O luxo de permitir-se à reflexão!

 

Por Ricardo Marins

 

 

Esse época de fim do ano é inevitável fazermos um balanço. Seja pessoal, profissional, espiritual, é um momento em que muitos se permitem essa reflexão. Eu, pessoalmente, de uns tempos pra cá procuro fazer esse balanço/reflexão durante o ano todo, até porque não dá para esperar um ano para mudar o que devemos em nossas vidas. Penso eu. O tempo passa muito rapidamente e cabe a nós buscarmos o que nos falta, corrigir o que nos parece errado e aprender o que ainda não conhecemos….sim, sempre temos algo novo a aprender…

 

Nessa reflexão, para mim particularmente, sempre há agradecimentos. Um agradecimento interno de tudo que aprendi, conquistei, sonhos que realizei. Nunca conseguimos tudo e no prazo que gostaríamos, mas a gratidão é essencial para seguirmos em frente. Gratidão pelo que conquistei, pelas Amizades que cativei, pelos Negócios que realizei, por ter poucos e bons queridos ao meu redor…

 

Ser convidado pelo meu querido amigo e autor deste blog, Mílton Jung, foi um dos privilégios que conquistei neste ano. Um espaço democrático, com temas diversos, comentários bacanas, enfim…um ambiente de credibilidade altíssima e que dá prazer contribuir e fazer parte. Ser admirador da pessoa e do profissional Mílton Jung foi um dos fatores que mais colaboraram para a minha inspiração nos textos. Afinal, quando a gente admira uma pessoa, seja ela uma figura pública ou não, dá muito mais prazer em entregar o melhor.

 

Admiração, aliás, penso eu, que é um luxo. Pare para pensar quantas pessoas ao seu redor você admira. Podemos gostar de muitos, amar poucos, mas admirar…bem poucos!

 

Que 2014 seja um ano luxuoso para todos vocês que nos acompanham aqui no blog, Independentemente do significado de Luxo para cada um, que sabemos que é algo muito particular e subjetivo. Pra mim, Luxo é vivenciar experiências inesquecíveis, ter tempo para estar ao lado das pessoas que gostamos e admiramos, liberdade para fazer o que queremos…ou seja, que 2014 seja repleto de boas sensações a todos nós! E o mais importante: o meu muito obrigado a todos vocês pelas visitas ao blog e por lerem os meus artigos. Afinal, agradecer é sinônimo de respeito e de educação, dois artigos em extinção no mundo moderno….feliz ano novo!

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Do tico-tico à bicicleta de Natal

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Costumo escrever o texto para o blog do Mílton Jung nas terças-feiras. Sempre fico preocupado,entretanto,apesar de ser macaco velho neste tipo de função,com a escolha do assunto a ser abordado,apesar de todas as redações que produzi em minha longa carreira na Rádio Guaíba. São de minha lavra os textos de vários discos narrando feitos notáveis da dupla Gre-Nal e da Seleção Brasileira. Seja lá como for,obrigo-me, também, a guardar os jornais da semana,eis que esses talvez sirvam ao meu propósito.

 

Estou,porém,redigindo, na terça-feira, o que será postado na quinta com um assunto que,pela sua data,23 de dezembro,é véspera de Natal. Natal me traz lembranças de todas espécies.Em sua maioria são boas. Claro,as primeiras veem da minha infância. Quando eu era um meninozinho o meu avô por parte de pai,que morava conosco,construiu,com a sua habilidade de marceneiro,embora fosse vidreiro de profissão,um tico-tico bem mais forte do que os vendidos no comércio;um caminhão poderoso,com o qual eu podia brincar de bater nos dos meus amiguinhos,sem que sofresse dano algum,e outros brinquedos capazes de fazer a minha alegria a cada novo Natal.

 

Adolescente,o presente que vivia esperando dos meus pais era uma bicicleta. O Natal chegava. E o cobiçado presente não. E vinha um novo Natal. E nada de encontrar embaixo da árvore natalina a sonhada bicicleta. Foi,todavia,em um desses Natais que a minha irmã ganhou a bicicleta dela,enquanto eu fiquei,novamente, a ver navios. Acho que nunca fui capaz de pedir ao meu pai – era ele quem resolvia quem deveria ser mais bem presenteado – por que nunca fazia por merecer uma bicicleta. Os pais da minha época não eram tão comunicativos como fui com os meus filhos. Não faziam isso por mal ou porquanto gostassem menos dos seus rebentos do que os mais modernos.

 

Já tive a oportunidade de escrever, no espaço que estou usando no blog do Mílton,como acabei ganhando o presente natalino que me era negado. Quem, por acaso,leu a história do dia em que deixei de pedir emprestada a bicicleta de um amigo para que eu desse “uma voltinha”,faça de conta que não a viu. Eu sempre fui um péssimo aluno em matemática.Não apreciava as ciências exatas. Gostava,isto sim, de português,história e geografia. Como de hábito,fiquei em segunda época na danada que detestava. Estudei com um professor particular pouco antes do exame e captei o suficiente para não perder o ano. Sabem com que prêmio o meu pai afirmo que me daria se passasse? Uma bicicleta.

 

Bem no início da rua em que eu morava,na Zona Norte de Porto Alegre,havia uma loja que comercializava máquinas de escrever. Essa,resolveu por à venda uma…bicicleta. Era uma Sueca Centrum,com guardalamas e aros de alumínio,além de outros acessórios. Tratava-se de um bicicleta luxuosa e,evidentemente,a mais cara dentre as concorrentes. Aproveitei-a ao máximo,pedalando na minha zona,chegando ao centro e a locais mais distantes para passear com os amigos. O sonhado presente de Natal se tornou o mimo conquistado em um bem sucedido exame de segunda época

 

Como pai,vivi vários natais no período em que os meus filhos moravam comigo e com Rute,a mãe deles,que faleceu logo após a minha volta,em 86,da Copa do Mundo. Na véspera do Natal,em cuja noite os presentes eram distribuídos,seguíamos um programa imutável anos a fio. Eu levava os meus três filhos de carro até o topo do morro no qual se concentravam três emissoras de televisão e de onde se tinha uma vista magnífica de Porto Alegre. A mãe das crianças ficava em casa dando os últimos retoques na tradicional e espinhosa árvore de Natal e colocando aos pés dela – árvore,claro – os presentes da família. Agora,com 78 anos,sou mais do que pai,virei avô de quatro netos:dois nascidos e moradores da minha cidade – os do Christian e da Lúcia,Vivi e Fernando – que posso visitar no Natal. Já com o Gregório e o Lorenzo,filhos do Mílton e da Abigail,que nasceram e moram em São Paulo,geralmente fico apenas,por telefone, lhes desejando Feliz Natal.

 


Milton Ferretti Jung é jornalsita, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Existe coisa melhor do que viver?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O novo salário mínimo de R$ 724,00, a vigorar em seis dias, traz um indicador que reflete um desfavorecimento significativo aos aposentados que contribuíram acima da base. Em 10 anos o teto passou de 10 vezes para 6 vezes o menor valor. Ou seja, hoje o teto do INSS será fixado em R$ 4 392,00 enquanto em 2004 equivalia a R$ 7 240,00. Enquanto as aposentadorias são reajustadas pela inflação, o salário mínimo ainda recebe o incremento da economia de dois anos antes.

 

Aparentemente é um mecanismo justo sob o aspecto social. Em 10 anos o teto será de 5 vezes o piso, e se mantido chegará à igualdade . Entretanto este sistema deverá inibir as contribuições acima do piso, reduzindo a arrecadação e gerando desequilíbrio. É tema a ser definido em 2015. Mesmo porque os valores não correspondem à realidade de parte dos pensionistas.

 

A situação é agravada pela longevidade alcançada hoje, a ponto de se questionar se viver, que indubitavelmente é a melhor coisa da vida, é indefinidamente um bem. A esse respeito o portal UOL divulgou segunda feira matéria de Richard Lilash no New York Times que aborda debate com especialistas em envelhecimento cujo tema vai fundo no ponto crucial: “Viver mais é uma benção ou uma maldição?”

 

Sarah Harper, gerontóloga britânica e fundadora do Instituto do Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford, observou a transição demográfica que não foi prevista, apresentando queda acentuada da taxa de natalidade, ao mesmo tempo em que a longevidade surgida também não foi considerada no grau que ocorreu. Segundo Harper, isto gerou quatro pontos a serem analisados.

 

1. O conceito de sucessão geracional, isto é a transmissão de posse, poder, riqueza e status de uma geração para outra. O alongamento das vidas irá modificar a validade destes valores.

 

2. O período dos estudos e do trabalho será menor que o período da aposentadoria. Como equilibrar estas fases?

 

3. O contrato geracional que estípula que você cuida dos filhos que cuidarão de você no futuro, poderá estar prejudicado, se considerarmos uma longevidade acentuada. Se você tiver 80 anos e seus pais 100 anos quem cuida de quem?

 

4. O sistema de saúde precisará se adaptar ao fato da morte estar sendo postergada, ao mesmo tempo em que será preciso manter todos saudáveis.

 

À questão recorrente “Existe coisa melhor do que viver?” respondemos “Sim, viver bem”.

 

FELIZ NATAL

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Encontros de Natal

 

Por Nei Alberto Pies
professor e ativista de direitos humanos.

 

Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.
É o desejo mais sincero de do que cada xícara se encha com bênçãos ricas e eternas,
e de que cada caminho nos leve à paz”. (Agnes Pharo)

 

A festa de Natal permite que revivamos os dramas, as alegrias, os encontros e os desencontros familiares. As festas natalinas e de final de ano são um convite para celebrar a mágica dos nascimentos e renascimentos de nossas vidas. Quantas de nossas famílias, hoje, buscam um novo sentido e uma oportunidade para renovar os laços que as mantém ou as constituem? Quantos lares esperam muito que a celebração de mais um Natal harmonize as suas relações e renove as esperanças de que a vida pode ser melhor? Quantos filhos, pais e mães não desejariam renovar suas vidas, reinventando os seus papéis e as suas responsabilidades? Quantas coisas, num só Natal…

 

Vivemos num tempo em que a afirmação exagerada de nossas individualidades gera um vazio existencial muito grande e muita depressão, desgosto e desilusões. Não valorizamos como deveríamos a memória, a coletividade e a convivência. Conta mais sermos livres: sem vínculos com nada e com ninguém. Esta parece já ser uma verdade cristalizada, mas será que vale a pena acreditar nisso? Existirá outro caminho?

 

As famílias são cobradas por uma responsabilidade que nem sempre sozinhas conseguem arcar. As relações na família, como na sociedade, estão fragilizadas, exigindo de cada um e cada uma um maior zelo, cuidado e proteção de uns para com os outros. Por isso mesmo que as nossas famílias serão melhores na medida em que investirem mais tempo, mais amor e mais energia nas suas relações.

 

As famílias estão desafiadas a fortalecer as relações de convivência por todos os que as compõem. O Natal, com sua energia e inspiração, pode ser uma grande oportunidade de reconciliação das famílias. A família não é uma ideia e nem um produto para a gente oferecer como solução para os problemas do ser humano e da humanidade, mas ainda revela-se o mais completo “porto seguro” e lugar de intensa convivência e humanização. A família é a maior referência para a vida pessoal e comunitária, portanto, lugar para a realização de nossa felicidade.

 

O amor é a mais revolucionária das armas que a humanidade já construiu para gerar seres humanos livres, solidários, abertos, comprometidos com a defesa e promoção da vida. O amor precisa ser reinventado, assim como as formas como convivemos e nos promovemos gente/ser humano.

 

Promovamos, neste Natal, a família como o melhor lugar para nos fazermos gente. Acreditemos na magia que só o amor é capaz de mudar. O Natal, esta festa cristã, pode comprometer o nosso coração, a nossa alma e as nossas energias para uma vida na dignidade.

 

O Natal em família não é uma festa de ocasião, mas uma oportunidade para as famílias revisarem as suas relações, projetos e perspectivas. Aproveitemos o Natal para nos humanizar. Humanizar é nosso maior trabalho e desafio como ser humano. Viver sozinho e só não vale a pena!

Conte Sua História de SP: os Paulos de Paulo e o ensino de São Paulo

 

No Conte Sua História de São Paulo trago, hoje, dois personagens:

 

 

Começo com Paulo Henrique que quer conhecer alguém mais paulistano do que ele. Filho de mineira e de baiano, dona Irias e seu Claudemiro, Paulo nasceu em São Paulo, no dia de São Paulo, e no Hospital São Paulo. Para dar sequência à história, torce para o São Paulo e já morou na Vila São Paulo. Como se tudo não bastasse, teve um filho no mesmo dia de São Paulo, que só não se chama Paulo porque aí a mãe já estava achando coincidências de mais.

 

Nosso outro personagem é Alci Cortezi que não nasceu em São Paulo, mas declara todo seu amor pela cidade que, pelo visto, foi à primeira vista, pois diz que começou, em 1971, quando chegou com toda a família: os pais e os irmãos,Alfredo, o mais velho, e Terezinha, a do meio. Veio da mineira Capiniópolis, onde trabalhava tirando leite de vaca e na lavoura. Os tios que já estavam por aqui, vendo as dificuldades na roça, mandaram carta convidando o pai dele para vir à São Paulo. Os irmãos ficaram na casa de uma família, na Capital. Enquanto o pai, a mãe e ele, o caçula, foram morar em São Roque. Alci chegou com apenas o quarto ano primário e assim que pode voltou à cidade grande, fez Madureza, curso técnico, faculdade, tem um escritório contábil, três filhos e está casado pela segunda vez.

 

Alci e Paulo Henrique são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Mande o texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista em áudio e vídieo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Outras histórias da nossa cidade, você ouve e lê aqui no meu blog, o Blog do Mílton Jung

De Mar e Lua e Sol e Sal

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Descalça, começo a escrever na areia da praia mais um capítulo da minha vida. Na primeira página a ilustração aponta para outra guinada, a troca de oitocentos metros de altitude, pela beira do mar. Moro na praia agora, e nada do que me cerca é meu; ou quase nada. Cheguei dia 17 de dezembro, de mãos dadas com a Lua Cheia em Gêmeos, Vênus toda faceira no banco do carona e Valentina no banco de trás.

 

Todo dia acordo e vou dormir embevecida olhando fotografando e ouvindo o Mar, que trago no Maria do meu nome. Fico imóvel por espaços mágicos de tempo e espaço, observando se espelhar nas ondas, a Lua, que também se revela nos mistérios de Lucia; e meu corpo vai se recompondo, célula por célula, de dentro para fora. Sem pressa e sem muita ansiedade. Afinal atendi aos apelos do Sol e do Sal, que gritam em mim.

 

Em 1996 morei aqui, e foi um dos anos mais felizes da minha vida. Hoje, seis edifícios me separam do apartamento daquela época, e 17 anos me separam daquele tempo. Agora me divido outra vez entre fazer o que amo e planejar o que vai me proporcionar um dia a dia organizado.

 

Para mim, dois mil e treze foi um ano de restauração, mas eu me restaurava, me restaurava, e ainda assim alguma coisa não ia bem. Sentia falta do céu, da Natureza. Me dei conta de que estava plantada no concreto, e me arranquei.

 

Aos poucos vou me desligando da correnteza do nós versus eles, da animosidade latente entre amigos, cada um agarrado à sua certeza, do seu lado do rio. Todo mundo politizado e especialista em história da política do dia para a noite. Eu inclusive. Mais sectário preconceituoso nauseabundo autoritário burro e vergonhoso esse processo político brasileiro não poderia ser, e eu que sou anarquista de natureza-a ia me deixando levar pela onda. Prefiro a do Mar.

 

Então, se lembrar no meio do festerê, ergue um brinde pelo meu aniversário, que é no dia 27. Peço desculpas pelas derrapadas, brecadas súbitas e arranques de cantar pneus, durante todo o tempo que nos encontramos aqui, e desejo a você um Feliz Natal com saúde e paz.

 

Até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: como a Natura promove o consumo consciente

 

 

O consumidor consciente, ao fazer a escolha dos produtos que compra, leva em consideração o impacto que gera no meio ambiente, na saúde humana e animal, e a relação de trabalho que estão por trás da cadeira produtiva. As empresas precisam estar atentas a este novo olhar e dar respostas práticas às demandas da sociedade. No programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, a diretora da unidade de negócio da SOU da Natura, Fabiana Pelicciari, conta algumas das ações desenvolvidas pela empresa para incentivar o consumo consciente: “as empresas tem que encontrar alternativas para impactar menos o meio ambiente, também. E isso não quer dizer que elas não podem ter lucro. Há formas alternativas de se fazer negócios, sim, continuar crescendo, continuar atendendo o desejo de seus consumidores, porém muito mais responsável”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, toda quarta-feira, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN. Você participa com perguntas enviadas para o e-mail mundocoporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn e no grupo de discussão Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

The Ritz-Carlton chega a Israel

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A prestigiosa rede de hotéis de luxo The Ritz-Carlton abriu seu primeiro hotel em Israel. Construída em Herzliya, a nova unidade possui localização privilegiada com vista para o Mediterrâneo. Herzliya é o destino de Tel Aviv de lazer à beira-mar, com praias e uma área residencial exclusiva. Junto ao “Vale do Silício” de Israel, Herzliya é um destino para viajantes de negócios e de lazer, contando com atrações culturais, históricas, restaurantes, lojas e outros atrativos.

 

O resort contemporâneo conta com 115 quartos e 82 suítes e residências. Seu interior foi inspirado nas cores da costa mediterrânica, combinando com as vistas deslumbrantes sobre o mar para criar um espaçoso ambiente descontraído em cada um dos quartos e suítes, além de contar com uma coleção de obras de arte em todo o hotel.

 

 

A gastronomia é responsabilidade do renomado Chef isralense Yonathan Roshfeld, que tem parceria especial com o restaurante kosher Samuel Herbert Restaurant, localizado no hotel. Conhecido por sua culinária mediterrânica fresca, o Chef traz seu talento criativo para a cozinha kosher pela primeira vez, com produtos locais, para proporcionar experiência memorável no The Ritz-Carlton.

 

O luxuoso hotel apresenta dois novos bares e lounges: o Lobby Lounge, onde pode-se desfrutar café da manhã, almoço e jantar ou até mesmo um chá da tarde e drinks especiais em um ambiente elegante, e o The Rooftop Bar, localizado na cobertura do hotel, ideal para admirar o pôr do sol ou experimentar alguns drinks ao anoitecer. Na cobertura fica a piscina, de onde se tem uma visão de 360 ​​graus da costa do Mediterrâneo e das praias de Herzliya. Para os que curtem cuidar do corpo e da mente, o Spa do hotel possui terraço ao ar livre para relaxar, com tratamentos de beleza, sauna e banho turco.

 

O consumidor do luxo contemporâneo busca cada vez mais vivenciar novas experiências, conhecer novas culturas e adquirir conhecimento. Israel é um dos destinos mais visitados do Oriente Médio, e um destino cobiçado pelos que ficam aguçados em conhecer as crenças e histórias de um dos destinos mais significativos para a história da humanidade.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Motoristas argentinos não pagam multa no Brasil

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Em minha recente visita à Argentina tomei conhecimento de que as multas de trânsito tiveram o seu valor elevado para preços capazes de assustar até mesmo os motoristas financeiramente mais abonados. Lá,não só paga caro,além de sofrer outras penas,os que bebem antes de dirigir. Furar o sinal vermelho,estacionar em local proibido,enfim,cometer qualquer tipo de irregularidade custará os olhos da cara. Não me dei ao trabalho de converter o valor das penalidades em reais. Acreditem-me,porém,os argentinos terão de ter muito cuidado ao saírem às suas avenidas,ruas e rodovias para que não sejam multados.

 

Já sobre os nossos vizinhos, o jornal Zero Hora do dia em que escrevo o texto semanal para o blog do Mílton,ou seja,terça-feira,abriu esta manchete:

 

– De volta para o verão, hermanos devem R$20 milhões em multas

 

O número de penalidades não pagas é impressionante.Todos os anos as nossas autoridades tentam,sem sucesso,cobrar as infrações cometidas não só por argentinos,mas por outros estrangeiros. Em 2011 e 2012,o percentual de multas pagas por motoristas de outros países – os da Argentina,claro,são a maioria dos devedores – ficou em míseros 4%. Entre janeiro e dezembro de 2013,o índice é de 13%. O baixo número de infrações quitadas se explica pelas dificuldades que a Polícia Federal enfrenta para cobrá-las,seja nas estradas,seja nas fronteiras. Não é possível fiscalizar todos os veículos de turistas. Há os que se dão mal,são parados pela PRF e têm de pagar. Resta às autoridades brasileiras criarem maneiras de conscientizar os turistas afim de que não cometam infrações. Confesso que não acredito quase nada em campanhas com tal propósito. Seja lá como for,não custa colocá-las em prática e torcer para que deem certo…ou ajudem a diminuir o número de infratores dos países vizinhos.

 

Pemitam-me que mude radicalmente de assunto. Vivendo e ainda aprendendo. Do alto dos meus 78 anos,acabei de tomar conhecimento de uma palavra cuja existência e o seu significado nem de longe haviam passado por minha velha cabeça:selfie.Descobri tratar-se de importante estrangeirismo,mais um dos muitos com que temos de lidar. Afinal,li que o Oxford Dictionary,respeitadíssimo – como não ? – elegeu-a a palavra do ano. Fui ao Google – o salvador da pátria – e este me esclareceu sobre o significado de selfie:fotografia que a pessoa tira de si mesma,geralmente com um smartphone ou webcam e é carregada em um site de mídia social. Em resumo:selfie não passa de um autorretrato sofisticado graças ao uso,pelo autorretratista,de aparelhos modernos ou nem tanto,uma vez que experimentei me fotografar com um Nokia C3-00. Perdão,esqueci,também cheguei a utilizar para fazer uma foto minha,há tempo,com a webcam do PC,a fim de ilustrar (?)o meu perfil no Skype. Prometo que a ninguém assustarei com a minha selfie.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Dinheiro de empresa na campanha desvirtua democracia

 

Carlos Magno Gibrail

No STF Supremo Tribunal Federal, quarta e quinta-feiras, votaram pelo fim das doações das pessoas jurídicas nas eleições o presidente Joaquim Barbosa, o relator Luiz Fux, e os ministros Dias Tóffoli e Roberto Barroso. Os demais onze membros não votaram em função do pedido de vista de Zavascki que ocasionou a suspensão da sessão sem prazo de retomada.

 

A interrupção é inoportuna, pois a aplicação é para a eleição de 2014, mas combina com a dicotomia que vivemos há anos entre PT e PSDB, embora a matéria pressuponha apartidarismo. Suposição prontamente desmentida pela revista Veja que coloca na capa Adir Assad, acusa-o de movimentar R$ 1 bilhão em propinas e de Caixa Dois de campanhas, mas dedica seu editorial à defesa do financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas. E ainda usa Assad como argumento alegando que é melhor liberar do que proibir o dinheiro das empresas nas eleições para evitar “o aumento exponencial das doações ilegais”, considerando falso o problema das doações empresariais. Para a revista, o problema é a falta de fiscalização. O editorial da Época usa também o falso, mas por entender que são temas secundários ou já resolvidos. Verdadeiros problemas para Época são a burocracia (que estimula a corrupção) e a educação.

 

O fato é que diante dos aspectos conceituais e empresariais das doações, a participação de empresas no processo eleitoral é questionável. Do ângulo conceitual, a democracia se exprime a partir do cidadão e não de uma pessoa jurídica. Colocação usada por Tóffoli em seu voto. Sob o aspecto empresarial, as doações são feitas esperando vantagens, pois a essência das organizações privadas é o resultado. Tanto é que os principais fornecedores do Estado são os maiores financiadores de eleições. Na campanha de Dilma e Serra, 98% das contribuições vieram de pessoas jurídicas, o que desvirtua o significado de democracia, pois demo é povo e cracia é governo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Nota do Blogqueiro: o símbolo que ilustra este post é da campanha Eleições Limpas que você conhece acessando este link