Rádio ao vivo e responsável

 

Por Mílton Jung

 

Por muitos anos o radiojornalismo pecou por entender que o ouvinte estava em busca da notícia em primeira mão quando, na realidade, a busca era pela notícia certa em primeira mão. Até hoje se percebe esta confusão, resultado da precipitação e falta de responsabilidade. Pode ser, também, falta de habilidade para equilibrar agilidade e precisão, conceitos que pautam, cada vez mais, a vida dos jornalistas de uma maneira geral e os de rádio em especial, devido às características intrínsecas do veículo, tais como imediatismo e a instantaneidade. No rádio, ao vivo, o risco se potencializa e a tentação pelo furo pode ferir reputações – sugere-se cautela, apuro e tranquilidade. Toda vez que o jornalista abre mão da precisão em nome da agilidade paga com o que há de mais caro em sua carreira, a credibilidade.

 

Há não muito tempo, os principais veículos de comunicação brasileiros transformaram um incêndio em loja de colchões, na zona sul de São Paulo, em uma tragédia área. A informação que havia chegado truncada às redações era de que um avião da companhia aérea Pantanal havia caído sobre um prédio, próximo da avenida Santo Amaro. A dificuldade em chegar ao ponto do suposto acidente, devido ao congestionamento na região, impedia a confirmação in loco, mas não diminuía a pressão do público e dos chefes sobre os apuradores e repórteres. Sem conseguir uma confirmação por fontes próprias, várias emissoras de rádio e TV, além de portais na internet, se basearam em informação divulgada por um canal a cabo especializado em notícias, a GloboNews, e publicaram uma mentira. Alguns minutos foram suficientes para se perceber o erro, voltar atrás, pedir desculpas e tocar a vida em frente. Nada suficiente para eliminar o vexame e impedir a demissão de colegas.

 

A notícia quando chega à redação precisa ser apurada antes de publicada. Quanto maior seu impacto, maior deve ser a precisão. Pode vir por telefone, por e-mail, através de uma fonte, nas mais diferentes situações. Atualmente, pode circular nas redes sociais, também. É comum percebermos rumores na internet que, mais tarde, se transformarão em fato, e muito mais comum ainda vê-los sumir pela total inconsistência da verdade. Nem sempre dar a fonte para um agência de notícias é suficiente para se eximir da culpa de um erro. O que diferencia o jornalista em momentos como este é a responsabilidade em divulgar o tema, com a velocidade que os veículos e o público exigem, mas com a precisão que a profissão pede.

Avalanche Tricolor: Barcos, o Carnaval e um sonho

 

Juventude 2 x 1 Grêmio
Gaúcho – Alfredo Jaconi/Caxias (RS)

 

 

Carnaval não é a minha praia. Curti muito até tempos atrás, pulava de baile em baile, em uma época na qual os clubes abriam suas portas para diversão. Hoje, parece que a maioria prefere não se arriscar com a baixa adesão dos sócios. Fui ousado nos festejos de Momo, me fantasiei, desfilei duas vezes no Sambódromo do Rio, sambei desajeitado, se é que aqueles passinhos ridículos tinham alguma coisa a ver com samba. Agora, estou fora de jogo, nem mesmo os desfiles na televisão me fazem ficar acordado até tarde. Prefiro descansar, ficar com os meninos, passear um pouco, quem sabe pedalar se não chover. Nesse feriado, tirei tempo para acelerar a leitura. Estou com a biografia de Mick Jagger em mãos, ou seja, enquanto o bum-bum-pa-ti-cum-dun-pru-cu-rum-dum soa lá fora, vou de rock and roll aqui dentro. Nem mesmo o futebol costuma me animar nestes dias. Aliás, quando me divertia no Carnaval, os campeonatos entravam em recesso. Atualmente, com o calendário mais apertado que alpargata de gordo, como dizem na minha terra natal, mexem no horário para que as partidas encaixem em um só dia e não respeitam sequer os clássicos, que ficam perdidos no noticiário carnavalesco.

 

Espanta-me pouco que quase não se percebeu a derrota gremista com um misto de time B – havia a gurizada da base e alguns reservas da equipe principal em campo -, pela Taça Piratini, no sábado de Carnaval. O placar impôs dificuldade extra para se classificar à fase final do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, pois o Grêmio precisará vencer nas últimas rodadas e contar com uma combinação de resultados que se não é impossível, é difícil. Se tiver que ser assim, que seja, pois, fora desta primeira parte do Estadual, teríamos dedicação total às quatro primeiras rodadas da Libertadores que, afinal, é o que nos interessa. Tanto é verdade que a notícia mais importante do futebol neste Carnaval não veio de dentro dos gramados. Refiro-me à contratação relâmpago de Barcos que chega para ser mais um Imortal Tricolor.

 

Vamos combinar o seguinte. Nem esta é a maior contratação que o Grêmio fez em sei lá quanto anos, como escrito por um cronista gaúcho deslumbrado, nem o Palmeiras passou a perna na gente, como escreveu um paulista despeitado. Barcos é finalizador – alguns preferem chamá-lo de matador. Algo que tem feito falta ao Grêmio, desde a saída de Jonas, há dois anos. Não será, porém, o salvador da Pátria Tricolor. Para isso, temos uma história e um elenco que está bem construído, haja vista os últimos reforços. É o conjunto da obra que nos permite sonhar com o tri da Libertadores. E esta é, para mim, a melhor notícia do Carnaval: conquistamos o direito de sonhar.

De Einstein

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

O exercício de desapego e escolha me leva a recomeçar mais uma vez. Não quero dizer com isso que vá tentar apagar a vida vivida para recomeçar do zero, porque é impossível; bom motivo para nem tentar. Gosto de cada
minuto que tenho vivido, e não pretendo virar as costas para nem um desses minutos. Nem dos claros, nem dos escuros. É a vida, dizia a mamãe, a cada acontecimento.

 

Sei que sou, também, o resultado de tudo o que vivi e de como vivi, e gosto de quem sou. A vida tem me levado a rir a chorar, e tenho aprendido com os dois movimentos dela, que às vezes são rápidos demais para eu
absorver e crescer, e outras vezes um arrastar sem fim, quando sinto que remo sem parar, e não saio do lugar. Mas, enquanto há vida, há chance de viver de peito aberto, de aprender e crescer. De aproveitar a viagem. E
assim vou atrás do estar-bem. Do meu e do mundo que me cerca.

 

Ainda envolvida com o este-vai-este-fica de papéis e livros, espirro, lavo as mãos um exagero de vezes e rasgo pilhas, em tiras e mais tiras. Não os livros, é claro. Num dos papéis encontrei um texto com minha letra de menina, escrito com tinta verde, com a caneta que ganhei do meu pai quando entrei no ginásio, sem fazer o quinto ano. Tinha um exame chamado muito propriamente de Exame de Admissão, logo depois do quarto ano primário. A gente passava por uma tensão parecida com a do vestibular, e eu passei direto. Ganhei uma Sheaffer e usei tinta verde, por muito tempo. Mas enfim, o texto era um fragmento do livro “Como vejo o mundo” de Albert Einstein, lançado em 1953.

 

Fala o mestre!

Educação em vista de um pensamento livre

Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma
máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um
sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido,
daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se
assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado
do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida.

Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas
angústias, para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seus
próximos e à comunidade.

 

Se você quiser ler o texto todo, encontrei o livro inteirinho disponibilizado na Biblioteca Virtual Espírita.

 

Dá para guardar na biblioteca do seu leitor de livros. Encontrei o trecho que copiei em priscas eras, como diria minha amiga Maryur, na página 16 do livro.

 

É isso.

 

Bom domingo, bom feriado, diminue a velocidade nas curvas, e até a semana
que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Maquiagem carnavalesca

 

Por Dora Estevam

 

 

Que a moda influencia no Carnaval, isso é fato. As cores, as fantasias, os makes, as unhas, tudo é pensado nas tendências atuais. É claro que não dispensamos as boas referências clássicas, porém, renovadas. Há vários bailes pela cidade e muita gente não gosta de usar fantasia ou adereços em excesso, por isso a dica de hoje vai para a ousadia na maquiagem. E mulheres amam maquiagem, portanto fica mais fácil ousar. Agora pode.

 

A ideia é colorir o rosto para deixá-lo bonito e atraente. E a moda dá uma forcinha, seja nos cílios postiços, seja nos riméis coloridos. Tudo vale a pena. Peninhas e lantejoulas também produzem um belo visual.

 

Inspire-se nas fotos deste post.

 

 

Você acha que dá para fazer ou precisa de uma força?

 

Tá, já sei! Quem gosta muito de maquiagem e acompanha as novidades já deve ter ouvido falar na maquiadora Alice Salazar, certo? Então, hoje o tutorial para dar um empurrãozinho na sua produção é dela. Alice ensina a fazer o olho para o carnaval, um passo a passo fácil e descontraído. Ela é engraçada e paciente:

 

 

Gostou? Se tiver alguma ideia ou um link para indicar manda aqui pra gente, beijos e até o próximo sábado.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Mundo Corporativo: esqueça as velhas máximas da sua empresa

Esta entrevista foi ao ar, no dia 23 de setembro de 2012, e foi reproduzida, neste sábado, dia 09 de fevereiro

 

Nas empresas da nova era o resultado a ser alcançado não pode ser meramente quantitativo, tem de estar ligado a busca de um significado e ao valor percebido pelos clientes. A opinião é do consultor de negócios, Cezar Souza, da Empreenda Consultoria, autor do livro “A NeoEmpresa – O futuro da sua carreira e dos negócios no mundo em reconfiguração”. Nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Cezar descreve aspectos do que chama o novo universo empresarial e os desafios para sua carreira neste cenário. Ele sugere que se abandone algumas velhas máximas do mundo corporativo como a de que o segredo é a alma do negócio: “a alma é que é o segredo do negócio, ou seja o intangível, os atributos da empresa”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN

José Américo: "Sem sigilo, processo licitatório estará comprometido"

 

O presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo José Américo (PT) respondeu ao post publicado, ontem, neste Blog, no qual critico o fechamento da reunião da Mesa Diretora e as mudanças no acesso à sede do legislativo municipal. Reproduzo aqui o texto registrado pelo vereador na área de comentários do blog:

 

Caro Milton, você deve saber que a discussão do conteúdo de um edital nao pode ser pública. Tenho pelo menos quatro pela frente nas próximas semanas – publicidade (18 milhões), ticket refeição (20 milhões), reforma da garagem (11 milhões) e reforma do prédio principal ( valor ainda nao definido ) – e não disponho de tempo para reuniões paralelas. Nada contra, apenas não temos tempo. Além do que posso precisar de mais de uma reunião para definir um edital. Se eu não assegurar o sigilo nesta fase, o processo licitatório estará comprometido. Quanto ao Danilo ser um defensor do golpe de 64, pergunte a ele. Ele dirá a você, como disse a mim. Revoltou-me o fato de um homem com convicções autoritárias como ele, dizer que eu, que lutei pela democracia e sofri por isso – fui perseguido e preso – estava usurpando a democracia e a transparência. Acho que talvez nao devesse ter dito isso naquele diálogo com a Fabiola, mas nao menti. Admito que tenho dificuldade para aceitar pessoas que defendam de boca cheia um regime que tanto prejudicou nosso pais e nosso povo. Bem. No mais, acho que você, como jornalista sério que é, não compactua com aqueles que defendem saídas cômodas. Aguardo, portanto, um convite seu para, em seu programa, discutir o tema do sigilo em reuniões da mesa diretora, quando ele for necessário, e outros temas que você desejar debater. Um grande abraço do José Américo.

Presidente alega sigilo e ataca "fiscais" de vereadores

 

Câmara Municipal São Paulo

 

As restrições impostas pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo (PT), para acessar as informações da casa e o próprio prédio têm causado polêmica. Para entrar no Palácio Anchieta serão exigidas roupas apropriadas – de bermuda e chinelo não entra mais – e identificação, enquanto que para assistir às reuniões da Mesa Diretora somente quando Américo permitir. No encontro dessa quarta-feira, um Guarda Civil ficou na porta informando às pessoas que se dispõem a participar desses encontros que a entrada não estava autorizada. Cidadão, fora; lá dentro, só vereador. Transmissão pela internet, como ocorreu no último ano, nem pensar.

 

A alegação é que assuntos sigilosos seriam discutidos, tais como processos de licitação, e os dados fornecidos abertamente poderiam beneficiar grupos e empresas. Em nome da transparência e igualdade na concorrência, fechavam-se as portas. Em entrevista à Fabíola Cidral, na CBN, Américo explicou que quando não houver temas que precisem ser discutidos de forma sigilosa, a reunião estará aberta. O vereador não disse quais os demais assuntos que pretende tratar em segredo, além dos que envolvem licitação. Espera-se que a lista seja pequena para que a reunião da Mesa Diretora possa ser assistida por todos os cidadãos interessados, em breve. (a propósito: o vereador não precisa se preocupar porque, infelizmente, poucos se importam com o que acontece por lá).

 

O medo de que o processo de transparência da Câmara Municipal de São Paulo, com abertura de dados e transmissão de todos os encontros e audiências pela internet, tomou conta dos cidadãos que entendem a relevância de se fiscalizar o trabalho do poder Legislativo. Particularmente, não acredito que o presidente da Casa vá retroceder e impor novas restrições de acesso às informações. Torço para que não vá além deste imbróglio envolvendo as conversas sigilosas da Mesa Diretora. E ao controle sobre a moda e os bons costumes.

 

O que me incomoda mesmo é a dificuldade que o vereador José Américo tem tido para dialogar, em especial com os movimentos civis que atuam na Câmara. Em duas entrevistas que ouvi dele na CBN, ambas para Fabíola, não se contentou em esclarecer dúvidas. Fez questão de atacar, às vezes de forma irônica, as pessoas que questionam ou criticam atos do Legislativo Municipal. Na primeira, tentou passar a ideia de que o membro da rede Adote um Vereador Cláudio Viera era desinformado e não sabia do poder limitado dos parlamentares em criar leis. Américo não deve saber mas dois projetos em andamento na Casa, de autoria do vereador Marco Aurélio Cunha, seu colega de Mesa, foram sugestões desse cidadão. Na segunda, mais grave, acusou o diretor-geral do Movimento Voto Consciente Danilo Barbosa de ser defensor da Ditadura Militar, em um ataque desproposital e deselegante para quem ocupa o cargo de presidente da Câmara de São Paulo.

 

Américo não teve a mesma coragem ao criticar ex-presidentes da Casa que, segundo ele, teriam agido com hipocrisia, ao abrir as reuniões da Mesa Diretora para o público, enquanto fechavam acordos nos bastidores. Perguntado, omitiu o nome do hipócrita.

 

Vale lembrar ao cidadão que, apesar de ser o presidente, José Américo toma atitudes respaldado pela Mesa Diretora, portanto deve-se cobrar posições mais claras, também, dos demais integrantes: Marco Aurélio Cunha (PSD) – 1º vice-presidente; Aurélio Miguel (PR) – 2º vice-presidente; Claudinho de Souza (PSDB) – 1º secretário; Adilson Amadeu (PTB) – 2º secretário; Gilson Barreto (PSDB) – 1º suplente; e Dalton Silvano (PV) – 2º suplente. O que teriam a dizer sobre o assunto? Concordam com as medidas que estão sendo tomadas? Temem que possa haver retrocesso na transparência da Câmara Municipal? Estão dispostos a lutar pela abertura de todas as reuniões?

 

#AdoteUmVereador e mande estas perguntas para que ele tenha o direito de dar a sua opinião sobre o tema.

O diabo está sempre por perto quando se dá sorte ao azar

 

Por Milton Ferretti Jung

 

A tragédia de Santa Maria jamais será esquecida, especialmente pelos pais de suas vítimas, tanto as que perderam a vida quanto as que ainda estão, em vários hospitais do estado, sofrendo as consequências das queimaduras que sofreram na pele e nos pulmões. Escrevo, nas terça-feiras, os textos que o Mílton posta, às quintas, no seu blog. Até essa data, o número de óbitos estava em 238, batendo um recorde maldito, considerando-se os que morreram em tragédias, semelhantes a essa: em 2003, na cidade de West Warwick, Rhode Island, na boate The Station, 100 pessoas morreram e 230 ficaram feridas e, em 2004, a que ocorreu em Buenos Aires e destruiu a boate Republica Cromañón, onde as mortes chegaram a 194 e o número de feridos ficou perto de mil. Lembro que, nos três terríveis episódios, as causas dos incêndios foram praticamente as mesmas.

 

Criar bem os filhos é obrigação de todos os pais. Imagino que os rapazes e moças que foram à boate Kiss, todos ou quase todos, pelo simples fato de estudarem em faculdades, tenham sido criados com esmero. Os seus pais, muitos dos quais trabalharam duramente para que os seus rebentos tivessem a chance de chegar à universidade, não temiam pela sorte deles naquela noite de fim de semana, na até então tranquila Santa Maria. Talvez não soubessem ou não tenham se dado conta do perigo que corriam. Afinal, a festa era numa casa das mais bem conceituadas da cidade. Seus proprietários sempre passaram a ideia de serem pessoas sérias. Ninguém duvidava que a documentação necessária para que se abra uma casa de espetáculos tivesse seguido todos os trâmites exigidos pelas leis, tanto as municipais quanto as que haviam corrido por conta dos bombeiros. Será que alguém chegou a se preocupar com o fato de a Kiss ter apenas uma porta e, nessa, ainda por cima, seguranças cuidarem, com todo o zelo do mundo, para que conviva algum deixasse a boate sem quitar a sua comanda.

 

O diabo está sempre por perto quando se dá sorte ao azar. E muitos, ditos responsáveis pelo cumprimento das leis e regulamentos, por desídia ou sei lá o que, deixaram de fazer o que lhes competia. E o “sputnick”, lançado por um idiota, fez o resto. Espero que os culpados sejam punidos. Punição alguma, porém, vai diminuir a dor que consumirá para sempre os corações de pais e mães das vítimas da tragédia de Sana Maria.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: imagine quando o Cabrito chegar !

 

Grêmio 5 x 1 São José
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Depois de ver a seleção brasileira perder para a Inglaterra na preliminar, a expectativa era saber como o Grêmio, com seu time principal, se comportaria no jogo de fundo. Pela primeira vez, Luxemburgo escalaria, na Taça Piratini, os titulares – ou aqueles que estariam em condições de jogar. A estratégia de levá-los a campo, após garantirem a presença na fase de grupos da Libertadores, faz parte do “projeto” do tricolor para este início de temporada, como o técnico lembrou na entrevista antes da partida. Estava mesmo na hora, pois se não temos o Estadual como prioridade, neste momento, também não podemos deixar os adversários se distanciarem muito para que a classificação à próxima etapa não fique ameaçada. E o de hoje era o líder da competição, com melhor campanha e nenhum gol tomado até aqui. O cenário era perfeito, pois a partida aconteceria no Olímpico Monumental, estádio que ganhou sobrevida para que a Arena seja resguardada e usada apenas nos jogos de maior público, ao menos até março.

 

O Grêmio, ao contrário do Brasil, não frustrou nossa expectativa. Marcou no ataque, sufocou o adversário, tocou bola com rapidez, driblou como quis e goleou, além de ter retomado seu lugar entre os quatro classificados da chave. Zé Roberto, o rapaz de 38 anos, desfilou sua elegância em cada passe e chute a gol. Fez dois. Yuri Mamute, o garoto de apenas 17, jogou como gente grande ao entrar no segundo tempo e fazer parceria com os titulares. Comemorou seu primeiro gol no time principal. Elano até errou pênalti, mas mostrou que não desiste enquanto a bola não entra. E Facundo Bertoglio, de volta, fez o mais lindo de todos os seis gols da partida com dribles desconsertantes. Houve outros que não marcaram mas jogaram muito bem e para não estender a lista vou resumi-la ao nome de Pará, que fez aquilo que esperamos de um ala moderno, foi ao ataque, superou o marcador, cruzou e fez assistências.

 

Nesta noite de quarta-feira, o Grêmio foi perfeito. Imagine quando o Enrico Cabrito chegar !

Do Jornal da CBN: o nosso homem biônico

 

 

Cientistas britânicos construíram o primeiro homem biônico completo do mundo (ou quase). “Rex” é seu nome de batismo, mede dois metros de altura e tem membros, pulmão, rins, coração e até sangue artificial, e foi criado para o documentário “Como construir um homem biônico”, do canal britânico “Channel 4”. O robô custou cerca de 1 milhão de dólares bem mais barato do que o personagem da série de televisão americana, dos anos de 1970, que tinha como ator principal Lee Major no papel de Cyborg, “O Homem de Seis Milhões de Dólares. Para não perder esta corrida pelo homem perfeito, o Jornal da CBN também apresentou, nesta quarta-feira, o seu Homem Biônico:

 

Ouça a charge eletrônica que encerrou a edição de hoje do JCBN, criada pelo Paschoa e pelo Thiago, com participaçãop especial do Clésio.