Uma frase tirada das redes sociais é das principais dicas que o consultor Sidnei Oliveira poderia oferecer aos jovens que se preparam para encarar o mundo corporativo: “keep calm, work hard, and stop the mimimi” ou, em bom português, “tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar”. Autor do livro “Jovens Para Sempre – como entender os conflitos de gerações” (Integrare), Sidnei foi entrevistado pelo jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Na conversa, ele chama atenção para o fato de que muitos dos novos profissionais chegam ao mercado após anos de estudo e de terem adquirido profundo conhecimento técnico, mas sem saber como funciona o código corporativo: “a inteligência emocional não está preparada para a cultura corporativa”. Sidnei Oliveira explica que nas gerações anteriores, a vida profissional se iniciava mais cedo e em funções que permitiam que este jovem passasse a conviver melhor com as regras internas das empresas. Hoje, seja pela criação em casa, com superproteção e menor exposição ao risco, seja pela extensão da vida escolar, os sinais recebidos por estes jovens é de que sempre terão ajuda de alguém: “o mundo de verdade é onde ele vai viver e lá nem sempre terá alguém tão amistoso”.
O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN
Domingo, 9 de dezembro, é o Dia Internacional de Combate à Corrupção, e os paulistanos estão convidados a participar da 1a. Bicicletada Não Aceito Corrupção, promovida pelo Movimento do Ministério Público Democrático. Mesmo aqueles que não pedalam podem participar do evento, a partir das 9 e meia da manhã, quando haverá concentração em frente ao prédio do Ministério Público de São Paulo, na avenida Brigadeiro Luis Antonio, 35 – próximo da estação Sé do Metrô. O passeio ciclístico se inicia às 10 e meia da manhã e haverá distribuição da camiseta da campanha.
Ao chamarmos atenção para a necessidade de se combater à corrupção, o pensamento da maior parte das pessoas se volta para os governos, mas o tema tem de ser combatido em todas as instâncias, instituições e setores. Autoridades públicas não devem usar do cargo para benefícios próprios e de seus grupos de apoio, sem dúvida. Mas o cidadão comum tem de estar atento as inúmeras oportunidades que surgem no seu cotidiano que podem levá-lo a um ato de corrupção. A nota de R$ 50 na carteira de motorista para que o policial alivie a multa pela irregularidade cometida. O “cafezinho” do fiscal da prefeitura que identificou a falta de documentação para a obra na sua casa. E mesmo o agrado deixado no bolso da camisa do garçom para lhe dar prioridade no atendimento no restaurante. Todos parecem ser atos pequenos e de menor relevância diante do desvio de milhões de reais em obras e ações do serviço público. Mas ajudam a construir a cultura do corrupção que precisa ser enfrentada.
Na segunda-feira, dia 10, se realiza o Seminário Transparência e Controle da Corrupção – A Lei de Acesso à Informação, a partir das 7h30, no Memorial da América Latina. Para conhecer a programação completa e se inscrever, visite o site do Movimento do Ministério Público Democrático.
REUNIÃO DO ADOTE UM VEREADOR SERÁ NA BICICLETADA
O encontro mensal da rede Adote um Vereador, em São Paulo, será neste domingo, durante a manifestação do Dia Internacional de Combate à Corrupção, em lugar da reunião que costumamos fazer aos sábados, no Pátio do Colégio.
Por Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos
“Vivemos esperando dias melhores /…O dia em que seremos melhores /Melhores
no Amor/Melhores na Dor /Melhores em Tudo”
(Jota Quest, canção Dias Melhores)
Ao sermos interrogados sobre como estamos, é comum respondermos a quem nos
interroga de que estamos com pressa, “sempre correndo”. Mas correndo de
quem? Correndo para onde? Correndo atrás de quem? Ou nossas respostas
estão vazias de sentido ou, talvez, revelem que estamos a correr,
desesperadamente, sem rumo e direção.
Não há razões que justificam tanta violência nossa de cada dia que decorre
de coisas banais. A violência, transformada em rotina, dá-nos a impressão
de que vivemos num tempo em que tudo se pode resolver impondo a força, a
esperteza, o despudor, a estupidez ou a eliminação física daqueles que,
porventura, “atravancam” o nosso caminho. Mas será que a violência não está
a nos revelar que a estupidez é que tomou conta da gente e que o que nos
resta é administrá-la? Será possível vencer a estupidez humana?
A estupidez fundamenta-se na ideia de que não sou humanidade, sou somente
eu. Se somente é eu que valho, tudo o resto é secundário e, portanto,
passível de manipulação. O outro, que se vire, que se imponha, que se
apresente como eu. Não sou capaz de reconhecer a minha condição de
dignidade humana como algo que depende ou que pode ser complementada na
convivência com os outros. Então, se o outro em nada me ajuda, que pelo
menos não me atrapalhe. E, se resolver atrapalhar, nada melhor que
julgá-lo, humilhá-lo ou mesmo eliminá-lo.
Muito preocupante é que muitos de nossos adolescentes e jovens, a partir
das constatações referidas, operam as suas condutas e ideias na mais
absoluta relatividade, menos quando se trata da exaltação do próprio eu
(egocentrismo). Para muitos, tudo é razão de competição ou de etiqueta.
Representar é mais importante do que ser. Ter é muito mais importante do
que ser. Viver, na máxima velocidade e intensidade, é o melhor do que se
tem para fazer. Então porque pensar no futuro?
Sempre é importante retomar valores que são a base de nossa compreensão de
convivência social, como de nossa civilização. A generosidade, o convívio e
a compreensão, por exemplo, são geradas pela escutatória. A escutatória é a
nossa capacidade de desprender-se um pouco de si para tentar compreender as
atitudes e pensamentos dos outros. Mas será que ainda estamos a fim de
perder tempo para ouvir alguém? Ainda temos paciência para compreender que
determinadas atitudes resultam de nossa vivência pessoal atribulada e pela
falta de habilidade de conviver? Ainda seremos capazes de reconhecer que
tão importante quanto falar é também saber ouvir?
A violência é a face mais perversa de nossa estupidez humana. Na medida em
que viver, matar ou morrer viraram obras do acaso, estamos perdendo a
verdadeira noção de humanidade, sempre latente em cada um e cada uma de
nós. Esta humanidade, presente e latente em cada um e cada uma de nós,
requer ser reinventada e recriada em cada momento histórico. Nem sempre
vivemos do jeito que vivemos hoje e, no futuro, poderá ser que viver seja
ainda muito mais diferente e complexo.
Vivemos esperando dias melhores. Dias melhores virão se formos capazes de
perceber que vivemos enozados, interdependentes, frágeis, desejosos de
comunhão e trocas, mesmo que quase todo o mundo conspire contra a gente.
Mas somente a espera pode nos cansar. Vivamos, pois, escolhendo caminhos de
liberdade; não de estupidez.
O Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN – do Rio Grande do Sul está tomando importantes providências para diminuir o número de acidentes fatais neste estado. A primeira providência deve ser adotada no início de 2013 e visa a melhorar, com ajuda da tecnologia, as provas realizadas por quem pretende tirar carteira de habilitação. Os exames serão monitorados em tempo real. Os carros das autoescolas passarão a contar com câmeras que irão gravar, com áudio e vídeo, o procedimento dos professores e de seus alunos. Graças ao sistema que será implantado, os candidatos à carteira, que não se conformarem com o resultado dos testes, poderão entrar com recurso, valendo-se das imagens de suas provas, recebidas em uma central.
O controle biométrico, também será aperfeiçoado para evitar fraudes. Terminais de autoatendimento serão instalados, por exemplo, em shoppings, nos quais poderão ser agendados exame de saúde, provas técnicas e práticas etc. Por outro lado, os agentes de trânsito – leia-se EPTC – já estão testando o registro de multas em tablets ou smartphones. Com isso, o preenchimento errado dos talonários atuais, o que não é incomum, tenderá a evitar o que ocorre agora, isto é, que uma em cada 10 infrações não seja enviada ao infrator.
Até março de 2013,o governo do estado afiança que cadastrará os Centros de Desmonte de Veículos, na tentativa de inibir a venda de peças sem procedência. Há, no momento, 311 CDVs registrados. Outra medida elogiável é a que se refere ao acordo com a Secretaria Estadual da Educação para a compra de 4 mil livros didáticos sobre educação no trânsito que serão distribuídos nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Afinal, como garante um velho adágio popular, é de pequenino que se torce o pepino.
Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)
Nelson Rodrigues, em 31 de maio de 1958, na última crônica antes da estreia da seleção brasileira de futebol na copa do mundo na Suécia titulou sua coluna “Personagem da Semana”, na revista Manchete, com o provocativo: “Complexo de vira-latas”. E explicou: “Por complexo de vira-latas entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol”. Ainda assim apostou na vitória, e, como sabemos, veio o primeiro título mundial. Nelson só não acertou nas consequências: “Só imagino uma coisa – se o Brasil vence na Suécia, e volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício”.
Nem hospício, nem a fé se tornaram referência. Ganhamos cinco copas, temos o maior número de campeonatos mundiais, exportamos enxurradas de craques. Na América Latina o domínio é tanto que decidiram proibir final de campeonatos continentais entre nossos times. Mas, o complexo voltou. Nas vésperas de sediar o próximo mundial, Ronaldo o Fenômeno, legítimo produto nacional, o maior goleador de mundiais, eleito três vezes o melhor do mundo, e hoje Diretor do COL, consegue fora dos gramados o que nunca tinha feito dentro deles, pisar na bola: “O futebol brasileiro não vive o seu melhor momento. Talvez até esteja no seu pior momento da Historia”.
Fora do Brasil, o pessoal do futebol se aproveita. Breitner, alemão campeão do mundo em 1974, na Soccerex do Rio disse que ficamos fora das mudanças do futebol mundial nos últimos anos. E, em relação ao mundial de clubes, a fala em algumas ocasiões é míope ao avaliar o campeonato da FIFA. Quando não é, é até de desprezo. Atitude que alguns conterrâneos nossos tem endossado ingenuamente, pois a simples observação do comportamento dos europeus após os jogos finais no mundial de clubes constata que a fala dos homens precisa sempre ser reavaliada. Explosões dos europeus de alegria ou tristeza relacionadas com vitória e derrota são visíveis a olho nu.
O velho e sábio Nelson Rodrigues viveria hoje uma assertividade invejável, pois enquanto o complexo ainda persiste a paixão também explode. No tricolor campeão que tanto amou e nos “loucos” que chegam amanhã em Tókio.
Felipão tem mesmo que levar este espírito dos clubes à Seleção.
Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung
O cidadão recolheu por 25 anos o INSS sobre 20 salários mínimos. No início dos anos 90 o Congresso Nacional Brasileiro decreta que o valor de recolhimento para o teto deve baixar para 10 salários mínimos. Pouco tempo depois, sua secretária que pagava o carnê do INSS no banco, é orientada por um caixa do banco a corrigir o recolhimento para 3 salários mínimos. Passados 3 meses com recolhimento sobre 3 salários, o cidadão toma conhecimento do equívoco e volta a recolher sobre 10 salários mínimos. No ano de 1996 é feita a aposentadoria com base em 3 salários mínimos. No final dos anos 90, ao comentar com um amigo essa trajetória, lhe é indicado um advogado para entrar com uma ação na justiça contra o INSS. O processo, após longo período, é indeferido. Em 2011 o cidadão resolve fazer uma consulta ao INSS sobre sua aposentadoria. A gerente da agência lhe informa que ele tem uma quantia considerável para receber. Só que venceu o prazo de 10 anos e ele perdeu o direito de recebimento. Que tristeza!
IPTU
O cidadão, por problemas de segurança (teve sua casa assaltada), resolve mudar para um apartamento. Passados 7 anos em sua nova residência, ele se dá conta que o valor do IPTU mais que dobrou no período. Como ele vive de aposentadoria, resolve consultar a Prefeitura de São Paulo sobre o porquê do aumento tão elevado, uma vez que sua aposentadoria não teve qualquer aumento, e sim as correções decorrentes da inflação. A explicação que conseguiu apurar para esse fato é que os imóveis na região foram muito valorizados. E ele então arguiu: se sou proprietário de um imóvel e não tenho nenhuma intenção de comercializá-lo, porque um órgão público quer se beneficiar de sua valorização? Não seria o caso de obter vantagem sobre essa valorização apenas no caso de venda do imóvel? E desfiou seu descontentamento para o atendente da Prefeitura: O retorno obtido com esse elevado aumento do imposto é inexistente. Ou seja, continuamos com as vias públicas em péssimas condições, esburacadas, cheias de remendos mal feitos. A iluminação pública, no geral, é deficiente, propiciando todo tipo de insegurança aos cidadãos. Toda a vegetação não tem o tratamento adequado. Sem falar na falta de segurança. Que tristeza!
ITCMD
O casal vive por mais de 40 anos em perfeita sintonia e harmonia. Com dois filhos e um patrimônio conseguido do trabalho profissional de ambos durante esse período. Até que uma doença grave acomete um dos membros do casal que, após um longo período de sofrimento, vem a falecer. De repente o parceiro vivo é informado sobre a necessidade de fazer um inventário. Ao que ele indaga: um inventário? Mas o nosso regime de casamento é com comunhão universal de bens, ou seja, no caso de meu falecimento os nossos bens vão automaticamente para nossos dois filhos. Ao que é informado que na legislação atual é necessário fazer o inventário. Sem alternativa, ele contrata um advogado e gasta uma quantia em dinheiro que consome toda sua poupança. Então ele pergunta: será que inventaram esse inventário só para pagarmos mais um imposto elevadíssimo, o tal do ITCMD Imposto Sobre “Causa Mortis” e Doações de Quaisquer Bens ou Direitos. Que tristeza!
A TRISTEZA MAIOR
Ninguém reclama, ninguém contesta, ninguém se manifesta! Só reproduzindo o cartaz abaixo:
Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada. Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung
Voltei para casa. Mesmo morando há 21 anos em São Paulo, lá ainda é a minha casa. Minha infância, minha adolescência e o início da vida adulta foram vividos por lá. Fui brincar no pátio como fazia quando criança. Vi o campinho de futebol, encostado na rua Dr Aurélio Py, onde joguei bola muitos anos, nos tempos em que, como zagueiro e lateral esquerdo, exercitava a arte de chutar canelas. Havia muitos carros estacionados sobre ele, mas o areião, no qual rasguei joelhos e cotovelos, ainda se destaca em toda sua extensão. Do outro lado, vi a quadra na qual joguei basquete, passei frio e escorreguei na água da chuva que ultrapassava o telhado que despencou durante um vendaval. No meio do caminho enxerguei a sacada, onde meus craques apareciam de vez em quando, abanavam e, com o polegar, davam sinais de confiança. Foi meu pai quem lembrou das piscinas que ladeavam a avenida Carlos Barbosa, as quais frequentava carregado pelas mãos da minha mãe, no verão gaúcho. Os guris com quem fiz amizade não encontrei. Devo ter passado por eles, mas a idade escondeu seus traços de criança e não os reconheci. Havia outros ao meu lado. O Christian, meu irmão, o Fernando, meu sobrinho, e o Lorenzo, meu filho mais novo, que não escondia a alegria de estar compartilhando comigo as brincadeiras de criança naquele imenso pátio que se transformou o Olímpico Monumental.
No último dia de vivência no estádio, cenário de parte da minha vida, chorei de forma contida, não pela despedida, mas ao ouvir, mais uma vez, o radinho de pilha transmitir a voz de meu pai que, Milton Ferretti Jung, que por 15 longos minutos, narrou os lances do Gre-Nal. Antes do jogo, havia sido tocante ouvir as declarações dos craques do passado que desfilaram no gramado do Olímpico. Gente como Gaspar, Jardel, Danrley, Mazaropi, Iura e Loivo, meu eterno Coração de Leão. Nada se comparou, porém, a transmissão feita pelo meu craque da locução esportiva. Perfeccionista, jura que os óculos impróprios para a distância atrapalharam e preferia ter dado ritmo mais acelerado ao jogo. Só ele tinha esta preocupação. O que nós, seus fãs e ouvintes, queríamos era relembrar, agradecer por todas as emoções narradas. Tirar foto ao lado dele, assim como dezenas fizeram questão na caminhada até a cabine da rádio Guaíba. Voltar no tempo.
O Gre-Nal desse domingo, que só descrevo ao fim desta segunda-feira pela necessidade de retomar o fôlego, sufocado pelas sensações que vivi, era coadjuvante num cenário tão grandioso. A falta do futebol bem jogado, a carência de habilidade para furar bloqueios defensivos, a predominância da violência, o descontrole dos comandantes e a incompetência do árbitro pouco nos importaram. Esperávamos o fim da partida ansiosos para dar adeus ao velho estádio. E o fizemos com uma Avalanche definitiva, que extrapolou os limites da Geral, torcida que trouxe este movimento sincronizado para as arquibancadas. Era a última vez, oficialmente, que comemoraríamos nossos feitos, ao lado de filhos, sobrinhos, irmãos, pais e amigos no pátio da minha casa. No Olímpico Monumental.
Amo a Vida.
Sou profundamente grata por ela
e hoje partilho esse amor
através da voz de quem sabe
como e o que dizer.
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida
Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung
Na tarde de sexta-feira, Lucas, jogador do São Paulo, foi parar no ateliê do alfaiate João Camargo. Vendido para o Paris Saint-Germain por R$108 milhões, onde se apresenta no mês que vem, o meia-atacante dá sinais de quem pretende mostrar aos franceses que a elegância dele não se resume ao belos dribles em campo.
Craque da alfaiataria, João Camargo é um dos poucos que ainda exercem esta profissão, em extinção por falta de mão-de-obra, mesmo. Leva-se muito tempo para aprender as técnicas do ofício. Mas esta é uma outra conversa que abordaremos nas próximas conversas.
Recentemente, estive com Camargo em um evento para noivos, quando conversamos sobre as proporções e referências da moda masculina. Falamos, principalmente, dos ternos que revelam elegância e sofisticação, além de demonstrarem virilidade em quem os veste. Para tanto, é preciso seguir algumas regras. Tudo tem que estar em harmonia com o biotipo e a postura do homem: sapato, gravata, paletó e calça acompanhados do colete, uma belíssima camisa com o colarinho igualmente impecável. Quem resiste aos elogios?
No Brasil, a cultura dos sem-gravata pegou por conta da imagem descontraída que o homem transmite em uma entrevista, na agêcia de trabalho, ou em casos informais mesmo. Os candidatos, nas ultimas eleições, aderiram ao estilo para falar mais de perto com os eleitores. Mas, na hora “h”, na hora do casamento, de um outro compromisso formal, a elegância pede – e pede com exageros – o traje completo. Que o digam os muitos banqueiros que vestem as criações da alfaiataria do Camargo. E o próprio Lucas que, fira dos gramados, terá de encarar muitos eventos formais na elegante Paris.
O interessante do atendimento do Camargo é que, além da excelência em cortes e modelagens, o alfaiate presta consultoria aos noivos. Por exemplo, ensina ou renova a postura que valorizará a roupa e o corpo no momento da foto. Deve-se ter cuidado até para abraçar os convidados. Uma dica é desabotoar o paletó.
Acompanhe trechos da minha conversa com João Camargo:
O homem e o alfaiate
Alfaiate é uma figura que ficou esquecida no mundo dos homens por um bom tempo, e quando isto aconteceu eles perderam a referência de moda. Hoje, o homem está se cuidando mais, vai ao cabeleireiro, faz regime, quer eliminar a barriga saliente, entre outras medidas que revelam a vaidade masculina. Para ajudá-lo, a consultoria pretende que o noivo leve os ensinamentos para além do casamento. Ao confeccionar o terno, assim como ocorre com a roupa das mulheres, Camargo leva em consideração a silhueta, e propõe ajustes de calça e cintura alta
Etiqueta e postura
Uma boa postura vale tanto para aprender a desabotoar o paletó na hora de dar um abraço, quanto para posar para as fotos.
Cores dos ternos
Camargo ressaltou a importância das cores dos ternos dos noivos, a primeira escolha é sempre o preto, depois o cinza e, por último, marinho. Há quem prefira os mais claros, até mesmo o branco. Para Camargo, esta escolha deixa a noiva em segundo plano. Ninguém vai lembrar do vestido dele. É melhor pensar bem antes de tomar esta decisão.
Gravatas e colarinhos
Foram muitas as dúvidas, principalmente sobre as gravatas: qual modelo está na moda? Qual devo usar: a fininha ou a mais larga? Para o alfaiate tudo vai depender do biótipo da pessoa. Como você acha que ficaria um homem alto e forte com uma gravata fininha? Não dá. Tem de haver equilíbrio ao vestir.
Desfile
Nas passarelas dos desfiles do Camargo, além dos belíssimos e elegantes ternos, tem sempre modelos, celebridades do momento, que arrancam suspiros da platéia. Neste que gravei um trecho, esteve o modelo e ex-BBB Jonas Sulzbach . Vamos conferir alguns momentos por aqui.
Alguém tem alguma dúvida de que o jogador Lucas chegará elegantemente vestido com um terno com silhuetas e tecidos impecáveis, no Paris Saint-Germain?
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.
As vendas na internet estão mudando o comportamento do consumidor e levando o comércio a criar lojas cada vez mais atraentes. A diretora-geral do Popai Brasil – Associação Global de Marketing no Varejo, Ana Cláudia Costa, explica que para concorrer com as vendas online é fundamental investir ainda mais nas sensações que uma loja pode provocar, surpreender o cliente, produzir vitrines diferentes, criar iluminação aconchegante, oferecer aromas que não incomodem e som ambiente coerente ao conceito da marca e do produto. É preciso estar atento para o fato de que as compras nas lojas físicas são muito mais emocionais do que nas lojas virtuais. Na entrevista ao Mundo Corporativo da CBN, Ana Cláudia Costa, recomenda que o comerciante que explora os dois canais de venda ofereça produtos e faça promoções diferenciadas mas mantendo alinhamento na comunicação.
O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Você pode participar das discussões no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin.