o trabalho de “cuidar de tudo”, claro. Afinal, luxo é ter tempo e usufruí-lo ao máximo com as pessoas que você gosta.

 

A companhia SeaDream é famosa por seus fretamentos. Aniversários, casamentos, festas corporativas. Tudo em um iate com capacidade para até 112 passageiros. Diferentemente de cruzeiros, os iates são mais privativos e com extremo conforto, mesmo se comparados aos cruzeiros de luxo. O SeaDream inclui atividades como esportes aquáticos, piscina, jacuzzi, fitness center, Spa com tratamentos da suíça La Prairie, aulas de ioga, gastronomia de excelência, além de uma tripulação altamente treinada. São 95 profissionais, o que garante tratamento personalizado e sistema “all-inclusive” sofisticado.

 

Sua marina portátil inclui jet skis, caiaques com fundo de vidro, equipamento de snorkeling, esqui aquático, placas de vigília, plataforma de natação, banana boat e ilha flutuante. Durante a noite, as camas balinesas com vista elevada do mar são a atração de casais que curtem admirar as estrelas, ou assistir a filmes especiais mostrados tanto no salão principal como sob o céu à beira da piscina.

 

Para que a comemoração seja incrível e memorável, é essencial contar com uma agência de viagens especializada. Afinal, nada melhor do que ter quem possa cuidar de cada detalhe com sabedoria e experiência. Agências de viagens como PrimeTour, Teresa Perez, Platinum Travel Service, Matueté, e Selections são algumas das que realizam esse sonho de muitos clientes. Todos os detalhes dessas viagens são cuidados minuciosamente por um profissional da agência, customizando a comemoração de acordo com os desejos singulares de cada cliente. Partes aérea e terrestre, serviços de recepção no destino, guias bilíngues, serviços de mordomia. Muitos clientes fretam inclusive o avião para chegar ao destino da partida da viagem. Tudo é cuidado pela agência pré, durante e pós viagem para que a experiência do cliente seja realmente impecável e inesquecível.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A 100 passos de um sonho: bom para olhar e saborear

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A 100 Passos de Um Sonho ”
Um filme de Lasse Hallström.
Gênero: Comédia Romântica
País:USA

 

 

Um restaurante indiano espalhafatoso abre em frente, ou melhor, a 100 passos de um renomado restaurante françês com estrela Michelin. Xenofobia, culinária e amor são alguns assustos que permeiam o filme.

 

Por que ver: Chamado de “raso”por vários críticos, este filme me cativou do início ao fim, exatamente por sua ingenuidade e beleza, tanto na direção de arte de cenário como gatronômica. Achei que é um filme bacana para toda a família. Ora bolas, ele não se propõe a discutir política, este é apenas um pano de fundo para dar sentido aos conflitos da fita. E a atuação do ator Om Puri, que faz o personagem do Papa Kadam me fez lembrar do meu avô…Agora me emocionei…E a espetacular Helen Mirren faz a Madame Mallory, e está maravilhosa como sempre.

 

Como ver: Eu assisti voando…Desta vez devo confessar que peguei uma aeronave modernérrima da American Airlines. A comida estava farta, o que combinou com o filme, apesar de não estar muito saborosa, mas isto é esperado em aviões… Você pode assistir com todos, menos com os críticos de cinema. Eles detestaram o filme e vão te aborrecer. Não se furte de se deixar levar pela história leve produzida por Spilberg e Oprah Winfrey.

 

Quando não ver: veja sempre.Menos com críticos de cinema como mencionadado acima.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. E comilona…Rsrsrsrsrs.

O primeiro voo de Varig para a praia

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Se não fossem as fotografias do álbum que minha sobrinha Claudia Tajes recuperou depois de permanecer por muito tempo em uma cômoda de minha irmã,mãe dela, talvez eu não acreditasse que o meu primeiro contato com o mar situado abaixo do Rio Mampituba – frio para o meu gosto – houvesse ocorrido no segundo semestre do ano de 1930. As provas estão nas fotos tiradas pela Agfa do meu pai,nas quais apareço passeando em uma carrocinha puxada por um bode ou uma cabra e levando na cabeça um chapelão que mais parecia um desses que os mexicanos usam no verão deles.

 

A minha estreia no mar,porém,foi a parte mais interessante da história do meu primeiro contato com a água salgada. Não sei,aliás,se cheguei a molhar os “pezinhos”. Com o tempo fui descobrindo, aos poucos, que tinha um pai super zeloso em todos os sentidos. Foi por meio do álbum,preenchido em sua maior parte por minhas fotos – privilégios de primogênito –, que soube que o seu Aldo não temia viajar de avião. Se não me engano,ele foi um dos primeiros a pôr os três membros da família Jung – ele,minha mãe e esse que lhes escreve – em um aeronave que nos levou,imaginem,a Torres,no litoral gaúcho,a uma hora e meia de avião,partindo de Porto Alegre.

 

Ricardo Chaves,no Almanaque Gaúcho,que escreve diariamente em Zero Hora,pôs o seguinte título no seu texto do dia 5 de janeiro:” Intrépidos veranistas”. Creio que se referia aos gaúchos,principalmente os residentes em Porto Alegre. Quando fiquei sabendo que o meu primeiro contato com o mar se deu após uma viagem de avião,me dei conta de que quem viajava até Torres de várias maneiras,menos a aérea, – trem,vapor e estradas que não faziam jus ao nome pois levavam os veranistas sobre piso de areia,altamente perigoso, porquanto prontos para engolir automóveis dirigidos por motoristas desprevenidos – esses,sim,era de se tirar o chapéu para o peito deles.

 

Mas vá lá,viajar de avião,mesmo os “modernos hidro-aviões”,levando-se em conta a época, era algo preocupante para os menos corajosos,confiar na perícia dos pilotos.É verdade,como lembra Ricardo Chaves,que a velha e boa Varig ajudou muita gente – as que podiam pagar pela viagem aérea – a encurtar aquelas intermináveis viagens ao litoral. Hoje em dia,porém,o que a Varig tentou facilitar,ficou complicado com os engarrafamentos do trânsito,especialmente os ocorridos em fins de semana ou quando há feriados prolongados. Não bastasse isso,nunca estamos livres de motoristas desajustados,que bebem antes de dirigir e ultrapassam a velocidade permitida,pondo em perigo a vida dos bons pilotos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve às quintas-feiras, no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Eletropaulo fala de verão atípico para falta de luz e demora no atendimento

 

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Escrevo este texto um dia após ter enfrentado 10 horas seguidas sem energia elétrica em minha casa, local, aliás, onde também exerço parte das minhas atividades profissionais. E escrevo com a ansiedade de que a chuva não retorne à cidade de São Paulo com a força e o vento que têm caracterizado este verão, pois se isto ocorrer na Zona Oeste provavelmente haverá outra interrupção e novo prejuízo à produtividade. Desde o início de dezembro de 2014, registrei 12 protocolos por falta de luz, só neste ano foram quatro, os dois últimos, nos dias 11 e 12 de janeiro. É de causar indignação. Sentimento, aliás, compartilhado com quantidade enorme de paulistanos, pelo que percebo nas mensagens que recebo no Jornal da CBN.

 

Na noite de segunda-feira, havia ao menos 800 mil pontos sem energia elétrica na capital, e a cidade acordou, na terça-feira, com cerca de 540 mil sem luz, segundo informação da própria Eletropaulo. Houve casos de pessoas que chegaram a ficar quase 20 horas às escuras, alguns tendo de fechar seu comércio e outros perdendo comida armazenada na geladeira. A maior parte se sente desassistida pela concessionária ao ligar para a empresa e ser recebida apenas no atendimento eletrônico.

 

Confesso a você que pouco me importa se falo com alguém ou não, desde que o registro automático de minha reclamação gere conserto imediato. Por isso, prefiro enviar SMS para o número 27273 com a palavra Luz e o número da minha instalação (que você encontra na conta de luz). Esta é a mensagem que identifica falta de energia na sua casa ou no trabalho. Assim que você envia o SMS, a empresa retorna com o número do protocolo e uma previsão de restabelecimento de energia. Curiosamente, no início de dezembro, recebi mensagens falando em 2h40 e 3 horas para o conserto. Desde lá, porém, ninguém mais arrisca um prazo: “será efetuado o mais breve possível” diz o texto.

 

Hoje, após muita insistência, a Eletropaulo elegeu o vice-presidente de operações, Sidney Simonaggio, para das as explicações ao cidadão paulistano, em entrevista ao colega Thiago Barbosa, no CBN SP. Sontaggio disse que a Eletropaulo tem dos melhores desempenhos no setor com menos de quatro dias sem energia por ano e religação em até 1,8 horas, em média, para cada instalação. O cenário atual é bem diferente como podemos constatar na minha, na sua, na nossa casa. Mas a Eletropaulo tem uma justificativa: vivemos um período atípico com uma condição de chuva de verão que nunca se experimentou, com ventos que passam dos 80km/h, derrubando quantidade enorme de árvores e atingindo a rede elétrica.

 

Para atender este momento de emergência, a empresa diz ter cerca de 2 mil pessoas trabalhando na operação, sendo que funcionários de diferentes setores foram deslocados para atuar na rua e religar a luz “o mais breve possível”. Simonaggio diz estar incomodado com o fato de a empresa não ter condições de fazer previsão de restabelecimento de energia de forma mais exata. Diz que isso ocorre porque em muitos casos o conserto não depende apenas da Eletropaulo, já que para as equipes acessarem a rede é preciso retirar árvores e outros obstáculos.

 

Em relação a investimentos para amenizar o drama do paulistano, Simonaggio informou que, desde 2010, é realizado trabalho de reestruturação da rede com implantação de equipamentos que podem ser acionados à distância. Por exemplo, foram instalados 3 mil religadores que podem ser ligados ou desligados da central de comando, assim como foram trocados os reles de 1.750 circuitos de distribuição. Além disso, teriam aumentado as ações na área de manutenção da rede. Mesmo assim, alertou: “contra queda de árvore não tem rede nova ou rede velha, rede boa ou rede ruim, ela causa a destruição”.

 

A solução estaria em lei municipal em vigor em São Paulo, projeto que começa a tramitar no Senado e discussão pública na Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. O que os une: a migração da rede aérea para subterrânea. O que impede que avance: ninguém quer pagar a conta. A rede subterrânea é de 10 a 20 vezes mais cara do que a aérea. Em São Paulo, ficaria 16 vezes mais cara. Já se fez o cálculo de que cada quilômetro instalado sairia por R$ 6 milhões. A Eletropaulo sugere que as prefeituras assumam parte do custo, porque 70% do valor são obras físicas, que sejam criadas linhas de financiamento e deixa muito claro que a conta luz vai ficar mais cara.

 

Dadas todas as justificativas, fica apenas uma certeza. Na próxima chuva a luz vai acabar e “o restabelecimento será efetuado o mais breve possível”. Basta saber o que significa breve para a Eletropaulo.

Não culpem as árvores, culpem a Eletropaulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A lei municipal 14.023 de 2005 e regulamentada em 2006, assinada pelo então prefeito de São Paulo José Serra, exige o aterramento do cabeamento das concessionárias de serviço – rede elétrica, cabos telefônicos, TV a cabo e assemelhados. A lei obriga o aterramento de 250 km por ano.

 

Ressaltamos que ela ainda não foi cumprida. Prefeitura, concessionárias e demais prestadoras de serviço discutem os custos e suas responsabilidades e obrigações. Além disso, há contas a serem feitas, pois os números não são palatáveis. Tanto pela grandiosidade quanto pela falta de credibilidade recentemente atestada de algumas empresas.

 

Uma lei que obriga, mas não é cumprida. E, a mesma lei, se cumprida, precisaria bem mais que um século para resolver o problema. Como a rede paulistana tem 30mil km, e a obrigação é de efetivar 250 km por ano, levaremos 120 anos para cobrir o que existe. Sem considerar o inevitável crescimento.

 

Em relação às previsões de custos, estamos bem próximos do que ocorreu na Petrobrás e nos estádios da Copa. Há estimativa de R$ 2 milhões por km, enquanto outras apontam para R$ 5,5 mil por metro. Bem diferente da previsão que está no texto, de R$ 436 mil por km.

 

Uma hipótese que a Prefeitura está levantando é sistema da PPP onde as construtoras arcariam com a construção e alugariam às concessionárias.

 

Enquanto isso, a cada temporal ficamos sem energia em intervalos de tempo cada vez maiores. No escuro, onde claro é o fato de que a ELETROPAULO é a grande responsável. Enquanto o governador não cumpre a lei, e o prefeito não faz cumpri-la.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung.

Mundo Corporativo: Reinaldo Varela tem a receita para o sucesso da Divino Fogão

 

 

Apenas a marca não é suficiente para o sucesso de uma franquia no setor de alimentação. O aviso é do empresário Reinaldo Varela, fundador da Divino Fogão, que se iniciou com uma loja de rua, há 30 anos, e hoje está em 190 pontos localizados em shopping centers das capitais brasileiras e algumas das principais cidades do interior, no Brasil. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Varela conta que de cada três restaurantes que abrem apenas um permanece aberto. Ele explica que muitos franqueados se entusiasmam com a grife mas esquecem de que o investimento precisa ser feito em negócios com os quais tenham identificação.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN. E o programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. ​

Conte Sua História de SP: saudade de comer bisnaguinha com Diamante Negro

 

Por Giuseppe Carlo Tudisco

 

Após morar 40 anos na cidade de São Paulo, Zeppa Tudisco foi para Ribeirão Preto, no interior paulista, onde já vive há 12 anos e preserva sua saudade pela capital, como é possível perceber no texto enviado ao Conte Sua História de São Paulo:

 

 

Saudade das luzes azuis fritando as moscas nos bares bem menos freqüentados. Saudade de acabar a madrugada acabado no Sujinho. Dos jantares sociais completos. Dos amigos, sempre amigos e que sempre serão.

 

Saudade de meu pai me ensinando a comer bisnaguinha com diamante negro na padaria. Das cenas noturnas que apaixonam e assustam. Das cenas de cinema que escapavam da tela do Belas Artes e enchiam minha imaginação.

 

Saudade do dia que encontrei meu grande amor. Das horas de amor. Das batatas assadas na lareira. De ver meus filhos nascerem. Daquele cara do algodão doce do Ibirapuera. De minhas mãos soltando a bicicleta para o primeiro grande ato de liberdade independente de meus filhos.

 

Saudade de cada manhã de domingo. De cada gota de garoa que descia pelo vidro da janela. De cada riso, de cada lagrima, de cada espanto, de todo canto. Saudade de meu primeiro emprego, segundo, terceiro, quarto. Saudade do primeiro job.

 

Saudade do momento da nossa decisão de sair de São Paulo. De nossa partida pela estrada. Saudade de cada esquina, de cada encontro, de cada desencontro. Saudade de quase tudo dessa cidade. Cidade onde nasci duas vezes. Cidade que em mim sempre revive. 

 

Eita saudade de São Paulo.
Às vezes te difamo. Mas daqui sempre, sempre, sempre, te amo.

 

Zeppa Tudisco é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: envie o texto para milton@cbn.com.br

Qualidade na telefonia celular ainda é luxo, no Brasil

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Inúmeras são as pessoas que escutamos, diariamente, reclamarem do serviço de internet móvel 3G ou 4G e, também, da qualidade do sinal do telefone celular de todas as operadoras, no Brasil.

 

O uso de telefones celulares foi muito além do esperado nos últimos anos e as operadoras não estavam preparadas para o crescimento exponencial desta demanda, provocada, principalmente, por conta da acessibilidade aos “smartphones”.

 

De acordo com a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), em novembro de 2014, foram contabilizadas 280,4 milhões de linhas ativas no serviço de telefonia móvel no país. O uso da rede de internet também evoluiu. Se há alguns anos consumidores acessavam basicamente e-mails e sites, hoje o conteúdo é muito mais “pesado””: redes sociais, fotos e vídeos que exigem maior uso de dados da rede.

 

O Brasil precisa que as empresas de telefonia invistam em tecnologia de maior capacidade e melhorem a cobertura. O pior é que, independentemente de termos um serviço péssimo, pagamos muito: estudo divulgado pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) mostra que a cesta de serviços de telefonia celular no Brasil está entre as mais caras do mundo.

 

Uma simples comparação mostra o quanto é discrepante o valor que pagamos. Por exemplo, uma ligação efetuada de um celular da Irlanda para um telefone fixo no Brasil custa cerca de 9 centavos de Euro (mais ou menos R$ 0,31), e se for para um celular, 25 centavos de Euro (cerca de R$ 0,86). No Brasil, uma ligação efetuada de um celular pré-pago para um celular ou telefone fixo da mesma área de cobertura custa em média R$ 1,65 por minuto, enquanto que uma uma chamada efetuada de um celular do Brasil para um celular na Irlanda custa por volta de R$ 2,74 reais o minuto. O cálculo é baseado no serviço pré-pago que costuma ter custo maior de tarifação.

 

Serviço de telefonia móvel eficiente, com internet de qualidade, ainda parece algo inacessível em nosso país. Até quando seremos obrigados a pagar caro por um serviço extremamente deficiente?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que ilustra este post é da coleção de Freimut, no Flickr

Não culpem as árvores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Na cidade de São Paulo, as chuvas tão esperadas causaram a queda de 509 árvores nos últimos três dias do ano. Tal concentração potencializou o problema, ocasionando um efeito emocional generalizado. Acirraram-se os ânimos. Tanto daqueles que entendem a função das árvores quanto dos que, por comodidade ou por interesses comerciais, não gostam de árvores.

 

Se aos efeitos não cabe discussão, pois a danificação do sistema elétrico aéreo, a interrupção do tráfego e alguma morte foram visíveis, a causa desta desastrosa queda de árvores não se restringe aos ventos de 90 km/h. Ela está na origem, quando se deveriam escolher espécies adequadas à função específica a ser utilizad, e dentro das características de cada local. E, tem mais, o controle é essencial, para que não haja interferências deixando, por exemplo, pintar o tronco de cal, ou diminuir a área do solo, ou cimentar com mureta, ou podar errado, ou demasiado, ou mesmo não podar. Cupins, formigas, lagartas e demais pragas ficaram evidenciadas em várias árvores que tombaram.

 

Entretanto há mais causa. O entrave mais significativo é o sistema elétrico com linhas aéreas. As linhas subterrâneas, mesmo com seus altos preços, resolveriam o problema definitivamente. De acordo com matéria de 2012 da Revista Planeta, de Elisa França, a engenheira Giuliana Velasco da ESALQ informou que a implantação da rede convencional custa entre R$ 54 mil e R$ 67 mil por quilômetro, a aérea compacta entre R$ 36 mil e R$ 62 mil, e a subterrânea cerca de R$ 436 mil por quilômetro.

 

A solução subterrânea, se considerarmos a redução nos custos de manutenção e as vantagens advindas quanto à liberdade e estética, pode ser viável. Pois estará liberando a plenitude das vantagens da arborização urbana, que não são poucas:

 

– Purificação do ar pela absorção de poeiras e gases tóxicos.
– Melhoria do clima, retendo a umidade do solo e do ar.
– Ajuda no sistema hídrico ao favorecer a infiltração da água no solo.
– Amortecimento de ruídos.

 

Se o curto prazo e a superficialidade predominarem também neste caso pelo menos não culpem as árvores.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Política inovadora somente nas resoluções de Ano Novo

 


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No desejo de que o Brasil reencontre seu rumo, o ex-presidente Fernando Henrique, em artigo publicado no Estadão desse domingo, trata da necessidade de se inovar na política nacional com os dois principais partidos, PSDB e PT, ao lado de novas forças políticas – tais como a Rede e o Partido Novo – incorporando em suas crenças e prática o que ele identifica como sendo algo mais contemporâneo. Sugere que “olhem para as questões da sustentabilidade, da mobilidade urbana, da segurança, educação e saúde, entendendo as funções do mercado e do Estado no século 21”. Nesta lista de temas pede para que não tenham medo das mudanças de estilos de vida e não fujam da discussão sobre a regulamentação das drogas.

 


Mais do que mudanças temáticas, Fernando Henrique propõe passos iniciais para a reforma política reivindicada com mais vigor após as manifestações de 2013 mas que nada avançaram desde lá. Sugere a aprovação da cláusula de barreira, que exige de partidos número mínimo de votos em âmbito nacional e em certo número de Estados para lhes assegurar plena representação no Congresso, acesso ao Fundo Partidário e ao horário gratuito na TV. Inclui ainda a proibição de coligações entre partidos nas eleições proporcionais; e a proibição do uso de marketing político nas TVs, que seriam usadas apenas para debates entre candidatos ou para suas falas diretas à audiência.

 


Tenho dúvidas sobre o impacto em relação a formação do eleitor caso se modifique a forma de se fazer campanha eleitoral no rádio e na TV, pois corre-se o risco de se reduzir ainda mais o interesse por estas peças que, mal ou bem, esclarecem algumas propostas dos candidatos, partidos e coligações. Com certeza, porém, um das grandes distorções do nosso processo eleitoral começaria a ser corrigida que é o custo das campanhas. Como referência, apenas neste ano, se gastou R$ 5,1 bilhões, de acordo com as despesas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Valores que nos levam a outro problema a ser atacado na legislação atual: a doação para as campanhas.

 


Em seu texto, o ex-presidente sugere que “o financiamento privado, se mantido, deve limitar-se a algo como R$1milhão por conglomerado de empresas, dado apenas a um partido, e não a todos, o que cheira corrupção”. Já o financiamento da pessoa física seria livre, desde que limitado em valores. Outra mudança que considera ser bem mais difícil por sua audácia: introduzir em caráter experimental o voto distrital nas eleições para as Câmaras Municipais, abrindo espaço para se estender a prática às eleições estaduais e nacionais em um futuro quando se teria menos e mais bem definidos partidos.

 


O Congresso Nacional já têm em mãos projetos de lei e propostas de iniciativa popular que mexem nas regras eleitorais brasileiras. O próprio Supremo Tribunal Federal – STF foi provocado inúmeras vezes a se pronunciar em ações judiciais que questionam a legislação atual. Nem o Legislativo nem o Judiciário parecem interessados em avançar nestes aspectos. Apenas para registro: desde abril do ano passado, o ministro Gilmar Mendes deve uma resposta à nação em ação que proíbe as doações de empresas privadas para campanhas políticas. Seis ministros já votaram a favor mas o processo emperrou desde o pedido de vistas feito por Gilmar Mendes.

 



A opinião de um ex-presidente da República que teve a relevância de Fernando Henrique poderia nos oferecer alguma perspectiva de avanço na reforma política, neste início de legislatura, mesmo que não fosse no sentido pleno em que ele propõe até porque outras estão por aí em discussão e com bons argumentos a nos convencer da sua utilidade para a melhoria da prática política no país. Porém, como se sabe, o fato de uma ideia vir abaixo-assinada por integrante de um partido político, especialmente se for da oposição, a inviabiliza. Passa a ser bombardeada de imediato pelos grupos que estão nos demais espectros políticos independentemente da qualidade do que é apresentado. Em lugar de provocar a reflexão, gera a agressão, porque, no Brasil, política inovadora, por enquanto, é apenas resolução de fim de ano, daquelas que se acabam na primeira semana do novo ano.

 



A foto publicada neste post é da galeria de Favaro Junior,no Flickr,e segue a licença creative commons