É preciso humildade no jornalismo (no futebol, também)

 

Coritiba 4 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba (PR)

 

 

Foi muito divertido, sem contar que fiquei honrado, a oportunidade de dividir o palco com a turma do Fim de Expediente, no Teatro Eva Herz, no Conjunto Nacional, em São Paulo, na sexta-feira. Como sempre conseguem fazer, Dan Stulbach, Zé Godoy e Teco levaram a conversa entre o bom humor e o papo sério, entretendo o público que não coube nas dependências do teatro. Foram colocadas cadeiras extras e muitos ainda tiveram de assistir ao programa no telão do lado de fora do teatro. Havia uma ocasião especial para o convite: venci a aposta que fiz com Dan nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Aproveitaríamos o programa para entregar a camisa do tricolor gaúcho que prometi caso passássemos pelo Corinthians, o que aconteceu na quarta-feira, em Porto Alegre. Para a aposta ficar completa, Dan, corintiano, como deve saber o caro e raro leitor desta coluna, teria de vestir a camisa diante do público, o que foi cumprido, apesar da resistência dele.

 

Nosso ator chegou a preparar uma estratégia para não vesti-la. Levou a conversa por quase uma hora e somente permitiu que a camisa lhe fosse entregue nos minutos finais do programa. A número 10, de Zé Roberto (que saudade dele), estava em uma caixa que imitava a Arena do Grêmio e assim que aberta tocava o hino composto por Lupicínio Rodrigues. Dan abriu e pegou a camisa, mas no momento de vesti-la, encerrou o programa, a luz do teatro apagou e as cortinas fecharam. Só pagou a aposta porque o público bateu pé e não saiu do Eva Herz enquanto ele não voltou ao palco devidamente fardado. Perdeu mas levou no bom humor (e teve humildade).

 

Falamos muito de jornalismo durante todo o programa. Dan pediu minha opinião sobre merchandising, prática comercial usada por empresas que pagam para jornalistas fazerem publicidade de produtos, marcas e serviços. Repeti o que digo há muito tempo: sou contra, não é papel do jornalista fazer propaganda. Zé me deu a chance de falar sobre o rádio dos tempos modernos: lembrei que das cinco características exigidas, atualmente, dos meios de comunicação – mobilidade, velocidade, interação, multiplataforma e personalização – o rádio já tem três delas desde seus primeiros anos de vida. É móvel, ágil e aberto à intervenção do ouvinte desde sempre. Teco quis saber como foi migrar do CBN SP para o Jornal da CBN, há pouco mais de dois anos e meio. Expliquei, entre outras coisas, que uma das intenções foi levar os temas urbanos para o cenário nacional.

 

Já não lembro mais se foi o Dan, o Teco ou o Zé quem levantou a bola sobre a exposição pública que o rádio e o jornalismo de uma maneira geral nos proporcionam. Disse a eles que, sem dúvida, ganhamos destaque. As pessoas se aproximam. Passam a nos conhecer melhor. Dizem que gostam ou odeiam. Não ficam indiferentes. Tudo isso nos envaidece. E diante de tudo isso passa a ser fundamental o exercício da humildade. É grande o risco de nos considerarmos mais importantes do que os fatos e nos imaginarmos donos da verdade. Quando isso acontece o tombo é grande, machuca e faz vítimas.

 

Tivemos um bom exemplo disso no início da noite desse domingo. E você, acostumado a ler essa Avalanche, sabe bem do que estou falando.

De renascimento

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

É mais fácil viver com saúde do que sem ela, sorrir e sonhar quando os que amamos estão bem, caminhar sob sol ameno, em terreno plano e arborizado, do que subir uma lomba escorregadia de terra batida quando chove canivete aberto, de sandália de dedo.

 

Não que essa tenha sido minha mais incrível descoberta, mas é como se fosse. Sempre é. Toda vez que o céu da minha vida clareia, as pedras rareiam e as flores campeiam, tenho esta reação revolucionária que sacode a caixinha onde vivo e muda tudo de lugar. Novo tudo. Dentro e fora. Não sei dizer quantas vezes a primavera na minha vida coincidiu com a primavera do planeta, mas desta vez percebo a coincidência e me animo. Deixo a alma liderar e viro menina outra vez.

 

Receita? Impossível. Dicas, talvez. Meu ‘De bem com a vida, mesmo que doa’ hoje poderia se chamar ‘Preparado para o inverno’ ou ‘Se chover, um par de galochas’, ou ainda ‘Como enfrentar o inverno na tua vida’, e ainda assim não poderia oferecer receita, mas dica do tipo ‘Para-mim-deu-certo-não-custa-experimentar’. O título já tenho; falta o livro.

 

Agora, não adiantam as receitas quando tem ano em que a primavera não vem nem com convite protocolado. Ignora você. Passa batida. Tem tempo que engripa no nublado, e você vai encolhendo e diminuindo o contato com o mundo, como árvore, frondosa ou mirrada. Meus ciclos são assim.

 

Acredito que não é castigo de Deus quando as ondas encrespam, não é olho gordo de invejoso, trabalho feito nem encosto, e nem você rezou demais ou de menos. É o ritmo da vida! Só isso.

 

Nos invernos da vida, esquecemos de lembrar que as raízes continuam lá, invisíveis, mas vivas, enterradas, alimentando-se da terra e bombeando energia para o tronco, mesmo quando a flor virou fruto, a folha caiu e um ou outro galho secou e quebrou. Vida fervilha, se reorganizando como em dia de faxina. Fica tudo de pernas para o ar, mas a gente enfrenta o balde, o rodo e a vassoura, acreditando, sem vacilar na fé, que tudo vai voltar, cada coisa para o seu lugar. Muda um abajur de lugar, mexe daqui e retoca dali, mas continua sendo a tua casa. Renovada. Mais limpa e cheirosa.

 

Nós é que temos dificuldade de perceber o milagre do renascimento em cada ciclo. Em cada faxina. Tic tac, e mais um pedacinho de vida passou. Se transformou, e plantou transformação.

 

página em branco
caderno novo
fase

 

caneta
macia
colegas
vida

 

sapato
lustrado
primavera
vocabulário

 

ânimo
aprendizado
recuperação

 

Você percebe? Não? Então perceba, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: a importância da inovação nos negócios

 

 

“Inovação é quando o conhecimento tem aplicação de mercado, gera faturamento, receita, redução de custo e aumento de produtividade. Se difere de invenção que é quando o conhecimento é apenas aplicado a um produto. Para ser inovação precisa ter valor de mercado”. A definição é do diretor de inovação da CNI – Confederação Nacional da Indústria, Paulo Mol, entrevistado do Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para ele, a inovação é algo que acontece nas empresas, jamais pode estar desconectado do mundo empresarial. Nesta entrevista o dirigente mostra experiências inovadoras e estratégias que as empresas devem desenvolver para terem um ambiente criativo que proporcione ideias geradoras de novos negócios e melhores resultados.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN. E o programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Iates de luxo: mansões em alto mar

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

Engana-se quem duvida que é possível ter o mesmo conforto e sofisticação de sua residência em alto mar! Verdadeiras mansões com preços que vão de “acessíveis” R$ 32 mil a imimagináveis R$ 20 milhões, alguns modelos de barcos e iates de luxo chegam a ter mais de quatro suítes, espaço gourmet, salas de estar e jantar, cozinha e posto de comando. A área externa, geralmente a parte preferida para se passar horas bronzeando-se ao sol ou se divertindo com amigos e família, pode apresentar diferenciais como passarela de desembarque, lift hidráulico, churrasqueira e camarote.

 

Seguindo o crescimento geral do Mercado do Luxo no Brasil, o segmento de barcos vive ótimo momento. O País representa cerca de 1,5% do consumo mundial desse seleto mercado. A Itália é maior produtora de iates de luxo do mundo, seguida pelos Estados Unidos, Holanda, Reino Unido e Alemanha. Os crescimento da economia brasileira e do número de milionários no país, além da valorização da moeda nacional, são alguns dos principais fatores que impulsionam esse sucesso. Em outubro, ocorreu a 16ª edição do São Paulo Boat Show na capital paulista, um dos maiores eventos do setor na América Latina, com mais de 100 expositores, nacionais e estrangeiros, mais de 230 embarcações, entre lanchas, veleiros, infláveis e caiaques. A Feira de Negócios Náuticos ocorre anualmente e gera novas vivências, troca de networking e, claro, novos negócios.

 

 

Empresas como Ferretti Group, Intermarine, Fibrafort, Schaefer Yachts, Ventura Marine e YachtBrasil são algumas das principais do segmento. Um dos modelos mais cobiçados é a Schaefer 800, da Schaefer Yachts, que possui capacidade para 23 pessoas, esportiva e equipada com o que há de mais moderno, com teto solar e convés em um nível, permitindo total integração entre as áreas. Sua autonomia de 300 milhas, suas dependências e sua cozinha completa tornam a experiência ainda mais agradável. Este pequeno mimo é destinado aos que se dispõem a desembolsar cerca de R$ 12 milhões.

 

A Ferreti possui uma estratégia interessante com seu showroom – Tools & Toys – no luxuoso Shopping Cidade Jardim, na capital paulista: um espaço com mais de 1000 metros quadrados e estrutura tecnológica única no Brasil, onde oferece iates Ferretti Group e outros produtos e acessórios de luxo. Sua presença em um dos principais pontos de varejo de luxo no país torna a marca ainda mais visível e instiga os sentidos de seus visitantes.

 

 

Produzidos em série limitada, altíssima qualidade e com design inovador, os barcos de luxo são cobiçados por consumidores exigentes que apreciam viver em alto estilo. Porém, se no passado, para muitos, comprar um barco era ostentação ou apenas um desejo do “ter”, hoje o cenário é outro: o consumidor do luxo contemporâneo está mais preocupado com o seu bem-estar, e ao possuir um iate, busca principalmente vivenciar experiências como celebrar o aniversário entre amigos em alto mar, comemorar bodas de casamento ou descansar com a família longe da agitação das grandes cidades.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

40 anos da morte de Pedro Carneiro Pereira

 

Por Milton Ferretti Jung

 

No dia 21 deste mês fez 40 anos que Pedro Carneiro Pereira morreu. Quem nasceu na década de 60 ou pouco antes,se gaúcho ou,pelo menos,ouvinte de futebol no rádio,deve ter conhecido,conforme imagino,esse que foi,em minha opinião,o melhor narrador desse esporte até que a morte o retirou do ar de maneira abrupta. Tenho bons motivos para lembrá-lo com muita saudade. Afinal, vi o Pedro,que não se importava de ser chamado de Pedrinho,chegar como candidato a uma vaga de locutor na Rádio Clube Metrópole. Eu chefiava o setor e coube a mim testá-lo. Pedro Carneiro Pereira foi aprovado. O moço que,na época, cursava a Faculdade de Direito da PUC,desde logo demonstrou possuir as melhores condições para exercer a função. Na Rádio Clube Metrópole,chegamos a narrar algumas competições automobilísticas.

 

Em 1958,transferi-me para a Rádio Guaíba e Pedro logo também mudou de prefixo. Foi para a Rádio Difusora. O que ele queria mesmo,porém, era narrar jogos de futebol. Prova disso é que, em jogos realizados no Olímpico,costumava levar um pesado gravador até uma cabina desocupada e gravava partidas inteiras como se estivesse no ar. Um belo dia,criei coragem e perguntei a Mendes Ribeiro,um dos diretores da Guaíba,se não daria uma chance para o Pedrinho. Mendes o contratou para a equipe de locutores comerciais. A chance de ele narrar apareceu quando Mendes Ribeiro dava a quem quisesse a possibilidade de relatar jogos dominicais em Caxias do Sul,onde as partidas do campeonato estadual começavam meia hora antes que as de Porto Alegre. O Pedro e eu recebemos esse tipo de oportunidade. Ambos fomos incluídos na equipe esportiva da Guaíba.

 

Pedro Carneiro Pereira,no entanto,apreciava corridas de automóvel. Lembro-me da primeira prova que ele disputou,pilotando um Fusca. O carrinho não tinha nenhum preparo especial. Como ele foi convidado para ser diretor da Penitenciária de Porto Alegre e aceitou, não tinha tempo para amaciar os carros que usava nas suas primeiras competições e entregava a mim a responsabilidade de os amaciar. Pedro foi um dos principais incentivadores da criação do Autódromo de Tarumã. Chegamos a trabalhar,lado a lado, quando ele assumiu a presidência do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul e me pediu para ser o secretário.

 

Pedro foi evoluindo no automobilismo de competição. Passou dos Volks e Gordinis para carros mais potentes.Com um Gordini 1093,ao participar da Prova Antônio Burlamaque em 1966,atropelou um porco,perdeu a direção e o carro se chocou com uma árvore. Com o braço esquerdo na tipoia,fez a cobertura da Copa do Mundo da Inglaterra.Naquele tempo, Pedrinho dirigia o Departamento de Esportes da Guaíba,atuava na Standard Propaganda como diretor (nessa eu era redator) e saíamos correndo da agência ao meio-dia,ele para apresentar um comentário,eu para redigir o programas esportivo das 12h30min .

 

No dia 21 de outubro de 1973,Pedro escalou Armindo Antônio Ranzolin para narrar,no Beira-Rio,Inter x São Paulo. Eu faria,em Vitória,capital do Espírito Santo,a cobertura de um jogo do Grêmio. Mal chegados ao estádio,alguém disse que,em Tarumã,acontecera um terrível desastre. Como de hábito,meus companheiros de transmissão e eu,entramos em contato com o estúdio da Guaíba pela linha de serviço. A notícia que nos chegou pelos fones não poderia ter sido pior: Pedro e Ivã Iglesias,disputando a ponta da corrida da Divisão 3,bateram com suas carreteiras no muro dos boxes,os carros se incendiaram e os pilotos morreram. Conseguimos lugares em um avião que nos deixou no Rio. lá embarcamos no “corujão da Cruzeiro”,à meia-noite. Fomos do Salgado Filho diretamente para o cemitério São José. Eu,particularmente,havia perdido muito mais do que um colega,mas o meu melhor amigo.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: movidos pela paixão

 

Grêmio 0 (3) x (2) 0 Corinthians
Copa do Brasil – Arena do Grêmio

 

 

Gregório vestia uma camisa em homenagem ao estádio Olímpico, logo cedo. O Lorenzo queria saber como eu estava para essa noite, assim que cheguei em casa. Minha mulher foi dormir, disse que não tinha coração para me ver sofrendo diante da televisão, assim que a bola começou a rolar na Arena, nesta noite. Antes de dormir, os meninos me desejaram boa sorte. E o mais velho já deixou separada a camiseta para vestir amanhã, antes mesmo de saber o que iria acontecer no gramado: no azul celeste se destacam letras em branco com “Grêmio manda” rabiscado.

 

Independentemente do resultado desta noite, sei que todos compartilham comigo, cada um de seu jeito, a paixão que tenho pelo Grêmio. Nenhum deles nasceu gremista como eu. Todos cresceram e foram criados aqui em São Paulo, mas aprenderam a respeitar minha admiração pelos feitos do Imortal. Conheceram a história do tricolor pelas histórias que conto. Sabem de seus feitos pelos feitos que revelo. Mais do que torcem para o Grêmio, torcem por mim e me querem ver feliz. E se tivessem me vito ao fim da partida, eu os teria retribuído com a minha felicidade.

 

Amanhã, quando nos encontrarmos no almoço, vou dividir com eles a emoção que me tomou durante a decisão da vaga à próxima fase da Copa do Brasil, nesta noite de quarta-feira. Vou dizer que meu time jogou de forma corajosa. Foi valente durante toda a partida, não porque jogou duro (apesar de ter jogado duro, também), mas porque entendeu que era no ataque que deveria manter a bola na busca de sua conquista. E assim afastaria o risco de um revés. Marcou bem, trocou mais ou menos bem, chutou a gol quando pode e foi o único time em campo com disposição de buscar a vitória.

 

Vou dizer para eles que decidimos a vaga nos pênaltis. Que assistimos a heróis e anti-heróis protagonizando cenas de mais um grande drama do futebol. Erramos um, erramos o outro, também. Ficamos atrás no placar das cobranças. Fizemos o adversário acreditar que seria capaz de nos abater em casa. Mas não desistimos nenhum minuto de tentarmos. Fizemos gol, quase que empurrando a bola para dentro e entre as mãos do goleiro, empatamos o placar, ficamos à frente. Mas ainda não era suficiente. Dida, que já havia defendido duas vezes, precisava fazer muito mais. E fez. Na última cobrança, impediu o gol que adiaria a decisão e nos levou à próxima fase da Copa do Brasil escrevendo seu nome na história da nossa Imortalidade.

 

Meninos, ainda bem que vocês estavam dormindo. Não me viram sofrer, esbravejar, pular e gritar (em silêncio para não lhes acordar). Não viram a lágrima que correu em um dos olhos pela satisfação de mais esta conquista. Melhor mesmo é vocês ficarem com a imagem do pai responsável, que compartilha as coisas da vida, conversa do futuro e troca ideias sobre o cotidiano. Apesar de que vocês conhecem bem o pai que tem. E devem imaginar o que foi minha comemoração nesta noite.

 

O pai é tudo isso (ao menos tenta ser) e também é movido pela paixão. Por vocês, pela nossa família e pelo Grêmio, cada um em sua dimensão.

 

Em tempo: conto com vocês no programa Fim de Expediente, sexta-feira, quando vou entregar com muito prazer uma camisa do Grêmio para nosso amigo Dan Stulbach.

Cadastramento contra a violência nos estádios

 

Por Carlos Magno Gibrail

 


De janeiro, quando Kevin Espada foi assassinado na Bolívia, até a recente rodada do Brasileirão, vivenciamos uma série de punições aos clubes envolvidos em violência de torcidas organizadas. Com graves prejuízos emocionais e financeiros para quem realmente gosta de futebol.

 

Aos visíveis efeitos desta crescente onda de perversidade, quando dentro da própria torcida há agressões, como ocorreu neste domingo em Minas e Goiás, as causas também estão aí sem disfarces. O Estatuto do Torcedor não está sendo cumprido, porque as entidades envolvidas não assumem seus papéis.

 

É emblemático o caso dos três presos em Oruro que se incriminaram novamente no episódio do Mané Garrincha em Brasília. Soldado, Manaus e Dumemo membros da Pavilhão 9, não fazem jus ao status de torcedores. Mais próximos que estão do titulo que sua Organizada escolheu para homenagear.

 

Diante desta situação em que uma minoria extremista usa o futebol para exercer seu desequilíbrio emocional nos estádios, enquanto outros mais sofisticados o exercem na direção dos clubes de forma mais dissimulada, salvo alguns tropeços como convidar organizadas para churrasco de diretoria, ou para troca de idéias, a solução é usar a tecnologia.

 

É a tecnologia que através do cadastramento biométrico poderá banir do futebol aqueles que impedem o espetáculo esportivo. A FIFA, até então avessa à tecnologia, está fazendo o cadastramento de todos os espectadores na COPA.

 

Desta forma o fã do esporte mais popular do mundo poderá desfrutar dos benefícios da sociedade contemporânea civilizada. Estádios atuais, construídos para oferecer conforto absoluto, onde torcedor, jogadores, árbitros e gramados estejam próximos usufruindo ao vivo e a cores as emoções do futebol.

 

Eis aí uma solução que permite punir diretamente o agente do crime, sem prejuízo do sistema, quer de torcedores, quer de jogadores, quer de clubes. É hora, portanto das federações e confederações seguirem o exemplo das modernas corporações privadas e cuidarem de seus consumidores. Mesmo porque, a vitória de movimentos como o de Ana Mozer e Raí, bem como do Bom Senso FC, que recém se iniciou e já tem resposta da CBF á discussão de temas importantes, são sinais de mudança à vista. Para melhor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras

Ë possível transformar o trabalho em satisfação pessoal

 

Por Denis Pincinato
Diretor Executivo da Aplicare

 

Um consultor recebe a incumbência de identificar a percepção de alguns colaboradores envolvidos na construção de uma universidade, sobre a importância de seu papel.
Ao entrevistar o responsável pelo almoxarifado ele faz a pergunta que repetiu para todos os colaboradores:

 

– O que você está fazendo?

 

O responsável pelo almoxarifado responde que ele está cuidando do material que será utilizado na obra e pediu licença, pois estava atrasado para uma entrega.

 

O próximo a responder foi um engenheiro.
– Sou o engenheiro responsável pela obra. Eu participei da construção do cronograma e de todo o planejamento. Agora estou controlando as atividades para que tudo seja entregue dentro do prazo.

 

O auditor respondeu:
– Eu controlo a utilização dos recursos e verifico o uso das horas. Aqui não admitimos desperdício de tempo.

 

Por último o consultor perguntou ao mestre de obras o que ele estava fazendo:
Agora estou erguendo uma parede, mas na verdade, estou construindo uma universidade que ajudará na formação de muitos estudantes e muitas pessoas do bem.

 

Ter consciência de sua importância dentro do contexto organizacional e do propósito de sua empresa é o primeiro passo para que o alinhamento de expectativas seja um gerador de motivação e não de desmotivação.

 

O trabalho faz parte de nossas vidas, e temos condições de transformá-lo em uma das fontes de satisfação pessoal, mas isso está mais em nossas mãos do que nas mãos de nossos chefes. Trabalhar em um grande varejista demanda muita disposição e prontidão para a mudança. Agilidade e rapidez são competências necessárias e muito valorizadas dentro deste contexto. O trabalho em uma indústria demanda orientação a processos e visão crítica em relação ao desperdício. Na área de serviços, o atendimento ao cliente é o grande carro chefe e habilidades de relacionamento e facilidade em aprender novos assuntos são requisitos essenciais para o sucesso do negócio.

 

Independentemente da área de atuação e do nível de desafio ao qual você está inserido, a empresa onde você trabalha possui objetivos comuns e muito claros: resultado financeiro positivo e, se possível, sempre crescente, manutenção de seus ativos (prédios, máquinas, equipamentos, pessoas), bom relacionamento com as partes envolvidas na sua cadeia produtiva (comunidade, governo, acionistas, fornecedores, clientes) e busca pela continuidade do negócio.

 

Com base em uma clara visão dos objetivos de sua organização, é possível identificar quais as competências valorizadas e desejadas para o desempenho das funções disponibilizadas por ela.

 

Mas realmente é possível ser feliz no trabalho?

 

Sabemos que existem muitas variáveis que continuam fora de seu alcance e que impactam diretamente a prontidão para a busca do aprimoramento e da felicidade no trabalho (o chefe e seus adjetivos, clima organizacional, falta de estrutura adequada, mudanças constantes, falta de reconhecimento, metas muito agressivas, pouca ou nenhuma autonomia, etc).

 

Vamos propor uma mudança de foco: ao invés de ficar dando atenção e alimentando apenas o lado ruim dessa sua relação com o trabalho, olhe para o lado positivo.

 

Aqui começamos a falar sobre Psicologia Positiva.

 

Um dos estudos mais relevantes da Psicologia Positiva é a Teoria de Flow. O professor e psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi passou a se interessar em descobrir quais eram os elementos que contribuíam para trazer uma vida que valesse a pena ser vivida, explorando arte, religião, filosofia e vários outros campos do conhecimento que poderiam ajudar nessa investigação. Ele finalmente achou que a psicologia poderia ser a ferramenta ideal para responder a sua pergunta.

 

 

Através do gráfico proposto por Mihaly podemos identificar que os desafios e as competências necessárias para vencê-los possuem uma relação direta com o nosso comportamento. Se estivermos desempenhando atividades com baixo nível de desafio e com baixo nível de exigência de nossas competências, é muito provável que a sensação predominante seja a apatia.

 

Evoluindo no eixo das competências, mas mantendo o nível de desafio baixo, podemos passar pelo nível de tédio ou aborrecimento, até alcançar o nível de relaxamento. Do outro lado, aumentando o nível do desafio, sem desenvolver nossas competências, passamos pelo estágio de preocupação, ansiedade e excitação. As atividades em que alcançamos o Fluxo, o nível de desafio é alto e possuímos as competências necessárias para “dar conta do recado”.

 

Por esse motivo é possível afirmar que está em nossas mãos a construção do nosso próprio sucesso. Se aceitarmos sem questionamento as atividades que não trazem desafios e não buscamos desenvolver competências, é muito provável que as oportunidades não aparecerão, ou se aparecerem, não estaremos preparados para aproveitá-las.

 

Flow – a maior expedição está no nosso dia a dia

 

Para atingir um novo patamar de excelência em sua vida, inscreva-se no evento FLow – a maior expedição está no nosso dia a dia, que se realizará nos dias 5 e 6 de novembro, a partir das seis horas da tarde, no Teatro Renaissance, na Alameda Santos, 2233, em São Paulo. Acompanhe as palestras de Waldemar Nicleviz, primeiro brasileiro a escalar o Everest, e Amyr Klink, navagador com mais de 25 anos de experiência e autor de cinco best-seller e mais de um milhão de exemplares vendidos. O evento terá como direcionador Mário Kojima, empreendedor serial no Valo de Silício, conselheiro da Facebook nos Estados Unidos, presidente da News Corp. na Ásia e Gerente Geral da BBT no Japão.

 

A inscrição pode ser feita pelos telefone (011) 2579-3808 e (011) 97038-9610

Conte Sua História de SP: o leiteiro da Freguesia do Ó

 

Por Pedro Lucas Master
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Nascido no Brooklin Paulista e criado na Freguesia do Ó, da qual tenho preciosas recordações. Do leiteiro entregando suas garrafas de leite de porta em porta; do lixo sendo recolhido por carroções enormes puxados por cavalos, a alegria da criançada era ver quando aquelas enormes rodas encalhavam no barro e os homens ajudavam a empurrar. Odiava ter de lavar a louça para, só depois de terminado o serviço, brincar livremente pelas ruas do bairro, ainda sem asfalto, que deixavam as roupas todas sujas de poeira. Sextas-feiras, já mais crescidinho, ia com a rapaziada para o Largo da Matriz, na Pizzaria do Bruno. Até hoje luto contra umas gordurinhas a mais conquistada naqueles tempos. Tinha também o “Branquinho”, um lindo e esperto cachorro de pelos negros, apesar do nome, que me acompanhava até o ponto inicial do ônibus Jardim Maracanã-Praça do Correio. Que saudades dos tempos em que se brincava nas valas abertas pelas águas das chuvas ou por entre os pinheiros. Hoje, meus filhos e netos vivem trancafiados por enormes portões, sem o privilégio de ficar na cerca jogando conversa fora com os vizinhos. Não tínhamos tecnologia avançada, mas tínhamos segurança, paz e harmonia. Tínhamos famílias que se reuniam, fosse apenas para comer polenta, mas eram unidas e se sentiam seguras. Esta é São Paulo, orgulho do Brasil, coração do Mercosul, futuro do Mundo, meu amor !

 


Pedro Lucas é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar outros capítulos da nossa cidade: agente uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa, pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou mande seu texto para mim: milton@cbn.com.br