Mundo Corporativo: estratégias em gestão ambiental

 

“O gestor ambiental é um profissional que precisa de uma visão integrada da realidade e ter conexão e facilidade para interpretar os especialistas do tema: o geólogo, o biólogo, o sociólogo, o antropólogo. Esse gestor terá de saber dialogar com todos esses profissionais e tirar o melhor de cada um para gerenciar o que é mais complexo: a realidade do seu entorno”. A afirmação é do doutor em engenharia pela UFRJ Marcelo Motta de Freitas, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nesta conversa, Marcelo, que também coordena o curso de pós-graduação em gestão ambiental da PUC do Rio e dirige a Ecobrand Gestão Ambiental, descreve estratégias que devem ser usadas pelos profissionais que pretendem atuar neste setor, além de comentar sobre as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelas empresas brasileiras.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Avalanche Tricolor: isto é jogo de Libertadores

 

Huachipato 1 x 1 Grêmio
Libertadores – Talcahuano (Chile)

 

Huachipato x Gremio

 

Isto é jogo de Libertadores! Luta-se com as habilidades que se tem, supera-se as que carecem com coragem e nada pode ser tão difícil que não sejamos capazes de enfrentar.

 

Fez-se um gol para enaltecer os craques Zé Roberto, nosso melhor jogador nesta primeira fase, e Barcos, um atacante que impressiona mesmo sem marcar. Um golaço de “meia-bicicleta” que teve a participação desta dupla no início, quando a bola foi tomada na intermerdiária, e na conclusão da jogada. O que revela disposição e talento.

 

Ganhou-se um herói. O herói de uma perna só. Manquitolando, Werley vestiu a camisa tricolor com orgulho até o seu final, mesmo com dor. Nada lhe impediria de lutar até o fim (e mesmo depois do fim)

 

Sofreu-se com a pressão adversária e o empate. Chutões para despachar a bola foram necessários. Carrinho na bola, bola prensada e até mão na bola, também, fizeram parte do nosso repertório nessa noite no Chile.

 

E diante de tudo que se enfrentou dentro de campo e no jogo, por que fugir da luta (agora me refiro a campal)? Enfrentamos a violência, injustificável, após a partida, com a mesma garra e determinação que nos levaram a conquista da vaga.

 

Uma noite de Libertadores!

A polícia que investiga e a brincadeira da Petrobrás

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Até esta quinta-feira,desde que comecei a escrever no blog do Mílton,sempre tratei nos meus textos de apenas um assunto. Vou,hoje,fugir à regra. Afinal,diz um ditado,não há regra sem exceção. Começo dizendo que sou fã de carteirinha de literatura policial. Já li um monte de livros que versam deste assunto e tenho um gosto especial pelos autores que, na maioria das suas obras, elegem,como protagonista, um detetive,uma agente ou alguém do ramo.Prefiro os que aparecem em mais de um livro do mesmo criador. Esse não é o caso,porém, de o “Silêncio dos Inocentes”,de Thomaz Harris,no qual uma jovem treinada pelo FBI entrevista o Dr.Hannibal Lecter,brilhante psiquiatra,mas voltado para o crime. Cinco mulheres são assassinadas de maneira brutal e a jovem policial se vê envolvida em uma teia mortífera. O assassino é,por isso,chamado de “serial killer”. Nos livros,os homens da lei ou os personagens principais das histórias de ficção,precisam trabalhar afanosamente para descobrir quem é o assassino.

 

No Rio Grande do Sul,a polícia não precisou de muito tempo para chegar ao “serial killer” que assassinou seis taxistas,três na Fronteira e mais três em Porto Alegre. Não sei se a prisão de Luan Barcelos da Silva,21 anos,de classe média,bem apessoado e sem antecedentes criminais,ocorreu em tempo recorde. Convém lembrar que tudo começou na Semana Santa e terminou nesta,o que demonstra a qualidade extraordinária da investigação realizada pelos policiais gaúchos. Dar-lhes parabéns é muito pouco,mas é o que está ao meu alcance.

 

Os romances que,atualmente,fazem a minha cabeça – e até a refrescam – são,como escrevi no início desse texto,aqueles dos quais mais gosto. Leio jornais porque esses são imprescindíveis para a gente se manter bem informado. E,às vezes,não aprecio o que está estampado neles. Não gostei,por exemplo,de uma das respostas dadas pela Presidente da Petrobrás,Maria das Graças Foster,na entrevista que concedeu a Maria Isabel Hammes,colunista de economia de Zero Hora: a de que acha lindo engarrafamento porque o negócio dela é vender combustível. Maria Isabel,na sua pergunta,faz referência ao fato de que os carros são vendidos em até cem meses. Seria interessante saber se todos são religiosamente quitados.

 

Com tantos veículos circulando o trânsito das cidades torna-se,dia a dia, mais complicado. Ambientalmente falando,congestionamentos constantes também não deveriam ser saudados mesmo por quem “vende petróleo”. Talvez,entretanto,Maria da Graça Foster estivesse apenas brincando quando disse que acha lindo carro na rua.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Interlagos fora da pista?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

São Paulo é a cidade brasileira com mais tradição em automóvel e em competições automobilísticas. Creio eu, fluminense de Paraty, sem dúvida e sem bairrismos. O pioneirismo da indústria automobilística e, antes disso, o vanguardismo do autódromo de Interlagos, são provas reais desta vocação da cidade, efetivando uma cultura paulistana ligada à velocidade. Provavelmente por isto, a direção da F1 tem tido tanta paciência com os prefeitos paulistanos.

 

Se a cidade de São Paulo vier a perder a Fórmula 1 não será por falta de aviso, mas por falha de gestão. É preciso visão e determinação para trazer e manter eventos globais cobiçados pelas grandes cidades do mundo. Qualidades que foram demonstradas por Luiza Erundina em 1990, quando resgatou para o Brasil e para Interlagos o Grande Prêmio Brasil de F1. A Prefeita, mulher e nordestina, como se orgulhava de apresentar, teve que enfrentar inúmeros obstáculos. As duras investidas do PT, seu partido, e da oposição, redundaram em acusação de favorecimento à Shell, que tinha lhe dado um “cheque em branco” para iniciar o empreendimento. Erundina defendeu-se:
“Não favoreci ninguém, a não ser a cidade de São Paulo. Por contraditório que pareça, um Grande Prêmio de Fórmula – 1 favorece a periferia, o trabalhador pobre. Vou ter mais imposto com a F1 – milhões de dólares de ISS. Vou dinamizar o turismo, projetar a cidade para o mundo. Vou estimular os investimentos no setor. Vou ter um serviço médico em Interlagos que continuará funcionando o ano todo – para a população pobre da região. Vou ter uma oficina mecânica para ensinar uma profissão aos jovens das favelas. Como achava que a F1 era de absoluto interesse para a cidade, negociei com a Shell, assim como negociaria com qualquer outra empresa.”

 

Os cinco anos do contrato de Erundina seguiram e até hoje Interlagos teve o privilégio de sediar a F1, embora a Prefeitura venha sendo cobrada para efetivar uma reforma na estrutura do autódromo, que segundo os dirigentes da competição tem um dos mais perfeitos traçados de pista, se não o melhor.

 

Erundina investiu US$ 18 milhões e embora fosse pressionada pelo PT a utilizar a área de Interlagos para habitação popular, jamais cogitou em transferir o autódromo. As contas atuais estimam investimento em torno de US$ 120 milhões para as reformas necessárias de novos boxes, e sistema de esgoto para a região, dentre outras melhorias necessárias. Valor que agregado ao hábito em voga de inflacionar obras cogita-se em erguer um novo autódromo que de inicio custaria o dobro. Mas como já temos experiência, este valor deverá ser dobrado mais uma vez, ou até mesmo quadruplicado.

 

Será que São Paulo, que se curvou diante da FIFA, e atendeu a tudo, vai deixar de atender a FIA, que deseja manter Interlagos, preservando traçado e pista? Sem falar nos feitos de Emerson Fittipaldi, Antonio Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna, e Felipe Massa, gravados na memória de Interlagos?

 

Esperamos que Haddad não abandone Interlagos e o mantenha com a pista da F1.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

De volta à nossa Língua Portuguesa

 

Por Julio Tannus

 

A deliciosa história de uma mesóclise-à-trois. Bela lição do nosso idioma português. Texto de Fernanda Braga da Cruz – portuguesa, com certeza – da Faculdade de Letras de Lisboa. Vale a pena ler. Redação vitoriosa num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa:

 

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

 

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

 

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

 

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

 

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. 
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
 Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

 

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

 

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

 

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

 

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

 

Que loucura, meu Deus!

 

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

 

Só que, as condições eram estas:

 

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
 O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história.Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Adote um Vereador motiva cidadãos a agir

 

 

– Tô pelas tampas

 

Assim dona Sônia se apresentou na reunião do Adote um Vereador, nesse sábado, no Pátio do Colégio. Com discurso acelerado e incomodada com a mudança de linha de ônibus que passava na rua dela, no bairro de Mirandópolis, próximo da Praça da Árvore, sentou à mesa querendo saber o que é preciso fazer para reclamar aos vereadores e pedir outras providências que considera essenciais para a cidade. Ficou surpresa quando dissemos que poderia ligar para o vereador – o telefone está no site da Câmara – ou ir até lá e procurá-lo no gabinete. Se não encontrá-lo, teria a oportunidade de falar com os assessores. Entusiasmada, foi embora com dois nomes anotados em um guardanapo de papel: Ricardo Young, em quem votou, e José Police Neto.

 

Entusiasmados também estavam Vanderson e Paulo Henrique que haviam chegado de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde lançaram recentemente o Movimento Voto Consciente, e já contam com o apoio de 28 pessoas. Vanderson explicou que diante de tantas mazelas pretendia ajudar a cidade onde mora, mas não apenas reclamando e, por isso, decidiu mobilizar a rede de amigos e conhecidos em uma página no Facebook. o encontro, no Pátio, serviu para trocarem experiência com o Danilo e a Sonia Barbosa que estão à frente do Voto Consciente, em São Paulo.

 

A presença de cidadãos contando suas experiências e o desejo de melhorarem o ambiente em que vivem, incentivados pelo trabalho realizado pelos voluntários do Adote um Vereador, nos motiva a persistir, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentamos para avançar. Temos limites, carências e nos falta estrutura para ações mais bem organizadas, mesmo assim temos provas a cada dia – ao menos a cada reunião – que somos capazes de mexer o sentimento de cidadania muitas vezes adormecido dentro das pessoas. Quando elas descobrem do que são capazes mudam a si mesmo, antes de mudarem a cidade.

Receita cria mais uma burocracia

 

Escrituração Fiscal Digital, mas podem me chamar de EFD Contribuições. Assim me foi apresentada mais uma obrigação fiscal imposta pelo Governo a empresas como a que mantenho que, registre-se, está muito distantes de ser uma corporação de faturamento significativo, com folha de pagamento extensa e sede majestosa. Pobre de mim. Sou apenas um amontoado de papéis dentro de uma gaveta que me dá direito ao CNPJ e à emissão de notas fiscais para receber o pagamento pelo serviço prestado. Mesmo assim, a Receita Federal, desde março, obriga as empresas tributadas pelo Lucro Presumido (inclusive as inativas) a entrega, retroativa a janeiro, da tal escrituração.

 

Meu contador explica que EFD é um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos da União, Estados e Municípios, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Apesar de a EFD ser um arquivo digital, podendo ser transmitido via internet, o que insinua uma simplicidade para sua declaração, o formulário envolve o preenchimento de 1.000 campos e exige a implantação de tecnologia apropriada.

 

Com mais burocracia, mais custos. E quem paga a conta é o contribuinte que diante de uma EFD só tem a exclamar: FDP!

Avalanche Tricolor: deu para o gasto

 

Novo Hamburgo 0 x 0 Grêmio
Gaúcho – Novo Hamburgo (RS)

Novo Hamburgo x Gremio

 

Entendo pouco das estratégias do futebol e muitas vezes tenho dificuldades para explicar a movimentação tática que justifica determinados resultados. O caro e raro leitor desta Avalanche sabe que a escrevo como torcedor, apesar de, às vezes, arriscar alguma análise. Mesmo essas, porém, estão isentas da razão, preferindo que meus textos fluam pela emoção. Comemoro o chutão para fora do estádio tanto quanto sofro com passes errados. Bato palma ao ver meus jogadores dando carrinho para salvar a defesa assim como ponho as mãos na cabeça para lamentar a falta de criatividade na movimentação. Vou da alegria à decepção em sentimentos que variam a cada jogada, acompanhando o desempenho de nosso time. Iludo-me facilmente com a substituição que acabara de ser feita para ter esperança de que aquele que entrará vai redimir a decisão tomada pelo técnico. Esforço-me mais do que qualquer zagueiro marcando seu adversário e muito mais do que qualquer atacante em busca da bola cruzada na área para enxergar mensagens positivas no que proporcionam as chuteiras calçadas pelos que defendem meu time. Nesta tarde, em Novo Hamburgo, o máximo que vi foi o nome de Fernanda grafado em amarelo nos pés de Fernando, em singela homenagem a filhinha dele nascida recentemente. Aliás, ainda bem que o temos em campo, pois, exceção ao desempenho de Fernando, na minha mais fria e profunda avaliação, o jogo, hoje, foi uma porcaria. E sabemos bem quem no futebol brasileiro apenas um time se dá ao luxo de ser “porco” e agradar sua torcida.

 

Bem verdade que o resultado deu para o gasto, foi o suficiente para entrar na próxima fase como primeiro colocado do grupo e, convenhamos, o Campeonato Gaúcho da forma como é disputado não merece muito mais do que isso.

 

Por mais contraditório que possa parecer: que este resultado se repita na próxima quinta-feira, no Chile.

De tirania, extravagância, estado unipartidário e República Democrática Popular da Coreia

 

Por Maria Lucia Solla

 


Alguém, por favor, pode dar um basta nesse menino mimado do PT da Coreia?!

Sem tempo nem espaço para condescendência. O moleque está ameaçando pôr fogo na casa. Há de haver alguém neste planeta que possa engatilhar – com perdão da violência implícita – um plano para pôr ele pelo menos de castigo, ou então dar-lhe uns tapas na bunda.

 

 

Não, não é assim.

 

chegar aonde se quer chegar
a qualquer custo
a qualquer preço
não
ao menos
não impunemente
ao menos
não o tempo todo

 

Quando é que a vida nos para? Para nós é sempre de repente demais. Inesperadamente. Um soco no estômago. Achamos que é possível continuar escondendo a mãozinha atrás das costas, enquanto mamãe e papai fingem que não estão vendo o que a criança tenta esconder atrás de seu pequeno escudo. Papai e mamãe acham bonito, e a criança se sente esperta se safando daquela, se sentindo herói.

 

 

Bad news!

 

O herói pode se transformar em bandido. Se dá bem, repete. Se dá bem de novo, vai mais em frente.

 

hitler
nero
fernandinho beira-mar
mao tsé-tung
kim-jong-un
stalin
al capone
até quando

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Uma visita aos sebos e ao mundo da leitura

 

Por Dora Estevam

 

O centro de São Paulo oferece enorme variedade de livrarias, o que torna impossível não encontrar uma do seu gosto. As que  me chamaram a atenção, esta semana, foram os sebos, que vendem livros de segunda mão, conservados ou até restaurados. Indico três lojas para você conhecer. Se já conhece, a dica é voltar lá e ver as novidades, todas estão muito bem abastecidas.

Começo com o Sebo Central, do Alaor Júnior. É uma loucura. Pequena, mas, toda cheia de livros especializados na área jurídica: processo civil, penal, tributário, criminal … Todos com capas grossas, empilhadas de forma que enchem os olhos dos consumidores. Alaor recebe livros na loja semanalmente, na maioria das vezes vem de famílias que se desfazem das bibliotecas, outras são de escritórios de direito que se separam e vendem as coleções. Ele conta que ano retrasado recebeu uma coleção de quase 30 mil volumes que chegaram em duas carretas do Rio de Janeiro, a coleção pertencia ao ex-ministro do governo Figueiredo, Antonio Neder. Os livros chegam à loja deteriorados, mas o comerciante restaura um por um deixando-os com cara de novos. Os preços variam de R$50 a R$1.000.

Loja muito famosa é o Sebo do Messias. Entrei lá e fiquei deslumbrada com o tamanho e a quantidade de livros. O proprietário fez questão de me conduzir ao interior e mostrar como ele abastece e distribui os livros vendidos.  Haja organização. A história do Messias começou em uma lojinha na esquina e se tornou esta grandiosidade, com 150 mil livros na loja física e   160 mil na virtual. Ele trabalha com livros de todas as áreas. Tem raridades, auto-ajuda, além de CDs, DVDs e LPs, tudo em uma área 2 mil metros, com 44 funcionários treinados pelo próprio livreiro.

 

O Seu Messias veio para São  Paulo, em 1964, e foi trabalhar de garçom em um restaurante no bairro do Paraíso, depois foi ser livreiro, vendendo livros de porta em porta. Os clientes começaram a encomendar livros e Messias visitava os sebos, conseguia os exemplares e revendia aos clientes. Começou a ganhar um trocadinho, fez suas economias até conseguir comprar uma biblioteca. Era de um amigo que havia falecido e a esposa fez questão de vender para ele os 5 mil livros. Se ajeitou em uma garagem de um parente, foi vendendo aos poucos e no vai e vem resolveu alugar uma salinha no centro da cidade, na Praça João Mendes, onde começou o império que tem hoje – como ele mesmo faz questão de contar. O local foi escolhido porque inicialmente Messias só vendia livros jurídicos e a loja estaria perto do Tribunal de Justiça e no caminho de promotores, juízes e advogados.

 

Hoje, Seu Messias abastece o Brasil todo e não acanha em repetir o que as pessoas dizem sobre o site dele: é o melhor na América Latina, na área. Entre os clientes famosos, cita como destaque Jô Soares, que costuma visitar o sebo com frequência. Messias atribui o sucesso das vendas ao site de compras, no qual o cliente reserva do livro, que dura 72 horas, e pode retirá-lo na loja, além da renovação diária, resultado das compras feitas por quatro equipes que tem nas ruas. Os clientes que se desfazem das bibliotecas, abastecendo a loja do Messias, são pessoas que se mudam e não têm mais espaço para biblioteca tão ampla, estudantes que não precisam mais dos livros e famílias que perdem o seu titular.

 

Dica do Messias para conservar os livros: deixar o local bem arejado e, se estiver danificado, mandar consertar, isso é possível. É assim que ele faz na loja.

Saio dos sebos para entrar em uma distribuidora de livros novos, a Basques, loja que vende lançamentos de todas as áreas ao preço de R$9,90. Assim que cheguei, não resisti às compras. Resolvi falar com o vendedor queria saber o motivo daquele preço. Ele me explicou que isto é possível por serem distribuidores, isto é, os livros chegam a um custo baixo, eles abrem os pacotes e vendem no varejo. Marcos Tedesqui, um dos vendedores, diz que o preço da venda é o preço do livro. E pensar que o mesmo livro pode custar R$ 50 em uma loja de shopping. Para ele, o livro de 9,90 não está barato de mais, é o preço justo; o de 50 é que está caro, por conta das despesas, mas este é outro assunto. O preço atrai clientes que muitas vezes não têm o hábito de ler, eles entram na loja e se envolvem com a atmosfera dos livros. Outros compram para os amigos e parentes, e saem da loja com pilhas de livros. É um ambiente que favorece a leitura e o cliente tranfere esta sensação para a sua casa.

 

Serviço:

 

Livraria Juridica Central
Loja 01 – Rua Riachuelo, 62 – Centro – São Paulo – 11-3105-0520
Loja 02 – Senador Paulo Egidio, 25 Centro – São Paulo – SP – 11-3107-5872
www.sebocentral.com.br

sebocentral@gmail.com

 

Sebo do Messias
3104 7111
www.sebodomessias.com.br

 

Livraria e Distribuidora Basques
Rua Riachuelo, 52, centro
3106 5488