De Maria

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

tenho, desde 2008, dois ícones gregos representando

 

a madona que acolhe seu filho
a virgem
imaculada
Maria
mãe de Jesus
Filho de Deus
e como poderia ser diferente?
Madona

 

 

No ano passado ganhei da Mariajose, amiga-leitora que mora na Itália, mais uma Madona. Dessa vez acompanhada por dois anjos e pintada por mãos e olhares florentinos. Linda! Sempre lindos e alegres, esses ícones. São coloridos, emanam paz, conforto, abraço, completude. Para mim a Mãe e seu Filho representam a integralidade da vida, todos os seres e suas forças, cada partícula, som, imagem, aroma, realidade e sonho, uma vez que o Criador é impensável, indescritível, indizível, irreproduzível e impossível de ser antropomorfizado.

 

Maria é o elemento feminino que acalenta seu Filho, e ele o elemento masculino que a completa. Forças de igual intensidade contendo, cada uma, uma porção da outra.

 

Ave Maria

 

yin e yang
a base da vida
claro escuro
sol e lua
o todo
em todas as suas formas

 

Agora, me espanta e amedronta o desequilíbrio energético no qual temos vivido. O elemento feminino anda muito fraco. A mulher sonha ter, além de todos os direitos conquistados, também o corpo do homem e a bunda da saúva. Tem exercido muito pouco o feminino: o abraçar, embalar, cuidar, brincar com a alquimia da cozinha e alimentar. Faz falta. Para mim faz. O mundo está assim e pronto, não há muito que discutir, mas sinto que erramos na dose, nós as mulheres. Queimamos os sutiens em praça pública, saímos às ruas em passeata, fizemos revoluções nem tão pioneiras assim, alargando a trilha no caminho que já vinha sendo traçado, de almejada igualdade ao que não é igual, e corremos tanto atrás de direitos, que nos afastamos da essência. Direitos que podem se transformar em senhores de nossas almas. Implantamos silicone, malhamos tanto que muitas de nós já são mais musculosas que seus homens, e se orgulham disso. Temos pernas musculosas de jogadores de futebol e batemos com força na mesa.

 

é um tipo de desequilíbrio
inédito
no planeta
imagino

 

É fácil perceber que a água também está em desequilíbrio. Água é Yin, feminino, emoção, recepção, entrega e tem rareado para matar a nossa sede, mas tem se atirado do céu com força de destruição paralela à do fogo, elemento yang, masculino. Coincidência?

 

E então, mulheres, vamos salvar o planeta? Já conseguimos tanto, já sabemos do que somos capazes, então vamos meter a mão na massa, literalmente.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Milão: curadoria de moda

 

Por Dora Estevam

 

As passarelas da semana de moda de Milão – MFW – vieram cheias de estilo: cabelos moicanos, cabelos molhados, bolsas de bichos peludos, chapéus de cavalaria … Um calendário de desfiles que teve início no dia 20 e segue até 26 de fevereiro. As coleções apresentadas se referem as tendências de outono inverno 2013/14. As marcas Made in Italy garantem o sucesso do espetáculo: Gucci, Prada, Roberto Cavalli, Dolce & Gabanna, Versace, Giorgio Armani, além de estilistas novatos.

 

Como são muitas marcas e vários dias, fiz uma curadoria das marcas que desfilaram e separei para você o que eu achei de mais interessante. Gosto de colocar fotos tanto do desfile quanto dos bastidores, igualmente interessantes.

 

A Prada desfilou na tarde da quinta-feira (21/02), foi transmitido ao vivo pelo site e muitos puderam acompanhar ao vivo. O cenário foi bem parecido com o do desfile de inverno da marca masculina, e o gato veio no encerramento. As manequins apareceram com os cabelos molhados, que já é tendência, exibiram muitas saias, cinturas marcadas por diversos modelos de cintos, ora finhinhos, ora mais largos, em tons de prata, dourado e preto. Trouxeram as bolsas em couro e em estampa Vichy, que também apareceu na roupa. A trilha musical veio intercalada com Whispers, fade To grey de Visage e Des Orages Pour La Nuit, Gabriel Yared. Cabelos molhados e escorridos, Lindo!

De moda, cabelo e make a Fendi entende. O estilista da marca Karl Lagerfeld se inspirou nos Astecas para desenvolver a coleção de inverno. É da Fendi que vieram as bolsas peludinhas com bichos engraçadinhos e fofos, os listrados coloridos misturados aos tons mais escuros. O que o estilista mostrou foi uma mulher guerreira, urbana e contemporânea. Fendi reinterpreta o uso da pele através da fabricação da alta tecnologia e do artesanato, promovendo um estilo feminino dominador, quase tribal, dominador, animal. As saias e os vestidos em peles vieram acima dos joelhos. As calças no tornozelo. Na cartela de cores o bege, rosa cinza, preto, branco, rosa fluor, azul elétrico, marrom e roxo. Os materiais sofisticados como seda, couro, cashmere, vison, raposa, lantejoulas, cetim etc. A silhueta bem feminina e anatômica contrasta com as formas geométricas e arquitetônicas. As bolsas apareceram ora em couro ora decoradas com brilhos e franjas, as botas de amarrar com saltos espelhados e forradas com pele. Os cabelos moicanos e os óculos de sol bem ao estilo punk, cheios de atitude.

A passarela é sem dúvida o lugar de destaque onde conseguimos ver todos os modelos apresentados, um a um, da maneira que o estilista pensou a coleção. Porém, é nos bastidores que acontece toda a correria para os desfiles. Maquiadores com seus pincéis, modelos à espera do grande momento. Uma horinha que os fotógrafos de moda estão se especializando cada vez mais para registrar estes momentos. As modelos também, muitas colocam as fotos no Instagram e são mil vezes curtidas. Vamos ver algumas meninas nos bastidores do desfile da Fendi, já que acbamos de ver as fotos delas prontas na passarela.

E o que dizer da coleção da Versace? Feminina e sexy. As inúmeras combinações com as cores preto, branco e amarelo. As saias curtas esilhuetas ajustadas, sexys. As botas e pelos, glamour. Misturas

A marca Italiana Moschino trouxe para a passarela toda a referência londrina, paixão da estilista. As produções pareciam uniformes escolares da escola britânica escocesa. Uma coleção jovem, porém, com pitadas clássicas as quais remetem as insígnias nas roupas. Detalhe para os chapéus de cavalaria e os enormes brincos dourados, lindos!

A Dsquared2 veio cheia de androginia, elegante. Hora as meninas apareciam vestidas com terninhos masculinos, ora bem femininas com vestidos em seda fluido e silhueta ajustada ao corpo. Pelos, chapéus, sandálias com meias, lenços, gravatas borboletas, teve de tudo.

E o eleito para acabar este post foi o vídeo da Style.com que mostra a passarela, os comentários dos editores das principais revistas do mundo e a linha de frente. Enfim, a elegância da mulher italiana.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Mundo Corporativo: faça seu dia mais produtivo

 

“A administração do tempo é um grande desafio dentro das organizações. Então, a gente tem de dividir o nosso tempo no que é importante e no que é urgente. As pessoas vão deixando aquelas atividades que são importantes de serem desenvolvidas mas não são as atividades que elas mais gostam de realizar, então acabam deixando tudo para o amanhã e estas acabam se acumulando. Outra coisa, também, é o próprio gestor ter objetivos bem claros, metas bem claras, para que eles possam atingi-los”. A recomendação é de Ricardo Barbosa, diretor-executivo da Innovia Training & Consulting entrevistado do programa Mundo Corporativo da rádio CBN. De acordo com o consultor, outra maneira de melhorar a produtividade dos profissionais da sua empresa é criar um bom plano de carreira.

 

 

Você assiste ao Mundo Corporativo, em primeira mão, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e pode participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: as histórias que meu pai contava

 

Por Denise Domingues
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 


Ouça aqui o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

As histórias que meu pai contava…

 

 
Sou do ano de 1968, nascida no bairro do Brás e criada até a pré-adolescência no bairro do Tatuapé. Sou filha de mãe de origem caipira e de pai paulistano da gema, de origem típica da década de 1930, uma mistura de espanhol com italiano, do tipo que lembrava o Adoniran Barbosa quando falava.

 

Das muitas lembranças que trago da infância, uma me deixou marcas profundas: os passeios de carro com meu pai pelas ruas da cidade. Ele adorava dirigir, sempre teve carro – nunca novos – mas sempre os teve. Aos domingos, após o almoço tradicional italiano, servido à macarronada e frango, costumávamos fazer um programa que a mim sempre soou incrível: sair de carro sem rumo pela cidade de São Paulo.

 

Todos no carro, eu, papai, mamãe, saíamos com roteiros sempre diferentes a cada domingo. Obelisco do Ibirapuera, Avenida 23 de Maio, Estádio do Pacaembu, Praça Silvio Romero no Tatuapé, Avenida Paulista, Igreja do Rosário da Penha, Igreja da Sé. Era uma infinidade de lugares pelos quais passávamos, monumentos, avenidas. Bem que meu saudoso pai poderia ser guia turístico na cidade! A cada lugar visitado, em cada rua que passávamos, lá vinha ele com uma descrição ou história para contar. Aprendi muito. Falava dos lugares, contava suas aventuras de infância passada a braçadas no Rio Tietê e a corridas nas chácaras da zona leste. Contava como eram aqueles lugares no passado, enfim, uma história atrás da outra.

 

Dentre os passeios que fazíamos, o que eu mais adorava era ir até o Aeroporto de Congonhas. Sempre fui apaixonada pelos aviões e sabendo disso meu pai parava o carro em uma rua próxima ao aeroporto. Lá ficávamos sob os pássaros gigantes que passavam admirando sua grandeza. Eu sempre dizia ao meu pai que um dia eu viajaria de avião. E ele, com sua simplicidade: “avião é coisa pra rico, filha…”. Coisa que nós, definitivamente, não éramos.

 

Aos 44 anos, tenho a felicidade de dizer que meu sonho foi realizado, já cruzei o oceano de avião, e tenho mais horas de vôo dentro do Brasil do que muito co-piloto. Mas como aprendi com meu saudoso pai a admirar esta cidade, sempre volto. E pretendo ficar por aqui até o fim da minha vida.

Avalanche Tricolor: um drible nos prognósticos


Fluminense 0 x 3 Grêmio
Libertadores – Engenhão (RJ)

 

Diante de uma vitória como a desta noite, poucas palavras são necessárias. Diante da saga de um clube como este, todos os prognósticos são desnecessários. Driblamos a lógica, demos um chega pra lá no destino que tentam nos escrever. Ou você não lembra daqueles que já nos viam fora da disputa com apenas uma rodada realizada? O Grêmio mostrou, no Rio de Janeiro, porque é considerado Imortal. Não é porque jamais seremos vencidos, é porque jamais aceitaremos que a história seja contada antes de ser vivida. E, desta vez, lutamos com bravura, sim, como sempre deveríamos lutar. Mas sem abrir mão do talento. Porque estes não são excludentes.

 

Paro por aqui, pois escrevi lá em cima que poucas palavras são necessárias para falar desta vitória. E agora já é momento de pensarmos na próxima disputa, pois o sonho do tri da Libertadores ainda nos reserva árduas batalhas que precisarão ser sofridas e vencidas uma à uma.

Imagine na Copa !?

Por Carlos Magno Gibrail

BRASIL OPEN 2013

 

O Ginásio do Ibirapuera, do Governo do Estado de São Paulo, domingo, só não viveu um cenário de “República das Bananas” porque o público presente não permitiu. Vaiou. Vaiou muito, com categoria e hierarquia. Pois, Luis Felipe Tavares, o organizador, foi o mais vaiado, seguido do Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, aclamado como Aldo Tiririca.

 

O Brasil Open 2013, sucesso de público e de espetáculo, graças aos jogadores e aos consumidores, foi um fracasso de estrutura, organização e de respeito ao estatuto do torcedor. Às condições iniciais inadequadas de instalação, pois o Ginásio não tem climatização nem adaptações essenciais para a mídia, quer para entrevista quer para transmissão, houve falhas do básico, como quadras com piso irregular e bolas inapropriadas.

 

Ainda assim, o esperado duelo entre Nadal e Nabaldian se concretizou. O público correspondeu e lotou o Ginásio. E, incrível, ainda se surpreendeu. Pois, aos sabidos problemas já existentes tiveram que “engolir” a superlotação, explicada como ingressos falsos, a deselegante e tumultuada chegada do Fenômeno e Anderson Silva com a partida em andamento, paralizando-a, e a amadora cerimônia de premiação.

 

O testemunho do casal de médicos Marcelo Alves Moreira e Lilian Corrêa, experientes espectadores de Roland Garros e US Open, postado no Facebook descreve bem o evento:

Prazeroso ver Rafael Nadal em recuperação jogar aqui em São Paulo! Horripilante a organização da Koch-Tavares com anuência do ministro dos esportes e do secretario do Estado! Venderam mais que capacidade! Não numeraram os ingressos! Assistimos sentados na escada, entre as cadeiras, nós e outras centenas de pagantes (300 reais), lá naquela estufa chamada Ginásio do Ibirapuera! Essa é a turma profissional que vai organizar Copa e Olimpíadas! Obrigado Nadal! Ver vc jogar ao vivo valeu o sacrifício e a revolta!

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Inexplicável

 

Por Julio Tannus

 

Há alguns anos estava em uma festa de aniversário de um sobrinho. Ao iniciar a projeção de um filme infantil, o equipamento de projeção deixa de funcionar repentinamente. O operador reinicia a projeção e logo após novamente a projeção é interrompida, aparentemente de forma inexplicável. Um observador atento constatou que o entra e sai de pessoas acionava uma lâmpada que desligava o disjuntor.

 

Recentemente meu notebook parou de funcionar. Após várias tentativas, voltou a funcionar. Depois de algum tempo, deixa de funcionar novamente, aparentemente de forma inexplicável. Ao verificar atentamente o equipamento, verifico que a luz indicativa da conexão sem fio estava apagada. Ao mudar a posição do aparelho para outro local, o travamento do aparelho foi explicado.

 

Tenho feito referências aqui a aumento de impostos e cobrança de impostos aparentemente inexplicáveis. É o caso do aumento do IPTU e a taxa de fiscalização de elevadores da Prefeitura de SP cobrada há anos, sendo que nunca apareceu um fiscal da Prefeitura para fiscalizar. Ao constatarmos que não existe qualquer resistência da população a essas cobranças, podemos encontrar aí uma boa explicação.

 

Aparentemente certos encontros e desencontros são inexplicáveis. Entretanto nossos poetas podem encontrar uma boa explicação:

 

Se procurar bem você acaba encontrando.

Não a explicação (duvidosa) da vida,

Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Carlos Drummond de Andrade

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Fernando Sabino

A imaginação é o nosso primeiro privilégio, tão inexplicável como o caso que a provoca.
Luis Buñuel

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung.

Vereador quer proibir velinhas de aniversário, em São Paulo

 

Porta arrombada, tranca de ferro! Desde pequeno ouço este ditado que, me parece, inspirou o vereador Wadih Mutran (PP), de São Paulo, ao apresentar projeto de lei com a intenção de evitar a repetição de tragédias como a da boate em Santa Maria. No embalo das medidas salvadoras que surgiram desde o incêndio que matou até agora 239 pessoas, Mutran entendeu por bem propor a proibição das velinhas de aniversário em casas noturnas fechadas.

 

O projeto 01-00004/2013, apresentado à Câmara Municipal, assinado por Mutran diz que “fica terminantemente proibida à utilização de qualquer instrumento ou mecanismo que produza faísca ou fogo, inclusive velas de aniversários de qualquer espécie ou natureza”.   Ou seja, os fiscais não trabalham, as autoridades não agem, os bombeiros fazem vistas grossas, os donos das boates são irresponsáveis e sobra para a pobre da velinha de aniversário, aquela que compramos por alguns poucos reais para enfeitar o bolo das crianças.

 

O vereador deve ter descoberto nas profundas pesquisas que realizou após os acontecimentos no interior do Rio Grande do Sul que por trás daquele ingênuo pedaço de cera que adorna as festinhas há uma arma de altíssimo poder de destruição. E para acabar com este disfarce de bom moço (ou boa moça), a velinha será banida das festividades, ao menos em São Paulo.  

 

Depois dessa, só me resta acender uma vela para o santo e pedir para que ilumine a cabeça dos nossos representantes na Câmara Municipal de São Paulo.

 

Para que não haja mal entendido, eis o texto completo do PL 01-00004/2013 do vereador Wadih Muran (PP)

“Dispõe sobre a proibição de qualquer ato que envolva a produção de faísca e fogo em casas noturnas e boates fechadas, localizadas no Município de São Paulo e da outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO, decreta:
Art. 1o – Fica terminantemente proibida à utilização de qualquer instrumento ou mecanismo que produza faísca ou fogo, inclusive velas de aniversários de qualquer espécie ou natureza, em casas noturnas fechadas como boates, casa de shows, localizados no município de São Paulo.
Art. 2o – Torna obrigatório ainda, a instalação de sinalização com o uso de tintas fosforescentes, tipo fosfocrômica especial no chão indicando rotas de fuga em todas as casas noturnas e boates localizadas no Município de São Paulo.
Art. 3o – Para a adaptação das normas instituídas no artigo 2o desta lei, os proprietários dos referidos estabelecimentos terão um prazo de 60(sessenta) dias para o cumprimento do dispositivo.
Art. 4o – O não cumprimento do exigido nesta Lei, serão puníveis com multa, que implicará no valor de 1.500(Hum mil e Quinhentas)UFIR’S, sendo que em caso de reincidência o valor da multa duplicará.
Art. 5o – As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias suplementadas se necessárias.
Art. 6o- Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões, às Comissões competentes.”

Adote um Vereador: estaremos atentos !

 

 

Fora da data, devido ao Carnaval, o encontro do Adote um Vereador, se realizou nesse sábado, no Pátio do Colégio, em São Paulo. Normalmente, nosso bate-papo é no segundo sábado do mês, mas a ideia de trocarmos informações, reforçarmos ações e motivarmos novos adeptos se manteve. Ganhamos importantes apoios para a tarefa de fiscalizar os vereadores que começaram recentemente seu trabalho na Câmara Municipal. Alex se apresentou no café disposto a controlar a ação de Floriano Pesaro, líder do PSDB na Casa, enquanto, por e-mail, Sebastião anunciou a abertura de blog para ficar de olho no mandato de Andrea Matarazzo, também do PSDB.

 

Na conversa de sábado, tivemos ainda a colaboração da ex-vereadora Soninha Francine, do PPS, que apareceu por lá disposta a compartilhar conosco parte da experiência que adquiriu seja no Legislativo seja no Executivo, onde foi subprefeita da Lapa. Recebemos informações interessantes sobre o andamento de projetos e propostas, além de regras que são impostas aos parlamentares na Câmara. Soninha se comprometeu a voltar no mês que vem, quando teremos nosso próximo encontro, dia 9 de março, para trazer mais informações que podem ser úteis a todos nós que aceitamos o desafio de monitorar o trabalho dos vereadores.

 

Alecir, Rafael, Sérgio, Chico, Vítor e Cláudio, este por Skype, reforçaram nossas pretensões e dividiram com o grupo as informações que levantaram nestas últimas semanas. Em todos existe a apreensão de que possa haver recuo na transparência conquistada nestes últimos dois anos na Casa, pois ainda estamos ressabiados com a ideia inicial do presidente da Câmara José Américo (PT) de impedir a participação popular nas reuniões da Mesa Diretora sob a justificativa de que existem temas sigilosos a serem debatidos por seus membros.

 

Estaremos atentos !

 

A propósito: antes que alguém reclame, lembro que a participação nos encontros do Adote, assim como a presença na rede acompanhando os vereadores, é totalmente livre. Está aberta a qualquer cidadão.

Avalanche Tricolor: tarefa cumprida na Taça Piratini

 

Grêmio 1 x 0 Veranópolis
Gaúcho – Olímpico Monumental

Gremio x Veranopolis

 

Ao me ajeitar corfortavelmente no sofá de casa, nesta tarde de domingo, imaginei assistir a uma preparação para a Libertadores, principal objetivo desta temporada. Entrosar o time seria fundamental para nossas pretensões na competição após o tropeço na primeira rodada da fase de grupos. Ficou claro que o excesso de “novatos” prejudicou nosso desempenho. Logo que soube da ausência de Barcos no ataque, supostamente por que teria de resolver problemas pessoais (nenhuma outra explicação pública foi oferecida ao torcedor), confesso que me frustrei. A maior carência da equipe estava no ataque onde os dois titulares, Barcos e Vargas, ainda precisavam se conhecer melhor. Tinham, também, de combinar o jogo com os dois meias mais avançados, Elano e Zé Roberto. E acertar o tempo da bola nos cruzamentos das laterais, com Pará e André Santos.

 

Sem Barcos e com os primeiros movimentos em campo logo percebi que minha avaliação estava errada. Ao entrar no gramado – belíssimo gramado, registre-se – do estádio Olímpico, o Grêmio estava se preparando não para Libertadores mas para mais uma partida da Taça Piratini. E partida decisiva, pois precisava vencer para passar à próxima fase, depois de uma campanha capenga com o time formado por jogadores da base e alguns reservas. Venceu com um gol no primeiro tempo, marcado de cabeça pelo zagueiro Werley, apesar da forte retranca do time adversário. Chegou a ensaiar boas trocas de bola do meio para a frente, alguns chutes a gol, mas nada que o fizesse ampliar o placar. Ao mesmo tempo, correu poucos riscos lá atrás e soube levar a partida até o fim com o resultado que lhe mantinha na competição.

 

Querer comparar o que se faz em uma partida pelo Campeonato Gaúcho com o que vai ser feito em uma da Libertadores é misturar alhos com bugalhos. São competição, adversário, comportamento e objetivo completamente diferentes. Portanto, comemoremos a passagem às quartas de final do primeiro turno do Estadual, cumprindo assim nossas obrigações, e nos preparemos para o maior desafio do meio da semana, contra o Fluminense.

 

Que estejamos prontos para começar a reescrever nossa história na Libertadores !