As vantagens de ter 60 anos (ou mais)

 

De passagem pelo blog, nosso comentarista Julio Tannus, recomendou a leitura de texto que encontrou na rede, gostou e adaptou para nós, o qual se refere aos benefícios da velhice. Ele disse que o original circula como sendo de autor desconhecido. Se você conhecê-lo, nos avise. De qualquer forma, é uma boa reflexão para um país que está envelhecendo em alta velocidade como demonstram as estatísticas mais recentes:

 

As vantagens de ter 60 anos (ou mais). Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo … Eu não me censuro por comer biscoitos, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou ficar no computador até as quatro horas da manhã e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60, e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido … Eu vou chorar muito. Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles também vão envelhecer. Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode seu coração não se quebrar quando você perde um ente tão querido, ou quando uma criança sofre ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Sou grato por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e minha barba branca, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem brancos. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, eu gosto de ser velho. Eu gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias. Que nossa amizade nunca se separe porque é direta do coração!

Avalanche Tricolor: a melhor defesa do Campeonato Brasileiro

 

Grêmio 1 x 0 Chapecoense
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Desde antes de a partida se iniciar, ouvi os comentaristas fazendo projeções para o Grêmio. Somavam os três pontos possíveis, nos colocavam entre os cinco primeiros e na disputa pela vaga na Libertadores. Ficará a apenas três pontos do vice-líder, ressaltavam. Ledo engano. A vitória nos colocaria, como nos colocou, a dez pontos do líder, pois esta tem de ser nossa meta por mais complexa que pareça diante dos compromissos que temos e da vantagem do adversário que ponteia a competição há uma sequência invejável de rodadas.

 

Claro que para sonhar tão mais alto como proponho seria interessante aumentarmos nossa produtividade no ataque. Menos mal que na partida de hoje marcamos cedo, aos sete minutos, e diante de uma belíssima jogada. Geromel, que nos dá segurança lá atrás, em lugar de dar um chutão lá pra frente, preferiu lançar Barcos. Nosso goleador teve categoria para matar a bola e entregá-la para seu companheiro de ataque, Luan, que perdeu o drible diante do goleiro mas proporcionou a sobra para Dudu fazer o gol que procurava incessantemente. Desde abril não fazia o seu, apesar da participação intensa em quase todas as partidas que disputou. A corrida em direção a Felipão e o abraço que deu no treinador foi o agradecimento à confiança do técnico que reconhece a utilidade do baixinho da camisa 7 tanto no ataque quanto na defesa.

 

O gol logo cedo apenas inverteu o sofrimento das partidas anteriores quando deixávamos para marcar nos minutos finais. Ficamos os demais 88 minutos, incluindo nesta conta os acréscimos, desperdiçando contra-ataques e nos defendendo. Verdade que nos defendemos muito bem. Estamos a sete jogos sem perder, completamos cinco seguidos sem tomar gol e temos a defesa menos vazada do campeonato com apenas 14 gols. Têm méritos Marcelo Grohe, que chegou a marca de 626 minutos sem gols, Rhodolfo, que atua como um xerife lá atrás, e Geromel, que ganhou a posição com personalidade (fará falta no meio da semana). Mas sejamos justos, se o time funciona é porque o sistema defensivo (não apenas a defesa), do qual fazem parte todos os jogadores em campo, é um sucesso. E este sucesso se deve a tomada de espaços, a movimentação constante e a entrega de cada um dos jogadores, fatores que devem ser creditados a Felipão.

 

Para que meu sonho (quase uma ilusão) se realize, apenas a eficiência na defesa talvez não seja suficiente. Mas enquanto o ataque não marca mais, melhor que a defesa continue marcando muito.
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A foto deste post é do site Gremio.net

Conte Sua História de SP: o escocês que se apaixonou pela cidade

 

No Conte Sua História de São Paulo você ouve o depoimento de Barry Michael Wolfe ao Museu da Pessoa. Barry é escocês, nascido em Glasgow, em 1955. Criança, sonhava ser Sherlock Holmes e se divertia ao andar de terno, gravata e chapéu espiando as pessoas. Virou advogado, ainda na Escócia. Conheceu o Brasil pelo filme “Gabriela, Cravo e Canela”, e nas músicas de Vinícius de Morais. Apaixonou-se. Em Londres, chegou a tocar tamborim em uma escola de samba. Mas só conheceu o país, em 1986, a convite de um amigo que comandava grupo de investidores estrangeiros. Aqui, esteve no Rio e São Paulo, em visita que antecederia sua decisão de se mudar definitivamente para viver no Brasil:

 

 

Barry Michael Wolfe é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa (assista à entrevista completa aqui). Você também pode registrar a sua história, agende entrevista em audio e vídeo pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Se quiser, conte sua história por escrito e envie para o e-mail milton@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br.

Mundo Corporativo: Victor Baez fala sobre fusão e aquisição de empresas

 

 

O sucesso de uma fusão pode estar no detalhe, alerta Victor Baez, consultor e sócio da Heartman House, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Especializado em gestão de mudanças, Baez chama atenção para estratégias que devem ser adotadas pelos agentes e empresas envolvidos em um processo de fusão ou aquisição: “por exemplo, na época do controle, você ter fifty-fifty é a fórmula do fracasso; quando você consegue com cuidado, com destreza, com tino, você consegue que alguém tenha 50,1% e outro 49,9%; fica muito mais fácil.” Na entrevista concedida ao jornalista Mílton Jung, o consultor também fala dos cuidados em relação a força de trabalho, a medida que fusões e aquisições sempre causam demissões, exigindo sensibilidade por parte dos gestores com o objetivo de não desperdiçar talentos e esforços.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Realizam o Mundo Corporativo: Paulo Rolfo (produção), Douglas Mattos (edição) e Ernesto Foschi (técnico de áudio e vídeo)

O que os bancos no Brasil podem aprender com o mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Jóias. Carros. Iates. Aviões privativos. Engana-se quem pensa que o mercado do luxo inclui apenas esses ícones, digamos, mais cobiçados por todos nós, mortais, em nossos sonhos. Dentro desse mercado seleto, que atrai olhares do mundo, não podemos deixar de falar das instituições financeiras, como os principais bancos que atuam no Brasil.

 

De alguns anos para cá, bancos de varejo criaram uma plataforma “premium” para atender clientes de alta renda. Com essa proposta, bancos como Itaú (Personnalité), Bradesco (Prime), HSBC (Premier), Citibank (CitiGold) e Santander (Select), apostam na estratégia de tratar de forma diferenciada seus clientes, oferecendo produtos financeiros atrativos, cartões de créditos como Mastercard Black e Visa Infinite, seguros exclusivos, atendimento personalizado em agências bem decoradas e privativas, entre outros.

 

Em média, a renda mínima exigida para abertura de conta nesses segmentos é entre R$ 8 mil e R$ 10 mil mensais, variando de um banco para outro. O Banco Safra, diferentemente dos bancos citados acima, não atua no varejo comum, apenas no segmento de alta renda, sendo um dos mais tradicionais e elitizados do país, exigindo depósito inicial de R$ 50 mil para quem pretende ser cliente pessoa física.

 

Quanto maior o volume financeiro, mais benefícios os clientes recebem. Muitos dos fundos de investimento, em geral os mais atraentes, contam com taxas de administração menores do que as dos fundos comuns e, geralmente, exigem quantia mínima de aplicação, que pode variar conforme o fundo e o banco. Outro benefício comum é a redução ou até mesmo isenção de tarifa, que também varia de acordo com o total aplicado em cada instituição.

 

Agências agradáveis, cartões de crédito exclusivos, investimentos atraentes são, sem dúvida, benefícios valiosos. Porém, o serviço prestado é a parte mais delicada, que exige atenção dessas empresas para conseguir a fidelidade de seu cliente bem como fazê-lo atingir a satisfação completa. E por que não superar as suas expectativas?

 

Problemas muito comuns em alguns desses bancos ainda persistem: falta de retorno a e-mails e em outras formas de contato oferecidos para o cliente, alguns profissionais despreparados, falta de proatividade no atendimento, e desconhecimento dos produtos em geral. Além disso, carecem de vivência no universo do luxo, universo no qual já circulam seus clientes. Sem esta experiência como entender a necessidades de correntistas com exigências tão singulares?

 

É imprescindível a profissionalização do quadro de pessoal, havendo a necessidade de treinamento e capacitação. Expandir o conhecimento e compreender melhor o mercado do luxo são ferramentas fundamentais para os profissionais de bancos ou qualquer outro segmento. É imprescindível que os bancos no Brasil entendam o luxo como uma atividade de negócio e tenham consciência de que aprender com este segmento as melhores práticas de gestão pode representar diferencial competitivo.

 

Tanto quanto oferecer os melhores produtos, é preciso atendimento impecável.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: Grêmio é o nosso grito!

 

Grêmio 0 x 0 Santos
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Grêmioooo, Grêmiooooo, Grêmioooooo!

 

Foi esse o grito que marcou boa parte do jogo desta noite de quinta-feira. Houve vaias, também. E vaias contra Aranha e contra o Santos. O goleiro entendeu que a reação do torcedor foi apoio à injúria racista da qual ele foi vítima na última passagem por Porto Alegre. Há quem pense que tenha sido apenas ato de repúdio à eliminação da Copa do Brasil, punição imposta por um tribunal de comportamento questionável – afinal, outros clubes não sofreram pena semelhante quando seus torcedores se envolveram em cenas de violência e morte. Outros dizem que o goleiro, hoje, se transformou em alvo não pela raça, mas pela pirraça. Prefiro não entrar nessa bola dividida, pois, como torcedor que sou, e não escondo esta minha faceta, temo que minha opinião nesta hora seja julgada mais pela minha paixão do que minha razão. Além disso, confesso a você, caro e raro leitor desta Avalanche, que tenho tido cada vez mais dificuldade para explicar o comportamento do ser humano, talvez pela própria complexidade das relações contemporâneas. Diante disto, peço licença para me ater ao grito de incentivo.

 

Fiquei feliz ao ouvir o torcedor cantar o nome do Grêmio, pois esta deve ser nossa verdadeira marca nos estádios por onde passarmos. Invejo as torcidas que sabem empurrar o time para cima do adversário, mesmo quando este não apresenta futebol à altura de uma vitória. E vibro ao perceber nossos torcedores dispostos a protagonizar este papel. Na época em que minha presença era frequente nos estádios – e isto foi na era do Olímpico Monumental – assisti muitas vezes ao Grêmio ser levado nas costas por seu torcedor e a arrancar vitórias praticamente impossíveis. Hoje, nos minutos finais da partida, mesmo que a impaciência já parecesse tomar conta de todos nós – eu estava que não me aguentava mais no sofá diante da televisão -, havia torcedores incentivando e acreditando em um lance fortuito que levasse a bola para dentro do gol adversário.

 

Não se espante com o fato de ter dedicado dois parágrafos desta Avalanche a falar da torcida. Prefiro isto a ter de criticar a falta de alternativas do nosso time, aos erros constantes e irritantes de passe, as poucas opções de jogadas e a criatividade limitada que marcou nosso desempenho nesta noite. Se cabem palavras positivas ao que assistimos em campo, deixo registrado meu contentamento com a forma segura com que a defesa gremista tem se comportado nos últimos jogos. Foi este setor que reduziu o risco de tomarmos gols do adversário, garantiu um ponto a mais no campeonato e a subida de uma posição na tabela de classificação.

 

A chegada ao G4 fica para domingo que vem. E com o grito que deve ser a nossa verdadeira marca: Grêmioooo, Grêmiooooo, Grêmioooooo!

Quem não ouviu Lupicínio, perdeu a mágica

 

Por Milton Ferretti Jung

Esses moços,pobres moços,
Ah,se soubessem o que eu sei,
Não amavam,
Não passavam aquilo que
Eu já passei…

 

Como de hábito,acordei cedo nesta terça-feira,dia em que já levanto pensando no que escreverei para o blog capitaneado pelo Mílton. Já na primeira edição do Jornal da CBN,fui alertado para um fato que começou a ser comentado desde muito cedo e que de maneira alguma eu não abordaria no texto que o meu filho posta na quinta-feira:neste 16 de setembro,um dos maiores sambistas deste país,o meu patrício Lupicínio Rodrigues estaria fazendo 100 anos. Fiquei muito satisfeito ao ouvir,durante o Jornal,elogiosas referências ao compositor,autor de inúmeras músicas que fizeram grande sucesso em uma época na qual o Lupi teve de concorrer com inúmeros sambistas altamente criativos. Afora o seu vasto repertório de músicas populares,Lupicínio Rodrigues só deixou de lado o samba para assinar o Hino do Grêmio. Reza a sua biografia que Lupe,como era chamado desde pequeno,cultivava três grande paixões:a música,o bar e as mulheres. Será que exagero se acrescentar uma quarta paixão às outras três? Lupicínio não comporia o Hino do Grêmio se não fosse torcedor do Imortal Tricolor. Se ele tivesse criado apenas esta música, eu seria seu fã.

 

Abri o meu texto desta quinta-feira lembrando o início daquele samba que ele chamou de “Esses Moços”,um dos meus preferido dentre o seu vasto repertório. E olhem que é difícil pinçar uma de suas criações no meio de tanta música inspirada. Criei-me em uma época de grandes sambistas e quando virei locutor de rádio,Lupicío Rodrigues,o velho Lupe,já encantava os ouvintes das duas únicas emissoras nas quais trabalhei,fora,é claro,a Voz Alegre das Colina,o serviço de alto-falante que rodava sambas de um compositor que inventou o termo dor-de-cotovelo ou,se fosse sob “a égide” da nova ortografia,sem hífen. Desculpem-me,mas já estou aproveitando ouvir no meu computador, para matar a saudade, os sambas de Lupe. Quem não ouviu Lupicínio,perdeu a mágica.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Excessos e faltas nas comunicações

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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“Não vá com tanta sede ao pote” ou “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Excelentes e oportunos alertas da cultura popular aos excessos. E se aplicam muito bem aos usos e abusos que estão impregnando as atuais comunicações. Pessoais e empresariais.

 

Diante de tantas facilidades de comunicação com o advento de meios eletrônicos, mais e mais alternativos e dinâmicos, estamos exagerando.

 

Como pessoas físicas, os recursos dos equipamentos móveis e seus aplicativos têm facilitado em muito o nosso dia a dia. Casa, filhos, trânsito, compras, diversões, etc. Ao mesmo tempo o conforto e o prazer dos modernos aplicativos têm sido interrompidos ou corrompidos pela mesma facilitação. O celular no clube, no carro, no restaurante, no cinema, no teatro, no aeroporto, no avião é, algumas vezes, cômodo e incômodo para nós e, sempre, desagradável para os vizinhos. E, definitivamente, para os acompanhantes. Cenas em restaurantes em que se veem todos conversando ao telefone estão se tornando comuns. Colocando os ausentes como presentes e os presentes como ausentes.

 

Entretanto, o fato é mais grave no âmbito empresarial. Além da dificuldade há muito existente quando se procura os serviços de atendimento ao cliente e se fala apenas com gravações, surge hoje uma tendência nos sites corporativos em omitir o telefone para contato. Se você quiser um contato comercial, é obrigado a seguir o canal único do e-mail. Falar com o gravador é para o SAC; sobre negócios, apenas o e-mail. Único. Para o bem dos burocratas e a infelicidade geral da nação que apanha em produtividade. Sem emoção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mantenha-se em forma, exercite sua cidadania!

 

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Exercitar a cidadania é como fazer atividade física. Todos sabemos da importância para garantir uma vida com qualidade, ameaçamos iniciar a qualquer momento, às vezes até iniciamos, mas levar a tarefa em frente é obra árdua. Por isso, não me espanta que ao participar em diferentes atividades encontro quase sempre as mesmas pessoas: uns na organização, outros na agitação; tem os que sempre pedem a palavra e os que preferem ouvir; às vezes, estão todos juntos, mas em papéis trocados. Se a cena talvez cause desânimo em alguns batalhadores, para mim é a prova de que não podemos desistir jamais pois temos uma missão relevante na sociedade: mostrar que a luta cidadã é transformadora.

 

Já conversei com você, caro e raro leitor deste blog, que, a primeira reunião presencial da rede Adote um Vereador, em 2014, mostrou-me o verdadeiro valor desta ideia que lançamos há seis anos. No entorno da mesa do café do Pateo do Collegio, centro de São Paulo, havia uma dezena de pessoas, poucas ligadas diretamente ao Adote, todas motivadas a atuar em favor da comunidade em que vivem. Ser indutor das discussões políticas pelo cidadão é uma de nossas funções, por mais pretensiosa que possa parecer. E naquele momento enxerguei em volta da mesa pessoas que acreditavam no seu poder de transformação.

 

No sábado, estivemos mais uma vez no encontro que realizamos mensalmente no Pateo. Havia poucas e boas histórias sendo contadas, que passavam desde a vigilância à atuação dos vereadores-candidatos – que acabaram de ser avaliados pelo Movimento Voto Consciente – até a propaganda eleitoral, que insistem em colocar no lugar errado. A propósito, conta-me Alecir Macedo, com aval do Cláudio Vieira, ambos integrantes de primeira hora do Adote um Vereador, que as reclamações feitas ao Tribunal Regional Eleitoral, inclusive com foto de irregularidades, têm retornado com a informação de que nada foi encontrado. A dúvida deles é se os fiscais estão indo aos locais certos. Talvez tenham de levar esta bronca até o Ministério Público Eleitoral, outro órgão capacitado a por ordem na bagunça eleitoral que se transformam nossas cidades, neste período.

 

Outro tema interessante quem nos trouxe foi Ruth Pereira, conselheira da Subprefeitura do Aricanduva, na zona leste da capital paulista, que seguidamente está na nossa companhia. Ela nos convidou a pensar sobre a produtividade e funcionamento dos conselhos de representantes – organismos que começaram a atuar neste ano, em São Paulo -, a medida que as reuniões costumam reunir número pequeno de participantes eleitos pela cidade. Percebe como é difícil mobilizar pessoas em torno da ideia da cidadania? Ela lembra que, neste momento, alguns conselheiros estão mais envolvidos com as campanhas eleitorais de seus candidatos na região do que nas discussões locais. Além disso, reclama que a infraestrutura oferecida aos conselhos está aquém do necessário, muitas vezes com salas dentro da sede da subprefeitura, mas sem acesso a telefones e internet. Ou seja, os conselheiros têm de usar seu próprio equipamento se houver necessidade de levantar alguma informação relevante para o trabalho deles.

 

Estruturar os conselhos de representantes; controlar os abusos cometidos na campanha eleitoral; provocar novos parceiros a exercitar a cidadania. Esses são apenas alguns dos muitos desafios a serem enfrentados por quem se dispõe a ajudar na luta pela melhoria do ambiente urbano. Há os que o fazem por outros meios, usam ferramentas disponíveis na internet, atuam em seus grupos sociais, às vezes até mesmo dentro da família, orientando e educando seus mais próximos. O importante é que este exercício seja permanente.

 

Se você estiver precisando de uma forcinha para começar a colocar o corpo em forma, sugiro ouvir o Márcio Atalla. Já se quiser exercitar a cidadania, pode conversar com a gente do Adote um Vereador. Estamos à disposição!

Avalanche Tricolor: piano piano si va lontano

 

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Campeonato Brasileiro – Arena Independência

 

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Antes de começar a rodada, costumo passar os olhos na tabela de classificação, identificar os adversários mais próximos, projetar os resultados e calcular em que posição ficaremos ao fim dos jogos. Claro que na minha rodada imaginária, independentemente de onde e de quem estivermos enfrentando, o Grêmio soma os três pontos da vitória, sempre. Os demais perdem ou empatam. Às vezes até seria bom que todos empatassem. Afinal, se posso sonhar, e o time atual tem nos oferecido esta oportunidade, porque não sonhar com o resultado ideal. Curiosamente, apesar de o exercício que realizo, rodada após rodada, sempre acabo desistindo de acertar as combinações de resultados, não perco meu tempo secando os adversários e foco o olhar no Grêmio. Fico na torcida para que se dê um passo definitivo para dentro do G4 e nos aproximemos dos líderes, pois como bem sabe você, caro e raro leitor desta Avalanche, ainda acredito nas nossas chances.

 

Minhas projeções otimistas também revelam em parte minha ansiedade de alcançar logo o que buscamos há tanto tempo. Quero ver o Grêmio o mais breve possível entre os primeiros, quero vê-lo campeão. Tenho consciência, porém, que me cabe guardar esta impaciência e aguardar os resultados. Nossa conquista está em construção e não virá de uma hora para outra; uma caminhada na qual temos de conquistar o maior número de “três pontos” possíveis – inclusive fora de casa -, enfrentaremos alguns empates e, infelizmente, vamos amargar uma ou outra derrota. É inevitável em competição tão longa quanto o Brasileiro. Na partida que fechou a rodada deste domingo, a vitória seria o ideal, um diferencial, pois a conquistaríamos na casa de um adversário que praticamente não perde por lá. Mas nosso time e nosso técnico sabiam que a paciência seria a principal estratégia. Levar para Porto Alegre um ponto pelo empate não nos colocaria no G4, mas próximo de alcançá-lo. A maior vitória não sairia do Independência, mas do conjunto de uma obra que começou a ser construída há algumas rodadas com a reorganização do time, o reposicionamento de alguns jogadores, o equilíbrio na marcação dos zagueiros, a segurança imposta pelos três volantes e a movimentação dos homens mais à frente.

 

Ainda temos muito a crescer e alguns jogadores precisam melhorar a produtividade, mesmo assim enfileiramos quatro vitórias e um empate nas últimas cinco rodadas, e no meio da semana voltaremos para Casa para mais uma partida recheada de nuances pelo passado recente. Felipão, da família Scolari, que tem Verona em sua origem, sabe como ninguém pronunciar, com sotaque e tudo mais, um velho provérbio italiano: piano, piano, si va lontano.

 

A foto deste post é do site Gremio.net